Uma análise sobre os eventos do tênis no Brasil


por Renan Araujo

A realização do Brasil Open, o único torneio do Brasil com a chancela da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), expôs diversas dificuldades que o Brasil ainda enfrenta para realizar competições de alto nível no tênis. Algumas dessas dificuldades também ficaram explícitas em outros eventos como a vinda de Novak Djokovic ao Rio de Janeiro e a Gilette Federer Tour, que trouxe Roger Federer a São Paulo.

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Ginásio do Ibirapuera estava mais cheio do que sua capacidade na final do Brasil Open. (Foto: Renan Araujo/Jornaleiros)

No Brasil Open, em primeiro lugar, foram as reclamações dos atletas por parte das condições da quadra que apresentavam desníveis e buracos e que era mais rápida que o normal para uma quadra de saibro. Até mesmo as bolinhas dos jogos foram criticadas. A organização do torneio já prometeu melhoras das quadras para 2014.

Mas, a grande dor de cabeça foi mesmo para os torcedores. Na final do torneio com a presença de Rafael Nadal, o público se amontoava para assistir ao jogo. Muita gente estava em pé, nas escadas e não havia lugares vazios. Foi alegado que houve falsificação de bilhetes, mas também existe a possibilidade de terem sido vendidos mais ingressos do que a capacidade do Ginásio do Ibirapuera, que é de 9300 espectadores.

Além disso, também houve reclamações por parte do calor dentro do ginásio, das más condições dos banheiros e da falta de lugares para alimentação. E isso fora a inflação do preço dos ingressos quando a organização do torneio confirmou a presença de Rafael Nadal. Em todos os dias 57.465 compareceram aos jogos, com média de 8200 por dia, um recorde de público. A má organização motivou o público a vaiar o diretor geral do torneio, Luis Felipe Tavares, presidente da empresa Koch Tavares.

Outro ponto que chamou a atenção dos fãs assíduos de tênis foi o comportamento da torcida durante as partidas. O esporte exige silêncio durante seus pontos, mas em muitos momentos não houve. Gritos no meio dos pontos (até mesmo de times de futebol), manifestações de apoio ou de desaprovação da torcida que atrasavam os pontos e exigiam que o juiz pedisse silêncio foram comuns. Durante a final do Brasil Open, a chegada de Ronaldo e Anderson Silva ao ginásio provocou alvoroço na torcida, que gritava e atrasou o andamento do jogo.

Além disso, também eram recorrentes as vaias aos atletas que enfrentavam os tenistas brasileiros ou o espanhol Rafael Nadal, especialmente quando reclamavam de alguma marcação polêmica do árbitro. Esse é um comportamento que só prejudica a imagem da torcida brasileira aos demais tenistas e prejudica também o próprio andamento do jogo.

Essas situações ainda precisam ser corrigidas para que o Brasil seja de fato uma referência no tênis mundial. Se a realização desses torneios já é um primeiro passo, o país ainda precisa melhorar muito para chegar a um nível mais alto e oferecer boas condições para o público e os jogadores.

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Publicado em 19 de fevereiro de 2013, em Tênis e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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