Especial Atletibas históricos – Coritiba humilha o Atlético, que dá início a uma revolução


por Paulo Semicek

O dia 16 de abril de 1995 ficará marcado por muitos anos na memória tanto de atleticanos quanto de coxas-brancas. O Atletiba daquele domingo de Páscoa foi disputado no Couto Pereira, casa do Coritiba. A fase de ambos os rivais não era das melhores, sendo que o Paraná era a equipe com mais expressão do Estado naquele momento (e que levaria o tricampeonato estadual daquele ano). 

No entanto, nenhum time quer que sua torcida presencie uma derrota em um clássico. E diante de mais de 20 mil torcedores, a partida havia começado.

Os técnicos adotaram táticas diferentes; Sérgio Cosme, o atleticano, quis atacar, e Carpegiani, o coxa-branca, preferiu defender. Apesar disso, o que se viu foi o time do Alto da Glória começar com força o jogo, e aos dez minutos de partida, o atacante Brandão já tinha marcado dois gols para o Coritiba, um em sequência ao outro. Para fechar o primeiro tempo, Gedson ampliou o placar para o Coxa. 

Na etapa final, Pádua cabeceou e descontou para o Atlético. Mas o que poderia ser uma possível reação rubro-negra acabou destruída pelo ritmo de jogo e o ataque coxa. Pouco tempo depois, o artilheiro daquela Páscoa, Brandão, fez o terceiro gol dele no jogo, e o quarto do Coritiba. Até então, uma goleada excepcional do Alviverde do Alto da Glória, algo devastador para um clássico como o Atletiba. Tudo isso até o gol contra do zagueiro atleticano China, e que fechou o placar em 5 a 1 para o Coxa em cima do Atlético. Humilhação para o rival do Àgua Verde, e muita festa no Couto Pereira. 

Capa do Jornal Tribuna do Paraná, no dia seguinte à goleada (Foto: Arquivo)

A goleada de Páscoa, porém, não se resumiu àquela tarde de 16 de abril. Depois da partida e até como símbolo da fase ruim que durava muitos anos, uma revolução ocorreu no Atlético. Mário Celso Petraglia assumiu o clube, e tomou uma série de medidas que transformaram o clube algum tempo depois. 

Mas, para o torcedor coxa, fica a lembrança daquela goleada e também o ânimo que ela trouxe para  restante da temporada de 95. Mesmo com o Paraná Clube sendo o campeão daquele Paranaense, o alviverde fez uma grande Série B, e acabou conquistando o acesso à primeira divisão do ano seguinte. Ou seja, mesmo o Coritiba humilhando o seu rival, para ambos os clubes a goleada teve um significado especial. 

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Publicado em 5 de maio de 2012, em Futebol Nacional e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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