Não à volta de SuperSonics e Hornets


por Lucas Vian

Com a venda do Sacramento Kings para investidores de Seattle, e a mudança de nome do time de New Orleans para Pelicans, os torcedores estão pedindo a volta do Seattle SuperSonics e do Charlotte Hornets. Entenda, nessa coluna, porque ser contra a volta dos dois times.
sonics-hornetsRelembrando ao leitor do Jornaleiros do Esporte, esse texto possui a opinião do autor apenas, e não do site.

Se por algum acaso, o Charlotte Bobcats, equipe criada por Michael Jordan em 2004 como um time de expansão, tomasse o nome “Hornets” que seria abandonado pelo futuro Pelicans, teriamos um “Hornets falso”, ou seja, um time com o símbolo do Charlotte Hornets, as cores do Charlotte Hornets e o nome do Charlotte Hornets, porém sem a história da equipe.

No hoje New Orleans Hornets, temos os jerseys #7 e #13 aposentados, como forma de homenagear os grandes jogadores que passaram por lá como “Pistol” Pete Maravich e Bobby Phils especificamente. A história do Hornets também tem passagens de nomes como Alonzo Mourning, Robert Parish, Baron Davis e Muggsy Bogues. História que o “Hornets falso” não teria.

Conclusão, teriamos um “Charlotte Hornets falso” sem a história do original, apenas com as cores e o nome. Qual é a lógica?

Com o Sacramento Kings indo para Seattle e várias pessoas pedindo a volta do SuperSonics teriamos a mesma história. O Kings, que tem uma história de 59 anos a mais que o Bobcats, pegaria o nome de um falecido time que foi seu rival de costa por 23 anos. E assumiria o nome da equipe apenas para que os simpatizantes do Sonics ficassem feliz com a volta da equipe.

O Sacramento Kings tem 22 anos a mais que o Oklahoma City Thunder (anteriormente conhecido como Seattle SuperSonics), em minha opinião, a história está mesmo com o Kings, que começou em 1945 com o nome de Rochester Royals.

E se, hipoteticamente falando, o Kings realmente assumisse o nome de Seattle SuperSonics, seria, assim como no caso do “Charlotte Hornets falso”, um “Seattle SuperSonics falso”. Um Sonics que “magicamente” teve Oscar Robertson e Vlade Divac jogando e que nunca foi campeão da temporada 1978-79.

Deixo como conclusão da opinião sobre o assunto que o time de Seattle deveria se chamar “Seattle Kings” e manter a história vindo do Rochester Royals. E ainda peço as mesmas cores da equipe atual de Sacramento. Enquanto ao Charlotte Bobcats, deveria continuar sendo o mesmo time que Michael Jordan fundou, afinal, Los Angeles Clippers também já foi considerado o pior time da NBA e deu a volta por cima.

Em vez de tentar reviver o passado, se preocupe em escrever o futuro.

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Publicado em 26 de janeiro de 2013, em Basquete e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. 4 Comentários.

  1. Isso não tem nada a ver, pois a unica coisa que muda são os empresários. A historia da franquia esta na cidade, no uniforme, e no sentimento dos torcedores..

  2. Felipe,

    Primeiramente agradeço a participação, isso faz o site crescer e entender outros pontos de vista acerca da mesma história. Porém, tenho de discordar com sua opinião.

    A história de um time não está com a cidade, e sim com o time em si. Por exemplo, temos o caso de George Mikan, que atuou no Minneapolis Lakers na década de 40 e 50. Sua história como jersey #99 não ficou em Minneapolis, mas sim no Lakers, que hoje está em Los Angeles. Os títulos da NBA que ele conseguiu com o Minneapolis Lakers, hoje estão como parte da história do Los Angeles Lakers, não como história do Minnesota Timberwolves (time que está hoje em Minneapolis). A história de uma equipe fica com a própria equipe, e não com a cidade.

    Comparando com o futebol, não gosto de comparar um esporte com o outro mas pra explicar nesse caso fica mais fácil, seria como o Flamengo do Piauí. Claro, sem ofender a história desse clube tradicional do nordeste que está em atividade desde a década de 30. O Flamengo-PI possui o nome do Flamengo carioca, as cores do Flamengo carioca, o uniforme do Flamengo carioca, porém não é o Flamengo carioca. Romário, Bebeto, Leandro e Júnior nunca jogaram nesse Flamengo. A mesma coisa seria com um “segundo Seattle SuperSonics” e um “segundo Charlotte Hornets”.

    Se eu fosse torcedor do Seattle SuperSonics, tivesse acompanhado o Draft, quando em 2007 o jovem Kevin Durant, da University of Texas, foi draftado. Acompanhei a ida do time para Oklahoma City. Acompanhei o time indo para a final contra o Miami Heat. A última coisa que eu iria gostar é ver uma outra equipe pegando o nome de meu falecido time apenas porque a “marca era forte”.

    Obrigado pela atenção,

    Lucas Vian

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