Ronda Rousey e Miesha Tate são as primeiras mulheres do UFC


por João Pedro Alves

Enfim as mulheres começam a desembarcar no UFC. Na noite desta quinta-feira (8), o site TMZ noticiou que a americana Ronda Rousey, campeã peso galo do Strikeforce e grande nome do MMA feminino da atualidade, acertou com a franquia e é a primeira atleta a assinar com o Ultimate. Horas depois, durante a madrugada desta sexta, Miesha Tate, ex-campeã derrotada por Rousey em março, anunciou que também está certa com a maior organização de MMA do mundo.

Adversárias no início do ano no Strikeforce, Tate e Rousey agora podem voltar a se enfrentar no UFC (Foto: Divulgação/ Strikeforce)

O presidente do UFC, Dana White, sempre se mostrou contrário à criação de uma categoria feminina em sua organização. Entretanto, o crescimento do MMA feminino e as atuações de Ronda Rousey fizeram com que o homem forte do Ultimate mudasse de ideia e passasse a cogitar a implantação de uma divisão para mulheres. E a primeira contratação foi de ninguém mais ninguém menos que Rousey, campeã e ainda com um cartel invicto, com seis vitórias por finalização – todas por chave de braço.

O segundo nome não demorou a surgir. Ex-campeã do Strikeforce e com um cartel com 13 vitórias e três derrotas, Miesha Tate anunciou por meio de sua conta no Twitter que, assim como sua algoz, migrou para o Ultimate. “Muito feliz por estar lutando pelo UFC. Era um sonho meu por um longo tempo. Muito feliz que finalmente está se tornando realidade”, publicou a americana. Também no microblog, “Cupcake” se disse feliz pelo fato da revanche com “Rowdy” poder acontecer no UFC – na primeira luta, Tate foi finalizada no primeiro round e perdeu o cinturão.

A ida de duas das principais atletas do esporte para o UFC reforça a ideia de que o Strikeforce está com os dias contados. Desde que foi comprado pela Zuffa (dona do Ultimate) no ano passado, especula-se quanto ao futuro da organização californiana, que passou a ter menos edições e a perder alguns atletas. De acordo com o jornalista americano Ariel Helwani, o Strikeforce deve fechar as portas em definitivo no início de 2013, após o evento do dia 12 de janeiro.

Opinião do Jornaleiro

A criação de uma categoria feminina no maior evento de MMA do mundo é importante para o crescimento da modalidade e servirá para atrair mais atletas e investimento para o esporte. Estando no UFC, as lutadoras terão mais visibilidade e, consequentemente, maior reconhecimento e valorização pelo trabalho, ainda pequeno.

No outro lado da balança, no entanto, está o fim do Strikeforce. O evento californiano, que já teve em seu quadro de lutadores nomes como Fedor Emelianenko e Alistair Overeem, aparecia como principal concorrente do UFC – até ser comprado pelo mesmo dono. Com isso, a soberania do Ultimate aumenta, gerando quase que um monopólio no mercado. É ruim para os fãs, é ruim para os atletas, é ruim para o MMA.

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Publicado em 9 de novembro de 2012, em Lutas e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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