Olimpia vira o jogo e elimina o Fluminense da Libertadores


por Paulo Semicek

O Olimpia-PAR venceu o Fluminense por 2 a 1, e está nas semifinais da Libertadores da América 2013. Salgueiro fez os dois gols paraguaios no estádio Defensores del Chaco, enquanto Rhayner descontou para o Tricolor das Laranjeiras. Com isso, o time tricampeão do torneio enfrentará o Santa Fé-COL nas semis. O Fluminense foca agora no Brasileirão e Copa do Brasil.

Com dois gols, Salgueiro matou o jogo e levou o Olimpia à próxima fase (Foto: Reuters)

Com dois gols, Salgueiro matou o jogo e levou o Olimpia à próxima fase. (Foto: Reuters)

Primeiro tempo movimentado

O Fluminense veio com a proposta mais ofensiva, precisando de um gol para ter vantagem no jogo. O esquema tático era forte; Rhayner e Wellington Nem invertiam-se nas pontas, com Wagner centralizado e  Fred como referência. Mas foi um erro da defesa do Olimpia que levou o Tricolor ao gol. Aos 9 minutos, o zagueiro Manzur tentou atrasar uma bola para o goleiro, mas foi fraca demais e Rhayner conseguiu dar um toque que encobriu o arqueiro paraguaio, fazendo o gol.

O gol causou no Flu uma vontade excessiva nas jogadas do Olimpia, sendo que algumas faltas quase renderam expulsão. O jogo ficou mais duro dos dois lados, porém os tricolores detinham mais a posse da bola, fazendo os paraguaios buscarem a bola aérea como solução. O excesso de faltas acabou prejudicando o desenvolvimento da partida.

Porém, a tal bola aérea paraguaia, de tanto ser a melhor jogada do Olimpia até o momento, funcionou. Aos 35 minutos, Salgueiro, o camisa 10 dos donos da casa, mandou um chutaço, que era para ser um cruzamento, mas virou gol. E Salgueiro fez o seu nome de vez no jogo quatro minutos depois; um pênalti feito pelo tricolor Digão, e o camisa 10 e melhor jogador do Olimpia virou o placar para festa da torcida no Defensores del Chaco.  O jogo foi para o intervalo com o fator casa pesando bastante a favor do Olimpia.

Nervosismo fatal no segundo tempo

O Flu precisava arriscar, até por que o empate com gols lhe dava a vaga. Mas a pressão da torcida adversária e a desconcentração do próprio time fizeram a coisa desandar. Ferreyra quase fez para o Olimpia, em um erro de Digão. A melhor chance dos visitantes foi uma cabeçada rente à trave de Fred, que ainda se estranhou com Manzur. Não foram poucos os “estranhamentos” entre os jogadores; Ferreyra poderia ter sido expulso após atingir sem bola o meia Wagner.

O tempo ia passando, e o Olimpia se aproveitava do nervosismo tricolor, e conseguiu amarrar o jogo ao seu favor. A catimba e as alterações desesperadas de Abel Braga (Rhayner chegou a jogar na lateral) deram margem para os paraguaios manterem a cabeça no lugar, e levar o jogo até o fim. O tricampeão paraguaio da América está nas semifinais. o Fluminense está fora.

Nas semifinais, o Olimpia enfrentará o Santa Fé, da Colômbia, que eliminou o Real Garcilaso, do Peru. O Fluzão agora se dedica ao Brasileirão, no qual é o atual campeão, e também à Copa do Brasil, competição que ganhou pela última vez no ano de 2007.

Opinião do Jornaleiro

Nelson Rodrigues, que era torcedor do Fluminense, diria que o time ontem teve um “complexo de vira-lata”. A equipe não fez um jogo ruim, pelo contrário; foi mais organizada e ofensiva no primeiro tempo, e teve seus momentos no segundo. Contudo, parece que sempre falta ao Flu uma certa “cancha” internacional: sabe lidar com o estilo de jogo brasileiro, mas quando precisa jogar em condições adversas dos adversários mais duros do continente, falta “pegada” ao Tricolor. Parecia natural que os tricolores sucumbissem diante da pressão adversária no Defensores del Chaco.

Uma pena, o elenco do Fluminense é invejável do meio para a frente. Tem volantes que marcam e saem para o jogo (Jean e Edinho) e um losango ofensivo que se encaixou bem e é uma tendência tática mundial: um meia centralizado (no caso, Wagner), dois meias ou “pontas” (Rhayner-Thiago Neves e Wellington Nem-Rafael Sóbis) e o centroavante, Fred. Os laterais, Bruno e Carlinhos sobem com qualidade . Talvez o ponto fraco ainda seja a defesa, com Leandro Euzébio só agora recuperado de todas as lesões, e um Digão que falhou quando o time precisava dele. Isso expôs o excelente goleiro Diego Cavalieri.

Resta ao Flu o Brasileirão e a Copa do Brasil. O time sabe como ninguém enfrentar rivais locais, mas precisará aprender a superar a pressão de estádios acanhados e times fechados lá fora. É a condição para um dia conseguir ganhar a Libertadores.

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Publicado em 30 de maio de 2013, em Futebol Nacional, Libertadores 2013 e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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