Entrevista com o ginasta Arthur Zanetti, medalhista de ouro nas Olimpíadas de Londres


por Renan Araujo

Arthur Zanetti possui apenas 22 anos e hoje já é o nome mais promissor da ginástica brasileira após a conquista da medalha de ouro nas argolas na Olimpíada de Londres. O paulista que treina em São Caetano do Sul conquistou grandes resultados em sua carreira desde que começou a disputar grandes competições internacionais há três anos. Em 2009, ele foi quarto lugar no Mundial de Ginástica de Londres e desde então colecionou títulos. Em 2010, foi campeão Sul-Americano nas argolas e por equipes.

Já em 2011, se sagrou campeão na Universíada, além de um ouro por equipes e uma prata nas argolas no Pan de Guadalajara. Na Etapa do Circuito Mundial ficou em segundo, atrás apenas do chinês Chen Yibing e conseguiu a revanche nas Olimpíadas com uma série com uma dificuldade muito alta. O ginasta, que aposta em um treinamento muito forte e preparação psicológica conversou com o Jornaleiros do Esporte sobre sua carreira. Confira:

O ginasta em sua apresentação vencedora nas Olimpíadas de Londres deste ano (Foto: Getty Images)

1-      Como foi seu início de carreira e por que decidiu seguir na ginástica?

Comecei aos 7 anos, quando um professor de educação física viu em mim um potencial ginasta. Ele me indicou o Serc Santa Maria, em São Caetano do Sul, onde treino até hoje. Escolhi a ginástica porque é um esporte que me identifico e gosto muito da modalidade.

2-      Como é se tornar o primeiro brasileiro medalhista e logo campeão olímpico na ginástica em sua primeira olimpíada?

Nosso objetivo sempre foi conquistar uma medalha. O ouro veio como consequência da estratégia usada pelo meu treinador e pela boa série que consegui fazer na final. Esse resultado foi muito bom porque não é um resultado apenas meu, mas para contribuir na evolução da ginástica no Brasil.

3-      A ginástica masculina teve suas esperanças depositadas por muito tempo exclusivamente no Digo Hypólito. Com o seu desempenho os investimentos no esporte podem melhorar?

Sim, espero que haja mais investimento na ginástica como um todo.

5-      Em entrevista você afirmou que seu grande diferencial para conquistar o ouro foi investir no psicológico. De que forma isso pode ajudar um atleta na hora da competição?

Na hora da competição é só cabeça, o corpo já esta preparado então trabalhamos muito o psicológico para que nada atrapalhasse na hora da competição.

6-  De que forma o seu treinador, o Marcos Goto, foi considerado por alguns até um pouco rígido em relação a isso. Esse é o segredo para o sucesso e de que forma seu técnico contribui para isso?

Muito desta conquista devo ao meu técnico, pois foi ele que me treinou desde as categorias de base. Se eu consegui ter este resultado por cousa da rigidez dele, vou continuar ouvindo e seguindo meus treinos desta forma. Deu certo!

7-  Quais são suas metas para o futuro de sua carreira?

Penso em finalizar o ano, ainda tenho competições nacionais e internacionais. Futuramente penso em 2016.

 

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Publicado em 11 de setembro de 2012, em Especiais e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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