Opinião: Tachado de caneleiro, Jô agora é decisivo para o Atlético-MG


por Daniel Malucelli

João Alves de Assis Silva, ou somente Jô. É assim que é conhecido o atacante do Atlético-MG. O jogador de 26, teve início precoce no futebol,  mas já tem boa experiência nos gramados. Com 16 anos, em julho de 2003, ele fez sua estreia como jogador profissional, com a camisa do Corinthians, se tornando o jogador mais jovem na história a atuar pela equipe principal do clube. 

Parceria com Ronaldinho deu certo e hoje Jô (esq.) é fundamental no time de Cuca. (Foto: Reproduçãoi / Globoesporte.com)

Parceria com Ronaldinho deu certo e hoje Jô (esq.) é fundamental no time de Cuca. (Foto: Reprodução/GloboEsporte.com)

Na época, o time paulista passava por uma fase de reformulação, e o então técnico, Geninho, lançou alguns garotos da base para jogarem o Campeonato Brasileiro. Os dois principais nomes eram o atacante Abuda, de 17 anos, e Jô. O primeiro, mais badalado, jogou pelas categorias de base da Seleção, mas não teve o mesmo sucesso que seu companheiro. Hoje, Abuda disputará a Serie B, pelo Icasa.

Após dois anos, já queridinho da fiel, fez parte do time campeão brasileiro, e foi negociado ainda em 2005 com o CSKA, da Rússia. Por lá, fez dupla com outro brasileiro, Vágner Love. Os dois formaram uma boa dupla de ataque, que rendeu a ambos uma chance na Seleção Brasileira, que era comandada por Dunga. Alto, magro e rápido, o atacante de 1,89 disputou as olimpíadas de Pequim, marcando dois gols na partida contra a Bélgica, na disputa do 3º lugar. Curiosamente, Jô era reserva de Alexandre Pato, hoje no banco do Corinthians.

Suas convocações para a Seleção eram repletas de críticas, e foi nesse momento em que ele começou a ser tachado como um jogador caneleiro. Foi comprado pelo Man. City, mas não teve sucesso na equipe inglesa. Foi emprestado para o Everton, e posteriormente para o turco Galatasary. Em 2011 o Internacional repatriou o atacante. Sua má fama, baladas e poucas chances o prejudicaram em sua volta ao Brasil. No time gaúcho ele pouco jogou.

No ano passado, o Atlético-MG se reforçou e apostou em Jô e Ronaldinho Gaúcho. Ninguém botou fé no time. Menos o técnico Cuca. O time foi vice-campeão brasileiro. Esta temporada, ele encaixou, uma equipe com quatro jogadores extremamente ofensivos. Bernard, Ronaldinho, Diego Tardelli e Jô. O interessante é que Tardelli foi contratado este ano para ser o centroavante. Mas Jô foi mantido na posição, e Tardelli deslocado para jogar pelas pontas, fora de sua posição original. No último domingo o Atlético se sagrou campeão mineiro. Agora o foco será na Libertadores. Com 10 gols e grandes jogos na temporada, o “grandalhão” chegou a ser cogitado para a última convocação de Felipão. O fato é que, se ele continuar jogando este futebol, dificilmente não vestirá novamente a camisa canarinho.

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Publicado em 21 de maio de 2013, em Opinião e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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