Especial Stanley Cup – Boston Bruins


por Marcos Garcia

Campeão em 2011 e uma das 6 franquias originais da NHL (National Hockey League), o Boston Bruins chega a edição de 2013 da Stanley Cup fortalecido pelo título da conferência leste, conquistado em apenas 4 jogos contra a melhor equipe dos playoffs até aquele momento, o Pittsburgh Penguins. Primeiro campeão dos Estados Unidos, em 1928, Boston vai atrás de seu 8º título nesta temporada e aposta em um jogo físico combinado com habilidade e precisão. Jogando no TD Garden, os Bruins são quase imbatíveis e vão contar com a grande presença de sua apaixonada torcida para tentar superar o Chicago Blackhawks na final.

Temporada Regular

Sem o líder Tim Thomas em sua meta para a temporada de 48 jogos pós-lockout em 2013, os Bruins apostaram em Tukka Rask e em uma base já conhecida para garantir uma das vagas para os playoffs. Acostumado a comandar a divisão Noroeste da conferência Leste, a equipe de Massachusetts não teve dificuldades para se classificar, começando sua campanha com 14 vitórias no tempo normal nos primeiros 20 jogos. Com um jogo coletivo e misturado com o talento de seus atletas, os Bruins não mudavam o estilo de jogo mesmo atuando fora de casa e fecharam 2 meses de competição com 19 triunfos e apenas 3 jogos decididos no overtime. Ofensivamente, os destaques continuavam sendo os experientes Patrick Bergeron e Brad Marchand, fazendo 9 gols decisivos (combinados) para vitórias de Boston até este momento da temporada.

Em outras linhas ofensivas, começava a se destacar a figura de David Kreijc, jovem atacante de Boston que em 2013 ganhou um maior tempo no gelo e correspondeu as expectativas do técnico Claude Julien, se tornando opção para a primeira linha de ataque da equipe no fim da temporada e início dos playoffs. Um dos principais defensores da liga, o experiente Zdeno Chara teve o papel de comandar o setor sem Tim Thomas no gol e conseguiu manter Boston com uma baixa média de gols tomados, além de pontuar ofensivamente em vários jogos. Na meta, Rask confirmava através de atuações seguras que havia sido o nome certo para substituir o ex-goleiro e ganhava a confiança da torcida diariamente.

De março até o fim da temporada regular em Abril, foram 9 vitórias, 8 derrotas e mais 3 partidas decididas na prorrogação para a franquia, que lutou ponto a ponto contra o rival Montreal Canadiens pelo primeiro lugar da divisão, conquistado pelos canadenses por apenas um ponto e uma vitória de diferença. Apesar da leve frustração, Boston ainda conseguiu conquistar um confortável 4º lugar no Leste, somando 62 pontos, 10 a menos que o campeão Pittsburgh Penguins. Foram 131 gols marcados à favor e 109 gols contra, além de 16 vitórias em casa e 12 fora. Apesar da boa campanha, os Bruins entraram nos playoffs com 5 derrotas nos últimos 10 jogos da temporada regular e já não eram considerados tão favoritos contra o rival Toronto Maple Leafs na 1º rodada.

Quartas de Final

De volta aos playoffs após 10 anos de ausência, o Toronto Maple Leafs foi o 1º adversário no caminho de Boston e deu trabalho. Apesar de uma goleada no jogo 1 no TD Garden, quando derrotou o rival pot 4 x 1 para abrir a série, os Bruins falharam em seus domínios e cederam 4 gols no jogo 2. Buscando a reabilitação, a equipe foi atrás da vitória no 1º jogo no Canadá e enfrentando uma torcida hostil, derrotou o adversário por 5 x 2, contando com cinco gols de atletas diferentes para construir a vitória. 

Com a vantagem na série, Boston voltou a se acomodar e Toronto empatou novamente o confronto com uma vitória de 2 x 1 em casa no jogo 4. As equipes ainda se enfrentaram mais duas vezes antes do jogo 7, com uma vitória pra cada lado. No decisivo confronto, disputado em Boston, os Leafs abriram 3 x 1 no marcador e precisavam segurar o placar por mais 14 minutos no período final para garantir a vaga na semifinal. O que parecia uma missão impossível para Boston se transformou na reação que encaminhou a equipe para a Stanley Cup, empatando o jogo ainda no tempo normal e virando na prorrogação com o gol do sempre decisivo Patrick Bergeron, levando o TD Garden a loucura.

O jogo 7 contra os Leafs se tornou um dos mais épicos da história dos playoffs (Getty Images)

Semifinal

Com a vaga garantida, Boston teria à sua frente um velho conhecido. Rival de muitos anos, o New York Rangers era o desafio do momento e a série prometia muito equilíbrio. Apesar do talentoso elenco dos Rangers, Boston soube se impor desde o primeiro jogo e abriu o confronto com 3 vitórias seguidas, (duas em casa e uma como visitante), anotando 9 gols no total contra apenas 5 do adversário. A derrota no jogo 4 por 4 x 3  e no overtime não tirou a confiança dos Bruins, que voltaram para o TD Garden no jogo 5, precisando de uma simples vitória. Com a força da torcida, o time fez o seu papel, virou a partida para 3 x 1 com gols da revelação defensiva Torey Krug e 2 de Gregory Campbell e fechou o jogo com um triunfo de 3 x1 para fechar a série e encontrar o Pittsburgh Penguins na grande final.

Final de Conferência

Com grande tradição, Pittsburgh Penguins e Boston Bruins chegaram para a final do leste para um confronto equilibrado, mas que tinha na equipe da Pensilvania um favorito mais claro. Contrariando as expectativas, Boston dominou as partidas fora de casa e abriu 2×0 na série com facilidade e anotando placares elásticos (3 x 0 e 6 x 1), parando Sidney Crosby e contando com grande atuação de David Krejci, anotando 3 dos 9 gols de Boston até então na série. Jogando em casa, o domínio preto e amarelo continuou e as vitórias por 2 x 1 ( com um gol de Bergeron no 2º overtime) e 1 x 0, confirmaram os Bruins na Stanley Cup pela 2º vez em 3 anos, aonde encontrarão a melhor equipe da temporada em números, o Chicago Blackhawks.

Principais Armas

Boston sempre se destacou em sua gloriosa história por contar com uma time físico, aliado a uma defesa quase intransponível e um ataque que mistura habilidade com força e em 2013 não foi diferente. Desde a temporada regular, a franquia manteve o estilo de jogo que garantiu o título de 2011 e dominou os adversários, independente do local de jogo. Nos playoffs, Boston mostrou dificuldades contra o rápido time dos Leafs, mas usou a raça e a força da torcida para se classificar, melhorando muito nos confrontos contra Rangers e Penguins e somando 8 vitórias e apenas uma derrota em 9 jogos. Espera-se muita disposição, gols e jogadas físicas dos Bruins nesta edição de 2013 da Stanley.

Jogadores de Destaque

Zdeno Chara: Principal jogador de defesa de Boston e respeitado pelos adversários, o gigante de 2.06m é sinônimo de segurança na defesa e de finalizações explosivas no ataque. Lento devido a sua altura, o Tcheco compensa com um incrível senso de posicionamento força física, fazendo difícil a vida dos rivais quando o camisa 33 está no gelo. Além do trabalho defensivo, Chara fechou a temporada regular com 7 gols, 12 assistências e 19 pontos, mostrando seu talento ofensivo.

Brad Marchand: Jogador mais habilidoso dos Bruins, o ponta Brad Marchand tem talento de MVP e decide jogos há varias temporadas em Massachusetts. Em 2013 o cenário não foi diferente para o camisa 63, autor de gols importantes e jogadas de efeito pela franquia, ajudando seu time a chegar na Stanley Cup. Marchand sabe finalizar de qualquer parte do gelo e tem uma visão acima da média, o que pode ser crucial na luta pelo título.

David Krejci: Principal surpresa ofensiva de Boston no ano, o camisa 46 ganhou seu espaço na 1º linha de ataque no time de Claude Julien e joga ao lado de Nathan Horton e Milan Lucic, formando o trio mais perigoso da NHL no momento. Com 7 gols, 12 assistências e 21 pontos na pós-temporada, Krejci vem decidindo jogos e promete ser peça fundamental na série final.

Krejci e Lucic apostam no entrosamento para conquistar a Stanley (Foto:AP)

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Publicado em 13 de junho de 2013, em NHL e marcado como , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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