Jornaleiro Rubro-Negro: Se os fatos estão contra o Atlético, pior para os fatos


por Paulo Semicek

Que Nelson Rodrigues me permita a licença poética acima; a citação do título se refere originalmente ao Fluminense, não ao Atlético-PR. Mas hoje, com o Furacão no G-4, após vencer o até então líder do campeonato, o Botafogo, e com o artilheiro do campeonato, Éderson (10 gols), o Rubro-Negro está indo contra os “fatos”.

Ederson é o símbolo da boa fase rubro-negra (Foto: Divulgação/Atlético-PR)

Ederson é o símbolo da boa fase rubro-negra (Foto: Divulgação/Atlético-PR)

Fato 1: O Atlético tem elenco de Série B, não se reforçou bem e isso vai custar caro no Brasileirão.

Realidade: O elenco não é renomado, mas os poucos reforços até agora funcionaram, uns mais, outros menos: Éverton, Léo, Dellatorre, Bruno Silva e Éderson (que surgiu na base rubro-negra)

Fato 2: Vágner Mancini não é bom técnico, nunca se firmou em nenhum clube, e o Atlético vai precisar trocar de técnico antes do fim do 1°turno.

Realidade: Mancini pegou o trabalho de Drubscky e o melhorou em todos os sentidos. Começou arrumando a instável defesa, e trabalhou as jogadas de contra-ataque, o que tornou o Furacão um time perigosíssimo nesse quesito. A evolução da equipe é evidente, pulando da zona de rebaixamento para o G-4, a quatro pontos do líder, Cruzeiro.

Fato 3: Existem equipes muito melhores tecnicamente que o Atlético, e na reta final a qualidade delas vai pesar, e os rubro-negros vão decair.

Realidade: Até agora, nenhum dos grandes despontou. Contra os únicos três times que estão acima do Atlético na tabela, uma vitória e dois empates, e em todos esses jogos o time paranaense saiu na frente no placar. Os outros podem ser até melhores, mas enquanto não demonstram claramente isso, o Atlético vai fazendo o seu jogo…aí está o resultado.

Fato 4: para jogar na Série A, tem que trazer jogador de nome

Realidade: Weverton: se destacou na Portuguesa. Léo: veio do sub-23. Manoel: veio da base. Luiz Alberto: veterano rodado e na descendente da carreira. Pedro Botelho: promessa que não vingou na Europa. Bruno Silva e João Paulo: vieram da Ponte Preta. Paulo Baier: ex-jogador em atividade? Everton: único reforço de “renome”. Marcelo e Éderson: vieram da base. Dellatorre: veio do Porto B. Vágner Mancini: melhor momento foi no Paulista de Jundiaí, campeão da Copa do Brasil há oito anos atrás.

Fato 5: Sem a Arena, o Atlético não é nada

Realidade: É difícil suportar ficar sem o verdadeiro estádio, a sua casa, onde você foi mais feliz do que nunca com o seu time. É algo que a torcida ainda vai ter que esperar, para voltar a uma Arena maior, mais moderna e que empurra cada vez mais o time. Mas já que é a Vila Capanema a casa provisória, que se faça dela um pequeno caldeirão. O verdadeiro torcedor acompanha o time até debaixo d’água.

O Atlético contraria as “receitas de sucesso” e está no G-4. Pode ser que realmente o time não consiga manter o ritmo e fique no meio da tabela (o que é o mais provável ainda), mas o torcedor tem mais é que curtir esse momento brigando lá em cima.

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Publicado em 25 de agosto de 2013, em Futebol Nacional. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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