Obrigado, Djalma Santos


por Paulo Semicek

Hoje o futebol brasileiro perdeu um de seus grandes nomes. Não era atacante nem meia, tampouco goleiro ou zagueiro. Era lateral direito. Às vezes a gente se esquece da importância de um bom lateral, acha que pode improvisar qualquer perna de pau no lugar. Não pode, só um lateral de origem consegue ter a qualidade na marcação e a subida para o ataque com velocidade. E tem que saber cruzar, ou não é bom lateral. Essa é uma das posições mais importantes do futebol.

Foto: worldfootball.net

Foto: worldfootball.net

E Djalma Santos é o maior lateral brasileiro de todos os tempos. Em termos de títulos, é inconstestável. Surgiu e ficou 11 anos na Portuguesa, fez parte do time que ganhou dois torneios Rio-São Paulo junto com Brandãozinho e Julinho Botelho; a maior equipe que a Lusa já teve. Em 1959, ficou em São Paulo, mas mudou de clube, foi para o Palmeiras. Lá, se tornou o maior de sua posição. Ganhou Taça Brasil, Rio-São Paulo e Paulistão, fez parte da Academia de Futebol, que é parte essencial na história palestrina. Encerrou a carreira no Atlético-PR, vindo para Curitiba junto com o capitão de 58, Bellini. Ganhou o Paranaense de 70, ao lado do zagueiro-capitão e do maior artilheiro do Furacão, Sicupira.

Pelo Brasil, se tornou um bicampeão mundial. O maior de sua posição, entrou em 58 apenas na final, no lugar de De Sordi. Com 1 jogo apenas, foi o melhor lateral direito do torneio. Em 62, o seu talento já consolidado o fez bicampeão no Chile. Ainda jogou a Copa de 66, mas o mau desempenho daquela Seleção não apaga de jeito algum seu lugar na história. Deixou um sucessor na Copa de 70: Carlos Alberto Torres, o capitão do tri.

Além de fazer a sua função na marcação, saía com a velocidade que é exigência de todo bom lateral. Sua habilidade auxiliava os pontas e os meias, dando a ação pelo lado do campo como uma arma mortal para o adversário. Djalma também arremessava a cobrança lateral com uma força que jogava a bola dentro da área, algo que é comum hoje em dia.

Por onde passou, brilhou. Fez história em cada clube e no seu país, jogando em uma posição que ficou provada não ser dispensável. Um bom time precisa ser protegido nos lados do campo, e dali também é preciso ter soluções criativas para o ataque. Djalma Santos foi a representação de tudo isso. Por toda a sua contribuição para o futebol brasileiro e mundial, só tenho que dizer: Muito obrigado, Djalma!

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Publicado em 23 de julho de 2013, em Futebol Nacional. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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