Roger Federer ainda pode se recuperar?


por Renan Araujo

O suíço Roger Federer foi eliminado nas oitavas de final do US Open nesta segunda-feira ao perder para o espanhol Tommy Robredo por 3×0, com parciais de 7/6 (7/3), 6/3 e 6/4. Essa foi a pior campanha do tenista nos últimos dez anos no torneio. Desde 2003, ele chegava pelo menos às quartas de final do Grand Slam.

Eliminação precoce colocou em dúvida o futuro de Federer (Foto: REUTERS/Eduardo Muno)

Eliminação precoce colocou em dúvida o futuro de Federer (Foto: REUTERS/Eduardo Muno)

Atual número 7 do mundo, o ex-número 1, considerado por muitos como um dos melhores tenistas dos últimos tempos, uma das piores temporadas de toda a carreira do tenista desde que começou a jogar profissionalmente. Aos 32 anos, surgem até mesmo especulações sobre a sua aposentadoria. Mas o que anda de errado com o suíço? Seria mesmo a hora dele parar?

Federer atingiu a marca de 300 partidas em Grand Slams, mais um recorde absoluto na carreira. Ele já ganhou 77 títulos de simples, todos os Grand Slams e os principais Masters, uma infinidade de outros torneios e é o recordista no número de semanas no topo do ranking da ATP. Até o ano passado, quando ganhou Wimbledon e outros cinco títulos e voltou a ser número 1 do mundo, se manteve competitivo. Mas, em 2013, foi apenas um título, o ATP 250 de Hale e precoces eliminações nos principais torneios da temporada. Ele não fez frente a Djokovic, Nadal ou Murray e ainda perdeu jogos considerados fáceis, contra adversários que estão muito longe do Top 10 da ATP. Essa temporada só não é pior que a sua primeira da carreira, no ano 2000, quando não conquistou nenhum título e tinha apenas 19 anos.

Mais velho que seus principais adversários, ele visivelmente perde no preparo físico. Ele não apresenta mais o mesmo jogo de pernas, a mesma velocidade nas bolas e a mesma variação de jogadas que apresentava a alguns anos. Quando tenta aumentar a força e a velocidade nas bolas, não mantém a mesma precisão nos golpes. Ele passou por uma troca em suas raquetes que o fez se adaptar a um novo estilo de jogo. Para tentar suprir isso, ele apostou em jogar menos torneios que o previsto, mas não adiantou. Para o resto desse ano, ele deve apostar em uma boa preparação física, já que os adversários ainda estarão enfrentando pesados torneios.

Além disso, também contará muito a parte psicológica e a motivação no jogo. Nesse quesito também perde para os adversários, que não se abatem com um ponto, game ou set perdido e partem para a recuperação. Da mesma forma como Federer fazia, mas parece que deixou de fazer. Na parte motivacional, cabe a ele buscar um motivo para continuar em quadra. O único título que lhe falta é uma medalha de ouro olímpica e que parece distante, apenas em 2016. Ele joga por gostar do esporte e gostar de competir, mas até quando ele agüentará sofrer novas derrotas e novas quedas no ranking?

O suíço poderia se aposentar, mas a impressão que dá é que ele ainda tem muito para jogar e muito para mostrar em quadra. Se os adversários o surpreenderam em quadra, cabe a ele repensar um planejamento e um condicionamento para se recuperar em 2014 e voltar a incomodar os adversários.

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Publicado em 3 de setembro de 2013, em Tênis. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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