O futuro do Galo


por Vinicius Silva

Foi na semana passada que o Atlético Mineiro conquistou sua primeira Libertadores da América. Porém, a festa continua em Minas Gerais. Com o título inédito, a torcida alvinegra foi comemorar com a equipe no centro de Belo Horizonte. Uma festa que não deve acabar tão cedo. 

A festa não para na capital mineira (Foto: Gabriel Duarte)

Os atleticanos pararam a Praça Sete em  (Foto: Gabriel Duarte)


Pouco importa a goleada sofrida para o rival Cruzeiro ou a perda da invencibilidade no Horto após a derrota para o Atlético Paranaense. A torcida do Galo ainda pensa nas quatro décadas sem nenhum título de expressão. Não que eu concorde com a postura, mas a frase “brincar no Brasileirão” irá representar o clube que poderia conquistar a tríplice coroa em 2013.

Ontem, certa de 70 mil atleticanos foram para a Praça Sete e pararam o centro da capital mineira. A diretoria distribuiu cerveja e a equipe compareceu em dois carros do corpo de bombeiros. Os atleticanos, entretidos por mais dois trios elétricos, gritaram os cantos da torcida, o hino do clube e o recente sucesso “Eu acredito”.

Os jogadores, também embalados pela festa, agradeceram o apoio da massa. Ronaldinho, Bernard, Victor, Diego Tardelli foram alguns que retribuíram o carinho da fanática torcida.

A questão é: aonde os jogadores da equipe de Cuca vão, a torcida segue com a festa. Foguetórios ainda ocorreram quando o VT da final passa na televisão. É um título mais do que especial. Mas o clube não pode parar neste título. Os jogadores não podem entrar nesse clima.

O Atlético Mineiro tem que seguir forte e entre os candidatos ao título. Acho pouco provável o time disputar com todas as forças no campeonato nacional desse ano. Não que o time vá sofrer com luta contra o rebaixamento, mas podia terminar entre os 5 primeiros da tabela se levasse realmente a sério.

Junto com o sucesso, vem a repercussão e a visibilidade. Daí vem o perigo: o desmanche.

Bernard deve sair e já enfraquecer o elenco alvinegro. Ronaldinho sofre interesse pesado do Besiktas, da Turquia. Jô, Tardelli, Marcos Rocha e Réver também devem ganhar espaço no mercado.

O Mundial ocorre em dezembro. Até lá ocorre a preparação da equipe para enfrentar os campeões dos outros continentes. Ano passado, o Corinthians não vendeu os jogadores que se destacaram no título da Libertadores e, de quebra, acabou vencendo o Chelsea no Japão. Paulinho, principal jogador do Timão dos últimos dois anos, só foi vendido na metade deste ano. E a equipe seguiu vitoriosa, vencendo o Paulistão e a Recopa deste ano.

Essa continuação dos paulistas tem que servir de exemplo. Caso contrário, o Atlético pode passar mais quatro décadas sofrendo e se prendendo ao passado.

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Publicado em 2 de agosto de 2013, em Futebol Nacional e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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