Jornaleiro Rubro-Negro: Golear é preciso


por Paulo Semicek

O Atlético foi para a distante, até mesmo do Recife, Arena Pernambuco. Diante de um Náutico que tenta se remontar e sair da lanterna do Brasileirão, o Furacão dominou do começo ao fim e venceu por 4 a 1. Léo, Everton e o artilheiro isolado do campeonato com 12 gols, ele mesmo, Éderson, guardou dois na rede do Timbu.

CAP goleia o Timbu (Foto: Divulgação/Atlético-PR)

CAP goleia o Timbu (Foto: Divulgação/Atlético-PR)

O Rubro-Negro simplesmente ignorou o fator casa do Náutico. Talvez porque ele ainda não exista (depois eu explico) ou porque o próprio clube está sem sua verdadeira casa. Um adversário a menos, a tarefa ficou fácil; o Atlético a tornou fácil. Os gols de Léo e Everton saíram com naturalidade, pois o Atlético começou atacando e pressionando a defesa adversária.

Não que o Náutico estivesse entregue em campo. Existiram as situações em que os pernambucanos buscaram o contra-ataque e finalizaram, chegado até a diminuir com Olivera, no fim do primeiro tempo.

Até a metade do segundo tempo, aconteceu o melhor momento do Náutico e o pior do Atlético. Mas nada que incomodasse de verdade o Furacão, que apenas se acomodou demais diante de um adversário que esbarra nos próprios erros na hora de atacar e pressionar em busca do empate.  Era o jogo em de um time em crise e tentando renovar o grupo contra uma equipe embalada e com uma proposta de jogo bem definida.

Quando o time da casa cansou, arrancada de ÉDERSON (me permito escrever o nome do artilheiro em caixa alta), gol do Atlético. Fim de jogo para o Timbu, ÉDERSON acabou com qualquer esperança pernambucana, e não deixou o próprio Atlético se acomodar em cima do bom momento. Mas antes de apagar as luzes da moderna Arena Pernambuco, ÉDERSON fechou a conta em 4 a 1. ÉDERSON é o artilheiro isolado da Série A, com 12 gols, e o Atlético segue no G-4, inclusive querendo voar mais alto…basta saber até onde vai chegar.

Goleada de reputação conquistada

Contra Botafogo, Atlético-MG e Palmeiras, o Atlético-PR é a surpresa, o contra-ataque, a pressão dentro de casa e o poder de reação. Mas conta Goiás, Bahia, Portuguesa, Náutico, quem tem que propor o jogo e partir para cima é o Atlético. O time não tem caído no jogo travado dessas equipes, e assim as vitórias estão acontecendo.

Náutico verdadeiramente aflito

O Timbu preferiu jogar na Arena Pernambuco, deixando assim o velho estádio dos Aflitos. Tudo bem, ir para uma arena moderna, de Copa do Mundo, um presente do poder público e com cadeiras numeradas. Mas o clube vai precisar de um time que esteja à altura da tal modernidade. Já que acabaram os vestiários com cheiro de tinta e o gramado alto de propósito, nenhum fator mais está no meio entre o time e o adversário que não seja o futebol jogado. E o fato da Arena Pernambuco ficar a 15 km do centro do Recife só aumenta a estranheza da torcida.

Fora isso, o time parece ser muito ruim. Vai ter comer muito arroz e feijão para escapar da segundona. De nada adianta um estádio de primeiro mundo se a equipe que jogar lá estiver na segunda divisão.

Anúncios

Sobre Jornaleiros do Esporte

Site sobre esportes dos alunos da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Email : jornaleirosdoesporte@gmail.com Twitter : @Jesporte Facebook : http://www.facebook.com/#!/profile.php?id=100002390365816

Publicado em 1 de setembro de 2013, em Futebol Nacional. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: