Entrevista com o judoca Rafael Silva, medalhista de bronze em Londres


por Renan Araujo

O judoca Rafael Silva conquistou nos Jogos de Londres uma inédita medalha de bronze para o Brasil na categoria mais de 100kg e ajudou o país a conquistar a meta de quatro medalhas no esporte. O Baby, como ele é conhecido, que tem 25 anos e iniciou seus treinamentos no Paraná, foi prata no Panamericano de Guadalajara em 2011 e concedeu uma entrevista para o Jornaleiros do Esporte falando mais sobre sua trajetória e seus planos para o futuro.

(Foto: Fotocom.net)

1- Como foi seu início de carreira e por que optou pelo judô?

Eu tive o meu primeiro contato com esporte aos cinco anos, quando lutava karatê. Depois, iniciei o judô com 15, no Paraná, um pouco tarde para a modalidade, mas já me identifiquei. Em pouco tempo, entrei nas categorias de base da Seleção e me mudei para São Paulo. Ingressei no Projeto Futuro, local que formou grandes medalhistas olímpicos e desde 2009 defendo o Esporte Clube Pinheiros, onde também tenho a oportunidade de treinar com grandes nomes, como Tiago Camilo e Leandro Guilheiro.

2- Quais as maiores dificuldades que você enfrentou na carreira, especialmente no início?

Acho que as maiores dificuldades de um atleta estão justamente no início da carreira, quando ninguém acredita no seu potencial. Eu sempre tive uma família e amigos muito presentes, que me apoiaram e sou muito grato a isso.

3- Como são seus treinos hoje? Você tem toda a estrutura necessária?

Sim, atualmente tenho toda a estrutura necessária. Treino de segunda a sábado, duas vezes por dia. Além disso, tenho fisioterapeutas à disposição e uma equipe que me ajuda a evoluir.

4-  Você já havia conquistado uma medalha nos Jogos Pan-Americanos e agora conquistou uma nos Jogos Olímpicos. Qual é a emoção dessas conquistas? Você atingiu seus maiores objetivos?

Realmente tive conquistas importantes nos últimos anos. A emoção é muito grande, depois do bronze em Londres a sensação foi de alívio, de tirar um peso das costas. A Olimpíada é um “divisor de águas” na carreira de um atleta e, a partir de agora, vou ser mais respeitado e vou buscar atingir novos objetivos. 

5- Por que o apelido de Baby?

Na verdade nem eu sei ao certo [risos]. Quando cheguei a São Paulo, no Projeto Futuro, era comum colocarem apelidos. Não sei se escolheram o meu por causa da Família Dinossauros ou se foi porque eu era grande e tinha cara de novinho. Independente disso, não me importo com o apelido, já estou acostumado.

6- Quais são seus planos futuros para a sua carreira?

Eu pretendo continuar treinando bastante. Quero conquistar uma medalha no próximo mundial – feito que ainda falta na minha carreira – e me preparar para o próximo ciclo olímpico, pois em 2016 quero representar o Brasil novamente no Rio.

 

Sobre Jornaleiros do Esporte

Site sobre esportes dos alunos da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Email : jornaleirosdoesporte@gmail.com Twitter : @Jesporte Facebook : http://www.facebook.com/#!/profile.php?id=100002390365816

Publicado em 20 de agosto de 2012, em Especiais, Olimpíadas e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

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