Opinião: Brasil na Copa das Confederações


por Vinicius Silva

O Brasil é o país sede da Copa das Confederações e do Mundial de 2014. A equipe por Luiz Felipe Scolari tem qualidade, podendo vencer as duas competições e surpreendendo a todos. Mas vai ser preciso mais do que apenas a qualidade. Itália, México e Japão serão os adversários no Grupo A e prometem dificultar a vida dos brasileiros. A estreia será neste sábado (13), contra os asiáticos. Confira mais aqui no Jornaleiros do Esporte.

A camisa da Seleção Brasileira já não

(Foto: Divulgação)

Expectativa

A seleção brasileira vem pra Copa das Confederações durante o processo de formação da equipe. Os dois últimos amistosos contra a Inglaterra e a França mostraram uma evolução.  E isso é importante. É um degrau a mais para o Felipão. Ele conseguiu desenvolver o time titular com Julio Cesar no gol, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo na linha defensiva; um meio com Luiz Gustavo, Paulinho (ou Hernanes), Oscar, Neymar e Hulk e o Fred na referência do ataque.

Algumas peças na equipe ainda são fundamentais para ver um Brasil forte na competição. Os jogadores tem que atuar assim como jogam em seus clubes. O Marcelo na lateral esquerda e o Paulinho no meio são exemplos disso. São jogadores que darão um salto de qualidade enorme se conseguirem mostrar todo seu futebol. Mas a seleção é um lugar de ajustes. Os jogadores não tem ou outros 10 que jogam com eles nos clubes.  Então o jogador precisa se ajustar a equipe montada.

E outro exemplo disso é o Neymar. O Neymar é o jogador que menos produz para o resto da seleção durante os jogos. Muita gente critica e quer o Hulk fora do time titular, mas ele pelo menos tenta suas jogadas e não é tão tímido. Já o maior jogador brasileiro da atualidade não rende dentro das quatro linhas faz tempo. Talvez a questão seja inexperiência. Ele não tem bagagem internacional para enfrentar jogos assim. Mas o Felipão também não pode sacar ele do time. A seleção inteira, os 23 jogadores e a comissão técnica tem que andar juntos. E o Luiz Felipe Scolari sabe disso. Se ele tira o garoto do time, como que o Neymar iria reagir com toda a pressão? Ele não iria aguentar e o Felipão não é do tipo do treinador que vai deixar alguém pra trás. Ainda mais porque ele quer calar todo mundo que duvida que o país possa sim fazer uma boa campanha na Copa das Confederações e no Mundial.

Neymar não tem atuado bem com a amarelinha (Foto: AFP)

Neymar não tem atuado bem com a amarelinha (Foto: AFP)

Copa das Confederações x Copa do Mundo

Na convocação, o Felipão já deixou bem claro que esse time é o time pra tentar vencer a Copa das Confederações. Claro que depois ele vai seguir com grande parte desses jogadores, mas ele vai mudar o que tiver que mudar. Ele vai fazer uma avaliação depois. Ele vai se perguntar ‘’quem me agradou e quem não’’. Se o Brasil for bem, não acredito que muitas figuras irão ser trocadas. Mas se o time não conseguir render, ele tem cartas na manga. Ele pode chamar algum jogador que ele confie, num jogador mais experiente. Um Ronaldinho, um Kaká… Jogadores que ele sabe que vão aguentar a pressão.

Além disso, é preciso observar que faz tempo que a seleção brasileira não tem uma continuidade. Por exemplo, apenas três jogadores que estiveram na Copa América se mantiveram no grupo e isso é preocupante. O trabalho dos técnicos não tem sequência e Luiz Felipe sofre com isso. Ele terá pouco mais de 1 ano para construir um time vitorioso.

Pressão

A pressão do Brasil é estar em vigésimo segundo no ranking da FIFA e “esquecer” disso. A seleção mais vitoriosa do mundo não está entre as 20 melhores atualmente. Essa mesma pressão é a que a gente tem acompanhado do torcedor comemorar uma vitória contra uma seleção muito fraca. A França é campeã do mundo. Tem história, tem tradição. Mas a equipe que jogou contra o Brasil é muito ruim, tinha seis titulares desfalcados. O primeiro tempo do jogo foi deprimente, só no segundo que as coisas melhoraram. A questão é que torcedor brasileiro comemorou porque não vencia um jogo contra um grande. Por um lado isso é ruim e por outro é bom. Ruim porque a torcida passou a se acostumar com uma vitória ali e outra aqui. Mas foi bom pra seleção porque pode ter sido o começo do que Felipão queria. Foram diversos discursos que ele aclamava pro apoio aumentar. A torcida apoiando e incentivando o time em campo pode fazer a diferença sim. E o Brasil pode ter conseguido isso no jogo que antecede a estreia pra Copa das Confederações.

Marín jogou a pressão para Felipão e Carlos Alberto Parreira (Foto: AFP)

Marín jogou a pressão para Felipão e Carlos Alberto Parreira (Foto: AFP)

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Publicado em 13 de junho de 2013, em Copa das Confederações e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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