Em dia de Didier Drogba, Robben perde pênalti decisivo e Chelsea leva a taça da Champions em Munique


por Jordan Marciano

Para a alegria dos torcedores ingleses presentes no Estádio Allianz Arena, em Munique, o Chelsea FC se tornou o grande campeão da UEFA Champions League (UCL) da temporada 2011/12. A decisão foi realizada neste sábado (19), e depois do empate em 1 a 1 no tempo regulamentar, com gols de Mueller e Drogba,e um pênalti perdido por Robben na prorrogação, a equipe de Di Matteo venceu na disputa das penalidades pelo placar de 4 a 3.

Didier Dorgba foi o nome do Chelsea nas partidas decisivas da conquista da UCL. (Foto: Reuters)

Algum Favorito?

Apontar o favorito para a final seria um tanto ousado, já que ambas as equipes fizeram boas campanhas na Liga e eliminaram os dois maiores clubes da Espanha nas semifinais da competição (Real Madrid e Barcelona). Entretanto, pode-se dizer que o Bayern levou alguma vantagem para os gramados, pois jogou em casa com grande apoio do torcedor, e de acordo com as estatísticas, não havia sofrido nenhuma derrota na UCL em jogos no Allianz Arena, enquanto o Chelsea saiu vitorioso como visitante em apenas uma ocasião dentro do torneio, contra o Benfica na cidade de Lisboa.

Do lado inglês, a empolgação se encontrava na motivação por ter vencido a Copa da Inglaterra e principalmente por eliminar o considerado melhor time do mundo, em pleno Camp Nou. A confiança estava junto com os Blues, Lampard disse em entrevista que a base para a vitória seria ter confiança em si próprio, ou seja, no trabalho que a equipe vinha desempenhando. O meio campo ainda deu bons créditos para o técnico interino Roberto Di Matteo ao longo da trajetória inglesa na Champions:

“A importância dele está clara nos resultados. Foi muito importante em muitas situações, passa confiança para todos nós dentro e fora de campo, conversa com cada um individualmente, ajuda o grupo. A vitória contra o Napoli mudou tudo e ele tem feito um grande trabalho.” – Afirmou Lampard.

Desfalques brasileiros para a final

Chelsea: Quem não jogou a decisão da UEFA foi Ramires, que estava suspenso por ter recebido cartão amarelo na semifinal, e trouxe prejuízo para o time inglês, pois o brasileiro foi fundamental nas partidas que realizou e mostrou muita responsabilidade quando lhe foi solicitado.

Bayern: O brasileiro que não jogou a final pelo lado bávaro foi Luiz Gustavo. Jogando na mesma posição de Ramires, Gustavo foi suspenso contra os Madrilenhos e também fez falta na última partida da UCL. O volante foi essencial na contenção de bola no meio de campo, caracterizado por realizar grandes desarmes de bola contra os adversários.

O Jogo – 1º Tempo

A grande final da UEFA Champions começou com os dois times jogando da mesma maneira de toda a competição, o Bayern indo para o ataque com a velocidade de Ribery, Robben e

Mueller enquanto o Chelsea se defendia com a qualidade de Bosingwa, David Luiz e Cole, na tentativa dos contra ataques criados por Juan Mata e Drogba.

Como as duas equipes foram as que mais fizeram faltas ao longo da UCL e também as que receberam maior número de cartões, o confronto foi destacado por exageradas faltas cometidas. No primeiro minuto da partida Schweinsteiger já colocou a mão na bola e iniciou a série de cartões amarelos do jogo. A equipe bávara foi para cima dos Blues e não deixava o time inglês sair jogando com facilidade, mas também não furava o setor defensivo adversário, o que dificultava a abertura do placar no Allianz Arena.

A jogada mais aguda da partida aconteceu com os donos da casa, e aos 20’ Robben chutou, mas Cech fez uma boa defesa com as pernas, e na sequência Lampard jogou a bola para a linha de fundo. Aos 28 minutos o holandês apareceu novamente em cobrança de falta, mas o meia chutou na barreira. Na marca de 33, a falta foi a favor do Chelsea, na batida, Juan Mata chutou por cima da barreira e também da meta de Neuer. O gol do Bayern quase aconteceu aos 35 minutos, no cruzamento realizado por Contento, Mueller pegou de primeira e tirou Cech da jogada, mas a bola passou rente à trave direita dos visitantes.

No final da primeira etapa o time comandado por Di Matteo ameaçou ir para o ataque, e isso deixou a disputa um pouco mais aberta com os dois times tentando fazer o gol. Em um lance, Kalou chutou de fora da área, obrigando Neuer a cair no canto esquerdo para defender. Para o time de Jupp Heynckes faltava o pé calibrado de Super Mario, que estava apagado no ataque, em uma jogada o centroavante se livrou bem da marcação dentro da área, mas na hora de finalizar a bola subiu demais e foi longe do gol. O primeiro tempo então, terminou em 0 a 0.

O Jogo – 2º Tempo

Bayern e Chelsea iniciaram a etapa complementar com um confronto mais dinâmico, os bávaros insistiam na velocidade dos seus homens de armação e os visitantes continuaram na defesa, mas com um jogo mais aberto e avançando para o ataque quando as oportunidades apareciam. Aos 8 minutos, Ribery colocou a bola pra dentro depois do rebote, mas o bandeirinha já havia assinalado impedimento no lance. O tempo foi passando e aquele Chelsea que tinha a marcação mais adiantada voltou a jogar como no começo do jogo, o que trouxe novamente o Bayern para a pressão no campo de ataque.

A situação era similar à da partida com o Barcelona, pois os ingleses ficavam se segurando, enquanto a bola não entrava para o time alemão. Mesmo com as chances aparecendo, sempre tinha alguém de azul para afastar a bola ou então o goleiro Cech fazia a defesa. Faltavam mais chutes de longa distância, Drogba e Mario Gomez, jogadores principais das equipes em campo, não influenciavam diretamente na final, pois ficavam isolados bem a frente e a bola não chegava com facilidade para os atacantes.

Algumas substituições foram realizadas, aos 30 minutos Ribery fez a jogada na grande área, mas o goleiro deu um tapa que evitou o primeiro gol do jogo. Na insistência alemã, o gol do Bayern aconteceu e o Allianz Arena entrou em êxtase. A jogada aconteceu quando o relógio marcava 37 minutos, e na cabeçada de Mueller a bola quicou no chão, bateu no travessão e foi para o fundo das redes de Cech, deixando o placar aberto em 1 a 0. Depois do gol, Fernando

Torres entrou em campo e Di Matteo colocou seu time em tática ofensiva, e deu certo, pois os 43 minutos Drogba, que estava “sumido”, subiu mais que Boateng no escanteio e também de cabeça empatou o jogo, o que levou a decisão da Champions para a prorrogação.

Prorrogação: Robben igual Messi

A prorrogação seguiu no modelo geral dos 90 minutos iniciais da final da UEFA Champions, mas o maior destaque ocorreu quando aos 5 minutos Drogba cometeu penalidade em cima do francês Ribery. Tudo foi de novo como no jogo em Barcelona, pois la na Espanha o Marfinense também havia feito pênalti, só que Messi ao cobrar não fez o gol que daria a classificação para os azul-grená. Na cobrança, Robben partiu para a bola e assim como o argentino, perdeu a chance de concretizar a taça para o Bayern porque Cech fez uma bela defesa, sem dar rebote para o holandês. Isso trouxe um grande desânimo para os donos da casa, que ainda buscavam o gol adversário, mas não com tanta força como antes. Os ingleses também se mostravam cansados devido ao desgaste que uma prorrogação gera, mas se seguraram e levaram a decisão para as penalidades máximas. A apreensão tomou conta não só de torcedores ingleses ou alemães, mas também de quem é fã de futebol e estava acompanhando a partida mais importante da temporada européia.

Cobranças de pênalti – (Bayern 3-4 Chelsea)

Nas penalidades, Robben não quis cobrar e Drogba, com grande responsabilidade, bateu com muita tranqüilidade a cobrança que deu o título da UEFA Champions League ao Chealsea FC.

Na relação do Bayern Lahm, Super Mario e Neuer fizeram. Olic jogou nas mãos de Cech e Schweinsteiger bateu na trave.

Na relação do Chelsea Juan Mata começou perdendo, mas David Luiz, Lampard, Cole e Drogba marcaram.

Único brasileiro na decisão, David Luiz (centro) comemora o título com seus companheiros (Foto: Reuters)

Opinião do Jornaleiro

Um jogo digno de uma final de UCL. Nem Barcelona e Real Madrid fariam uma decisão tão emocionante como à realizada com Bayern e Chelsea. O jogo foi com os ingleses na maior parte do tempo se defendendo do ataque poderoso dos bávaros, e de tanto insistir o time alemão abriu o placar no Allianz Arena. Pronto, agora era só fechar atrás e esperar o apito do árbitro para ganhar a UEFA em casa, mas do contrário, Didier Drogba apareceu para mudar a cena do filme e levar a decisão para a prorrogação. O destaque do marfinense foi que ele fez o pênalti que Messi desperdiçou no Camp Nou, o gol na Ingleterra no jogo de ida contra o melhor time do mundo, empatou o jogo na Alemanha quando a chance do título para o Bayern já era enorme, fez mais um pênalti em cima de Ribery durante a prorrogação, e vivendo de altos e baixos, bateu no canto direito de Neuer na quita cobrança do Chelsea e consagrou o caneco para o time de Di Matteo. Enfim, todos foram muito importantes para esse troféu dos Blues, como Cole, David Luiz, Ramires, Meireles, Cech, Fernando Torres entre outros, mas muito interessante também foi como Drogba viveu as ultimas fases do torneio. Em uma mistura de tática, técnica, luta e sorte, foi muito merecido que o Chelsea vencesse essa Champions de 2011\12.

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Site sobre esportes dos alunos da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Email : jornaleirosdoesporte@gmail.com Twitter : @Jesporte Facebook : http://www.facebook.com/#!/profile.php?id=100002390365816

Publicado em 21 de maio de 2012, em Champions League 11/12 e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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