Opinião: Uma Copa inesquecível (e inaceitável) para os brasileiros


por Renan Araujo

Em 2007, o Brasil foi escolhido pela Fifa para receber a Copa do Mundo de 2014. Começava aí o plano do ex-presidente Lula de mostrar o Brasil para o mundo. De mostrar o crescimento e desenvolvimento do país, a calorosa recepção e as belezas naturais que só o Brasil tem e a entrada do país como um país de primeiro mundo, no seleto grupo dos países desenvolvidos do mundo. O esporte seria usado como meio de promoção política e econômica do país. O Brasil acreditou nessa idéia, mas o resultado já foi muito diferente do que se imaginava.

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Dilma e Blatter que foram vaiados na abertura da Copa das Confederações (Foto: ABr)

O Brasil, como o país onde o futebol é idolotrado e admirado comprou e aprovou a idéia de receber uma Copa. Mas, desde o começo havia desconfiança sobre o que aconteceria seis anos depois, quando a Copa das Confederações começasse e o Brasil começasse a se preparar para a Copa do Mundo. Também havia os que não queriam a Copa por aqui.

Os seis anos se passaram e nada mudou. A promessa de que haveria um legado para os brasileiros e de que o torneio só traria benefícios para o Brasil começou a ser fortemente questionada, especialmente após os atrasos para a realização das obras e para os altos custos para a construção dos estádios.

A imagem da modernidade e desenvolvimento no país que o Governo brasileiro pretendia mostrar foi ainda mais questionada. Com diversas falhas de educação, saúde, segurança, desigualdade social, corrupção e a falta de identificação com os políticos, os brasileiros não conseguiam esconder seus problemas para mostrar ao mundo aquilo que o Brasil não era, um momento que o Brasil não passava.

O Brasil começou a se manifestar e a preocupar a Fifa. A instituição, que talvez seja uma das mais corruptas de todas e que admite que prefere realizar seus torneios em países com menos democracia, quis interferir em diversos aspectos da realidade brasileira porque achava que era necessário. Mas isso não foi aceito tão facilmente, ainda que com atraso. O futebol, tanto amado pelos brasileiros, que podiam acompanhar o mais alto nível do esporte em sua terra natal, passou a ser algo da elite, já que a grande massa não tem acesso aos estádios.

A grande massa passou a questionar: Vale a pena receber um evento dessa magnitude, em que um esporte pode simplesmente esconder uma realidade inteira? Os brasileiros, por mais que gostem de futebol não aceitam diversos abusos cometidos para receber a Copa. Vêem que os absurdos para trazê-la são maiores que os benefícios. A Copa ainda deve acontecer normalmente, mas a Fifa e o Governo Brasileiro nunca esquecerão da reação de um país que não aceitaram suas condições passivamente e que causaram incômodos aos seus planos (ainda que a Copa não seja o principal motivo dos protestos). E isso é apenas a Copa das Confederações.

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Publicado em 17 de junho de 2013, em Copa do Mundo 2014, Opinião. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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