Conheça as equipes da Copa América de Basquete


por Lucas Vian

Sexta-feira (30) tem início a Copa América de Basquete, realizada em Caracas, na Venezuela. Conheça as equipes da competição e quem são seus principais jogadores.

fibaamericas

Grupo A

flag brasil

Brasil
Comandada pelo argentino Rubén Magnano, a seleção brasileira chega sem os nomes que atuam na NBA, porém contando com grandes nomes do basquete europeu.
O cara: Marcelinho Huertas. O jogador do Barcelona se torna o principal nome da seleção com a falta dos atletas da NBA. Huertas cria jogadas e consegue grandes assistências durante o jogo podendo criar diversas jogadas.
Pode surpreender: Rafael Hettsheimeir. O atleta do Málaga, que ficou fora das Olimpíadas, pode aparecer durante a Copa América, auxiliando na marcação e nas jogadas de defesa.
Poderia melhorar? A seleção brasileira não conta com nenhum jogador da NBA. Nomes como Nenê, Leandrinho, Tiago Splitter e Anderson Varejão ficaram de fora. Os quatro possuem papéis importantes em suas equipes, porém Fab Melo e Scott Machado não são tão essenciais e poderiam melhorar consideravelmente o elenco.

flag canada

Canadá
Sob o comando de Jay Triano, um dos países que mais está revelando jogadores no esporte chega a uma competição sem os Estados Unidos, e sem seu maior astro, Steve Nash. O sul-africano naturalizado canadense havia pedido dispensa de atuar pela seleção.
O cara: Joel Anthony. Campeão da NBA com o Miami Heat, ele se torna o principal nome de um Canadá sem Steve Nash. Anthony não só vai ajudar na defesa, como a pontuar e jogadas de ataque.
Pode surpreender: Tristan Thompson. O jogador do Cleveland Cavaliers possui uma importante função no time, pontuar. Tendo ao seu lado Cory Joseph (San Antonio Spurs) e Andy Rautins (Tulsa 66ers, da D-League).
Poderia melhorar? Nos dias atuais não se fala Canadá e basquete sem falar de Andrew Wiggins. O jovem faria uma enorme diferença na equipe. Se, além de Wiggins, o Canadá tivesse Kelly Olynyk (Boston Celtics) e Kevin Pangos (Gonzaga Bulldogs, da NCAA), o título seria certo.

flag jamaica

Jamaica
Comandada pelo americano Sam Vincent, a seleção jamaicana chega com uma equipe mediana à competição. Porém sem o jogador que poderia ser o principal da equipe.
O cara: Samardo Samuels. O atleta da equipe italiana Olimpia Milano chega como o principal nome da Jamaica. Ele, que já teve passagens por Louisville e Cleveland Cavaliers, pode dar velocidade à equipe e comandar a defesa.
Pode surpreender: Patrick Ewing Jr. O jogador do time espanhol Valladolid, filho do ídolo Patrick Ewing, é um dos jogadores que pode surpreender na seleção jamaicana. Ele atuou por Indiana e Georgetown na NCAA e foi bem na D-League pelo Sioux Falls Skyforce, além de já ter tido passagem na NBA pelo New Orleans Hornets (hoje Pelicans). Ewing Jr. pode dar velocidade ao time ao lado de Jerome Jordan (jogador do Tropang Texters, da Filipinas).
Poderia melhorar? Depois de muito batalhar pela convocação na seleção americana, sem êxito, Roy Hibbert continua uma opção para a seleção jamaicana. O jogador do Indiana Pacers faria uma enorme diferença.

flag portorico

Porto Rico
Sob o comando do espanhol Paco Olmos, a seleção porto-riquenha chega com nomes conhecidos dos fãs de basquete, porém sem muita qualidade técnica.
O cara: José Juan Barea. O jogador do Minnesota Timberwolves continua como o principal nome porto-riquenho com suas excelentes criações de jogada, essas criações que o consagrou no título do Dallas Mavericks na temporada 2010-11 da NBA.
Pode surpreender: Carlos Arroyo. O atleta da equipe turca Galatasaray já teve passagens por diversos times da NBA, tal como Raptors, Nuggets, Jazz, Pistons, Magic, Heat e Celtics, além de conquistar um EuroChallenge com o Besiktas. Arroyo pode ir bem ao lado de Barea.
Poderia melhorar? Dois nomes poderiam fazer a diferença na seleção, Peter John Ramos, ex-Washington Wizards hoje no Capitanes de Arecibo, é um bom pontuador e poderia concluir as jogadas de Barea. E Guillermo Diaz, ex-Miami Hurricanes e Los Angeles Clippers, que também poderia auxiliar Arroyo e Barea.

flag uruguai

Uruguai
Sem muita tradição no basquete, o Uruguai de Pablo López chega a competição com grandes chances de ser o saco de pancada do Grupo A.
O cara: Esteban Batista. O uruguaio que mais obteve sucesso no basquete é o cabeça da seleção. Hoje atuando na Turquia, onde joga pelo Karsiyaka, Batista está encarregado de arrumar a defesa e o ataque, além de fazer pontos.
Pode surpreender: Leandro García Morales. O jogador do Atlético Aguada teve passagens pela NCAA, onde atuou por Texas A&M, e é um dos nomes que pode surpreender na seleção uruguaia, tanto com pontos quanto com assistências.
Poderia melhorar? Poucos nomes iriam melhorar a seleção uruguaia, Gustavo Barrera seria um dos únicos que poderiam fazer uma diferença. Ele foi bem na Copa América de 2009, porém não foi convocado por Pablo López.

Grupo B

flag argentina

Argentina
O técnico Julio Lamas agora enfrenta um grande desafio, comandar uma Argentina sem Manu Ginóbili.
O cara: Luis Scola. O jogador do Indiana Pacers agora passa a ser o principal nome da seleção argentina. Ele possui um grande potencial e sabe defender e fazer pontos, Lamas deverá usar muito o jogador.
Pode surpreender: Marcos Mata. O jogador da equipe espanhola Sevilla não é o único que pode surpreender. Destaque nas Olimpíadas, Facundo Campazzo, que atua em terras argentinas pelo Peñarol de Mar del Plata, é outro nome que pode aparecer em quadra.
Poderia melhorar? Sem Manu Ginóbili, já aposentado da seleção, Lamas irá utilizar Luis Scola como um “novo Ginóbili”, um jogador que poderia auxiliar Scola com essa nova função poderia ser Andrés Nocioni (hoje no Saski Baskonia, da Espanha) ou Carlos Delfino (Milwaukee Bucks).

flag repdominic

República Dominicana
Outra seleção que terá o desafio de suprir a falta de um astro, Orlando Antigua terá de comandar a seleção dominicana orfã de Charlie Villanueva.
O cara: Francisco García. O jogador do Houston Rockets passa a ser o principal nome da seleção com a falta de seus principais nomes. Um jogador mediano na NBA, García possui grandes chances de ir bem diante de seleções mais fracas.
Pode surpreender: Karl Towns. Com apenas 17 anos, o jogador de St. Joseph High School está sendo apontado pela mídia americana como um futuro craque, sendo o 6º posicionado no ESPN 100 de 2014. Em abril de 2012, Towns se comprometeu em atuar por Kentucky na NCAA, porém ainda possui propostas de 11 outras universidades, entre elas Florida, North Carolina, UConn e Syracuse.
Poderia melhorar? A falta de Charlie Villanueva vai deixar um buraco evidente na qualidade da seleção dominicana. Buraco que poderia ser parcialmente tapado por Al Horford, jogador do Atlanta Hawks, que iria elevar a qualidade da equipe em quadra.

flag mexico

México
Comandado por Arturo Guerrero, o México vai a competição sem o já aposentado Eduardo Nájera, figura conhecida do basquete mexicano.
O cara: Gustavo Ayón. O jogador do Atlanta Hawks agora é o principal nome da seleção. Um jogador mediano, que vai comandar a defesa e que conseguiria comandar um ataque, dependendo das ordens do técnico Guerrero.
Pode surpreender: Jorge Gutierrez. Atleta que já atuou pelo California Golden Bears na NCAA e hoje joga no Canton Charge, da D-League. Gutierrez foi destaque por Cal no universitário, sendo eleito o jogador do ano da conferência Pacific-12.
Poderia melhorar? O elenco do México retrata como é o basquete mexicano hoje, sem grandes nomes.

flag paraguai

Paraguai
Sob o comando do argentino Ariel Rearte, o Paraguai chega desfalcado e sendo uma das equipes mais fracas da competição.
O cara: Guillermo Araújo. O jogador da equipe paulista Pinheiros é o principal nome da seleção paraguaia, disponibilizando de um elenco limitado de qualidade.
Pode surpreender: José Manuel Fabio. Um dos principais autores de rebotes da seleção do Paraguai passa a ser uma das esperanças da equipe.
Poderia melhorar? Se Rearte tivesse convocado Bruno Zanotti, que estava na pré-temporada e conquistou o título da temporada 2012-13 do NBB com o Flamengo, e Javier Martínez, principal pontuador da pré-temporada, o Paraguai teria uma chance mais de se classificar para a próxima fase.

flag venezuela

Venezuela
Néstor García comanda outra das mais fracas seleções da competição.
O cara: Donta Smith. O americano naturalizado já passou pela NBA, onde atuou pelo Atlanta Hawks, e hoje joga no basquete israelense pelo Maccabi Haifa. Desde 2010, quando atuou na Venezuela pelo Marinos de Anzoátegui, caiu nas graças do povo local. Smith pontua, cria jogadas e defende, um jogador completo e essencial.
Pode surpreender: David Cubillan. Companheiro de Smith no Maccabi Haifa, Cubillan jogou no período escolar americano pela tradicional St. Benedict’s Prep School e atuou na NCAA por Marquette. O venezuelano de 26 anos aparenta ser um dos mais experientes da seleção junto com Smith.
Poderia melhorar? O principal nome do basquete venezuelano atual não foi convocado, Greivis Vásquez, do Sacramento Kings. A presença de Vásquez iria pelo menos garantir uma vitória diante do Paraguai.

Anúncios

Sobre Jornaleiros do Esporte

Site sobre esportes dos alunos da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Email : jornaleirosdoesporte@gmail.com Twitter : @Jesporte Facebook : http://www.facebook.com/#!/profile.php?id=100002390365816

Publicado em 29 de agosto de 2013, em Basquete e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: