O que aconteceu com Valdivia?


por Vinicius Silva

Camisa 10 do Palmeiras, o chileno se destacou por onde passou, mas o meia vem sofrendo com muitas lesões e acabou virando alvo da torcida (com razão) nessa segunda passagem pelo Palmeiras. Com sondagens do River Plate, Jorgito pode se despedir do Verdão. O que aconteceu com o ‘”El Mago”?

Valdivia tem que se lamentar de tanto azar (Foto: Juan Mabromata/AFP)

Valdivia, o chileno azarado. (Foto: AFP)


Tirando as passagens por empréstimo para Universidad de Concepción, Rayo Vallecano e Servette, Jorge Valdivia defendeu a camisa do Coco Colo (CHI), Al Ain (EMI) e Palmeiras. O chileno foi campeão pelos três.

No Chile, foi campeão do Apertura e se destacou ao lado de Matías Fernández e Humberto Suazo. Nos Emirados Árabes, comandou a equipe para alcançar as taças da Etisalat Emirates Cup e da UAE President Cup, além de ter sido considerado o melhor jogador da história do clube (não que isso seja difícil). Aqui, no Brasil, venceu o Campeonato Paulista de 2008, tornando-se um ídolo do clube, e a Copa do Brasil do ano passado.

Porém, desde que voltou ao clube brasileiro, o Mago não é a mesma coisa. Logo quando chegou, (em 2010), Valdivia declarou amor ao clube e disse querer ser campeão. Campeão ele foi, mas, de certa forma, perdeu a antiga imagem e está muito longe de ter a história e ser um grande ídolo como Marcos. Aliás, nunca será como Marcos. Nem como Ademir da Guia, Djalma Santos, Evair e tantos outros. O chileno se perdeu.

Claro que em sua primeira passagem ele tinha a companhia de jogadores bem melhores do que tem atualmente. Ao lado de Kléber Gladiador, Diego Souza, Alex Mineiro é mais fácil jogar. Mas naquele time também tinham alguns pernas de pau, como Wendell (ainda presente no elenco palmeirense) e Lenny. Hoje, quem o Gilson Kleina tem a disposição para ajudar na consagração do meia? Wesley, tão pífio quanto o chileno? Ou ele deve se consagrar sozinho? Pois é. Jorgito era a esperança de carregar essa equipe, pelo menos nesta temporada.

2012 seria um ano atípico para qualquer time do futebol brasileiro, assim como foi para o Palmeiras. Creio eu que nunca, nenhum outro time, conseguiu vencer a Copa do Brasil e ser rebaixado no Brasileirão. Aliás, ser campeão com aquela equipe foi mais um milagre de Luiz Felipe Scolari, que ainda acabou como vilão no clube paulista.

Enfim, Valdivia se perdeu. Foi lesão atrás de lesão (ele entrou 9 vezes em campo das 29 partidas que o Palmeiras disputou nessa temporada). Expulsão atrás de expulsão (na final da Copa do Brasil, no Couto Pereira, ele ficou de fora por ter levado o vermelho em São Paulo). Confusão atrás de confusão. Cara feia ao ser substituído, vestir a máscara pobre coitado. Isso faz causar raiva na torcida. Normal de qualquer pessoa que apoia um clube, que quer a entrega do jogador dentro de campo.

Desaprender a jogar futebol ninguém desaprende. Mas a entrega do chileno é ao departamento médico do clube. Ótimo seria se Paulo Nobre levasse o meia para a Argentina, ou para qualquer outro lugar, em troca do valor de mercado que o chileno tem (o futebol atual é assim: o jogador geralmente tem seu valor por sua imagem). Entraria alguma coisa para investir mais nesse elenco limitado. Caso contrário, “El Mago” vai fortalecer sua relação com os médicos do Verdão cada vez mais.

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Publicado em 7 de maio de 2013, em Colunas e marcado como , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Xaninha Fogosa

    Excelente texto. Muito bom!

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