Lutas

Um dos maiores eventos de MMA do mundo, Strikeforce realiza última edição neste sábado

por João Pedro Alves

Depois do Pride e do WEC, mais um evento comprado pela Zuffa, empresa dona do UFC, vai fechar as portas. Neste sábado (12), o Strikeforce, tido como principal concorrente do Ultimate até ser adquirido pelos irmãos Fertitta em março de 2011, terá sua última noite de glória com o Strikeforce: Marquardt vs. Saffiedine. Além da luta principal entre Nate Marquardt e Tarec Saffiedine, que vale o cinturão dos meio médios, o card conta com vários atrativos, como a presença dos pesos pesados americanos Daniel Cormier e Josh Barnett, do armeno Gegard Mousasi e dos brasileiros Ronaldo “Jacaré” e Roger Gracie.

Logo Strikeforce

Desde que a Zuffa se tornou proprietária do Strikeforce o evento foi perdendo força. Com menos edições sendo realizadas e cada vez menos frequentes, além da ida de alguns atletas importantes para o UFC, como Alistair Overeem e Nick Diaz, o futuro da franquia californiana foi sendo minado e o destino parecia ser mesmo o fim, confirmado no final de 2012. O evento de despedida previa um card com quatro campeões: Gilbert Melendez (peso leve), Nate Marquardt (peso meio médio), Luke Rockhold (peso médio) e Daniel Cormier (peso pesado). No entanto, Melendez e Rockhold se lesionaram e ficaram de fora do show.

Marquardt e Cormier são os campeões e destaques da noite (Fotos: Sherdog)

Marquardt e Cormier são os campeões e grandes destaques da noite (Fotos: Sherdog)

De qualquer forma, a organização do Strikeforce conseguiu montar um card para dar adeus em grande estilo. O experiente Nate Marquardt (32-10-2) defende seu cinturão contra Tarec Saffiedine (13-3-0) mirando, quem sabe, um retorno ao UFC. Já contratado por Dana White para reforçar o Ultimate, o invicto Daniel Cormier (10-0-0), campeão do grand prix dos pesados do Strikeforce em 2012, é amplo favorito contra o holandês Dion Staring (28-7-0) no co-main event da noite.

Ainda no card principal, os outros destaques são Josh Barnett (31-6-0), Gegard Mousasi (32-3-2) e Ronaldo Jacaré (16-3-0). Destes, apenas o brasileiro tem destino certo ao fim do evento: o UFC. Os outros dois são apontados como possíveis contratações – Mousasi, inclusive, cogita descer de categoria para enfrentar Anderson Silva.

Mais brasileiros se despedem do evento

Roger não teve oportunidade de mostrar seu jiu jitsu (Foto: Showtime/Strikeforce)

Com apenas uma derrota na carreira, Roger pode desembarcar em breve no UFC (Foto: Showtime/Strikeforce)

Nas preliminares, três brazucas sobem ao octógono. O talentoso peso médio Roger Gracie (5-1-0), decacampeão mundial de Jiu-Jitsu, tem pela frente o americano Anthony Smith (17-8-0), que disse não temer o faixa preta carioca. “Roger é muito previsível. Se estivéssemos em uma luta de Jiu-Jitsu, Roger chutaria minha bunda, mas não estamos”, afirmou o “Coração de Leão”, como é conhecido, ao MMA Junkie. Caso vença, o Gracie deve assinar com o UFC.

Já Jorge Gurgel (14-8-0) e Adriano Martins (23-6-0) fazem o combate verde e amarelo da noite. Os pesos leves se enfrentam em fases diferentes na carreira: enquanto Gurgel tem três vitórias e cinco derrotas nas últimas oito lutas (atuando pelo UFC e Strikeforce), Martins foi derrotado apenas uma vez nas últimas 11 vezes que entrou em ação – todas em eventos nacionais.

Strikeforce: Marquardt vs. Saffiedine
Chesapeake Energy Arena, em Oklahoma, Estados Unidos
Sábado, 12 de janeiro de 2013

CARD PRELIMINAR

Peso leve: United States Michael Bravo vs. United States Estevan Payan
Peso leve: Brazil
Jorge Gurgel vs. Brazil Adriano Martins
Peso leve: United States
Ryan Couture vs. United States K.J. Noons
Peso médio: United States
Tim Kennedy vs. United States Trevor Smith
Peso médio: Brazil
Roger Gracie vs. United States Anthony Smith
Peso leve: United States
Pat Healy vs. United States Kurt Holobaugh

CARD PRINCIPAL

Categoria casada (até 88kg): United States Ed Herman vs. Brazil Ronaldo “Jacaré” Souza
Peso meio pesado: Armenia
Gegard Mousasi vs. United States Mike Kyle
Peso pesado: United States
Josh Barnett vs. Austria Nandor Guelmino
Peso pesado: United States
Daniel Cormier vs. Netherlands Dion Staring
Peso meio médio: United States
Nate Marquardt vs. Belgium Tarec Saffiedine
– Luta válida pelo cinturão da categoria, pertencente a Marquardt.

____________________________________________________________________________________________

Alistair Overeem está liberado para lutar após cumprir suspensão por doping

por João Pedro Alves

Pego em um exame antidoping surpresa em março de 2012 e punido com nove meses de suspensão pela Comissão Atlética de Nevada (NSAC) por ter apresentado níveis elevados de testosterona, o peso pesado Alistair Overeem está liberado para retornar ao octógono. Na tarde desta terça-feira (8), o orgão que suspendeu o “Demolition Man” concedeu uma nova licença ao lutador, confirmando a participação do holandês no UFC 156, em 2 de fevereiro, quando enfrenta o brasileiro Antônio “Pezão” Silva.

Overeem volta a lutar em fevereiro, no UFC 156, de olho no cinturão do Ultimate (Foto: MMAjunkie.com)

De acordo com informações divulgadas pelo site americano Bloody Elbow, Overeem foi submetido a sete testes antidoping durante a suspensão, o último em 21 de dezembro, e todos tiveram resultados negativos. Por esse motivo, o atleta recebeu a liberação para lutar da Comissão de Nevada de forma unânime.

Agora, “The Reem” corre atrás de um velho objetivo: o cinturão dos pesados do UFC. Quando caiu no antidoping, o holandês se preparava para lutar pelo título contra o então campeão Junior “Cigano” dos Santos, mas a luta foi cancelada devido a suspensão. Caso vença Antônio Pezão em fevereiro, Overeem pode ser o próximo desafiante à cinta, que hoje pertence ao americano Cain Velasquez.

Alistair Overeem tem 32 anos e um cartel com 36 vitórias, 11 derrotas e um “No Contest”. No MMA, foi campeão dos pesos pesados do Strikeforce e do Dream. Além desses títulos, foi o vencedor do grand prix do K-1 (maior torneio de trocação do mundo) em 2010.

__________________________________________________________________________________________

No último UFC de 2012, Cigano é dominado por Velasquez e perde cinturão dos pesos pesados

por João Pedro Alves

O ano não terminou de forma positiva para o MMA brasileiro. Na luta principal do UFC 155, realizado na noite deste sábado (29) em Las Vegas, nos Estados Unidos, o americano Cain Velasquez venceu o então campeão Junior “Cigano” dos Santos de forma convincente, dominando os cinco rounds e castigando o brasileiro na trocação, para reconquistar o cinturão dos pesos pesados do Ultimate após 13 meses.

Dos Santos vs. Velasquez (Foto: Divulgação/ UFC)

Pouco mais de um ano após perder o cinturão, Velasquez venceu a revanche e recuperou o título (Foto: Divulgação/ UFC)

Após ter sido nocauteado em 64 segundos e perdido o título para Junior Cigano em novembro de 2011, Cain Velasquez começou a revanche pela cinta de uma forma diferente. Mais cauteloso, mas afobado nas tentativas de queda, frustradas por Dos Santos, o americano de ascendência mexicana surpreendeu ao levar vantagem onde o catarinense era melhor, em pé, na trocação. Logo no primeiro round, uma prévia do que seriam os 25 minutos de combate: com duras combinações de socos, o “chicano” conseguiu aplicar um knockdown no brazuca com um direto.

Dos Santos também estava diferente. Cerca de quatro quilos mais forte que em outras oportunidades, Cigano estava, consequentemente, mais lento. Apesar das recomendações e do alerta de seu treinador de Boxe e córner Luiz Dórea, o brasileiro se apresentou com a guarda baixa e foi acertado no rosto inúmeras vezes, tendo o gás e a resistência minados – e perdendo pontos na contagem dos juízes. Cansado, a defesa de quedas também deixou de funcionar corretamente. O campeão estava caindo, round após round, superado pelo gameplan aplicado pelo adversário.

(Foto: Divulgação/ UFC)

Apesar de faixa preta em Jiu-Jitsu, Cigano não conseguiu impor seu jogo no chão e foi dominado (Foto: Divulgação/ UFC)

Durante os cinco rounds regulamentares, Cain Velasquez foi superior a Junior Cigano. Em pé, conectou os golpes mais contundentes, aplicou quedas e não foi acertado pelos famosos e potentes socos do oponente; no solo, trabalhou o ground’n’pound, embora não tão arrasador e agressivo quanto em lutas anteriores. Ao fim do duelo, um “monólogo” do latino, a confirmação da vitória por unanimidade na contagem das papeletas dos juízes laterais: 50-43, 50-45, 50-44. Velasquez estava novamente com o cinturão afivelado na cintura.

A entrevista coletiva após o evento não teve a presença de Junior Cigano. Bastante castigado e com suspeita de fratura na mandíbula, o catarinense foi para um hospital tão logo a luta acabou. Apesar disso, o ex-campeão se manifestou via Twitter, agradecendo os fãs. “Agradeço a todos, mas esta noite eu não consegui honrar sua torcida por mim, mas eu juro que tentei”, escreveu Cigano, que, segundo sua equipe, não teve nenhuma lesão mais séria.

Inteiro e com poucos ferimentos na face, Velasquez falou com a imprensa na coletiva. “Foi uma luta difícil, o ritmo que eu quis impor era difícil de manter também. Eu derrubei várias vezes, mas ele levantava. Não era uma questão de força, tive paciência, fui colocando os golpes”, analisou o americano, que ressaltou a resistência de Cigano ao aguentar os 25 minutos de luta sob pressão. “Fiz nesse combate tudo que tinha preparado para o primeiro, quando perdi. Não achava que a luta iria para o quinto round, mas foi e o importante é que eu venci”, completou o novo campeão.

Melhores da noite

Cada atleta premiado com um bônus de melhor da noite recebeu a quantia de 65 mil dólares.

Luta da Noite: Jim Miller vs. Joe Lauzon.

Nocaute da Noite: Todd Duffee.

Finalização da Noite: John Moraga.

UFC 155
MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas, Estados Unidos
Sábado, 29 de dezembro de 2012

CARD PRINCIPAL

Peso pesado: Estados Unidos Cain Velasquez vs. Brasil Junior “Cigano” dos Santos
Velasquez derrotou Cigano por decisão unânime dos juízes (50-43, 50-45, 50-44) e conquistou o cinturão da categoria.

Peso leve: Estados Unidos Jim Miller vs. Estados Unidos Joe Lauzon
Miller derrotou Lauzon por decisão unânime dos juízes (29-28, 29-28, 29-28).

Peso médio: Chipre Costa Philippou vs. Estados Unidos Tim Boetsch
Philippou derrotou Boetsch por nocaute técnico (socos) aos 2:11 do terceiro round.

Peso médio: Japão Yushin Okami vs. Estados Unidos Alan Belcher
Okami derrotou Belcher por decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 29-28).

Peso médio: Estados Unidos Derek Brunson vs. Estados Unidos Chris Leben
Brunson derrotou Leben por decisão unânime dos juízes (29-28, 29-28, 29-28).

CARD PRELIMINAR

Peso galo: Estados Unidos Eddie Wineland vs. Inglaterra Brad Pickett
Wineland derrotou Pickett por decisão dividida dos juízes (30-27, 28-29, 30-27).

Peso galo: México Erik Perez vs. Estados Unidos Byron Bloodworth
Perez derrotou Bloodworth por nocaute técnico (socos) aos 3:50 do primeiro round.

Peso leve: Estados Unidos Jamie Varner vs. Estados Unidos Melvin Guillard
Varner derrotou Guillard por decisão dividida dos juízes (30-27, 27-30, 30-27).

Peso leve: Estados Unidos Myles Jury vs. Estados Unidos Michael Johnson
Jury derrotou Johnson por decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 30-27).

Peso pesado: Estados Unidos Todd Duffee vs. Inglaterra Phil De Fries
Duffee derrotou De Fries por nocaute (socos) aos 2:04 do primeiro round.

Peso leve: Estados Unidos Max Holloway vs. Estados Unidos Leonard Garcia
Holloway derrotou Garcia por decisão dividida dos juízes (29-28, 28-29, 29-28).

Peso mosca: Estados Unidos John Moraga vs. Estados Unidos Chris Cariaso
Moraga derrotou Cariaso por finalização (guilhotina) aos 1:11 do terceiro round.

__________________________________________________________________________________________

Jon “Bones” Jones, a nova lenda do MMA

por Lucas Prestes

Jonathan Dwight Jones, ou apenas, Jon Jones, foi considerado um dos melhores atletas do ano pela revista ESPN, e no site do Jornaleiros do Esporte, classificado como o melhor lutador do ano. Com apenas 25 anos, “Bones” entrou para o mundo das Artes Marciais Mistas apenas em 2008, e agora, quatro anos depois, alcançou um patamar dentro do esporte que muitos não chegariam em uma vida inteira.

Jon "Bones" Jones (Foto: Divulgação / UFC)

Jon “Bones” Jones (Foto: Divulgação / UFC)

Tudo começou em 12 de abril de 2008, no FFP:Untamed 20 (Full Force Power), onde lutou contra seu compatriota Brad Bernard, vencendo-o em apenas 1,32 minutos de combate, com uma chuva de socos. Depois disso, não demorou muito para chamar a atenção de Dana White. Quatro meses após estrear no esporte, colocou seus pés pela primeira vez dentro do octógono mais famoso do mundo, o do UFC (Ultimate Fight Championship), contra o brasileiro André Gusmão.

Antes de se tornar campeão dos meio-pesados, Jones encarou Brandon Vera, Vladimir Matyushenko e Ryan Bader, esse último, não havia perdido nenhum combate até encontrar Jon Jones. Com essa vitória, o “jovem talento” recebeu a oportunidade de disputar o cinturão, após seu companheiro de treinos Rashad Evans lesionar o joelho, não podendo encarar Maurício Shogun Rua, no UFC 128.

Bones vence Shogun e se torna campeão dos meio-pesados (Foto: Reprodução / UFC)

Bones vence Shogun e se torna campeão dos meio-pesados (Foto: Reprodução / UFC)

Seu cartel é um dos mais “equilibrados” do UFC. Com 18 lutas, em 17 dessas Bones saiu vitorioso, sendo 8 por nocaute, 6 por finalização, 3 por decisão unânime e apenas uma derrota por desqualificação em função do golpe que criou sua fama dentro do esporte, a cotovelada.

Jones e Sonnen se enfrentam no final do TUF  17 (Foto: Divulgação / UFC)

Jones e Sonnen se enfrentam no final do TUF 17 (Foto: Divulgação / UFC)

Em 2012 enfrentou Rashad Evans e Vitor Belfort. Em ambas as lutas, mostrou sua superioridade, vencendo duas consideradas “lendas” do MMA. Seu próximo combate é contra o “falastrão” Chael Sonnen. Jones e Sonnen foram anunciados treinadores do The Ultimate Fighter 17 e agora, se encontrarão no UFC 159, dia 27 de abril de 2013, em Newark, New Jersey.

____________________________________________________________________________________________

Primeira mulher do UFC, Ronda Rousey é anunciada campeã e estreia no evento em fevereiro de 2013

por João Pedro Alves

Ronda Rousey ainda não pisou no octógono mais famoso do mundo, mas já fez e continua fazendo história. Após ser a primeira mulher a assinar contrato com o UFC, em novembro, agora a americana realizou outro feito: ser a primeira “rainha” da organização. Na tarde desta quinta-feira (6), durante a entrevista coletiva do UFC on Fox 5, que acontece no sábado (8), o presidente do Ultimate, Dana White, anunciou que “Rowdy”, ex-campeã do peso galo do Strikeforce, é a primeira campeã dos galos do UFC e que a estreia do MMA feminino na franquia será realizada em 23 de fevereiro, no UFC 157, com o duelo entre Ronda e Liz Carmouche.

Campeã, Ronda enfrenta Liz Carmouche na primeira luta no Ultimate (Foto: Divulgação)

Chamada de “colecionadora de braços” por ter vencido todas as seis lutas da carreira com um arm-lock (chave de braço) no primeiro round, Ronda se mostrou surpresa pelos anúncios feitos por Dana White, mas confiante que fará valer o investimento da organização na categoria feminina. “Eu não sabia de nada disso até hoje de manhã. Isso significa muito. Nós temos muito a provar nesse evento e espero que ninguém saia desapontado. Vamos fazer um grande evento”, afirmou a ex-judoca, medalha de bronze nas Olimpíadas de Pequim em 2008.

Rowdy recebeu o cinturão do evento nesta quinta-feira (Foto: Reprodução/ Instagram)

Depois de Liz Carmouche, a próxima adversária de Rowdy pode ter sotaque curitibano. Grande nome do MMA feminino brasileiro, Cristiane “Cyborg” Santos, campeã do peso pena do Strikeforce, mas atualmente suspensa por doping, aceitou baixar de categoria (de 66 para 61kg) para enfrentar Rousey. A americana, conhecida também pelas declarações polêmicas fora do octógono, não deixou de comentar o fato. “Não foi surpresa nenhuma que ela tenha voltado atrás com relação a conseguir baixar para 61kg. Eu sabia que ela poderia baixar. Levou tempo para ela dizer isso, e isso só prova que eu estava certa, e que ela não estava tão certa assim. Essa era a única chance dela”, alfinetou a loira de 25 anos. “A luta contra Cyborg vai acontecer eventualmente. Não posso fazer as pessoas lutarem comigo quando eu quero”, completou.

Além de Rousey vs. Carmouche, o UFC 157, que será realizado em Anaheim, na Califórnia, Estados Unidos, já tem outros dois combates confirmados: Dan Henderson vs. Lyoto Machida e Urijah Faber vs. Ivan Menjivar.

__________________________________________________________________________________________

Boletim das Lutas #04

por Lucas Prestes

As principais notícias do mundo das lutas da última semana de novembro.

BOLETIM DAS LUTAS

– A lutadora Ronda Rousey revela sua formula para o sucesso dentro dos ringues: sexo. Isso mesmo! A atleta afirmou que antes de um combate sempre tenta fazer o máximo de sexo possível. “Com as mulheres é o contrário do que se diz sobre atrapalhar na hora da luta. Fazer sexo aumenta a testosterona, então eu tento fazer o máximo possível de sexo antes de eu lutar. Não fazer sexo com todo mundo. Eu não procuro ou anuncio essas coisas, mas, se tenho um parceiro constante, vai ser algo ser como ‘ei, a luta está chegando’ (risos)”, disse a primeira atleta feminina a assinar contrato com o UFC.

– Com especulações de que será o último card do evento, o “Strikeforce – Champions” já confirmou grandes nomes que marcaram presença no dia 12 de janeiro como: Ronaldo Jacaré, Josh Barnett, Roger Gracie, Ryan Couture, Nate Marquardt, Daniel Cormier, Gegard Mousasi e Tim Kennedy.

– Com duelo marcado contra o brasileiro Demian Maia no UFC 156, dia 2 de fevereiro, em Las Vegas, Jon Fitch afirmou estar contente com a luta, mas ressaltou que irá “esmagar” o paulista. “Vai ser um confronto interessante. Não criei um plano de jogo ainda, mas acho que vou esmagá-lo com tudo o que eu trago para a mesa. Ele realmente está um monstro nos meio-médios. Fiquei surpreso com o tamanho dele no Rio (no UFC 153). Para mim o meio-médio é a melhor classe de peso”.

-O confronto entre GSP e Anderson Silva está cada vez mais próximo de acontecer e, com isso, a vontade do campeão dos meio-médios enfrentar o detentor do cinturão dos médios aumenta a cada dia. Porém, para St-Pierre, o confronto deve acontecer sob suas condições. “Essa luta é a cereja do bolo. Ele quer lutar comigo para poder se aposentar. Eu gostaria de lutar com ele também, mas após lutarmos e eu vencê-lo, o que vem depois? Hoje em dia a muito dinheiro em jogo, mas eu não luto por dinheiro. Minha motivação é ser o melhor. Como eu já disse uma vez quero ser o Wayne Gretzky (maior jogador da história de Hóquei) do meu esporte. Depois que eu lutar com ele, o que poderá ser maior? Estará acabado. Então, sim, eu quero essa luta, mas que ela aconteça quando eu achar que é a hora, e não quando ele quiser que ela aconteça.” , afirmou o lutador em uma rádio canadense.

– Cain Velásquez perdeu o cinturão há mais de um ano, porém, ainda se sente o melhor lutador da categoria peso-pesado, e para ele, Cigano não merece o título. “Quero ganhar essa luta porque sinto que sou o melhor cara. Estou faminto e quero esse cinturão de volta. Eu entrei neste esporte para ser o melhor. Não estou lá (no topo) agora. Tenho que passar por um cara para estar lá”, afirmou o americano de ascendência mexicana. A revanche acontece em 29 de dezembro em Las Vegas.

_________________________________________________________________________________________

 

Boletim das Lutas #03

por Lucas Prestes

As principais notícias semanais do mundo das lutas.

– Aconteceu no último dia 22 o “Mestre do Combate”, evento criado e idealizado por uma das lendas do Jiu-Jitsu Brasileiro, Rickson Gracie. Apenas nessa noite, foram seis as vitórias por finalização, destacando a preferência pelos praticantes do JJB.

– Mas uma vez o brasileiro Thiago Silva foi pego no teste anti-doping.  Dessa vez, o atleta testou positivo para o uso de maconha antes da luta no UFC on FUEL TV, em Macau, contra o búlgaro Stanislav Nedkov.

– Vindo de derrota para Jon Ficth no UFC Rio 3, Erick Silva tem um novo oponente: Jay Hieron. O brasileiro volta ao octagon no UFC 156, que acontece na semana do Super Bowl, dia 2 de fevereiro.

– Mesmo perdendo para Glover Teixeira no UFC Rio 3, Fábio Maldonado divulgou pela rede social Facebook que recebeu um cheque do UFC com um valor maior que se tivesse ganhado a luta. “Acabou de chegar um cheque do UFC pelo correio em casa, e, pela quarta vez, mesmo perdendo – e que pau que levei, né – o UFC me pagou mais do que se tivesse ganho a luta. Obrigado aos irmãos Fertitta, Dana White e Joe Silva. Quando lutava boxe, nunca vi isso acontecer antes”declarou o lutador, contente com o “presentinho”.

– Neste fim de semana, acontece na China o GP de Qingdao de Judô. O Brasil estará representado por 16 judocas que tentarão melhorar a campanha do país dentro da competição.

As categorias são:

Masculino

66kg: Leandro Cunha e Luiz Revite

73kg: Alex Pombo

81kg: Victor Penalber

100kg: Renan Nunes e Luciano Corrêa

Feminino

48kg: Gabriela Chibana

52kg: Eleudis Valentim e Érika Miranda

57kg: Flávia Gomes e Ketleyn Quadros

63kg: Mariana Barros e Rafaela Silva

70kg: Nádia Merli e Maria Portela

+78kg: Maria Suelen Altheman

_____________________________________________________________________________________________

Criação de Rickson Gracie, evento Mestre do Combate estreia nesta quinta-feira com promessa de inovação

por João Pedro Alves

Cansado de lutas sem muita ação e combatividade, em que os lutadores pouco fazem dentro do octógono e a decisão vai parar na mão dos juízes? Rickson Gracie também. E, por isso, um dos grandes nomes do clã Gracie decidiu criar o “Mestre do Combate”, evento de MMA com inovações nas regras e que terá sua primeira edição realizada nesta quinta-feira (22), no Rio de Janeiro. No MC, a disputa é feita por equipes, a pesagem é feita na noite do evento, o primeiro round dura 10 minutos, o gongo não salva e a finalidade é que os duelos terminem sempre por nocaute ou finalização – caso contrário, quem estiver assistindo aos combates poderá ajudar a decidir o vencedor.

Com o MC, Rickson está em busca da “verdade” nas artes marciais (Foto: Divulgação/ Mestre do Combate)

A proposta de Rickson Gracie com a criação do Mestre do Combate é valorizar a arte marcial, a objetividade dos praticantes e a busca pela vitória, preterindo a força física, a falta de combatividade e as técnicas pouco efetivas utilizadas apenas para pontuação de acordo com os critérios dos juízes.

As regras diferenciadas

Diferente dos demais eventos, a pesagem dos atletas será realizada na noite da luta, e não na véspera. Desta forma, de acordo com o faixa vermelha e preta de Jiu-Jitsu, o atleta da categoria até 70kg, por exemplo, lutará com 70kg, evitando o grande corte de peso e que os lutadores lutem mais pesados devido à reidratação, como acontece nas demais organizações.

Os combates terão dois rounds, o primeiro com a duração de 10 minutos e o segundo de cinco, mesmo formato utilizado no extinto PRIDE. Caso a luta dure os 15 minutos regulamentares, três votos decidem o vencedor: o de Rickson Gracie, do árbitro Big John McCarthy e o do internauta que está assistindo ao evento, que poderá expressar sua opinião por meio da página do Mestre do Combate no Facebook. Não existe pontuação, o critério adotado é o de levar mais perigo ao adversário, seja na trocação ou na luta de solo.

Outra inovação é o fato de que “o gongo não salva”. Não é raro acontecer de um atleta estar com uma finalização encaixada ou estar próximo do nocaute técnico no momento em que o round acaba e o gongo soa. No Mestre do Combate, para evitar que isso aconteça, mesmo que o tempo se esgote, o round só acaba quando o lutador terminar a ação de perigo.

O formato do MC é de uma disputa entre equipes, cada equipe pertencendo a uma cidade. Tratando-se de um desafio coletivo, a cidade que conseguir o maior número de vitórias será a vencedora da noite. Nesta primeira edição, será travado o confronto entre os Escorpiões (São Paulo), liderados por Francisco Veras, e os Samurais (Rio de Janeiro), que têm o ex-campeão dos médios do UFC, Murilo Bustamante, como treinador.

Copa Mestre do Combate

Em 2013 será disputada a Copa Mestre do Combate, um campeonato entre cidades no mesmo estilo do desafio de abertura entre RJ e SP. Além das duas principais capitais do país, que terão duas equipes cada, times de Curitiba, Belém, Salvador e Belo Horizonte estarão participando do torneio, colocando em ação no octógono atletas de nove categorias: mosca, galo, pena, leve, meio médio, médio, meio pesado, pesado e superpesado.

A Copa Mestre do Combate colocará frente a frente equipes de diversas cidades no ano que vem (Imagem: Divulgação/ Mestre do Combate)

Onde assistir

A primeira edição do Mestre do Combate será transmitida ao vivo a partir das 20h de quinta-feira (22) pelo Esporte Interativo, inclusive pelo site do canal.

Mestre do Combate
Vivo Rio, no Rio de Janeiro, Brasil
Quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Desafio RJ vs. SP

Peso pesado: Fernando Camolês (RJ) vs. Kitner Moura (SP)
Peso meio pesado: 
Armando “Sapinho” Sixel (RJ) vs. Thiago Fernandes (SP)
Peso médio: 
Gersinho Conceição (RJ) vs. Alexandre “Sagat” (SP)
Peso meio médio: 
Celso “Farpado” (RJ) vs. Udi “O Herói” Lima (SP)
Peso leve: 
Jeffinho Nunes (RJ) vs. Glauke Eugenio (SP)

Co-evento principal

Pety Maffort vs. Robert Peter
Luciano Izzy vs. Oséias Viana

Evento principal

Vitor Miranda vs. Elton “Monstro”

_____________________________________________________________________________________________

Ronda Rousey e Miesha Tate são as primeiras mulheres do UFC

por João Pedro Alves

Enfim as mulheres começam a desembarcar no UFC. Na noite desta quinta-feira (8), o site TMZ noticiou que a americana Ronda Rousey, campeã peso galo do Strikeforce e grande nome do MMA feminino da atualidade, acertou com a franquia e é a primeira atleta a assinar com o Ultimate. Horas depois, durante a madrugada desta sexta, Miesha Tate, ex-campeã derrotada por Rousey em março, anunciou que também está certa com a maior organização de MMA do mundo.

Adversárias no início do ano no Strikeforce, Tate e Rousey agora podem voltar a se enfrentar no UFC (Foto: Divulgação/ Strikeforce)

O presidente do UFC, Dana White, sempre se mostrou contrário à criação de uma categoria feminina em sua organização. Entretanto, o crescimento do MMA feminino e as atuações de Ronda Rousey fizeram com que o homem forte do Ultimate mudasse de ideia e passasse a cogitar a implantação de uma divisão para mulheres. E a primeira contratação foi de ninguém mais ninguém menos que Rousey, campeã e ainda com um cartel invicto, com seis vitórias por finalização – todas por chave de braço.

O segundo nome não demorou a surgir. Ex-campeã do Strikeforce e com um cartel com 13 vitórias e três derrotas, Miesha Tate anunciou por meio de sua conta no Twitter que, assim como sua algoz, migrou para o Ultimate. “Muito feliz por estar lutando pelo UFC. Era um sonho meu por um longo tempo. Muito feliz que finalmente está se tornando realidade”, publicou a americana. Também no microblog, “Cupcake” se disse feliz pelo fato da revanche com “Rowdy” poder acontecer no UFC – na primeira luta, Tate foi finalizada no primeiro round e perdeu o cinturão.

A ida de duas das principais atletas do esporte para o UFC reforça a ideia de que o Strikeforce está com os dias contados. Desde que foi comprado pela Zuffa (dona do Ultimate) no ano passado, especula-se quanto ao futuro da organização californiana, que passou a ter menos edições e a perder alguns atletas. De acordo com o jornalista americano Ariel Helwani, o Strikeforce deve fechar as portas em definitivo no início de 2013, após o evento do dia 12 de janeiro.

Opinião do Jornaleiro

A criação de uma categoria feminina no maior evento de MMA do mundo é importante para o crescimento da modalidade e servirá para atrair mais atletas e investimento para o esporte. Estando no UFC, as lutadoras terão mais visibilidade e, consequentemente, maior reconhecimento e valorização pelo trabalho, ainda pequeno.

No outro lado da balança, no entanto, está o fim do Strikeforce. O evento californiano, que já teve em seu quadro de lutadores nomes como Fedor Emelianenko e Alistair Overeem, aparecia como principal concorrente do UFC – até ser comprado pelo mesmo dono. Com isso, a soberania do Ultimate aumenta, gerando quase que um monopólio no mercado. É ruim para os fãs, é ruim para os atletas, é ruim para o MMA.

_________________________________________________________________________________________

Boletim das Lutas #02

por Lucas Prestes

As principais notícias do mundo das lutas, do dia 29 de outubro à 2 de novembro.

– Dana White revela seus planos para o futuro do UFC. Segundo ele, o confronto entre Jon Jones e Anderson ira sim acontecer, mas sem data prevista. Ainda afirmou que pretende realizar mais 12 eventos no Brasil em 2013, o primeiro deles, em 19 de janeiro, sem local definido.

– Jon Jones afirmou que no próximo ano, pretende migrar de categoria, lutando entre os pesados, da qual o brasileiro Junior Cigano é o atual campeão.

– Após ser nocauteado pelo “Spider”, Stephan Bonnar decidiu se aposentar do mundo das lutas. O americano tem 23 lutas em seu cartel – 15 vitórias e 8 derrotas. Um de seus maiores feitos foi um duelo contra Forrest Griffin, considerado pelos dirigentes do Ultimate como o combate que ressuscitou a organização.

– O TUF Brasil 2 já tem seus treinadores definidos. O ex – campeão do UFC, Rodrigo Minotauro, ao lado de Fabrício Werdum, foram os escolhidos para liderar as duas equipes rivais no reality. Ao final do programa, os dois lutadores se enfrentarão em revanche do último encontro no extinto PRIDE, no ano de 2006.

– José Aldo irá defender o cinturão contra o americano Frankie Edgar, em fevereiro do ano que vem. A luta que iria acontecer no UFC Rio 3, foi remarcada para o evento de número 156, em Las Vegas.

– A judoca santista, Rosângela de Oliveira, disputará o Mundial Master de Judô, em Miami, EUA. Com 47 anos, a brasileira busca o seu nono título na competição.

– O brasileiro Maurício Rossi, lutador de MMA, e atual campeão do Peru FC, foi preso na última quinta feira por tentativa de homicídio. O atleta foi detido por agredir a ex- namorada. A moça sofreu derrames nos olhos e também nos seios da face. Segundo ela, os dois haviam terminado o relacionamento há mais de um ano.

– O Afeganistão realizou na última terça-feira, sua primeira luta profissional de Boxe. Lá, o esporte é visto como um dos “pilares” para a reconstrução do país logo após a guerra.

______________________________________________________________________

Boletim das Lutas #01

por Lucas Prestes

Confira as principais notícias do mundo da luta.

– Confirmado! Chefão do UFC, Dana White, afirmou que está planejando uma categoria feminina no evento, para a felicidade da curitibana Cris Cyborg. “Só estamos esperando o Dana falar: pode soltar”, disse a atleta. White também divulgou a luta de volta de Rogério “Minotouro” contra o americano Rashad Evans.

– Vitor Belfort volta ao octógono em 2013 com luta confirmada. O brasileiro enfrentará Michael Bisping  no UFC 156.

– Rio de Janeiro receberá em fevereiro de 2013 o Royal FC I, que terá como luta principal o combate entre o ex-campeão dos pesados do UFC, Pedro Rizzo, encarando a lenda do extinto Pride, Mirko Cro Cop.

– Cain Velasquez terá a tão esperada revanche contra o brasileiro Junior “Cigano” dos Santos. O confronto acontece no dia 29 de dezembro, no UFC 155, em Las Vegas.

– Um dos maiores eventos de luta do Brasil, o Jungle Fight, chega a sua edição de número 44 neste sábado, dia 27. Ele vai ser  transmitido para os Estados Unidos pela ESPN 3. O Jungle Fight 44 terá como luta principal uma eliminatória válida pelo GP dos pesos médios entre Ildemar Marajó e Ederson Lion. Feliz com a audiência dentro e fora do país, o presidente do evento comenta o sucesso. “Isso é fruto de um trabalho muito árduo ao longo de todos esses anos de existência do Jungle Fight”, declarou Wallid Ismail.

– Em Curitiba, a Copa Striker’s House chega a sua 20ª edição neste sábado. E pela terceira vez o evento vai ser transmitido na internet, pelo site oficial da academia.

__________________________________________________________________________________________

UFC 153: chamados às pressas, Anderson Silva e Minotauro são destaques do evento

por João Pedro Alves

Realizado na noite deste sábado (13) no Rio de Janeiro, o UFC 153 (ou UFC Rio 3) foi mais uma edição sediada em terras tupiniquins em que os ídolos locais roubam a cena e se consagram. Desta vez, Anderson Silva e Antônio Rodrigo “Minotauro” Nogueira, convocados às pressas pela organização para compor e qualificar o card do evento, foram os destaques e derrotaram Stephan Bonnar por nocaute técnico e Dave Herman por finalização, respectivamente – ambas vitórias em grande estilo.

Anderson venceu bem e fez a festa (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

No peso meio pesado, mas ainda assim Anderson Silva

Absoluto entre os pesos médios, categoria da qual é campeão desde 2006, Anderson Silva aceitou o desafio de lutar na categoria de cima, a meio pesado, contra Stephan Bonnar, para “salvar” o UFC 153, que ficara desfalcado com as lesões de José Aldo e Quinton “Rampage” Jackson. E o “Spider” não decepcionou. Pelo contrário, lutou tranquilo e até tirou uma onda antes de acabar com o combate com um nocaute técnico no final do primeiro round.

Stephan Bonnar iniciou tentando se impor e indo para cima, prensando Anderson Silva nas grades, no clinch, e buscando uma queda. A situação da luta prosseguiu durante boa parte do round, até que Anderson parou junto à grade, fez graça e esperou que Bonnar fosse para cima para golpeá-lo. Já no final do assalto, o campeão aplicou um queda e, quando Bonnar se levantou, aproveitou para acertar uma joelhada no peito do americano, que caiu novamente. Então, o Spider apenas deu socos até que o árbitro interrompesse o combate.

Após a luta, teve início mais uma vez a discussão sobre quem será o próximo adversário de Anderson Silva. O campeão dos médios revelou que tem mais duas lutas no contrato e que espera que uma delas seja contra o canadense campeão dos meio médios, Georges St-Pierre.

O Jiu-Jitsu funciona (Dave Herman que o diga)

Mais que o “adversário Dave Herman”, Rodrigo “Minotauro” entrou no octógono com o objetivo de derrotar o “Dave Herman anti-Jiu-Jitsu”. Antes da luta, o americano disse que não treinava a arte marcial brasileira e que duvidava da eficiência da modalidade. Ironicamente, Minota o derrotou com uma técnica de… Jiu-Jitsu, o arm-lock.

Dave Herman começou o combate com um ritmo forte, soltando golpes em pé, e rapidamente colocou Minotauro para baixo, trabalhando o ground’n’pound no solo. A luta voltou em pé e os atletas trocaram golpes até o final do round.

Minotauro: “o arm-lock estava premeditado” (Foto: Getty Images)

Logo nos primeiros segundos do segundo round, Minotauro acertou um soco que levou Herman a knockdown. Aproveitando a situação, o baiano tentou trabalhar a luta de solo, sua especialidade, para finalizar. O duelo ainda voltou em pé mais duas vezes, mas o destino era mesmo o chão. Minota derrubou o oponente, fez a transição para o braço e encaixou o arm-lock. Herman ainda tentou escapar, mas os movimentos que fez acabaram por deixar o golpe mais justo, e o gringo foi obrigado a dar os “três tapas” e desistir da luta.

Além da vitória, de mostrar que o Jiu-Jitsu é eficiente e de afastar a aposentadoria mais uma vez, Minotauro foi premiado com o bônus de “Finalização da Noite” de 70 mil dólares. “Foi bacana, mas ele provou que treina Jiu-Jitsu. Saiu de várias finalizações, mas o arm-lock estava premeditado antes da luta”, disse Minota à TATAME.

Domínio total de Glover

Glover Teixeira, a nova sensação dos meio pesados, deu mais um passo importante dentro do UFC ao derrotar o também brasileiro Fabio Maldonado ao fim do segundo round, por paralisação médica.

Glover (à esq.) desferiu vários golpes duros que impossibilitaram a continuidade de Maldonado na luta (Foto: Getty Images)

Em pouco tempo de luta, Glover Teixeira já conseguiu conectar alguns bons socos em Fabio Maldonado, que levaram o paulista à lona. No solo, Teixeira chegou à montada, posição da qual aproveitou para utilizar o ground’n’pound com socos e cotoveladas. Quando achou uma brecha, Glover saiu da montada, fez a transição e aplicou um kata-gatame. Sem sucesso na finalização, o mineiro voltou a montar e a dominar o adversário em um poderoso gnp, que deixou várias marcas no rosto de Maldonado. O minuto final do round foi travado em pé, com Maldonado ainda grogue cambaleando no octógono.

Glover voltou para o segundo round com a mesma postura e colocou Maldonado para baixo logo no início do assalto, trabalhando o gnp. Faltando um minuto para o fim, o árbitro Mario Yamasaki paralisou o combate para que um médico avaliasse se Maldonado teria ou não condições de continuar lutando. Como tinha, pôde prosseguir com o duelo.

Após o fim do segundo round, no entanto, uma nova avaliação médica constatou que Fabio Maldonado não teria condições de lutar o terceiro e último assalto, caracterizando um nocaute técnico por paralisação médica.

Ainda no card principal…

Especialista em Jiu-Jitsu, Demian venceu por finalização (Foto: Agência EFE)

…três outros brasileiros entraram em ação. E apenas Demian Maia venceu, ao finalizar o americano Rick Story com um mata-leão ainda no primeiro round, alcançando o segundo sucesso em sua nova categoria, a meio médio.

Também pelos meio médios, o capixaba Erick Silva acabou derrotado pelo wrestler americano Jon Fitch na decisão unânime dos juízes. Como ponto positivo, “Índio” pode tirar o bônus de 70 mil dólares por sua luta ter sido escolhida a “Luta da Noite” pela organização do evento.

O peso meio pesado Wagner “Caldeirão”, conhecido do grande público por ter participado do quadro “Lata Velha” do programa “Caldeirão do Huck”, teve o acerto de contas com Phil Davis após o “No Contest” da primeira vez em que se enfrentaram, em agosto, causado por uma dedada no olho acidental do americano no brasileiro. E Caldeirão levou a pior no Rio: foi finalizado com uma anaconda choke (triângulo de mão) no segundo round.

Destaques das preliminares

Na luta de abertura do evento, o carioca radicado em Curitiba Cristiano Marcello fez uma luta de muita disposição e trocação com o sueco Reza Madadi e, após os três rounds, foi declarado vencedor pela decisão dividida dos juízes. A vitória de CM foi recebida com alguma surpresa na arena pelo motivo de que Madadi foi superior ao brazuca no combate.

Finalista do reality show “The Ultimate Fighter Brasil”, Serginho Moraes, que também treina na capital paranaense, conseguiu a primeira vitória no Ultimate por meio de seu ponto forte: o Jiu Jitsu. Faixa preta da “arte suave” e bicampeão mundial da modalidade, Serginho finalizou Renée Forte, também ex-participante do TUF Brasil, com um mata-leão no terceiro round.

Contra o americano Sam Sicilia, o campeão peso pena do TUF Brasil, Rony “Jason”, apresentou, principalmente no primeiro round, um bom jogo em pé na trocação, teve a chance de finalizar no chão, e acabou coroado com uma vitória por nocaute técnico no segundo assalto, que lhe rendeu, ainda, o bônus de “Nocaute da Noite” no valor de 70 mil dólares.

UFC 153
HSBC Arena, no Rio de Janeiro, Brasil
Sábado, 13 de outubro de 2012

CARD PRELIMINAR

Peso leve: Brazil Cristiano Marcello vs. Sweden Reza Madadi
Marcello derrotou Madadi por decisão dividida dos juízes (29-28, 28-29, 30-27).

Peso médio: United States Chris Camozzi vs. Brazil Luiz “Banha” Cané
Camozzi derrotou Banha por decisão unânime dos juízes (29-28, 29-28, 29-28).

Peso meio médio: Brazil Sergio Moraes vs. Brazil Renée Forte
Moraes derrotou Forte por finalização (mata-leão) aos 3:10 do terceiro round.

Peso pena: Brazil Diego Brandão vs. United States Joey Gambino
Brandão derrotou Gambino por decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 30-27).

Peso leve: Brazil Gleison Tibau vs. Brazil Francisco “Massaranduba”
Tibau derrotou Massaranduba por decisão unânime dos juízes (29-28, 29-28, 29-28).

Peso pena: Brazil Rony “Jason” vs. United States Sam Sicilia
Jason derrotou Sicilia por nocaute técnico (socos) aos 4:16 do segundo round.

CARD PRINCIPAL

Peso meio médio: Brazil Demian Maia vs. United States Rick Story
Maia derrotou Story por finalização (mata-leão) aos 2:30 do primeiro round.

Peso meio pesado: United States Phil Davis vs. Brazil Wagner “Caldeirão” Prado
Davis derrotou Caldeirão por finalização (anaconda choke) aos 4:29 do segundo round.

Peso meio médio: United States Jon Fitch vs. Brazil Erick Silva
Fitch derrotou Silva por decisão unânime dos juízes (30-27, 29-28, 29-28).

Peso meio pesado: Brazil Glover Teixeira vs. Brazil Fabio Maldonado
Teixeira derrotou Maldonado por nocaute técnico (interrupção médica) no final do segundo round.

Peso pesado: Brazil Rodrigo “Minotauro” Nogueira vs. United States Dave Herman
Minotauro derrotou Herman por finalização (arm-lock) aos 4:31 do segundo round.

Peso meio pesado: Brazil Anderson Silva vs. United States Stephan Bonnar
Silva derrotou Bonnar por nocaute técnico (joelhada e socos) aos 4:40 do primeiro round.

___________________________________________________________________________________________

Abertas as inscrições para segunda temporada do TUF Brasil

por Lucas Prestes

Depois do sucesso do “The Ultimate Fighter: Em busca de campeões” aqui no Brasil, o UFC abriu as vagas para as seletivas da segunda temporada do programa. Desta vez, o reality show contará com as categorias leve (70 kg) e meio-médio (77 kg). Os treinadores ainda não foram anunciados.

As primeiras seletivas serão realizadas no hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro, dia 14 de outubro. Apenas três pontos são exigidos para a inscrição, que pode ser feita no site oficial do UFC. O candidato deve ter de 18 a 35 anos, deve ter participado de pelo menos três lutas profissionais, sendo duas vitórias.

Na primeira temporada Wanderlei Silva e Vitor Belfort foram os mentores das duas equipes dentro do programa. Mesmo com rumores de que Lyoto Machida e Mauricio Shogun poderiam ser os treinadores, nada foi confirmado pelo “chefão” do UFC, Dana White .
O “The Ultimate Fighter” que na sua edição americana já revelou nomes importantes do MMA, como, Forrest Griffin, Rashad Evans, Nate Diaz e Michael Bisping, voltará a ser exibido aqui no Brasil pela Globo a partir de março de 2013.

_____________________________________________________________________________________________

Depois da derrota, Belfort espera por revanche

por Lucas Prestes

Após a derrota sofrida na noite do último sábado (22) para o americano Jon “Bones” Jones, detentor do cinturão, Vitor Belfort lamentou seu rendimento durante a luta, elogiou seu adversário e admitiu querer uma revanche contra o campeão.

Belfort quase finaliza o campeão (Foto: Reprodução/ SporTV.com)

Na luta principal do UFC 152, o brasileiro teve a oportunidade de ganhar o cinturão dos meio-pesados. Ainda no primeiro assalto, Vitor perdeu a chance de encaixar uma chave de braço em Jones, que por pouco não perdeu o título. Logo depois da luta, Belfort foi bastante criticado por “aliviar” no golpe e perde a chance de se tornar campeão. Mas segundo ele, Jones que conseguiu escapar da chave, e não ele que soltou o braço do adversário. “Gente, a tradução aí foi errada. Eu não soltei o braço dele coisa nenhuma. Eu vacilei em ouvir os estalos e perdi o encaixe por 1 segundo. Na sequência, o Jones saiu muito bem, foi só isso. Mérito do Jones e vacilo meu”, declarou.

Vitor lamentou a derrota, mas espera uma revanche contra o americano. “Novamente afirmo que poderia render muito mais. Mas fico feliz pelo carinho de todos vocês e de maneira alguma estou dando desculpa pela derrota. Estou arrasado, mas vamos dar a volta por cima. Acho que mereço uma segunda chance com o Jones, pois peguei a luta com somente três semanas”.

Bones, por sua vez, declarou que em certo momento, pensou na perda do título. “Vitor é faixa-preta do Carlson Gracie. Ele é forte e tem muita confiança em si mesmo no chão. Puxou para a guarda e isso é uma coisa que ele fazia antigamente. Me deu trabalho naquela chave, já estava até conformado e pensei: ‘Não acredito que vou perder dessa forma”, disse o lutador, que foi para a conferência pós-evento com o braço enfaixado.

_____________________________________________________________________________________________

UFC 152: Jon Jones finaliza Vitor Belfort e continua com cinturão dos meio pesados

por João Pedro Alves

No UFC 152, realizado na noite deste sábado (22), em Toronto, no Canadá, o campeão manteve-se campeão. O americano Jon Jones fez valer o status de melhor peso meio pesado do mundo e continua com o cinturão após finalizar o brasileiro Vitor Belfort com uma americana na luta principal da noite. Na outra disputa de título, Demetrious Johnson passou por Joseph Benavidez e se tornou o primeiro campeão peso mosca do Ultimate. Outros dois brasileiros subiram ao octógono: Charles “do Bronx” Oliveira foi nocauteado por Cub Swanson e, nas preliminares, Vinny Magalhães retornou à franquia com vitória, finalizando Igor Pokrajac.

Após quase ser finalizado no primeiro round, Jones deu o troco no quarto e venceu Belfort com uma americana (Foto: Reprodução/ SporTV.com)

Continuidade no reinado de Bones

Jon Jones: “Achei que ele ia quebrar o meu braço” (Foto: Reprodução/ SporTV.com)

Na última luta da noite, o americano Jon “Bones” Jones, que defendia o cinturão meio pesado da franquia pela quarta vez, passou por um mau momento na luta, quando quase foi finalizado, mas conseguiu dominar Vitor Belfort e finalizou o brasileiro com uma americana, aos 54 segundos do quarto round.

O melhor momento de Belfort na luta foi no primeiro round, quando encaixou um arm-lock e Jones esteve prestes a dar os “três tapinhas” que caracterizam a desistência do combate, mas o gringo conseguiu se desvencilhar da finalização. Na coletiva após a luta, o brasileiro declarou que diminuiu a pressão no golpe após ouvir um estalo, para não lesionar o braço do adversário. O ato foi elogiado pelo campeão. “Isso só mostra que tipo de pessoa ele é. Ele é uma pessoa fenomenal.  Houve um momento em que pensei que ele poderia ter estendido ainda mais. Em 25 anos, não tinha sentido nada daquele jeito”, disse Bones, que admitiu o temor pela derrota naquele momento.

No entanto, durante todo o confronto, a superioridade foi de Jones, tanto em pé quanto no solo. Na trocação, o americano procurou minar a resistência de Belfort para botá-lô para baixo. No chão, trabalhou o ground’n’pound, utilizando suas conhecidas e potentes cotoveladas, que feriram o rosto do brasileiro.

No quarto round, o volume de luta e o domínio do octógono foram convertidos em vitória. Jones quedou Vitor Belfort, passou a guarda, travou um dos braços do brasileiro e desferiu cotoveladas até encontrar uma brecha para aplicar uma americana (tipo de chave de braço) e vencer o duelo.

A americana, além da manutenção do título, ainda rendeu a Jon Jones a premiação de “Finalização da Noite”, com um bônus de 65 mil dólares.

Primeiro campeão dos moscas

Johnson, o Mighty Mouse, entrou para história como primeiro campeão peso mosca do UFC (Foto: Reprodução/ SporTV.com)

Inaugurado em março deste ano no Ultimate, o peso mosca conheceu seu primeiro campeão neste sábado. Após bater Ian McCall na semifinal do grand prix, em junho, Demetrious Johnson derrotou Joseph Benavidez na decisão dos juízes e afivelou o cinturão da categoria pela primeira vez.

O público presente na Air Canada Centre vaiou os lutadores em alguns momentos durante os cinco rounds. Na entrevista coletiva após o evento, o presidente do UFC, Dana White, criticou os torcedores. “Se você não gostou daquela luta de pesos moscas, eu te peço: ‘Nunca mais compre um pay-per-view. Você é um imbecil e eu não quero o seu dinheiro. Eles lutaram muito, foram pra cima e nunca desistiram. Por favor, eu não quero seu dinheiro’. Fiquei horrorizado com as vaias”, declarou o “homem forte” do Ultimate, como noticiado pela TATAME.

Derrota de Do Bronx

Do Bronx acusou o golpe na linha de cintura e foi nocauteado (Foto: Reprodução/ Terra)

Além de Belfort, Charles do Bronx representou o Brasil no card principal do UFC 152. E também perdeu. Vindo de duas vitórias desde que desceu do peso leve para o pena, o paulista sofreu o primeiro revés na nova categoria ao ser nocauteado por Cub Swanson ainda no primeiro round.

O americano começou a luta mais agressivo e acertando mais golpes, principalmente socos. Então, Do Bronx o colocou para baixo e tentou trabalhar o ground’n’pound, sem muita eficiência, e o combate retornou em pé. Na volta à trocação, Swanson desestabilizou o paulista com um forte soco na linha de cintura, aproveitou que Charles abaixou a guarda e acertou um overhand de direita que levou o brazuca à lona.

O nocaute foi escolhido como o “Nocaute da Noite” pela organização do evento e Cub Swanson, que chegou à terceira vitória consecutiva, faturou um bônus de 65 mil dólares.

Única vitória brasileira

Finalista do “The Ultimete Fighter 8”, Vinny retornou ao UFC com vitória (Foto: Reprodução/ Terra)

Vinny Magalhães, o “Pezão”, foi responsável pelo único sucesso verde e amarelo da noite. Pelo card preliminar, o carioca voltou ao UFC após três anos derrotando o croata Igor Pokrajac com um arm-lock, ainda no primeiro round. Esta foi a décima vitória do atleta no MMA – a primeira no Ultimate.

Com menos de um minuto de combate, Pezão foi derrubado pelo adversário próximo à grade. No entanto, o brasileiro, faixa preta de Jiu-Jitsu e campeão do ADCC (Abu Dhabi Combat Club, evento de grappling) em 2011, foi rápido no solo e já buscou o braço do croata. Então, Vinny colocou a “arte suave” em prática, ajustou a posição e finalizou Pokrajac em um minuto e 14 segundos de luta com uma chave de braço.

UFC 152
Air Canada Centre, em Toronto, Canadá
Sábado, 22 de setembro de 2012

CARD PRELIMINAR

Welterweight (peso meio médio): Australia Kyle Noke vs. United States Charlie Brenneman
Noke derrotou Brenneman por nocaute técnico (socos) aos 45 segundos do primeiro round.

Bantamweight (peso galo): Canada Mitch Gagnon vs. United States Walel Watson
Gagnon derrotou Watson por finalização (mata-leão) a 1:09 do primeiro round.

Welterweight (peso meio médio): United States Seth Baczynski vs. Norway Simeon Thoresen
Baczynski derrotou Thoresen por nocaute (socos) aos 4:10 do primeiro round.

Featherweight (peso pena): United States Marcus Brimage vs. United States Jimy Hettes
Brimage derrotou Hettes por decisão unânime dos juízes (29-28, 29-28, 29-28).

Welterweight (peso meio médio): Canada Sean Pierson vs. United States Lance Benoist
Pierson derrotou Benoist por decisão unânime dos juízes (29-28, 29-28, 29-28).

Lightweight (peso leve): Canada TJ Grant vs. United States Evan Dunham
Grant derrotou Dunham por decisão unânime dos juízes (29-28, 30-27, 29-28).

Light Heavyweight (peso meio pesado): Brazil Vinny Magalhães vs. Croatia Igor Pokrajac
Magalhães derrotou Pokrajac por finalização (arm-lock) a 1:14 do segundo round.

CARD PRINCIPAL

Catchweight (peso combinado): United States Cub Swanson vs. Brazil Charles Oliveira
Swanson derrotou Do Bronx’s por nocaute (soco) aos 2:40 do primeiro round.

Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Matt Hamill vs. Canada Roger Hollett
Hamill derrotou Hollett por decisão unânime dos juízes (29-28, 30-27, 30-27).

Middleweight (peso médio): England Michael Bisping vs. United States Brian Stann
Bisping derrotou Stann por decisão unânime dos juízes (29-28, 29-28, 29-28).

Flyweight (peso mosca): United States Demetrious Johnson vs. United States Joseph Benavidez
Johnson derrotou Benavidez por decisão dividida dos juízes (48-47, 47-48, 49-46) e se tornou o primeiro campeão da categoria do UFC.

Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Jon Jones vs. Brazil Vitor Belfort
Jones derrotou Belfort por finalização (americana) aos 54 segundos do quarto round e manteve o cinturão da categoria.

_____________________________________________________________________________________________

Spider ainda espera enfrentar St-Pierre

por Lucas Prestes

Mesmo com o confronto marcado para o UFC Rio III contra o semifinalista do TUF 1, Stephan Bonnar, Anderson Silva não descartou a possibilidade de enfrentar o campeão meio médio do Ultimate, Georges St-Pierre. Para Spider, um confronto contra o canadense seria um grande evento, além de ser um combate bastante esperado entre os fãs.

Spider espera confronto contra St-Pierre. (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Considerada a luta mais esperada do mundo das lutas,  Anderson contra St-Pierre poderia ser um confronto muito mais “quente” do que foi a luta contra Sonnen. Para Spider, Georges é o um dos melhores lutadores da categoria na atualidade. “Eu acho que a luta contra o Georges St-Pierre é uma grande luta. Eu, como um atleta do UFC e de MMA, quero lutar contra os melhores. E ele é um dos melhores “, declarou.

Depois de Rampage Jackson e José Aldo se lesionarem, Minotauro e Spider foram escalados para “salvar” o evento, que caso não tivesse lutas atraentes para o público, poderia até ser cancelado.  O UFC Rio III acontece no dia 13 de outubro na Arena HSBC sediada na “Cidade Maravilhosa”.

___________________________________________________________________

Ronda Rousey impressiona Dana White, que começa a pensar em categoria feminina no UFC

por Lucas Prestes

Depois da sexta vitória consecutiva, Ronda Rousey fez com que o chefão do UFC, Dana White, olhasse o MMA feminino de outra maneira. No último sábado (18), “Rowdy” venceu Sarah Kaufman com sua tradicional chave de braço, impressionando White, que imaginou uma luta entre a americana e a brasileira Cris “Cyborg”.

White: “Rousey é inacreditável” (Foto: Divulgação/ UFC)

“Eu estava em San Diego na luta entre Ronda Rousey e Sarah Kaufmann, e Rousey é inacreditável. Eu vejo como possível, um dia, uma luta entre Ronda Rousey e Cris Cyborg como evento principal de um UFC. Continuo achando que não há mulheres boas o suficiente para ser criada uma divisão de MMA feminino no UFC, mas eu estou impressionado com Ronda Rousey. Todas as desafiantes sabem exatamente o que ela vai fazer, e mesmo assim não conseguem evitar. Ela é um fenômeno no MMA feminino”, disse Dana White, empolgado com Rousey.

Cris Cyborg, no entanto, não imagina um confronto contra a “colecionadora de braços”, já que as duas não atuam na mesma categoria.

_____________________________________________________________________________________________

No Strikeforce, Ronda Rousey finaliza rapidamente e mantém cinturão; Jacaré nocauteia em 41 segundos

por João Pedro Alves

Na noite deste sábado (18), no Strikeforce: Rousey vs. Kaufman, em San Diego, no estado americano da Califórnia, a campeã peso galo da franquia, Ronda Rousey, finalizou Sarah Kaufman em 54 segundos com um arm-lock e manteve o título. O único brasileiro a subir ao octógono, Ronaldo “Jacaré”, ex-campeão peso médio, também venceu rapidamente, nocauteando Derek Brunson em 41 segundos.

Rousey venceu novamente com sua especialidade, a chave de braço (Foto: Esther Lin/ SHOWTIME/ Strikeforce)

Rousey, a “colecionadora de braços”, faz mais uma vítima

Na primeira defesa do cinturão peso galo, a americana Ronda Rousey foi… Ronda Rousey. Contra a canadense Sarah Kaufman (15-2-0), “Rowdy” (6-0-0) manteve sua tradição de finalizadora nos octógonos e venceu a adversária com um arm-lock aos 54 segundos de luta.

A campeã continua invicta, agora com seis vitórias como profissional (Foto: Reprodução/ Strikeforce.com)

Rousey, ex-judoca e medalhista de bronze nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, começou a luta com uma postura agressiva e logo encurralou Sarah Kaufman nas grades, tentando aplicar uma queda. Quando conseguiu colocar a adversária no solo, a campeã montou e rapidamente fez uma transição para pegar o braço da canadense. Kaufman ainda dificultou e tentou escapar do arm-lock, mas foi apenas questão de tempo para Rowdy finalizar o duelo, paralisado pelo árbitro Herb Dean.

Dos nove combates que já fez no MMA (seis como profissional e três como amadora), Ronda Rousey venceu todos no primeiro round, por finalização, com a mesma técnica: o arm-lock (chave de braço). E mais, oito das nove vitórias foram obtidas com menos de um minuto de luta.

Com primeiro nocaute, Jacaré se aproxima do cinturão

Jacaré chegou à segunda vitória após a perda da cinta, em setembro de 2011 (Foto: Divulgação/ Strikeforce)

O manauara radicado no Rio de Janeiro Ronaldo Jacaré (16-3-0, 1NC), faixa preta de Jiu Jitsu e finalizador nato, quebrou um tabu e nocauteou pela primeira vez na carreira. Com a vitória sobre o americano Derek Brunson (9-2-0), o brasileiro pode disputar em breve o cinturão dos médios contra Luke Rockhold – para quem perdeu o título em setembro de 2011.

A penúltima luta da noite começou com um período de estudo, com os atletas medindo a distância, até que Brunson partiu para cima do brasileiro e tentou golpear com socos. No contra-ataque, Jacaré aplicou um knockdown com um certeiro cruzado de direita. Com o americano grogue, já semi-nocauteado, Jaca manteve a calma e terminou com o combate no solo, aos 41 segundos.

Strikeforce: Rousey vs. Kaufman
Valley View Casino Center, em San Diego, Estados Unidos
Sábado, 18 de agosto de 2012

CARD PRINCIPAL

Bantamweight (peso galo): United States Ronda Rousey vs. Canada Sarah Kaufman
Rousey derrotou Kaufman por finalização (arm-lock) aos 0:54 do primeiro round e manteve o cinturão da categoria.

Middleweight (peso médio): Brazil Ronaldo “Jacaré” Souza vs. United States Derek Brunson
Jacaré derrotou Brunson por nocaute (socos) aos 0:41 do primeiro round.

Welterweight (peso meio médio): Belgium Tarec Saffiedine vs. United States Roger Bowling
Saffiedine derrotou Bowling por decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 30-27).

Middleweight (peso médio): United States Lumumba Sayers vs. United States Anthony Smith
Smith derrotou Sayers por finalização (triângulo) aos 3:52 do primeiro round.

Light Heavyweight (peso meio pesado): Haiti Ovince St. Preux vs. United States T.J. Cook
St. Preux derrotou Cook por nocaute (soo) aos 0:20 do terceiro round.

CARD PRELIMINAR

Bantamweight (peso galo): United States Miesha Tate vs. United States Julie Kedzie
Tate derrotou Kedzie por finalização (arm-lock) aos 3:28 do terceiro round.

Middleweight (peso médio): Russia Adlan Amagov vs. United States Keith Berry
Amagov derrotou Berry por nocaute técnico (chute e socos) aos 0:48 do primeiro round.

Featherweight (peso pena): Japan Hiroko Yamanaka vs. Netherlands Germaine de Randamie
De Randamie derrotou Yamanaka por decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 30-27).

Lightweight (peso leve): United States Bobby Green vs. United States Matt Ricehouse
Green derrotou Ricehouse por decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 30-27).

_____________________________________________________________________________________________

UFC on FOX 4: Shogun nocauteia, mas é Lyoto Machida quem disputa o cinturão dos meio pesados

por João Pedro Alves

Na noite deste sábado (4), no UFC on FOX 4, realizado em Los Angeles, nos Estados Unidos, o novo desafiante ao cinturão do peso meio pesado foi definido. O mais cotado para disputar o título era Maurício “Shogun”, que venceu Brandon Vera por nocaute no quarto round da luta principal do evento. Mas, mais empolgante e com um desempenho melhor, Lyoto Machida, que nocauteou Ryan Bader no segundo round, foi o escolhido para lutar pela cinta.

Lyoto (à dir.) ganhou o title-shot com o nocaute sobre Bader (Foto: Getty Images)

Shogun deixa a desejar no gás, vence, mas não ganha title shot

Na última e mais aguardada luta da noite, o curitibano Maurício Shogun pecou no gás, levou alguns sustos, mas conseguiu nocautear o americano Brandon Vera no quarto round. Apesar da vitória, o rendimento de Shogun não agradou tanto a organização do evento, que deu a disputa de título para Lyoto Machida.

O gás prejudicou, mas Shogun conseguiu nocautear (Foto: Getty Images)

Durante toda a luta, Shogun foi melhor e teve chances de acabar com o combate de uma forma mais precoce, como no segundo round, quando conectou uma sequência de socos e joelhadas. Em alguns momentos, apostando em sua luta de solo, superior à de Brandon Vera, o brasileiro colocou o adversário para baixo em busca de uma finalização ou de trabalhar o ground’n’pound. Mas Vera também assustou, como em uma guilhotina no primeiro round e em golpes que entraram na guarda do ex-campeão dos meio pesados.

Com um Shogun cansado, o que o impossibilitou de apresentar um volume de luta maior, o combate foi finalizado apenas no final do quarto e penúltimo round. Nas grades, o curitibano acertou alguns socos, Brandon Vera acusou os golpes e caiu. Então, o brasileiro precisava decretar a vitória: no chão, golpeou até que o árbitro indicasse o fim do duelo.

Apesar de ter perdido a chance de disputar o título, Shogun achou a escolha por Lyoto Machida justa. “Acho que o Lyoto é um dos top 5, e o Ryan Bader um top 10. Achei justo um dos quatro brigarem por uma chance pelo título. Achei justo o resultado final”, disse na entrevista coletiva após o evento.

Nocaute rende disputa de cinturão à Lyoto

Muitas vezes criticado por adotar uma postura mais defensiva no octógono e apostar apenas nos contra-ataques, Lyoto Machida mostrou ontem que também pode ser agressivo. E que seu contragolpe pode ser eficiente – Ryan Bader que o diga.

Na penúltima luta do evento, o brasileiro começou atacando mais e andando para frente, partindo para cima de Bader. Lyoto utilizou as mãos para distrair o americano e aproveitou para soltar as pernas, atingindo alguns bons chutes na linha de cintura do adversário. No segundo round, a vitória : Ryan Bader tentou acertar um soco e, no contra-ataque, Machida conectou um direto de encontro que levou o oponente à lona, já nocauteado.

(Foto: Reprodução/ YouTube)

Com a atuação convincente coroada com um belo nocaute, Lyoto Machida foi anunciado como o desafiante ao cinturão dos pesos meio pesados, que pertence ao americano Jon Jones. Mesmo o campeão ainda tendo que defender o título contra Dan Henderson antes de enfrentá-lo, Machida acredita que o “Bones” será seu adversário – e já pensa na revanche.

“Ele é imprevisível. Toda vez ele muda de estilo. Às vezes chuta, às vezes soca. Tenho que treinar mais Wrestling. Meu último camp para o Jon Jones foi bom, mas acho que tenho que melhorar o meu Wrestling”, disse o brasileiro, que foi finalizado por Jones no UFC 140, em dezembro de 2011.

Nas preliminares, Yahya finaliza e Caldeirão tem luta sem resultado

O primeiro brasileiro a entrar em ação no UFC on FOX foi o brasiliense Rani Yahya. Contra o americano Josh Grispi, Yahya mostrou toda sua técnica refinada de Jiu Jitsu e, no solo, passou a guarda do adversário e finalizou da posição norte-sul, pouco convencional no MMA, aos 3:15 do primeiro round.

Caldeirão levou uma dedada no olho direito e a luta foi interrompida (Foto: Getty Images)

A estreia de Wagner Caldeirão no Ultimate com certeza não foi como ele esperava. Com um cartel invicto com oito vitórias, o brazuca teve pela frente o duro wrestler americano Phil Davis. A luta durou menos de dois minutos.

Após alguma movimentação, Davis tentou manter a distância de Caldeirão com a mão aberta e acabou acertando uma dedada no olho do paulista. Com um corte abaixo do olho e, segundo ele próprio, vendo duplicado, o médico alegou que o brasileiro não tinha condições de continuar lutando e o combate foi finalizado. Por ter sido um golpe acidental, a luta foi anunciada como sem resultado (No Contest).

Caldeirão e Davis devem se enfrentar novamente no UFC on FX 5, em 5 de outubro, para um “tira-teima”.

Melhores da noite

Os atletas premiados com os bônus de “Luta da Noite”, “Finalização da Noite” e “Nocaute da Noite” receberam 50 mil dólares.

A luta entre Joe Lauzon e Jamie Varner, no card principal, foi escolhida como a melhor do evento. Pelo triângulo que aplicou, Lauzon recebeu, ainda, o prêmio de melhor finalização. Também no main card, Mike Swick ganhou o bônus de melhor nocaute pela vitória sobre DaMarques Johnson.

UFC on FOX 4
Staples Center, em Los Angeles, Estados Unidos
Sábado, 4 de agosto de 2012

CARD PRELIMINAR

Flyweight (peso mosca): United States Ulysses Gomez vs. United States John Moraga
Moraga derrotou Gomez por nocaute (socos e cotoveladas) aos 3:46 do primeiro round.

Featherweight (peso pena): Armenia Manvel Gamburyan vs. Japan Michihiro Omigawa
Gamburyan derrotou Omigawa por decisão unânime dos juízes (29–28, 29–28, 30–27).

Heavyweight (peso pesado): England Phil De Fries vs. England Oli Thompson
De Fries derrotou Thompson por finalização (mata-leão) aos 4:16 do segundo round.

Featherweight (peso pena): United States Josh Grispi vs. Brazil Rani Yahya
Yahya derrotou Grispi por finalização (estrangulamento norte-sul) aos 3:15 do primeiro round.

Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Phil Davis vs. Brazil Wagner “Caldeirão” Prado
A luta foi declarada como sem resultado (No Contest) por uma dedada acidental de Davis a 1:20 do primeiro round.

Featherweight (peso pena): United States Cole Miller vs. United States Nam Phan
Phan derrotou Miller por decisão dividida dos juízes (29–28, 28–29, 29–28).

CARD PRINCIPAL

Welterweight (peso meio médio): United States Mike Swick vs. United States DaMarques Johnson
Swick derrotou Johnson por nocaute (socos) a 1:20 do segundo round.

Lightweight (pes leve): United States Joe Lauzon vs. United States Jamie Varner
Lauzon derrotou Varner por finalização (triângulo) aos 2:24 do terceiro round.

Light Heavyweight (peso meio pesado): Brazil Lyoto Machida vs. United States Ryan Bader
Machida derrotou Bader por nocaute (socos) a 1:32 do segundo round.

Light Heavyweight (peso meio pesado): Brazil Maurício “Shogun” Rua vs. United States Brandon Vera
Shogun derrotou Vera por nocaute técnico (socos) aos 4:09 do quarto round.

_____________________________________________________________________________________________

UFC on FOX 4: um dos brasileiros do evento, Shogun vai em busca da disputa de cinturão

por João Pedro Alves e Lucas Prestes

UFC on FOX 4, evento que tem a presença de quatro lutadores brasileiros no card, será realizado neste sábado (4) no Staples Center, em Los Angeles, Estados Unidos. A principal luta desta edição é entre o curitibano Maurício “Shogun” Rua e o americano Brandon Vera, que define o próximo desafiante ao cinturão dos meio pesados. Pela mesma categoria, ainda entre os combates principais, Lyoto Machida enfrenta Ryan Bader. Nas preliminares, Wagner “Caldeirão” e Rani Yahya representam as cores verde e amarela.

Shogun x Vera

A luta mais esperada é entre Maurício “Shogun” Rua e Brandon Vera. Ambos vêm de uma sequência irregular dentro do octógono, porém, protagonizarão a luta principal do UFC on FOX 4. Shogun vem de duas derrotas e duas vitórias, enquanto seu oponente, das últimas quatro lutas, venceu apenas uma e teve um “No Contest” (sem resultado).

A luta entre os dois trocadores promete ser bem disputada, principalmente depois do presidente do UFC, Dana White, anunciar que o vencedor enfrenta Jon Jones pelo cinturão dos meio pesados. Shogun já visa o título perdido para Jones em março do ano passado e afirmou que está bem mais preparado para consagrar-se novamente campeão. “Essa é a luta que eu quero. Eu quero o cinturão de volta. Eu acho que é mais fácil estudar Jon Jones agora. Na última vez o cara era um estilo totalmente novo no UFC. Agora nós vimos ele enfrentando outros caras e tenho mais informações sobre o que pode acontecer na luta. Eu estou trabalhando para vencer ele numa próxima luta”, disse o curitibano.

Sobre a possibilidade de lutar contra Jones, Vera se mostrou bem animado, e espera não desperdiçar essa chance. “É como eu disse antes, é uma bênção disfarçada. É como ganhar na loteria duas vezes”, declarou.

Machida x Bader

co-main event do evento coloca outro brasileiro ex-campeão dos meio pesados em ação: Lyoto Machida. O adversário do “The Dragon” é o americano Ryan Bader, wrestler de origem e que tem apenas duas derrotas na carreira.

Apontado como um dos lutadores mais difíceis de serem “encontrados” e golpeados no octógono, Lyoto Machida não vem de uma boa sequência. Diferente do atleta que apareceu com um estilo de jogo diferente e conquistou o cinturão do UFC, o baiano radicado em Belém-PA tem apenas uma vitória nas últimas quatro lutas. Faixa preta em Karatê, sua arte mãe, Machida deve manter a luta em pé, onde leva vantagem sobre Bader, para sair vitorioso e subir no ranking da categoria.

No outro corner, o vencedor do The Ultimate Fighter 8, em 2008. Ryan Bader se recuperou das derrotas para Jon Jones e Tito Ortiz em 2011 com duas vitórias nas últimas lutas, sobre Jason Brilz e Quinton “Rampage” Jackson, que o recolocaram no top 10 da light heavyweight. Com a qualidade que tem no Wrestling, a estratégia do “Darth Bader” será tentar quedar Lyoto Machida para pontuar e trabalhar o ground’n’pound. Em pé, no entanto, o americano também pode surpreender com as mãos pesadas.

Outros brasileiros

Além de Shogun e Lyoto, outros dois brasileiros entram em ação neste sábado no Staples Center, ambos no card preliminar.

Com oito vitórias em oito lutas na carreira, o peso meio pesado Wagner “Caldeirão” – apelido que ganhou após ter participado do quadro “Lata Velha” do Caldeirão do Huck – estreia hoje no Ultimate contra o americano Phil Davis (9-1-0). Atleta da Team Nogueira desde a aparição na televisão, Caldeirão se destacou nos eventos nacionais pela luta em pé, a trocação. Tanto é que apenas uma vitória não foi conquistada por nocaute/nocaute técnico.

O outro brazuca das preliminares é Rani Yahya (16-7-0), que enfrenta o americano Josh Grispi (14-3-0). Das últimas quatro lutas que disputou, o brasiliense foi derrotado três vezes – no UFC, tem uma vitória e uma derrota. O principal trunfo de Yahya dentro do octógono é a luta de solo: venceu 14 vezes por finalização e foi campeão do ADCC (Abu Dhabi Combat Club), maior evento de grappling do mundo, em 2007.

Como assistir

No Brasil, apenas o Canal Combate transmite o UFC on FOX 4. O canal exibe o evento na íntegra (cards preliminar e principal) a partir das 17h45 deste sábado.

UFC on FOX 4
Staples Center, em Los Angeles, Estados Unidos
Sábado, 4 de agosto de 2012

CARD PRELIMINAR

Featherweight (peso pena): United States Cole Miller vs. United States Nam Phan
Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Phil Davis vs. Brazil Wagner Prado
Featherweight (peso pena): United States Josh Grispi vs. Brazil Rani Yahya
Heavyweight (peso pesado): England Phil De Fries vs. England Oli Thompson
Featherweight (peso pena): Armenia Manvel Gamburyan vs. Japan Michihiro Omigawa
Flyweight (peso mosca): United States Ulysses Gomez vs. United States John Moraga

CARD PRINCIPAL

Welterweight (peso meio médio): United States Mike Swick vs. United States DaMarques Johnson
Lightweight (pes leve): United States Joe Lauzon vs. United States Jamie Varner
Light Heavyweight (peso meio pesado): Brazil Lyoto Machida vs. United States Ryan Bader
Light Heavyweight (peso meio pesado): Brazil Maurício Rua vs. United States Brandon Vera

_____________________________________________________________________________________________

UFC 149: Renan Barão derrota Urijah Faber e conquista cinturão interino do peso galo

por João Pedro Alves

O Brasil acordou neste domingo (22) com um feito inédito: pela primeira vez na história, o país é detentor de quatro cinturões do UFC de forma simultânea. Isso porque o potiguar Renan Barão derrotou o americano Urijah Faber no UFC 149, realizado na noite deste sábado,e conquistou o título interino dos pesos galos. “Barão parecia uma besta. Ele dominou um dos melhores caras de todos os tempos dessa categoria de peso no MMA”, elogiou Dana White, presidente da franquia.

Barão, o quarto campeão brasileiro do UFC (Foto: Getty Images)

O novo campeão

Na luta principal do UFC 149, Renan Barão derrotou o exepriente Urijah Faber, ex-campeão do WEC e um dos principais nomes do peso galo, na decisão unânime dos juízes laterais e conquistou o cinturão interino da categoria. Com o título, Barão se junta a José Aldo, Anderson Silva e Junior “Cigano” dos Santos no seleto grupo dos brasileiros detentores da cinta do maior evento de MMA da atualidade.

O brasileiro apostou em chutes altos e baixos para acertar Faber (Foto: Getty Images)

Dono da maior sequencia invicta do MMA mundial, agora com 30 lutas sem derrotas (29 vitórias e um “No Contest” – sem resultado), Renan Barão adotou uma estratégia de manter a distância, aproveitando-se da maior envergadura, e utilizou principalmente as pernas para golpear Faber, assim como José Aldo fez em 2010. Desta forma, dominou o americano em grande parte dos 25 minutos de luta e foi coroado vencedor do combate pelos juízes.

Mesmo com a superioridade sobre o adversário e a vitória, Barão foi vaiado pelo público presente no Scotiabank Saddledome, em Calgary, no Canadá, durante e depois da luta. “Desculpe-me se eu não pude agradar a todos”, desculpou-se o campeão interino dos galos ainda no octógono.

“Eu sabia que ele era muito bom de manter a distância, e foi difícil entrar. Eu sabia que seria difícil. Logo no início ele me deu um chute forte e eu acho que eu quebrei a costela, não sei”, disse Urijah Faber, que teve a confirmação da fratura na costela após realizar um exame.

Faber postou em seu Twitter a imagem do exame que confirmou a lesão na costela (Foto: Reprodução/ Twitter)

Lutas abaixo do esperado

Quando se fala em card principal, espera-se grandes lutas. Não foi o que aconteceu no UFC 149. Além da disputa do cinturão interino dos galos, outros dois combates do main card eram aguardados com expectativa: Hector Lombard vs. Tim Boetsch e Cheick Kongo vs. Shawn Jordan.

Jordan e Kongo fizeram uma luta sem grandes emoções (Foto: Getty Images)

No primeiro, o cubano Lombard, que estreava no Ultimate, era tido como grande favorito e, em caso de vitória, poderia ser anunciado como o próximo desafiante ao cinturão dos médios, que pertence a Anderson Silva. No octógono, o favoritismo e a superioridade não foram transformados em realidade. Em uma luta marcada pelo receio em atacar por parte dos dois atletas, Tim Boetsch venceu na decisão dos juízes e frustrou os planos do adversário em disputar a cinta.

No outro confronto, a previsão era que, se tratando de dois pesos pesados com poder de nocaute, a luta não durasse os três rounds previstos. Durou, e foram 15 minutos de pouca ação. Durante a maior parte do combate, os atletas permaneceram clinchados. Mesmo sendo conhecido como um striker, Cheick Kongo seguiu a estratégia de Jordan e buscou a luta agarrada em vários momentos. Mesmo assim, o francês foi melhor e acabou vencendo por unanimidade.

Bônus da noite

Os bônus de melhor luta, nocaute e finalização renderam uma quantia de 65 mil dólares aos atletas premiados. A “Luta da Noite” foi entre Bryan Caraway e Mitch Gagnon, no card preliminar, que teve Caraway como vencedor. A “Finalização da Noite” foi do americano Matt Riddle, que derrotou Chris Clements com um kata-gatame no terceiro round, no card principal.

O “Nocaute da Noite” foi mais que o melhor nocaute do evento, foi um dos nocautes mais rápidos da história do UFC. Nas preliminares, o canadense Ryan Jimmo, que estreava na organização, precisou de apenas sete segundos para levar o australiano Anthony Perosh, considerado favorito no duelo, à lona. “Não esperava que fosse de forma tão rápida. Fechei os olhos e bati. Acho que tive sorte. Deixei de ser um dos lutadores mais entediantes para ser o lutador com um dos nocautes mais rápidos da história”, disse Jimmo na entrevista coletiva após o evento.

UFC 149
Scotiabank Saddledome, em Calgary, Canadá
Sábado, 21 de julho de 2012

CARD PRELIMINAR

Lightweight (peso leve): Canada Mitch Clarke vs. Finland Anton Kuivanen
Kuivanen derrotou Clarke por decisão dividida dos juízes (29–28, 28–29, 29–28).

Featherweight (peso pena): Canada Antonio Carvalho vs. United States Daniel Pineda
Carvalho derrotou Pineda por nocaute (socos) no primeiro round, aos 1:11.

Bantamweight (peso galo): United States Bryan Caraway vs. Canada Mitch Gagnon
Caraway derrotou Gagnon por finalização (mata-leão) no terceiro round, aos 1:39.

Light Heavyweight (peso meio pesado): Canada Ryan Jimmo vs. Australia Anthony Perosh
Jimmo derrotou Perosh por nocaute (soco) no primeiro round, aos sete segundos.

Bantamweight (peso galo): Canada Roland Delorme vs. United States Francisco Rivera
Rivera derrotou Delorme por nocaute (socos) no primeiro round, aos 4:19.

Middleweight (peso médio): United States Court McGee vs. Canada Nick Ring
Ring derrotou McGee por decisão unânime dos juízes (29–28, 29–28, 29–28).

CARD PRINCIPAL

Welterweight (peso meio médio): Canada Chris Clements vs. United States Matt Riddle
Riddle derrotou Clements por finalização (kata-gatame) no terceiro round, aos 2:02.

Welterweight (peso meio médio): United States Brian Ebersole vs. United States James Head
Head derrotou Ebersole por decisão dividida dos juízes (29–28, 28–29, 29–28).

Heavyweight (peso pesado): France Cheick Kongo vs. United States Shawn Jordan
Kongo derrotou Jordan por decisão unânime dos juízes (30–28, 30–27, 30–27).

Middleweight (peso médio): Cuba Hector Lombard vs. United States Tim Boetsch
Boetsch derrotou Lombard por decisão dividida dos juízes (28–29, 29–28, 29–28).

Bantamweight (peso galo): United States Urijah Faber vs. Brazil Renan “Barão”
Barão derrotou Faber por decisão unânime dos juízes (49-46, 50-45, 49-46).

___________________________________________________________________________________________

Grandes nomes do MMA: Randy Couture

por Lucas Prestes

Na segunda edição do quadro Grandes nomes do MMA, conheça Randy Couture, lutador aposentado e também ator norte-americano. O “The Natural” ou também “Capitão América”, como é conhecido, foi duas vezes campeão dos pesos meio pesados do UFC e três vezes dos pesos pesados. Começou sua história praticando Luta Olímpica, modalidade da qual conquistou medalha nos Jogos Pan-Americanos.

Randy Couture, “The Natural” e “Capitão América” (Foto: Divulgação/ UFC)

Início no “mundo” do MMA

Randy Duane Couture nasceu em 22 de junho de 1963 em Everett, Washington, nos Estados Unidos. Após servir o Exército Americano, participou dos Jogos Pan-Americanos de Havana, quando ganhou medalha de ouro na Luta Greco-Romana menos de 90 kg. Em 1993 assistiu à uma luta do UFC, e, impressionado com o evento, decidiu seguir carreira no MMA.

Conquista na cintura: cena que se repetiu várias vezes na carreira (Foto: Divulgação/ UFC)

Com 33 anos, estreou no UFC. Mesmo com uma idade avançada, saiu vitorioso no torneio de número 13 do evento, em 97, ganhando de Tony Halme e Steven Graham na mesma noite. Em 17 de outubro do mesmo ano, venceu Vitor Belfort por TKO, tendo a oportunidade de disputar o cinturão dos pesos pesados no Japão dois meses depois, onde se consagrou campeão por decisão dos juízes sobre Maurice Smith. Sua primeira derrota aconteceu no Vale Tudo japonês, em 1998, contra Edson Inoue, que aplicou um armlock no “The Natural” em apenas 90 segundos de luta.

Apesar de competir em outros eventos, como as franquias japonesas RINGS e Vale Tudo Japan, Couture fez a maior parte de sua história competindo no maior evento de artes marciais mistas atualmente, o UFC. Dos 30 combates oficiais de MMA que participou, 24 foram na franquia mas bem sucedida no mundo das lutas. Com 19 vitórias e 11 derrotas, seu cartel pode não impressionar muita gente, mas seu histórico conta com lutas contra lendas do esporte, como Chuck Liddell, Vitor Belfort, Mark Coleman e Rodrigo “Minotauro”.

TUF 1

Randy também participou de um dos reality shows de maior sucesso nos EUA, o The Ultimate Fighter 1, em 2005. Ao final do programa, o lutador faria sua segunda luta contra o treinador do time rival, Chuck Liddell. No primeiro confronto, Couture saiu vitorioso, ganhando o cinturão interino meio pesado do UFC. Mas na revanche,  Liddell “The Iceman” venceu o “Capitão América” por nocaute, levando o cinturão dos meio pesados para casa. Os dois se enfrentaram mais uma vez um ano depois, mas Liddell repetiu o feito e ganhou novamente o combate.

Xtreme Couture, família e cinema

Couture em ação como ator (Foto: Reprodução/ Bleacherreport.com)

Em 2006, Randy fundou a Xtreme Couture, academia especializada em Wrestling e Boxe. Sua equipe de lutadores se divide em pesos penas, leves, meio médios, médios e pesados, com nomes conhecidos, como Tyson Griffin, Gray Maynard, Evan Dunham, Martin Kampmann, Vitor Belfort, Forrest Griffin e Ray Sefo.

Após a derrota para Lyoto Machida em 2011, Couture anunciou a aposentadoria e agora se dedica inteiramente a seus filhos, Ryan, Caden e Aimme.

Além de lutador, se arriscou também na carreira de ator, atuando em grandes produções do cinema americano, tais como “Invencível”, “Cinturão Vermelho”, “O Escorpião Rei 2”, “Sem Lei” e “Os Mercenários” 1 e 2.

Títulos conquistados:

Campeão peso pesado do UFC, em 1997, de 2000 a 2002 e de 2007 a 2008.

Campeão meio pesado do UFC, em 2003, 2004 e 2005.

Campeão do do torneio peso pesado do UFC, em 1997.

Primeiro atleta a conquistar o cinturão de duas categorias do UFC.

Integrante do Hall da Fama do UFC.

Opinião do Jornaleiro (por João Pedro Alves)

Randy Couture foi um dos primeiros wrestlers a terem sucesso no octógono utilizando o ground’n’pound (“inventado” por Mark Coleman), hoje uma técnica/posição popular. Mais que as vitórias e títulos conquistados no MMA, é uma lenda do esporte por ter feito tudo que fez em uma idade “incomum”, dos 33 aos 47 anos. Por isso e pelo carisma que tem, é um atleta bastante admirado e popular, principalmente nos Estados Unidos.

Uma luta marcante na carereira do Randy Couture – mesmo com um insucesso – foi contra Rodrigo “Minotauro”, em 2009, no UFC 102. Vindo da perda de cinturão para Brock Lesnar, o “Capitão América” fez um belo combate contra o “Rocky Balboa Brasileiro”, com direito a trocação aberta, aplicação de knockdown e quase finalização por parte do brazuca. Apesar de ter sido derrotado e até mesmo dominado em alguns momentos, Couture protagonizou um dos melhores duelos da história do Ultimate.

__________________________________________________________________________________________

UFC 148: no acerto de contas, Anderson Silva nocauteia Sonnen e mantém cinturão dos médios

por João Pedro Alves

Na “luta do século”, maior atrativo do UFC 148, realizado na noite deste sábado (7), Anderson Silva cumpriu o que prometeu e venceu Chael Sonnen por nocaute, mantendo-se como campeão dos pesos médios e maior vencedor da história do Ultimate. Na penúltima luta do evento, Tito Ortiz se aposentou com derrota para Forrest Griffin, um resultado contestado pelo público presente na MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas. Ainda no card principal, Chad Mendes e Demian Maia foram rápidos e venceram em menos de um minuto. Nas preliminares, Rafaello “Trator” Oliveira foi o único dos três brasileiros a sair vitorioso.

Com nocaute no segundo round, Anderson venceu a “luta do século” (Foto: Divulgação/ UFC)

O reinado continua

Chael Sonnen até assustou, mas Anderson Silva continua com o cinturão peso médio do UFC. Na décima defesa de título, o brasileiro começou a luta sendo dominado pelo americano, assim como em 2010. No entanto, conseguiu reverter no round seguinte, venceu por nocaute técnico e foi bonificado com 75 mil dólares pelo prêmio de “Nocaute da Noite”.

No primeiro round, Sonnen coseguiu aplicar a mesma estratégia que utilizou na primeira luta e quedou Anderson nos primeiros segundos. Jogando por cima no solo, o americano tentou trabalhar o ground’n’pound da meia-guarda. Dominante no assalto, passou a guarda do brasileiro e chegou à montada, posição em que aproveitou para acertar alguns golpes.

Mesmo sobrando entre os médios, Anderson deve continuar na categoria (Foto: Adriano Albuquerque/SporTV.com)

No segundo round, Anderson Silva conseguiu frustrar a tentativa de queda do adversário e manteve o combate em pé. Chael Sonnen arriscou um soco rodado e se desequilibrou, sendo golpeado pelo “Spider” com uma joelhada e socos no solo. A luta voltou em pé e o campeão encurralou o desafiante nas grades, segurando o pescoço e conectando golpes. Sonnen caiu e Anderson apenas desferiu socos até que o duelo fosse paralisado pelo árbitro.

Na entrevista coletiva após o evento, Anderson Silva voltou a apontar um adversário que faria frente a ele: seu clone. Dana White, presidente do Ultimate, negou uma pressão para que o campeão lute em outra categoria, a meio pesado, contra Jon Jones. “Não falo nunca para os caras subirem ou descerem (de categoria). A menos que ele me ligue e fale que quer mudar. Ele não quer”, disse o chefe.

Na “luta da noite”, Ortiz se aposenta com derrota

Ortiz (à dir.) foi bastante golpeado, mas aplicou dois knockdowns em Griffin (Foto: Getty Images)

Tito Ortiz tentou se despedir dos octógnos com vitória, levou perigo a Forrest Griffin em pé e no solo, mas foi derrotado naquela que foi escolhida a “Luta da Noite”. Após um combate marcado pelo cansaço dos dois atletas e a “fuga” de Griffin ao término do duelo, resultado contestado pelo público.

A luta começou com uma trocação aberta e Tito Ortiz logo usou seu ponto forte, o Wrestling, para quedar e trabalhar no ground’n’pound. Com o grande gasto de energia no solo, os dois lutadores voltaram em pé já aparentando cansaço.

No segundo e terceiro rounds, Ortiz teve bons momentos e aplicou dois knockdowns em Forrest Griffin,primeiro com um direto, depois com um cruzado. O “Bad Boy de Huntington Beach”, no entanto, foi mais golpeado por Griffin, embora sem tanta potência. A falta de gás, então, apareceu como o fator determinante para a queda do ritmo.

Ao final da luta, antes do anúncio do vencedor, Forrest Griffin desceu do octógono e partiu em direção ao vestiário. Abordado por Dana White, o atleta voltou para o cage, onde foi declarado vitorioso por decisão unânime. Contrária ao resultado, a torcida se manifestou nas arquibancadas por meio das vaias.

Ex-campeão dos meio pesados do UFC, Tito Ortiz se aposenta do MMA com 16 vitórias, 11 derrotas e um empate. Como anunciado, agora o “Bad Boy” é o nono membro do Hall da Fama do Ultimate.

Vitórias rápidas

Demian Maia (por cima) venceu após lesão do adversário (Foto: Getty Images)

Além de Anderson vs. Sonnen, outras duas lutas do card principal terminaram por nocaute técnico. Chad Mendes e Demian Maia venceram seus respectivos combates em menos de um minuto.

Vindo de derrota para José Aldo no UFC 142, o americano Chad Mendes demorou 31 segundos para vencer seu compatriota Cody McKenzie. No primeiro nocaute da noite, Mendes acertou um soco na linha de cintura do adversário, que acusou o golpe e caiu. No solo, golpeou apenas para sacramentar a vitória, à espera da paralisação do combate.

Também vindo de um insucesso, contra Chris Weidman, o brasileiro Demian Maia estreou na categoria peso meio médio com o pé direito. Especialista em Jiu Jitsu, o paulista buscou a luta de solo e aplicou uma queda em Dong-hyun Kim, que caiu de mau jeito e sentiu uma lesão na costela. Na montada, Demian começou a golpear, mas a luta logo foi finalizada pelo árbitro, aos 47 segundos.

No card preliminar…

Trator foi o responsável pela única vitória brazuca nas preliminares (Foto: Getty Images)

Rafaello “Trator” Oliveira foi o único dos três brasileiros que lutaram nas preliminares que venceu. Na luta de abertura do evento, Trator foi acertado por duros golpes do cubano Yoislandy Izquierdo e sangrou bastante. No entanto, conseguiu quedar e dominar o adversário no solo nos três rounds, vencendo por decisão unânime e ganhando uma sobrevida no Ultimate após duas derrotas.

Gleison Tibau e Fabrício “Morango” foram derrotados por Khabib Nurmagomedov e Melvin Guillard, respectivamente, ambos por unanimidade dos juízes. Tibau não conseguiu impor seu jogo e foi dominado pelo russo, mais agressivo no octógono. Morango teve um desempenho melhor e até teve chances de derrotar Guillard no ground’n’pound – assim como poderia ter perdido da mesma forma no primeiro e segundo rounds. Mas, pelo maior volume de luta e eficácia do americano, acabou derrotado.

UFC 148
MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas, Estados Unidos
Sábado, 7 de julho de 2012

CARD PRELIMINAR

Lightweight (peso leve): Brazil Rafaello “Trator” Oliveira vs. Cuba Yoislandy Izquierdo

Trator derrotou Izquierdo por decisão unânime dos juízes (29-28, 29-28, 29-28).

Lightweight (peso leve): Canada John Alessio vs. United States Shane Roller

Roller derrotou Alessio por decisão unânime dos juízes (29-28, 29-28, 29-28).

Middleweight (peso médio): Cyprus Constantinos Philippou vs. Japan Riki Fukuda

Philippou derrotou Fukuda por decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 29-28).

Lightweight (peso leve): Brazil Gleison Tibau vs. Russia Khabib Nurmagomedov

Nurmagomedov derrotou Tibau por decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 30-27).

Lightweight (peso leve): United States Melvin Guillard vs. Brazil Fabrício “Morango” Camões

Guillard derrotou Morango por decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 30-27).

CARD PRINCIPAL

Bantamweight (peso galo): El Salvador Ivan Menjivar vs. United States Mike Easton

Easton derrotou Menjivar por decisão unânime dos juízes (30-27, 29-28, 30-27).

Featherweight (peso pena): United States Chad Mendes vs. United States Cody McKenzie

Mendes derrotou McKenzie por nocaute técnico (socos) no primeiro round, aos 31 segundos.

Welterweight (peso meio médio): South Korea Dong Hyun Kim vs. Brazil Demian Maia

Maia derrotou Kim por nocaute técnico (lesão na costela) no primeiro round, aos 47 segundos.

Middleweight (peso médio): Vietnam Cung Le vs. Canada Patrick Côté

Le derrotou Côté por decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 30-27).

Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Forrest Griffin vs. United States Tito Ortiz

Griffin derrotou Ortiz por decisão unânime dos juízes (29-28, 29-28, 29-28).

Middleweight (peso médio): Brazil Anderson Silva vs. United States Chael Sonnen

Silva derrotou Sonnen por nocaute técnico (socos) no segundo round, a 1 minuto e 55 segundos, e manteve o cinturão dos pesos médios.

__________________________________________________________________________________________

UFC 148: “luta do século” e aposentadoria de ex-campeão são destaques do evento

por João Pedro Alves

Na noite deste sábado (7), Anderson Silva e Chael Sonnen voltam a se enfrentar. Na luta principal do UFC 148, que será realizado na MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas, Estados Unidos, o brasileiro defende o cinturão dos pesos médios contra o polêmico americano naquela que vem sendo chamada de “luta do século”. Outro combate de destaque no card é entre Forrest Griffin e Tito Ortiz, que se despede do MMA após 15 anos de carreira. Além do “Spider”, outros quatro brazucas sobem ao octógono: Demian Maia, Gleison “Tibau”, Fabrício “Morango” e Rafaello “Trator”.

A aguardada revanche

A luta mais esperada do evento – talvez a mais esperada do ano – é a revanche entre Anderson Silva, campeão dos pesos médios, e o americano Chael Sonnen, o adversário que chegou mais perto de tirar o cinturão do brasileiro. Cercado de provocações de ambos os lados, o combate ganhou um caráter pessoal. Na entrevista coletiva, trocaram alguns ataques verbais e tiveram de ser seguros pela organização no momento da encarada.

Campeão absoluto dos médios desde 2006 e indo para a 10ª defesa de cinturão, Anderson Silva é o lutador com os melhores números da história do UFC.O momento em que esteve mais perto de perder o título foi contra o adversário deste sábado, Chael Sonnen, em 2010, quando foi dominado durante quatro rounds e venceu por finalização no quinto – após a luta, revelou que estava com a costela fraturada. Desta vez, sem lesões, Anderson garante que a história será diferente, que a luta não passa do primeiro assalto e que Sonnen não irá fazer nada no cage. “Para me bater em pé, ele tem que ser mágico. É impossível ele me bater”, disse o “Spider”.

Entretanto, Chael Sonnen dá sua vitória como certa. “Não importa quantos rounds vai durar a luta. Eu vou vencer. Ele pode correr, dançar ou tentar lutar, mas isso não vai fazer a diferença. Em todas essas situações, vou bater nele”, afirmou o americano, sempre polêmico. O “American Gangster” tem o Wrestling como ponto forte e costuma quedar os adversários para trabalhar no ground’n’pound por cima. O Jiu Jitsu de Sonnen, no entanto, aparece como uma brecha, já que foi finalizado em oito oportunidades. Para evitar ser derrotado desta forma mais uma vez, o atleta buscou o treinamento do brasileiro Vinny Magalhães, faixa preta e especialista em Jiu Jitsu, que garantiu que seu novo aluno está bem na defesa de posições e que pode, também, atacar com qualidade e finalizar Anderson.

Despedida do “bad boy”

No co-main event da noite, Tito Ortiz e Forrest Griffin, dois americanos veteranos e ex-campeões do Ultimate,se enfrentam pela terceira vez. Com uma vitória e uma derrota no duelo, Ortiz, o “Bad Boy de Huntington Beach”, busca mais um sucesso frente ao compatriota – o último da carreira, já que anunciou que sábado será a última vez que entra no octógono.

Com 15 anos de carreira, Tito Ortiz “pendura as luvas” após o UFC 148 e será o novo membro do Hall da Fama do UFC, que tem nomes como Royce Gracie, Chuck Liddell e Ken Shamrock. Wrestler de origem e conhecido pelo jogo de ground’n’pound, Ortiz conquistou o cinturão dos meio pesados do Ultimate em 2000, contra Wanderlei Silva. O reinado na light heavyweight durou até 2003, na sexta defesa da cinta, quando foi derrotado por outra lenda do esporte, Randy Couture.  Decadente nos últimos anos, com apenas uma vitória em oito lutas, o “bad boy” promete se despedir do MMA em grande estilo. “Quero me apresentar como nunca. Era a luta que eu queria e farei. Estou animado, focado e sei o que preciso fazer. O Forrest é outro cara, sangra que nem eu, os ossos quebram que nem os meus”, declarou.

No outro corner, Forrest Griffin, campeão da primeira edição do reality show The Ultimate Fighter, pretende estragar a despedida do rival. “Na ponta dos cascos”, como se autoavaliou em entrevista à TATAME, o americano revelou estar muito bem treinado e com o Wrestling “em dia”. Vindo de um revés contra Maurício “Shogun”, em agosto de 2011, Griffin negou que também poderia se aposentar em caso de derrota e acredita que com duas ou três vitórias pode chegar à disputa de cinturão da categoria, que já foi seu em 2008.

Mais brazucas no octógono

Demian busca a recuperação no UFC em nova categoria (Foto: Divulgação/ UFC)

Além de Anderson Silva, Demian Maia (15-4-0) representa o Brasil no card principal do UFC 148. Vindo de derrota para Chris Weidman, o paulista especialista em Jiu Jitsu baixou de categoria (dos médios para os meio médios) e tem pela frente o sul coreano Dong-hyun Kim (15-1-1).

Nas preliminares, mais três brazucas: Gleison “Tibau” (25-7-0), Fabrício “Morango” (14-6-1) e Rafaello “Trator” (14-5-0).

Finalizador e faixa preta de Jiu Jitsu, Gleison Tibau quer ampliar a sequencia de vitórias para quatro contra o russo e ainda invicto Khabib Nurmagomedov (17-0-0). Com cinco sucessos nos últimos seis combates, Tibau declarou que treinou muito a parte da trocação e vai em busca do nocaute, mesmo não sendo sua especialidade, para chamar a atenção do UFC e subir no ranking da categoria, a peso leve.

Fabricio Morango tem uma “pedreira” pela frente. O carioca está escalado para lutar contra o americano Melvin Guillard (29-10-2-1NC), um atleta agressivo em pé e que tem 19 nocautes na carreira. No solo, no entanto, Guillard está em desvantagem: nove das dez derrotas foram por finalização, e Morango tem o Jiu Jitsu como “arte mãe”.

Rafaello Trator tem situação delicada na franquia. Desde que voltou ao UFC, no ano passado, teve duas derrotas, para Gleison Tibau e Yves Edwards. Para evitar a demissão, precisa vencer Yoislandy Izquierdo (6-1-0), que foi finalizado por Reza Madadi na estreia no Ultimate, em abril deste ano.

Como assistir

O UFC 148 será transmitido ao vivo apenas pelo Canal Combate (cards preliminar e principal) a partir das 19h45. A Rede Globo exibirá apenas a luta principal, entre Anderson Silva e Chael Sonnen, com 30 minutos de atraso, por razões contratuais.

UFC 148
MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas, Estados Unidos
Sábado, 7 de julho de 2012

CARD PRELIMINAR

Lightweight (peso leve): Brazil Rafaello “Trator” Oliveira vs. Cuba Yoislandy Izquierdo

Lightweight (peso leve): Canada John Alessio vs. United States Shane Roller

Middleweight (peso médio): Cyprus Constantinos Philippou vs. Japan Riki Fukuda

Lightweight (peso leve): United States Melvin Guillard vs. Brazil Fabrício “Morango” Camões

Lightweight (peso leve): Brazil Gleison Tibau vs. Russia Khabib Nurmagomedov

CARD PRINCIPAL

Bantamweight (peso galo): El Salvador Ivan Menjivar vs. United States Mike Easton

Featherweight (peso pena): United States Chad Mendes vs. United States Cody McKenzie

Welterweight (peso meio médio): South Korea Dong Hyun Kim vs. Brazil Demian Maia

Middleweight (peso médio): United States Cung Le vs. Canada Patrick Côté

Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Forrest Griffin vs. United States Tito Ortiz

Middleweight (peso médio): Brazil Anderson Silva vs. United States Chael Sonnen

__________________________________________________________________________________________

Grandes nomes do MMA: Fedor Emelianenko

por Lucas Prestes

O novo quadro do Jornaleiros do Esporte, Grandes nomes do MMA, contará a história de algumas lendas deste esporte. Lutadores que se destacaram tanto por suas técnicas quanto por seus cartéis com números impressionantes, e que servem de inspiração para qualquer atleta iniciante. Na primeira edição, conheça Fedor Emelianenko, o peso pesado russo que dominou a categoria durante anos e que anunciou a aposentadoria recentemente.

Fedor Emelianenko, “O Último Imperador” (Foto: Sherdog.com)

Fedor Emelianenko “The Last Emperor” (“O Último Imperador”, em português) é considerado uma das lendas do mundo do MMA. Com 1,83 metros e 102 kilos, lutou em grandes eventos, como os já extintos PRIDE e Affliction, somando um dos mais respeitados cartéis do mundo das lutas, com 35 vitórias, apenas quatro derrotas e um “No Contest” (sem resultado).

No PRIDE, Fedor foi campeão dos pesados e do GP da categoria (Foto: Reprodução/ FanPop.com)

Filho de Olga Fiódorovna e Vladimir Alexandrovitch Emelianenko, Fedor nasceu na antiga União Soviética, onde atualmente é região da Ucrânia, em 1976. Com dois anos de idade, mudou-se para a cidade de Stary Oskol, na Russia. Em 1991, terminou o colegial. Depois, serviu durante dois anos o Exército Russo, onde continuou seu interesse pelo esporte, praticando Sambô, Judô e Boxe. Já em 1999, casou-se com Okasana, com quem teve sua primeira filha, Macha.

O início de uma história de vitórias

No dia 21 de maio de 2000 fez sua primeira luta profissional contra o búlgaro Martin Lazarov, no evento japonês RINGS. Na ocasião, venceu seu oponente por finalização, com uma guilhotina. Ainda nesse mesmo evento, Fedor participou de 12 combates, perdendo apenas um deles por paralisação médica, em razão de uma cotovelada sofrida pelo japonês Tsuyoshi Kohsaka, que mesmo acertando um golpe ilegal nas regras do evento, foi considerado vencedor. Mas na revanche, o russo conseguiu a vitória.

Em 23 de junho de 2002, estreou no hoje extinto PRIDE, onde fez a maior parte de suas lutas como profissional. Dos 15 combates que participou na franquia, não perdeu nenhum, mesmo lutando contra grandes nomes do mundo das lutas, como Rodrigo “Minotauro” Nogueira, em 2003, no PRIDE 25, consagrando-se campeão dos pesos pesados. Em 2006, separou-se de sua mulher para um segundo casamento, se despedindo, também, do evento japonês, que viria a ser fechado no ano seguinte.

Fedor vs. Werdum: a primeira derrota em 10 anos (Foto: Sherdog.com)

Após uma breve passagem pelo Affliction, onde se tornou o primeiro campeão peso pesado da WAMMA (World Alliance of Mixed Martial Arts), sobre o americano Tim Sylvia, Fedor Emelianenko estreou com vitória no Strikeforce, em 2009, contra Brett Rogers. Mas para a surpresa de seus fãs, foi derrotado nas três lutas seguintes, contra Fabrício Werdum (triângulo com armlock), Antônio “Pezão” Silva (paralisação médica) e Dan Henderson (TKO por socos).

No dia 21 de junho de 2012, venceu o brasileiro Pedro Rizzo no M1-Global por nocaute, logo no primeiro round, em São Petersburgo, na Russia, anunciando sua aposentadoria aos 35 anos. “Eu tomei a decisão final. Eu estou deixando o esporte por causa de minha família, para o bem das crianças. Neste momento eu quero dedicar mais tempo às minhas filhas”, disse Fedor.

Fedor Vladimirovitch Emelianenko, o “The Last Emperor”, é o único grande lutador que nunca participou de nenhuma edição do UFC, mas, mesmo assim, deixou um grande legado de fãs, que o têm como uma inspiração de vida e vitória. O lutador chegou até a receber uma homenagem do artista Kirill Rakhmatullin, que o representou em uma estátua de 58 cm de bronze. “Fedor não é apenas um bom homem, mas também um símbolo de nosso país neste momento. Ele é um guerreiro”, disse o autor da obra.

Homenagem de Kirill Rakhmatullin ao atleta (Foto: FedorEmelianenko.tv)

Títulos conquistados:

Campeão WAMMA, desde 2008.

Campeão peso pesado do PRIDE FC, 2003 a 2007.

Campeão do Grand Prix Peso Pesado do PRIDE, em 2004.

Campeão do RINGS Kings of Kings Open Weight Tournament, em 2002.

Campeão do RINGS World Class Heavyweight Tournament, em 2001.

Atleta Russo do Ano, em 2009.

Opinião do Jornaleiro (por João Pedro Alves)

Fedor Emelianenko é o maior peso pesado da história do MMA. Apesar da baixa estatura para a categoria e de não ter um tipo físico atlético, sempre foi competente tanto em pé (com uma boa trocação e potência nos golpes) quanto no solo (com várias finalizações e um perigoso ground’n’pound). Não por acaso, venceu atletas considerados tops como o croata Mirko Cro Cop, o brasileiro Rodrigo Minotauro (duas vezes) e o americano Mark Coleman (duas vezes).

Uma luta marcante foi contra Mirko Cro Cop, em 2005, na defesa do cinturão dos pesos pesados do PRIDE. Primeiro por ser o encontro de dois dos lutadores que mais empolgaram e tiveram sucesso na franquia japonesa, ainda no auge. Depois, por ter sido um grande combate. Em pé, o duelo foi bem disputado, com os melhores golpes sendo conectados por Fedor, mas com Cro Cop também soltando o jogo e tentando acertar o famoso head kick de esquerda. O russo quedou várias vezes durante os três rounds e dominou a luta no solo, trabalhando por cima no ground’n’pound. A decisão foi para os juízes e Fedor Emelianenko venceu por unanimidade, mantendo o título.

__________________________________________________________________________________________

UFC 148: Anderson e Sonnen trocam provocações em entrevista coletiva

por João Pedro Alves

O aguardado UFC 148será realizado apenas no sábado (7), mas Anderson Silva e Chael Sonnen, que fazem a luta principal do evento, já se encontraram nesta terça-feira (3), em Las Vegas, nos Estados Unidos, na tradicional entrevista coletiva. E o clima esquentou. Após responderem às perguntas da imprensa e trocarem provocações em algumas respostas, Anderson e Chael se estranharam na encarada e tiveram de ser separados por Dana White, presidente do UFC, e seguranças. Confira a seguir os principais pontos da entrevista.

Participaram da entrevista Anderson Silva, Dana White e Chael Sonnen (Foto: Reprodução/ YouTube)

Provocações

Chael Sonnen ficou conhecido pelo trash-talk, a “falação” e as provocações que faz para vender o combate. Nos últimos dois anos, desde a primeira luta contra Anderson, o Brasil, os lutadores brasileiros e até a família do “Spider” viraram alvos das piadas do gringo. Na entrevista, não foi diferente.

O americano tirou sarro do fato das perguntas em inglês terem de ser traduzidas para o português para que Anderson compreendesse o que estava sendo falado. Sonnen disse que o brasileiro estava fingindo que não sabia inglês – já que mora nos Estados Unidos -, assim como “finge que é  campeão com um cinturão falso”. Também aproveitou a oportunidade para decretar a aposentadoria do rival. “Dia 7 (sábado) é o funeral dele. É o fim da carreira dele”.

Os lutadores se estranharam e foram seguros por seguranças(Foto: Adriano Albuquerque / SporTV.com)

Anderson Silva, que se esquivou das provocações durante esses anos, respondeu Sonnen na última semana, em uma conferência por telefone, quando fez várias críticas ao americano. Além de lembrar que o adversário foi flagrado no exame antidoping em 2010 e que foi pêgo pelo fisco americano, o brazuca disse que, pela falta de respeito, vai “quebrar a cara” do wrestler. Nesta terça-feira, Anderson voltou a alfinetar o desafiante à cinta.

– Se a gente for comparar o Chael com os outros lutadores que me enfrentaram, ele não tem condição nenhuma de estar aqui. Ele foi finalizado em segundos por um cara (Demian Maia) que eu espanquei em Abu Dhabi, então é meio estranho. Não consigo entender porque ele está aqui, mas tudo bem. Eu sou um funcionário do UFC. Se tiver que espancar ele mais 10 vezes, vou fazer -, disse Anderson Silva, que complementou. – Acabou a brincadeira. Vocês não estão entendendo o que vai acontecer. Sonnen está ferrado.

Mudança para Las Vegas

Inicialmente prevista para acontecer no Engenhão, no Rio de Janeiro, a revanche entre Anderson e Sonnen foi mudada para Las Vegas pela força financeira dos cassinos da cidade americana. O brasileiro, que agora luta sem o apoio maciço da torcida, minimizou a mudança de local.

– Para mim não mudou muita coisa. O povo americano, que assiste ao UFC, viu o Anderson que não via em nenhum tipo de lutador. É isso que vim fazer aqui. Vim fazer meu trabalho.

Previsões

Sonnen: “Dia 7 é o funeral dele” (Foto: Adriano Albuquerque / SporTV.com)

Os dois atletas foram questionados sobre as previsões que têm da luta. Chael Sonnen foi curto, respondeu que prevê sua vitória, mas que sabe que será uma luta dura. O americano ressaltou que está melhor que na primeira disputa contra Anderson, no UFC 117, quando foi superior durante os cinco rounds, mas acabou sendo finalizado no final.

– O Sonnen de hoje venceria o Sonnen de 2010, e o Sonnen de 2010 bateu esse cara (Anderson Silva) -, disse o desafiante ao cinurão.

O campeão Anderson Silva, por sua vez, além de afirmar que sairá vencedor, apostou em qual round e como o combate será finalizado.

– Vou bater nele, vou bater nele, ele vai tentar me agarrar, aí vou bater nele de novo e ele vai desistir. Acho que vai acabar no primeiro round.

UFC 148
MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas, Estados Unidos
Sábado, 7 de julho de 2012

CARD PRELIMINAR

Lightweight (peso leve): Brazil Rafaello “Trator” Oliveira vs. Cuba Yoislandy Izquierdo

Lightweight (peso leve): Canada John Alessio vs. United States Shane Roller

Middleweight (peso médio): Cyprus Constantinos Philippou vs. Japan Riki Fukuda

Lightweight (peso leve): United States Melvin Guillard vs. Brazil Fabrício “Morango” Camões

Lightweight (peso leve): Brazil Gleison Tibau vs. Russia Khabib Nurmagomedov

CARD PRINCIPAL

Bantamweight (peso galo): El Salvador Ivan Menjivar vs. United States Mike Easton

Featherweight (peso pena): United States Chad Mendes vs. United States Cody McKenzie

Welterweight (peso meio médio): South Korea Dong Hyun Kim vs. Brazil Demian Maia

Middleweight (peso médio): United States Cung Le vs. Canada Patrick Côté

Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Forrest Griffin vs. United States Tito Ortiz

Middleweight (peso médio): Brazil Anderson Silva vs. United States Chael Sonnen

__________________________________________________________________________________________

Resultado da promoção “Jornaleiros no Octógono”

Temos o vencedor da promoção Jornaleiros no Octógono!

Após curtir a fanpage, compartilhar o link da promoção e apostar na vitória de Rich Franklin contra Wanderlei Silva no UFC 147, LUCAS AQUINO DE OLIVEIRA foi sorteado e ganhará a camiseta do UFC!


Parabéns, Lucas. Nossa equipe entrará em contato com você para confirmar o tamanho da camiseta e combinar a retirada do prêmio.

Confira abaixo como foi o sorteio:

__________________________________________________________________________________________

UFC 147: Jason e Mutante são campeões do TUF Brasil; Wanderlei Silva é derrotado por Franklin

por João Pedro Alves

Na noite deste sábado (23), nas finais do The Ultimate Fighter Brasil, venceram os favoritos. Rony “Jason” e Cezar “Mutante” derrotaram Godofredo “Pepey” e Sergio Moraes, respectivamente, e, além de se tornaram campeões dos pesos pena e médio do programa, ganharam uma premiação em dinheiro e um contrato com o Ultimate. Na luta principal do UFC 147, o público presente no ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte, até apoiou, mas Wanderlei Silva acabou perdendo para o americano Rich Franklin na decisão dos juízes.

Rony Jason à dir.)foi melhor em pé e se sagrou campeão peso pena do TUF Brasil (Foto: Reprodução/ Getty Images)

Campeões da noite

Rony Jason

A primeira final do TUF Brasil foi a dos pesos penas, entre os cearenses Rony Jason (Time Wanderlei) e Godofredo Pepey (Time Wanderlei). Na entrada no ginásio, Jason apareceu diferente: sem a máscara que lhe é característica, impedido pela organização do evento, e até chorando, enquanto Pepey subiu ao octógono animado e descontraído.

No primeiro round, após um começo movimentado em pé, com vantagem de Jason, Pepey insistiu em puxar para a guarda, mas não conseguiu desenvolver nada no solo. No round seguinte, Pepey voltou a puxar o adversário para a guarda. Quando o combate voltou em pé, tentou golpear com socos abertos. Jason, mais técnico, foi mais eficiente e conectou melhores golpes. No assalto decisivo, Jason manteve a luta em pé e foi novamente superior, sendo mais agressivo e golpeando mais. Após o soar do gongo e uma pequena confusão entre os atletas, o anúncio da vitória de Rony Mariano, o Jason, campeão peso pena do TUF Brasil.

Cezar Mutante

A outra final, dos pesos médios, foi entre Cezar Mutante (Time Vitor) e Sergio Moraes (Time Wanderlei).

A comemoração de Mutante, campeão peso médio do TUF (Foto: Reprodução/ Getty Images)

Evitando a luta de solo, Mutante esteve mais confortável e dominou o centro do octógono, encurralando e golpeando Serginho. Alternando chutes altos e socos, o pupilo de Belfort levou o primeiro round.

No segundo assalto, Mutante continuou melhor e conseguiu aplicar um knockdown ao acertar um high kick, tendo a chance de finalizar a luta. No final do round, no entanto, Serginho conseguiu uma reviravolta na trocação e desferiu uma sequencia de socos e cotoveladas que balançaram o adversário, ganhando o apoio da torcida.

No último round, Mutante se mostrou menos confiante e o combate foi mais equilibrado, novamente travado em pé. O representante do Time Vitor conseguiu mais um knockdown com um direto e Serginho tentou levar a luta para o chão. Na decisão dos juízes, unânime, vitória do paulista radicado em Minas Gerais e campeão peso médio, Cezar Mutante.

Um “Cachorro Louco” adormecido

Na última luta do evento, escolhida como a “Luta da Noite”, o ídolo brasileiro Wanderlei Silva apresentou poucos lampejos do seu lado “cachorro louco” e acabou derrotado por Rich Franklin por decisão unânime dos juízes, assim como no primeiro encontro dos atletas, em 2009.

Franklin (à dir.) golpeou mais durante toda a luta e venceu Wanderlei (Foto: Reprodução/ Getty Images)

Cuidadoso durante boa parte do combate e esperando uma brecha para atacar, Wanderlei arriscou alguns chutes altos e foi acertado por Franklin em várias oportunidades, com combinações de jabs e diretos. O melhor momento do curitibano na luta foi no final do segundo round, quando o “Cachorro Louco” despertou e desferiu uma sequencia de socos, tentou uma joelhada, mas levou Rich Franklin à lona com um direto, aplicando-lhe um knockdown. No solo, Wand trabalhou o ground ‘n’ pound e teve a chance de vencer o duelo.

No restante da luta, Franklin dominou o centro do cage e seguiu conectando socos e pontuando. No terceiro round, chegou a quedar Wanderlei e usou os cotovelos para tentar ferir o brasileiro. Com a visível derrota por pontos, o líder da equipe azul do TUF Brasil pediu o apoio da torcida e partiu para cima do americano no minuto final do quinto e último round, mas não foi suficiente. No anuncio das papeletas, os três juízes deram vitória para Rich Franklin.

Werdum nocauteia

O gaúcho Fabrício Werdum entrou no Mineirinho para enfrentar o americano Mike Russow ao som do sucesso sertanejo “Eu quero tchu, eu quero tcha”, que animou o público presente no ginásio. Dentro do octógono, o brasileirofoi bem na trocação, desferindo socos e arriscando algumas joelhadas. Quando acertou um upper de direita, levou Russow à knockdown. Então, no solo, só teve o trabalho de golpear o adversário até que o árbitro Herb Dean paralisasse o combate.

Nocaute e finalização do evento

No “acerto de contas” dentro do octógono, Rodrigo Damm se saiu melhor com uma finalização (Foto: Reprodução/ Getty Images)

Do card preliminar, formado quase que totalmente por combates entre participantes do TUF Brasil, saíram os prêmios de nocaute e finalização da noite, que renderam 65 dólares aos atletas.

Na segunda luta do evento, no “duelo das araucárias” entre os dois paranaenses do reality show, Marcos “Vina” e Wagner “Galeto”, o “Nocaute da Noite”. Após ser dominado e perder os dois primeiros rounds, Vina acertou uma joelhada na linha de cintura do adversário e, aproveitando o bom momento, conectou uma sequencia de socos que fizeram o árbitro interromper o combate, ainda em pé.

Em uma das lutas mais esperadas, entre os desafetos Rodrigo Damm e Anistávio “Gasparzinho”, a “Finalização da Noite”. Ainda no primeiro round, Damm conseguiu um knockdown ao acertar um direto em Gasparzinho. No solo, encaixou os ganchos com as pernas, dominou as costas e aplicou o mata-leão para finalizar.

Jornaleiros destaca…

Francisco “Massaranduba”, que nocauteou Delson “Pé de Chumbo” no card preliminar, pelo peso médio. O atleta piauiense não foi bem no programa por ter sentido um desgaste físico devido ao aumento de peso, mas, contra Pé de Chumbo, mostrou que tem qualidade para figurar no UFC. Carismático, levantou a torcida no ginásio e pediu uma vaga no Ultimate lutando em sua categoria natural, 14 kg mais leve, a peso leve.

RESULTADOS

CARD PRELIMINAR

Featherweight (peso pena): Brazil Felipe “Sertanejo” Arantes vs. Brazil Milton Vieira
Felipe Sertanejo e Milton Vieira empataram (28-29, 29-28, 28-28).

Featherweight (peso pena): Brazil Marcos Vinicius “Vina” vs. Brazil Wagner “Galeto” Campos
Vina derrotou Galeto por nocaute técnico (socos) no terceiro round, aos 1:04.

Middleweight (peso médio): Brazil Thiago “Bodão” Perpétuo vs. Brazil Leonardo “Macarrão” Mafra
Bodão derrotou Macarrão por nocaute técnico (socos) no terceiro round, aos 0:41.

Featherweight (peso pena): Brazil John “Macapá” Teixeira vs. Brazil Hugo “Wolverine” Viana
Wolverine derrotou Macapá por decisão divida dos juízes (29-28, 28-29, 29-28).

Middleweight (peso médio): Brazil Delson “Pé de Chumbo” Heleno vs. Brazil Francisco “Massaranduba” Drinaldo
Massaranduba derrotou Pé de Chumbo por nocaute técnico (socos) no primeiro round, aos 4:21.

Featherweight (peso pena): Brazil Anistávio “Gasparzinho” Medeiros vs. Brazil Rodrigo Damm
Damm derrotou Gasparzinho por finalização (mata-leão) no primeiro round, aos 2:12.

CARD PRINCIPAL

Featherweight (peso pena): Brazil Yuri “Marajó” Alcantara vs. Brazil Hacran Dias
Hacran derrotou Marajó por decisão unânime dos juízes (29-28, 30-27, 30-27).

Heavyweight (peso pesado): Brazil Fabrício Werdum vs. United States Mike Russow
Werdum derrotou Russow por nocaute técnico (socos) no primeiro round, aos 2:28.

Featherweight (peso pena): Brazil Godofredo “Pepey” Castro vs. Brazil Rony “Jason” Mariano
Jason derrotou Pepey por decisão unânime dos juízes (29-28, 29-28, 29-28).

Middleweight (peso médio): Brazil Cezar “Mutante” Ferreira vs. Brazil Sergio Moraes
Mutante derrotou Moraes por decisão unânime dos juízes (29-28, 30-27, 30-27).

Catchweight (peso combinado): Brazil Wanderlei Silva vs. United States Rich Franklin
Franklin derrotou Silva por decisão unânime dos juízes (49-46, 49-46, 49-46).

___________________________________________________________________________________________

UFC 147 chega a Belo Horizonte para as finais do TUF Brasil

por João Pedro Alves e Lucas Prestes

Após quase três meses de programa, o The Ultimate Fighter Brasil terá seus campeões conhecidos neste sábado (23), no ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte. As lutas entre Rony “Jason” e Godofredo “Pepey”, e Cezar “Mutante” contra Sergio Moraes definem os vencedores dos pesos pena e médio, respectivamente. Treinador da equipe azul do TUF, Wanderlei Silva faz a luta principal do evento contra o americano Rich Franklin, substituto de Vitor Belfort, lesionado.

Contra Franklin, mas ainda assim uma revanche

Inicialmente, a luta principal do UFC BH seria entre os dois treinadores do TUF Brasil, a revanche de Wanderlei Silva contra Vitor Belfort – em 1998, o “Fenômeno” derrotou o “Cachorro Louco” em 44 segundos. Lesionado, o carioca foi retirado do card e deu lugar a Rich Franklin, que também protagonizará uma revanche contra o curitibano – na primeira vez em que se enfrentaram, no UFC 99, em junho de 2009, o americano venceu na decisão dos juízes.

Wanderlei Silva, grande destaque brasileiro do extinto evento japonês PRIDE, ainda busca o mesmo sucesso e regularidade no UFC. Para isso, quer a segunda vitória consecutiva na franquia contra Rich Franklin. Conhecido pelo poder de nocaute – tem 24 na carreira – e empolgado pela última atuação, quando venceu Cung Le, Wand acredita que a revanche contra o americano não dura os cinco rounds previstos. “Acho que ganhei a primeira luta, mas agora não vou deixar nas mãos dos juízes. Apesar de a luta ter no máximo cinco rounds, acho que vou nocauteá-lo até o terceiro”, apostou.

Ex-campeão dos pesos médios, Rich Franklin está há mais de um ano sem lutar – a última luta foi em fevereiro de 2011, no UFC 126, quando acabou derrotado por Forrest Griffin. Chamado às pressas pelo Ultimate após a lesão de Belfort, Franklin minimizou a pressão da torcida brasileira contra ele, mas ressaltou o quão perigoso Wanderlei é dentro do octógono. “Lutar contra Wanderlei Silva é o mesmo que enfrentar um tornado. De longe, ele é bonito de se ver. Mas se você chegar muito perto, ele acaba com você. Eu acho que venci a primeira luta, mas se ele acha que não, tem 25 minutos para provar o contrário e tentar de novo”.

Finais do TUF

Peso Pena

A final dos pesos penas, categoria até 66,4 kg, será entre dois atletas do estado do Ceará: Godofredo Pepey e Rony Jason, ambos do Time Wanderlei. Na pesagem, realizada na tarde desta sexta-feira (22), o público demonstrou apoio a Jason, que foi aplaudido e teve o nome gritado, enquanto Pepey foi vaiado e recebido com os gritos de “uh, vai morrer”.

Godofredo Pepey foi o primeiro atleta a lutar nas quartas de final do TUF, quando venceu Wagner Galeto na decisão dos juízes, e o primeiro finalista do programa, ao finalizar Marcos Vina. Cearense de Fortaleza, Pepey começou a praticar artes marciais aos 14 anos, no Jiu Jitsu, levado por seu irmão. No MMA, tem um cartel invicto com oito lutas e oito vitórias – seis delas por finalização. Para a decisão, o atleta acredita que é melhor que Jason e que tem tudo para se tornar campeão. “Se for para rolar Jiu Jitsu, estou pronto. Mas acho que ele vai fugir do chão, já que ali eu sou muito melhor do que ele. Mesmo assim, eu não vou fugir da trocação. A música que tocar eu vou dançar”, declarou Pepey, em um evento promocional de um patrocinador do programa.

Jason usa a máscara para separar o “Rony lutador” do “Rony pessoa” (Foto: Reprodução/ Getty Images)

Rony Jason, apelido que recebeu por usar a mascara do personagem do filme “Sexta-feira 13” desde os tempos em que competia no Jiu Jitsu, também é um atleta que tem a luta no solo como especialidade. Praticante da arte marcial desde os 16 anos, o cearense de Quixadá conquistou sete das dez vitórias na carreira por finalização. No reality show, venceu o amigo Anistávio Gasparzinho com um armlock nas quartas e derrotou Hugo Wolverine na decisão dos juízes nas semifinais. Derrotado por Pepey em um campeonato de Jiu Jitsu há três anos, Jason espera um final diferente desta vez. “Ele ganhou de mim em 2009, mas agora vamos experimentar Jiu Jitsu ‘com porrada’ para ver o que vai dar. Esse é o meu TUF. Ninguém vai tomar isso de mim. Só saio vitorioso ou morto, e não quero minha mãe arrumando meu velório”, disse Jason, confiante, à imprensa.

Peso Médio

Nos pesos médios, categoria até 84 kg, a decisão do vencedor do TUF será entre o mineiro Cezar Mutante (Time Vitor) e o paulistano Sergio Moraes (Time Wanderlei). Serginho “herdou” a vaga na final de Daniel Sarafian, que se lesionou nos treinamentos e não teria condições de lutar neste sábado. Na tradicional encarada da pesagem, o clima esquentou e os atletas tiveram que ser separados pela organização do evento.

Pupilo de Vitor Belfort desde antes do TUF Brasil, Cezar Mutante começou a treinar Jiu Jitsu e Capoeira logo após sair de casa, aos 17 anos. Fez sua primeira luta profissional em 2007, com uma vitória por nocaute técnico. No reality show, finalizou Leonardo Macarrão nas quartas e nocauteou Thiago Bodão nas semifinais – escolhido como o melhor do programa. Segundo Mutante, seu oponente é um ótimo lutador, mas tem seus defeitos. “Acho que o jogo dele (Serginho) tem algumas brechas. É campeão mundial de Jiu Jitsu, tem um excelente chão, mas aqui é o MMA”, disse.

Ex-cobrador de lotação em São Paulo, Sergio Moraes chegou a atuar nas categorias de base do Corinthians, mas, ao ver lutas de Royce Gracie, abandonou o futebol e começou a praticar Jiu Jitsu, modalidade da qual é três vezes campeão mundial. No MMA, tem seis vitórias em sete combates, sendo cinco delas por finalização. Dentro do TUF, finalizou Pé de Chumbo nas quartas de final e foi nocauteado por Daniel Sarafian na semi – com a lesão de seu algoz, se classificou para a final. Apesar de seu ponto forte ser a luta de solo, Serginho, agora treinando em Curitiba, também está confiante na trocação. “Treinei semanas com caras como Shogun, André Dida, Werdum e Wanderlei (Silva). Então, se eu posso trocar com esses caras, posso fazer com qualquer um”, avaliou o lutador.

Outros combates

Fabrício Werdum, o “Vai Cavalo”, quer a vitória para se aproximar da disputa de cinturão (Foto: Reprodução/ MMAJunkie.com)

Mais duas lutas fazem parte do card principal. O peso pesado gaúcho Fabrício Werdum (15-5-1), treinador de Jiu Jitsu do Time Wanderlei no TUF, busca a segunda vitória após a volta ao Ultimate contra o americano Mike Russow (15-1-0). O outro combate, histórico por ser o de número 2.000 do UFC, é entre dois brasileiros: Yuri Marajó (28-3-0) enfrenta o estreante Hacran Dias (20-1-1), primo do também lutador Marlon Sandro, atleta do Bellator.

A luta de abertura do evento, nas preliminares, marca o encontro de duas escolas responsáveis por uma das maiores rivalidades do esporte no extinto PRIDE, Chute Boxe vs. Brazilian Top Team. O chuteboxer Felipe “Sertanejo” (14-4-0, 2NC) faz sua terceira luta na organização – a terceira no Brasil – e Miltinho Vieira (13-7-1), representante da BTT, estreia na franquia após passagens por eventos nacionais e internacionais, como o Bitetti Combat e o Strikeforce.

Mais uma chance

Duelo paranaense: Vina (à esq.) já foi aluno de Jiu Jitsu de Galeto (à dir.) (Foto: Marcelo Alonso/ Portal do Vale Tudo)

Assim como nas versões americanas, os lutadores que participaram do The Ultimate Fighter Brasil mas não chegaram às finais do programa terão uma nova oportunidade e lutarão entre si no card preliminar do UFC BH. O único atleta que não entrará em ação é Renée Forte, pelo fato de não ter um adversário após a lesão de Sarafian e a classificação de Serginho para a final.

No peso pena, os confrontos foram definidos em Hugo “Wolverine” (5-0-0) vs. John “Macapá” (13-0-1), Anistávio “Gasparzinho” (15-7-0) vs. Rodrigo Damm (9-5-0) e Wagner “Galeto” (11-3-0) vs. Marcos “Vina” (19-3-1), os paranaenses do programa. Na outra categoria, peso médio, mais duas lutas: Leonardo “Macarrão” (5-0-0) vs. Thiago “Bodão” (8-1-1) e Delson “Pé de Chumbo” (23-6-0) vs. Francisco “Massaranduba” (10-1-0).

Como assistir

O UFC 147 será exibido na íntegra (cards preliminar e principal) pelo Canal Combate a partir das 19h45. A Rede Globo transmite as lutas principais a partir das 23h50.

Na internet, o SporTV.com faz a cobertura completa do evento. As duas primeiras lutas preliminares (Felipe Sertanejo vs. Miltinho Vieira e Wagner Galeto vs. Vinicius Vina) serão exibidas pelo Facebook do UFC.

CARD PRELIMINAR

Featherweight (peso pena): Brazil Felipe “Sertanejo” Arantes vs. Brazil Milton Vieira
Featherweight (peso pena): Brazil Marcos Vinicius “Vina” vs. Brazil Wagner “Galeto” Campos
Middleweight (peso médio): Brazil Thiago “Bodão” Perpétuo vs. Brazil Leonardo “Macarrão” Mafra
Featherweight (peso pena): Brazil John “Macapá” Teixeira vs. Brazil Hugo “Wolverine” Viana
Middleweight (peso médio): Brazil Delson “Pé de Chumbo” Heleno vs. Brazil Francisco “Massaranduba” Drinaldo
Featherweight (peso pena): Brazil Anistávio “Gasparzinho” Medeiros vs. Brazil Rodrigo Damm

CARD PRINCIPAL

Featherweight (peso pena): Brazil Yuri “Marajó” Alcantara vs. Brazil Hacran Dias
Heavyweight (peso pesado): Brazil Fabrício Werdum vs. United States Mike Russow
Featherweight (peso pena): Brazil Godofredo “Pepey” Castro vs. Brazil Rony “Jason” Mariano
Middleweight (peso médio): Brazil Cezar “Mutante” Ferreira vs. Brazil Sergio Moraes
Catchweight (peso combinado): Brazil Wanderlei Silva vs. United States Rich Franklin

__________________________________________________________________________________________

Promoção “Jornaleiros no Octógono”: concorra a uma camiseta do UFC!

O UFC, maior evento de MMA do mundo, será realizado mais uma vez no Brasil no próximo sábado (23), no ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte. A edição de número 147 tem como luta principal a revanche entre o curitibano Wanderlei Silva e o americano Rich Franklin. O card ainda tem as finais do reality show The Ultimate Fighter Brasil, o confronto entre os demais participantes do programa e a presença de outros brasileiros, como Fabrício Werdum, Yuri Marajó, Felipe Sertanejo e Miltinho Vieira.

Participe da promoção Jornaleiros no Octógono e concorra a uma camiseta do UFC!

Clique aqui e saiba mais!

__________________________________________________________________________________________

TUF Brasil: Mutante nocauteia e garante a última vaga na final do programa

por Lucas Prestes

O último episódio do The Ultimate Fighter Brasil foi ao ar neste domingo (18), tendo como luta da semana Cezar “Mutante” (Time Vitor) contra Thiago “Bodão” (Time Wanderlei), pelos pesos médios. Mutante nocauteou Bodão com um high kick ainda no primeiro round e se garantiu na final, que acontece no próximo sábado (23), no Mineirinho, em Belo Horizonte. Neste episódio, também foram revelados os lutadores que receberam os prêmios de melhor luta, melhor finalização, melhor nocaute e lutador “raça forte” do reality show.

Com o melhor nocaute do TUF, Mutante se classificou para a final (Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

Premiações do programa

A melhor finalização do programa aconteceu nas quartas de final, entre Gasparzinho e Rony Jason. Na ocasião, Jason venceu seu amigo com uma chave de braço e levou 45 mil reais para casa. Já a melhor luta ficou para Thiago Bodão e Massaranduba, também nas quartas de final. Ambos os lutadores ganharam 45 mil reais. O prêmio de melhor nocaute e lutador “raça forte” ficou para Cezar Mutante. O atleta levou para casa 45 mil reais e uma caminhonete.

Mutante X Bodão

Mutante comemora a vitória na semifinal (Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

Antes do combate, o narrador Galvão Bueno visitou os dois lutadores, desejando-os uma boa luta. No octógono, logo de inicio, Mutante se mostrou mais confiante e acertou um overhand de esquerda em seu oponente.  Aproveitando sua maior envergadura, o atleta tentou uma meia-lua, um chute característico da capoeira, mas o golpe passou longe de Bodão. Com 1 minuto e 22 segundos, aproveitando um descuido de seu adversário, Cezar “apagou” seu oponente com um chute alto de esquerda, vencendo a luta por nocaute.

Lesão de Sarafian

Poucas horas depois do final do último episódio, foi anunciado que, em razão de uma lesão durante um treino, Daniel Sarafian, finalista peso médio, está fora do card do UFC 147 e não enfrenta Cezar Mutante na decisão do TUF. “Rompi o tendão do bíceps esquerdo e precisei passar por uma cirurgia. Descobrir que estaria fora da final foi o momento mais triste da minha vida, mas não há mais nada que eu possa fazer além de passar por cima do sofrimento, encarar essa dificuldade como uma grande lição e recomeçar. Afinal, isso faz parte da vida de qualquer atleta de alto rendimento”, declarou Sarafian, chateado com o ocorrido.

Agora, quem enfrenta o mineiro na decisão do TUF Brasil é Sergio Moraes, que havia sido nocauteado por Sarafian nas semifinais.

Outros participantes também lutam em BH

O UFC 147 será realizado no próximo sábado (23), no Mineirinho, em Belo Horizonte, e os vencedores das categorias pena e médio do TUF assinarão contrato com o Ultimate. Os demais participantes do programa se enfrentam no card preliminar do evento. As lutas dos penas serão entre Gasparzinho e Rodrigo Damm, John Macapá e Hugo Wolverine e entre os paranaenses Marcos Vina e Wagner Galeto. Pelos médios, outros dois combates: Pé de Chumbo vs. Massaranduba e Bodão vs. Macarrão.

Renée Forte é o único atleta que não luta em BH, por não ter um adversário devido ao número ímpar de pesos médios após a lesão de Sarafian e a classificação de Serginho para a final. De acordo com o site MMAJunkie, no entanto, Forte recebeu a garantia que lutará em um evento futuro do UFC.

UFC 147: Silva vs. Franklin II

CARD PRINCIPAL
Wanderlei Silva x Rich Franklin
Cezar Mutante x Serginho Moraes
Godofredo Pepey x Rony Jason
Fabricio Werdum x Mike Russow
Yuri Marajó x Hacran Dias

CARD PRELIMINAR
Anistávio Gasparzinho x Rodrigo Damm
Delson Pé de Chumbo x Francisco Massaranduba
John Macapá x Hugo Wolverine
Thiago Bodão x Leonardo Macarrão
Marcos Vina x Wagner Galeto
Felipe Sertanejo x Miltinho Vieira

__________________________________________________________________________________________

TUF Brasil: Jason derrota Wolverine e faz “final cearense” contra Pepey

por João Pedro Alves

No 12º episódio do The Ultimate Fighter Brasil, exibido na noite deste domingo (10), a primeira final do reality show foi definida: Godofredo “Pepey” vs. Rony “Jason”, pelos pesos penas. Na luta da semana, Jason (Time Wanderlei) fez um combate equilibrado e movimentado com Hugo “Wolverine” (Time Vitor), sendo declarado vencedor e finalista apenas após os três rounds, na decisão dos juízes. As visitas ficaram por conta dos irmãos baianos Minotouro e Minotauro Nogueira e do curitibano Maurício “Shogun” Rua.

Godofredo Pepey e Rony Jason, os cearenses finalistas do peso pena (Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

Irmãos Nogueira e Shogun visitam o TUF

Os irmãos Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro Nogueira visitaram o centro de treinamento do TUF. Lá, tiveram maior contato com o Time Vitor – à exceção de Rony Jason, do Time Wanderlei, que treina com os baianos na academia Team Nogueira e teve as qualidades ressaltadas pela dupla. “O Jason é um grande talento. Sem dúvida, é o maior talento que tenho na minha academia”, elogiou Minotauro, ex-campeão peso pesado do UFC. “Eu tenho o Jason como se fosse da minha família”, disse Minotouro, atleta da categoria meio pesado do Ultimate.

Na casa, outra visita: Maurício Shogun Rua, ex-campeão meio pesado do UFC. O atleta conversou com todos os participantes do reality principalmente sobre a saudade que sentem da vida externa, da família e dos amigos. Foi ao C.T. assistir à luta da semana e vestiu a camisa da equipe azul, por ser próximo de Wanderlei Silva e dos treinadores Rafael Cordeiro e André Dida desde os tempos da academia Chute Boxe, em Curitiba.

50/50

O duelo entre Rony Jason e Hugo Wolverine foi analisado pelos treinadores como muito equilibrado, com 50% de chances de vitória para cada lado. Os atletas se mostraram dispostos a vencer de qualquer maneira, motivados por estarem na semifinal do programa. “Eu não tenho opção: minha opção é ganhar”, declarou Jason. “Eu quero dar um show de arte marcial com ele”, disse Wolverine.

Jason vs. Wolverine

A luta teve início com alguma troca de golpes entre os dois atletas. Hugo Wolverine, especialista na luta em pé, utilizou mais as mãos para acertar o adversário. Rony Jason, por sua vez, arriscou chutes e joelhadas voadoras, aproveitando a pouca movimentação de Wolverine no octógono.

No segundo round, Jason começou dominando o centro do cage.Em um bom momento, acertou um chute frontal que balançou o oponente e partiu para cima em busca do nocaute. Passada a pressão do representante da equipe azul, Wolverine encontrou espaço e conectou um superman punch que abriu um corte em cima do olho de Jason. A luta continuou sendo disputada em pé até o minuto final, quando o pupilo de Wanderlei Silva tentou botar para baixo e travou o combate nas grades.

Apesar de ser melhor no solo, Jason (à dir) manteve a luta em pé durante a maior parte do tempo (Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

Antes de o terceiro e decisivo round se iniciar, os dois atletas se cumprimentaram e se abraçaram no centro do octógono. Com a luta rolando, as táticas não se alteraram. Jason continuou arriscando chutes frontais e Wolverine apostando no “bate e sai” – esperando uma oportunidade para encurtar a distância, golpear, e sair do raio de ação do rival. Assim como no round anterior, o combate seguiu na trocação até que Jason aplicasse uma queda no último minuto, pontuando e ganhando o assalto.

Na decisão unânime dos árbitros, vitória de Rony Jason, que faz uma final cearense contra Godofredo Pepey, também do Time Wanderlei, no dia 23 de junho, no UFC 147.

Os dois treinadores, que costumam divergir nas opiniões, tiveram a mesma visão e classificaram a luta entre Jason e Wolverine como uma das melhores do programa. “Uma das lutas mais duras que a gente viu na casa”, declarou Wanderlei Silva, que teve o coro reforçado por Belfort. “Luta muito dinâmica, luta muito intensa”, disse o líder da equipe verde, que apontou os dois atletas como os melhores pesos penas do TUF.

Na próxima semana, Thiago “Bodão” (Time Wanderlei) e Cezar Mutante (Time Vitor) fazem a última semifinal do TUF Brasil, valendo uma vaga na decisão dos pesos médios contra Daniel Sarafian.

Opinião do Jornaleiro (por Lucas Prestes)

A luta aconteceu da maneira que imaginava. Primeiro round muito equilibrado, e se passou praticamente inteiro na luta em pé, a mesma coisa aconteceu nos outros dois assaltos. Fiquei bastante impressionado com a luta, e acho que foi a melhor dos pesos pena até agora. Os dois lutadores se mostraram muito preparados para o combate. Jason tinha seu wrestling mais apurado que o de Wolverine, mas mesmo assim levou a luta em pé do começo ao fim, surpreendendo seu oponente. Jason mereceu sua vaga na final dos penas.

__________________________________________________________________________________________

UFC on FX 3: Johnson vence e disputa cinturão dos moscas; brasileiro Erick Silva finaliza

por João Pedro Alves

Foi realizado na noite desta sexta-feira (8), no BankAtlantic Center, em Sunrise (Flórida), nos Estados Unidos, o UFC on FX 3, também chamado de UFC on FX: Johnson vs. McCall. Na luta principal do evento, Demetrious Johnson venceu o tira-teima contra Ian McCall na decisão dos juízes e agora enfrenta Joseph Benavidez pelo cinturão peso mosca da franquia. Dos quatro brasileiros que entraram no octógono, apenas um saiu vitorioso: no co-main event, Erick Silva finalizou Charlie Brenneman com um mata-leão. Ainda no card principal, Eddie Wineland e Mike Pyle nocautearam Scott Jorgensen e Josh Neer, respectivamente, e animaram o público presente na arena.

Johnson (à dir.) venceu McCall e luta pelo cinturão inédito (Foto: Reprodução/ Getty Images)

Johnson vence McCall “de novo” e está na final dos moscas

Na luta principal do evento, Demetrious Johnson derrotou Ian McCall e se credenciou à disputa do cinturão peso mosca, inédito no UFC, contra Joseph Benavidez.

Foi a segunda luta entre os atletas por uma vaga na final dos moscas. A categoria foi implantada no Ultimate em março, no UFC on FX 2, quando duas lutas semifinais foram disputadas: Joseph Benavidez vs. Yasuhiro Urushitani e Johnson vs. McCall. Na primeira, Benavidez venceu; na segunda, Johnson foi declarado, incorretamente, vencedor – após o evento, foi confirmado um equívoco no anúncio e que o resultado, na realidade, foi um empate. Por isso, uma nova luta foi marcada para o UFC on FX 3.

E, mais uma vez, os americanos fizeram uma luta equilibrada. No primeiro round, Demetrious Johnson levou vantagem ao aplicar um knockdown após acertar um direto no nariz de McCall. No segundo round, mais parelho, o estiloso McCall voltou buscando mais o combate e botou para baixo rapidamente. O duelo voltou em pé e Johnson foi ligeiramente melhor. No último assalto, bastante movimentado na trocação, Demetrious venceu por ter sido mais certeiro nos ataques e por conseguir algumas quedas. Na decisão unânime dos juízes, vitória de Demetrious Johnson (29-28, 30-27, 29-28).

Erick Silva e a única vitória brasileira

Após ser desclassificado na última luta, Erick deu a volta por cima e finalizou (Foto: Reprodução/ Getty Images)

Na penúltima luta da noite, válida pelo peso meio médio, o capixaba Erick Silva subiu ao octóno do UFC pela terceira vez na carreira e finalizou o americano Charlie Brenneman com um mata-leão no final do primeiro round.

Logo de início, Brenneman tentou colocar a luta no solo e foi acertado por uma joelhada do brasileiro. O combate seguiu no mesmo ritmo, com o wrestler americano buscando as quedas e Erick Silva levando vantagem em pé e utilizando as pernas, com chutes rodados e joelhadas, como principal forma de ataque. Em uma tentativa de botar para baixo mal realizada por Brenneman, o “Índio” capixaba aproveitou para dominar as costas do adversário, “espalhar o frango”, encaixar o mata-leão e finalizar a luta, aos 4:33 do primeiro round.

Escolhido como a “Finalização da Noite”, o mata-leão rendeu à Erick Silva um prêmio de 40 mil dólares (cerca de 81 mil reais).

Nocautes na abertura do card principal

Nas primeiras lutas do card principal, dois bonitos nocautes. O primeiro foi na “Luta da Noite”, de Eddie Wineland em Scott Jorgensen. No round inicial, movimentado e disputado em pé, o melhor momento foi quando Wineland acertou um direto no rosto do adversário, levando-o à knockdown. No segundo round, Jorgensen voltou mais agressivo, correndo atrás do prejuízo, e conseguiu abrir um corte na testa do oponente. No final do assalto, no entanto, Wineland acabou com a luta: abriu espaço com o punho esquerdo e acertou um direto de direita que levou Jorgensen à lona; no chão, desferiu alguns socos até que o combate fosse paralisado.

O certeiro cruzado de direita de Pyle (Foto: Reprodução/ Getty Images)

O outro nocaute foi de Mike Pyle em Josh Neer, no final do primeiro round. Durante toda a luta, Neer levou vantagem em pé. Golpeando mais e melhor, o americano chegou a deixar o compatriota cambaleando no octógono. No minuto final do round, Neer encurtou a distância e encurralou o adversário nas grades, acertando alguns socos. Então, Pyle contragolpeou: aproveitando-se de uma brecha, conectou um cruzado de direita que “apagou” o oponente, naquele que foi escolhido o “Nocaute da Noite”.

Insucessos brazucas

No card preliminar, três brasileiros entraram em ação. Nenhum deles venceu.

O primeiro a lutar foi Bernardo “Trekko” Magalhães, derrotado pelo americano Henry Martinez na decisão dos juízes. Na luta seguinte, mais um Magalhães perdeu na decisão: Caio “Monstro” estreou no Ultimate com derrota para Buddy Roberts. No último combate das preliminares, Carlos Eduardo Rocha, o “Tá Danado”, perdeu para Mike Pierce na decisão dividida dos juízes laterais.

CARD PRELIMINAR

Welterweight (peso meio médio): Estados Unidos Jake Hecht vs. Canadá Sean Pierson

Pierson derrotou Hecht por decisão unânime dos juízes (29-28, 29-28, 29-28).

Lighweight (peso leve): Estados Unidos Henry Martinez vs. Brasil Bernardo Magalhães “Trekko”

Martinez derrotou Magalhães por decisão unânime dos juízes (30-27, 29-28, 29-28).

Middleweight (peso médio): Estados Unidos Buddy Roberts vs. Brasil Caio Magalhães “Monstro”

Roberts derrotou Magalhães por decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 29-28).

Lightweight (peso leve): Estados Unidos Tim Means vs. Estados Unidos Justin Salas

Means derrotou Salas por nocaute técnico (socos) no primeiro round, 1:06.

Bantamweight (peso galo): Estados Unidos Dustin Pague vs. Estados Unidos Jared Papazian

Pague derrotou Papazian por finalização (mata-leão) no primeiro round, 3:21.

Featherweight (peso pena): Estados Unidos Leonard Garcia vs. Estados Unidos Matt Grice

Grice derrotou Garcia por decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 30-27).

Welterweight (peso meio médio): Estados Unidos Seth Baczynski vs. Estados Unidos Lance Benoist

Baczynski derrotou Benoist por decisão dividida dos juízes (27-30, 29-28, 29-28).

Welterweight (peso meio médio): Estados Unidos Mike Pierce vs. Brasil Carlos Eduardo Rocha “Tá Danado”

Pierce derrotou “Tá Danado” por decisão dividida dos juízes (30-27, 27-30, 30-27).

CARD PRINCIPAL

Bantamweight (peso galo): Estados Unidos Eddie Wineland vs. Estados Unidos Scott Jorgensen

Wineland derrotou Jorgensen por nocaute técnico (socos) no segundo round, 4:10.

Welterweight (peso meio médio): Estados Unidos Mike Pyle vs. Estados Unidos Josh Neer

Pyle derrotou Neer por nocaute (cruzado de direita) no primeiro round, 4:56.

Welterweight (peso meio médio): Brasil Erick Silva vs. Estados Unidos Charlie Brenneman

Silva derrotou Brenneman por finalização (mata-leão) no primeiro round, 4:33.

Flyweight (peso mosca): Estados Unidos Demetrious Johnson vs. Estados Unidos Ian McCall

Johnson derrotou McCall por decisão unânime dos juízes (29-28, 30-27, 29-28).

__________________________________________________________________________________________

TUF Brasil: Sarafian nocauteia Serginho e está na final dos pesos médios

por Lucas Prestes

No 11º episódio do The Ultimate Fighter Brasil, exibido na noite deste domingo (3), a luta da semana foi entre Daniel Sarafian (Time Vitor) e Sergio Moraes (Time Wanderlei). Ainda no primeiro round, Sarafian encaixou uma joelhada voadora no rosto de Serginho, garantindo sua vaga na final dos pesos médios com um nocaute. Os dois treinadores participaram do “Desafio dos Técnicos”, uma competição de cobranças de pênalti que teve premiação em dinheiro para o vencedor, Vitor Belfort, e para cada atleta de sua equipe.

Sarafian manteve a luta em pé e nocauteou no primeiro round (Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

Desafio dos técnicos

Em todas as edições do TUF acontece uma brincadeira chamada “Desafio dos Técnicos”. E na edição brasileira não foi diferente. Vitor e Wanderlei tiveram de se enfrentar em uma disputa de pênaltis, sob o comando do ex-goleiro Marcos, do Palmeiras, e o meia Paulo Henrique Ganso, do Santos. Para a felicidade da equipe verde, Belfort venceu o desafio, levando para casa R$ 45 mil e mais dois mil reais para cada integrante de seu time.

Vitor, Marcos, Dana White, Ganso e Wanderlei no “Desafio dos Técnicos” (Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

Demian Maia visita o TUF

No penúltimo episódio, Anderson Silva esteve no centro de treinamentos do TUF e visitou apenas a equipe azul. Essa semana, foi a vez da equipe verde ter uma visita especial e foram surpreendidos com a presença de Demian Maia, lutador da categoria meio médio do UFC. Apesar de amigo de Wanderlei, Demian deu mais atenção ao Time Vitor por também ser amigo e professor de Daniel Sarafian fora do reality show.

Sarafian x Serginho

Logo no começo do combate, Daniel Sarafian partiu para cima de seu oponente na trocação, tentando até acertar um chute frontal. Serginho ainda tentou quedar Sarafian duas vezes, na segunda delas foi bem sucedido, mas o lutador da equipe verde conseguiu se defender e levar a luta em pé novamente.

Quando faltava um minuto para o fim do primeiro assalto, Sarafian aplicou um chute frontal seguido de uma joelhada voadora que derrubaram Serginho, fazendo com que o árbitro Mario Yamasaki interrompesse a luta, dando a vitória por nocaute para o pupilo de Demian Maia.

Ao término do combate, com ambos lutadores chorando, Daniel Sarafian foi abraçar Serginho, que estava muito triste por perder a oportunidade de disputar as finais do programa.

Brincadeira de mau gosto

No centro de treinamento, Anistávio Gasparzinho armou uma brincadeira para descontrair Vitor Belfort, simulando uma confusão com um funcionário do TUF. E o atleta da equipe verde recebeu uma resposta de lutadores de ambos os times, que resolveram amarrá-lo a uma cadeira.

Descontente com a situação, Gaspar pediu para que seus colegas parassem com a brincadeira. Quando escapou, explodiu: chutou a porta, arremessou uma lata de lixo e foi tirar satisfações apenas com uma pessoa, Rodrigo Damm.  “Não tenho medo de você não. Você reclama das brincadeiras e não quer que brinquem com você”, disse Gasparzinho, extremamente nervoso.

Próxima luta

Na semana que vem, a luta será entre Hugo Wolverine (Time Vitor) e Rony Jason (Time Wanderlei), para definir quem enfrenta Godofredo Pepey na final dos pesos penas, no UFC 147.

__________________________________________________________________________________________

Boxe: em confronto de gerações, Acelino Popó se despede com nocaute

por João Pedro Alves

Acelino Freitas, o “Popó”, encerrou a carreira como boxeador. Na noite deste sábado (2), em Punta del Este, no Uruguai, o baiano voltou aos ringues após cinco anos parado para uma última luta, contra o jovem campeão latino do Conselho Mundial de Boxe e ainda invicto Michael Oliveira. Apesar da diferença de idade de 14 anos (36 contra 22) e a longa inatividade, Popó dominou o combate e, após dois knockdowns, venceu o “Rocky Brasileiro” por nocaute técnico no nono assalto.

Tetracampeão mundial, Popó se aposentou oficialmente do Boxe (Foto: Reprodução/ Twitter)

Mesmo longe dos ringues desde 2007, quando foi derrotado por Juan Díaz, Acelino Popó mostrou estar em forma e apresentou boa mobilidade, se esquivando dos socos de Michael Oliveira e partindo para o ataque. Apoiado pela maior parte do público, no terceiro assalto o baiano conectou uma combinação de golpes que balançaram o adversário, caracterizando um knockdown e abrindo a contagem. Após ampla vantagem de Popó, Michael cresceu no sexto e sétimo assaltos, quando conseguiu ter alguns bons momentos.

Mas o tetracampeão mundial e atual deputado federal continuava vivo na luta e desferindo golpes duros. No nono assalto, Michael sentiu. Em uma sequncia de socos, o jovem paulista foi mais uma vez à knockdown, mas conseguiu continuar no combate. Pouco tempo depois, Popó aproveitou a superioridade e acertou mais golpes, levando o oponente à lona e vencendo por nocaute técnico.

Após a luta, quando questionado sobre o bom condicionamento e como aguentou nove rounds, Popó explicou que estava afastado dos ringues, não dos treinamentos. Apesar das provocações que cercaram o combate, o baiano foi até Michael e deu apoio ao jovem atleta, que foi derrotado pela primeira vez na carreira. “Falei para ele que já perdi um título mundial e recuperei. Ele vai crescer também”, declarou Popó.

Acelino Popó Freitas se aposenta do Boxe com 39 vitórias (33 nocautes) e apenas duas derrotas. Conquistou quatro títulos mundiais – dois pelo peso super pena e dois pelo peso leve.

Opinião do Jornaleiro

Quem sabe, sabe e não desaprende. Último grande pugilista brasileiro e responsável pelas últimas alegrias tupiniquins no Boxe, Popó mostrou, mais uma vez – e pela última vez-, sua qualidade. Merecia uma despedida a altura, e teve Michael Oliveira, invicto e apontado como um possível substituto seu, como adversário. O baiano foi agressivo e acertou bons socos durante a luta. Quando atacado, também teve agilidade e reflexo para se esquivar. Com amplo domínio no duelo, um final com “chave de ouro”: um nocaute que levantou não só o público da arquibancada, mas, certamente, milhares de brasileiros do sofá por todo o país.

Quanto a Michael Oliveira, a comparação com Popó não é saudável. O jovem deve trilhar seu próprio caminho dentro do esporte, sem pressão para ser o substituto de “X” ou “Y”. Não será um “novo Popó”. Michael já mostrou que tem qualidade, não para ser o “garoto de ouro” do Boxe brasileiro. O fato de ser de família de classe média-alta e ter sido criado nos Estados Unidos também dificulta na identificação da massa com o atleta, impossibilitando o status de ídolo nacional. Que Michael conquiste seu espaço – sem comparações com Popó.

__________________________________________________________________________________________

Com fratura de Belfort, quem enfrenta Wanderlei no UFC 147 é Rich Franklin

por Lucas Prestes

Depois de Vitor Belfort ter quebrado a mão em uma sessão do treinamento, quem enfrenta Wanderlei Silva, o “Cachorro Louco”, no UFC 147, marcado para o próximo mês em Belo Horizonte, é o americano ex-campeão dos pesos médios Rich Franklin, que já venceu Silva na edição de número 99 do evento.

Sem lutar desde fevereiro de 2011, Franklin é o substituto de Belfort (Foto: Reprodução/ MMAjunkie.com)

A tão esperada revanche entre os dois treinadores do reality show The Ultimate Fighter, não irá acontecer. No último dia 27, em uma coletiva de imprensa, o presidente do UFC, Dana White, anunciou que Belfort havia quebrado a mão em treinamento. Pelo Twitter, o atleta comentou o acontecido e afirmou que é normal isso ocorrer entre os lutadores. “Não consigo acreditar ainda no que aconteceu, mas na vida é assim. Temos que superar nossos obstáculos. Conto com vocês”, escreveu.

Mesmo machucado, Vitor disse que ainda lutaria, mas logo recebeu uma resposta de Wanderlei, que ficou indignado com o ocorrido. “Com uma mão só (risos)? O senhor é um fanfarrão! Somos profissionais. É uma grande irresponsabilidade não ter se cuidado nos treinos. Um grande desrespeito com os fãs”, declarou pelo Twitter.

Depois de muita espera, o escolhido para enfrentar o “Cachorro Louco” foi Rich Franklin. O americano de 37 anos não luta desde fevereiro do ano passado, após ter perdido para Forrest Griffin no UFC 126. Segundo Silva, a troca de adversário não muda em nada sua rotina de treinos, mas fica preocupado com a escolha de seu novo oponente. “Pode ser até que seja uma vantagem para ele, porque o cara vai estar descansado depois de tanto tempo sem lutar”.

Wanderlei já perdeu uma luta contra Frank em 2009, no UFC 99, por decisão unânime dos juízes, ganhando o prêmio de “Luta da Noite” na ocasião. Mas, dessa vez, o lutador curitibano espera sair vitorioso do combate. “Eu vou lá para enfiar a mão nele. É só isso que tenho que fazer”.

__________________________________________________________________________________________

TUF Brasil: no peso pena, Pepey finaliza Vina e está na final do reality show

por João Pedro Alves

No décimo episódio do The Ultimate Fighter Brasil, exibido na noite deste domingo (27), a fase semifinal do programa teve início e o peso pena Godofredo “Pepey” (Time Wanderlei) é o primeiro finalista. A luta da semana seria entre Pepey e Rodrigo Damm (Time Vitor), no entanto, o pupilo de Belfort passou mal e foi retirado da disputa, sendo substituído por Marcos Vinícius “Vina” (Time Vitor). E em um combate travado em grande parte no solo, o representante da equipe azul venceu por finalização, com uma americana, no segundo round.

Pepey não conteve a emoção de ter vencido e chegado à final do TUF Brasil (Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

Definição das semifinais

Para a disputa pelas vagas na final, as lutas semifinais ficaram definidas em Godofredo Pepey vs. Rodrigo Damm e Rony Jason vs. Hugo Wolverine pelo peso pena, e Daniel Sarafian vs. Sergio Moraes e Thiago Bodão vs. Cezar Mutante pelos médios.

Mas, logo na primeira semi, que seria disputada nesta semana, mudança: Rodrigo Damm sentiu dores, foi atendido por uma equipe médica e acabou sendo retirado da competição. De acordo com a avaliação, o corte de peso para bater o limite da categoria e a rápida recuperação deste peso comprometeram a saúde do atleta. “Senti um apertão ali nas costas, uma dor. Para mim é muito triste, pelo que estava acontecendo, pelo que eu estava vendo ali. Pela experiência que já tenho, pensei: ‘vão me tirar da competição’”, disse Damm.

Então surgiu a dúvida de como o finalista seria definido. “Se for para lutar, não tem problema. Mas o justo mesmo é eu ganhar por W.O. e passar para a final”, declarou Pepey, expondo seu ponto de vista da situação. A organização do programa preferiu por casar uma nova luta e escolheu o paranaense Marcos Vinícus Vina, que trocou o Time Wanderlei pelo Time Vitor na semana passada, como substituto de Damm e adversário do cearense.

Pepey vs. Vina

Por baixo, Pepey tenta encaixar uma kimura. (Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

Logo no início da luta, Godofredo Pepey já mostrou qual seria sua tática – o combate no solo – e quedou o adversário. Também especialista em Jiu Jitsu, Vinicius Vina aceitou o duelo no chão e, quando teve oportunidade, tentou ir para as costas do oponente. A tentativa não foi bem sucedida, mas Vina ficou por cima e golpeando, enquanto Pepey tentava uma finalização, ou com chaves de braço (kimura e americana) ou com um triângulo.

No segundo round, Pepey colocou para baixo mais uma vez logo de início. Os atletas duelaram por uma melhor posição no chão e o comandado de Wanderlei Silva se portou melhor, chegando a aplicar uma guilhotina sem muita pressão. O corner do Time Vitor orientou Vina para que evitasse a luta de solo e se levantasse, mas o atleta não seguiu as recomendações. E Pepey aproveitou: por baixo, o lutador cearense conseguiu reverter a situação e raspar, encaixando uma americana e finalizando o combate.

Com a vitória, Pepey está classificado para a final do dia 23 de junho, que será realizada no Mineirinho, em Belo Horizonte, no UFC 147. O adversário sai do confronto entre Jason e Wolverine.

A luta da próxima semana já foi anunciada. Pelo peso médio, Sergio Moraes (Time Wanderlei) enfrenta Daniel Sarafian (Time Vitor) por uma vaga na decisão.

__________________________________________________________________________________________

UFC 146: em evento de pesos pesados, Cigano defende cinturão pela primeira vez

por João Pedro Alves

Acontece na noite deste sábado (26), na MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas, Estados Unidos, o UFC 146. O card principal é formado apenas por lutas da categoria peso pesado e tem como combate mais esperado a primeira defesa de cinturão do brasileiro Junior “Cigano” dos Santos, contra o americano Frank Mir. Antonio “Pezão” Silva, no card principal, e Edson Junior, Diego Brandão e Glover Teixeira, nas preliminares, completam a participação brazuca no evento.

Promessa de luta rápida

Campeão dos pesos pesados desde novembro de 2011, quando nocauteou Cain Velasquez em 64 segundos, o catarinense Junior “Cigano” dos Santos defende o cinturão pela primeira vez contra Frank Mir – substituto do holandês Alistair Overeem, pego no exame doping e suspenso pela Comissão Atlética de Nevada (NSAC).

Junior dos Santos tem oito lutas no UFC, com oito vitórias – seis delas por nocaute/ nocaute técnico. O campeão tem como característica principal a trocação, é um striker. Cigano é especialista em Boxe e o utiliza combinado à velocidade e força para nocautear os oponentes. Na pesagem do UFC 146, o atleta mostrou confiança e acredita que a luta contra Mir não durará os cinco rounds previstos. “Estou pronto para a luta. Se ele não estiver preparado, será uma luta rápida. Para mim, será nocaute no segundo round”, cravou o detentor da cinta.

Do outro lado do octógono estará Frank Mir, que vem de vitória contra um amigo e incentivador de Cigano no esporte, o baiano Rodrigo “Minotauro” Nogueira. O americano tem como ponto forte a luta de solo e já venceu nove lutas por finalização – a última delas contra o próprio Minotauro. Mas Mir também tem qualidade em pé, e mostrou ter mãos pesadas e poder de nocaute em algumas oportunidades. Motivado por lutar pelo cinturão, o peso pesado diz não sentir a pressão e, assim como o adversário, espera que o combate tenha um final rápido. “Como sempre finalizo minhas lutas de forma rápida, espero que isso aconteça novamente amanhã”.

Velasquez vs. Pezão

Na segunda luta mais importante da noite, o co-main event, o ex-campeão dos pesados, Cain Velasquez, volta ao octógono pela primeira vez após perder o cinturão. O adversário do americano-latino é o brasileiro Antonio “Pezão” Silva, que estreia no Ultimate vindo do Strikeforce.

Apesar de ser wrestler de origem, Cain Velasquez apresentou a capacidade de nocautear no MMA. Dos nove sucessos na carreira, oito foram conquistadas por KO/ TKO. As principais vitórias do cartel foram contra Rodrigo Minotauro e Brock Lesnar – de quem tirou o cinturão. Além do Boxe afiado, Velasquez utiliza o bom nível de Wrestling para quedar os adversários e trabalhar um poderoso ground ‘n’ pound.

Antonio Pezão (ou “Bigfoot”, fora do Brasil), é um dos quatro atletas que conseguiram derrotar a lenda russa Fedor Emelianenko. O brasileiro, que estreia no UFC neste sábado, tem a luta em pé como característica e utiliza-se da força física para levar vantagem sobre os adversários. Pezão vem de derrota para a revelação americana Daniel Cormier, que o nocauteou nas semifinais do Grand Prix do Strikeforce em setembro de 2011 e acabou vencendo o torneio contra Josh Barnett na semana passada.

Outros brazucas do evento

Kingsbury chamou a atenção por trajar roupas rosas (Foto: Reprodução/ Getty Images)

No card preliminar, três atletas representam o Brasil dentro do cage. Diego Brandão (14-7-0), único lutador tupiniquin a conquistar o título do reality show The Ultimate Fighter – venceu a 14ª edição no final de 2011 -, estreia no UFC contra o norte-americano Darren Elkins (13-2-0).

Outro estreante da noite é Glover Teixeira (17-2-0). O atleta se destacou em eventos nacionais e gerou interesse do UFC, mas, por problemas na liberação do visto, só pôde assinar com a franquia este ano. O adversário no debute será o extrovertido Kyle Kingsbury (11-3-0), que apareceu na pesagem vestindo roupas rosas.

Edson Junior (10-0-0), que vem de duas vitórias nos UFCs RIO I e IIa última delas por nocaute, com um plástico chute rodado -, tem pela frente Jamie Varner (19-6-1).

Como assistir

No Brasil, apenas o Canal Combate exibe o UFC 146 na íntegra (cards preliminar e principal), a partir das 19h45. A Rede Globo transmite apenas a luta entre Junior Cigano e Frank Mir, a partir de 1h25 da madrugada.

CARD PRELIMINAR

Featherweight (peso pena): United States Mike Brown vs. United States Daniel Pineda

Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Kyle Kingsbury vs. Brazil Glover Teixeira

Lightweight (peso leve): United States Jacob Volkmann vs. England Paul Sass

Welterweight (peso meio médio): England Dan Hardy vs. United States Duane Ludwig

Middleweight (peso médio): United States Jason Miller vs. United States C.B. Dollaway

Lightweight (peso leve): Brazil Edson Barboza vs. United States Jamie Varner

Featherweight (peso pena): Brazil Diego Brandao vs. United States Darren Elkins

CARD PRINCIPAL

Heavyweight (peso pesado): Netherlands Stefan Struve vs. United States Lavar Johnson

Heavyweight (peso pesado): United States Stipe Miočić vs. United States Shane del Rosario

Heavyweight (peso pesado): United States Roy Nelson vs. United States Dave Herman

Heavyweight (peso pesado): United States Cain Velasquez vs. Brazil Antonio “Pezão” Silva

Heavyweight (peso pesado): Brazil Junior “Cigano” dos Santos (c) vs. United States Frank Mir

– Luta válida pelo cinturão da categoria, pertencente a Cigano.

___________________________________________________________________________________________

UFC 146: conheça Junior “Cigano” dos Santos

por Lucas Prestes

Acontece neste sábado (26), em Las Vegas, nos Estados Unidos, o UFC 146. Na luta principal do evento, o catarinense Junior “Cigano” dos Santos, detentor do cinturão dos pesos pesados, enfrenta o americano Frank Mir. Conheça a seguir a trajetória do campeão brasileiro, que tem um dos cartéis mais respeitados entre os lutadores da franquia.

Junior dos Santos, o Cigano, tem 14 vitórias e apenas uma derrota na carreira (Foto: Divulgação/ UFC)

Junior dos Santos de Almeida nasceu em 12 de setembro de 1984, em Caçador-SC, e atualmente mora em Salvador-BA. Antes de se tornar lutador, era vendedor em uma loja de brinquedos, e apenas com 20 anos começou a praticar Jiu Jitsu.  Antes de sua estreia no maior evento de MMA do mundo, o UFC, o lutador havia feito sete lutas, competido apenas contra brasileiros em orgnizações como o Demo Fight, Minotauro Fight, XFC Brasil e MTL. Contra Joaquim Ferreira, o “Mamute”, no MTL Final, perdeu a única luta na carreira, finalizado com uma chave de braço.

Na estreia no UFC, Cigano derrotou o compatriota Fabricio Werdum (Foto: Reprodução/ JuniordosSantos.com.br)

Estreou no Ultimate na sua edição de número 90, em Rosemont, Estados Unidos, contra outro brasileiro, o porto-alegrense Fabrício Werdum – e nocauteou em apenas 1 minuto e 21 segundos, com um uppercut.  E daí em diante, venceu outros nomes conhecidos no mundo do MMA, como Stefan Struve, Mirko “Cro Cop” Filipovic, Gilbert Yvel, Gabriel “Napão” Gonzaga, Roy Nelson e Shane Carwin.

Com as vitórias, Cigano se aproximou do cinturão. Para poder disputá-lo, precisaria ganhar mais uma luta. De começo, deveria enfrentar Brock Lesnar, treinador adversário de sua equipe no reality show The Ultimate Fighter 13. Mas, por problemas de saúde, Lesnar foi substituído por Shane Carwin, que foi derrotado por Cigano no UFC 131, no Canadá, por decisão unânime dos jurados. Então, dos Santos ganhou a chance de disputar o título dos pesos pesados.

Ostentando o cinturão após a vitória contra Cain Velasquez (Foto: Reprodução/ JuniordosSantos.com.br)

Em 12 de novembro de 2011, em Anaheim, na California, o ex-vendedor que começou a treinar artes marciais bem tarde, diferente dos lutadores tradicionais, e com apenas cinco anos de octógono, chegou ao topo. O catarinense venceu o americano Cain Valasquez ainda no primeiro round, por nocaute, ganhando o prêmio de “Nocaute da Noite” e o cinturão dos pesados do UFC.

Junior Cigano defende seu título pela primeira vez neste sábado (26), no UFC 146. O desafiante é o norte-americano Frank Mir, que vem de vitória em cima de Rodrigo “Minotauro” Nogueira. Inicialmente, o oponente de Cigano seria Alistair Overeem, mas o holandês foi pêgo no teste antidoping e suspenso pela Comissão Atlética de Nevada (NSAC).

__________________________________________________________________________________________

TUF Brasil: Sergio Moraes finaliza Pé de Chumbo e é último semifinalista peso médio

por João Pedro Alves

No nono episódio do The Ultimate Fighter Brasil, exibido na noite deste domingo (20), foi finalizada a fase de quartas de final do reality show. Na luta da semana, Sergio Moraes (Time Vitor) derrotou Delson “Pé de Chumbo” (Time Wanderlei) no primeiro round, garantiu-se nas semifinais do peso médio e fez 7 a 1 para a equipe verde. Com a vantagem elástica, foi definida uma nova divisão dos times.

Serginho garante vaga nas semifinais com um mata-leão (Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

A luta da semana já estava definida por ser entre os lutadores que sobraram: Sergio Moraes e Delson Pé de Chumbo. “O Serginho é um fenômeno no chão. Acho que ele tem que buscar a luta agarrada e uma finalização”, disse Belfort, que também criticou a postura do atleta nos treinamentos, alegando que não se doou muito. “O Pé de Chumbo é um cara muito respeitoso, é um ícone do Jiu Jitsu. É um cara muito disciplinado, que treina muito”, avaliou Wanderlei Silva.

Visita do campeão

Anderson Silva, campeão dos pesos médios do UFC, visitou o centro de treinamentos do TUF nesta semana. Conhecido de Wanderlei Silva e do mestre Rafael Cordeiro há vários anos, desde a época em que treinaram juntos na academia Chute Boxe, e por ser desafeto de Vitor Belfort, o “Spider” conversou apenas com a equipe azul, vestindo, inclusive, a camisa do time para treinar.

Os “Silvas” conversaram sobre a luta entre os dois treinadores do programa, marcada para o dia 23 de junho, no Mineirinho. Algoz de Belfort no UFC 126, em fevereiro de 2011, Anderson deu dicas de como se portar no combate ao ex-parceiro de treinos e recebeu um pedido do “Cachorro Louco”. “Eu quero aprender aquele lá, hein”, brincou Wanderlei, fazendo referência ao chute frontal com que Anderson nocauteou Vitor.

Serginho x Pé de Chumbo: “clássico do Jiu Jitsu”

Com dois atletas faixas pretas, campeões na chamada “arte suave” e com o confronto nomeado “clássico do Jiu Jitsu” por Wanderlei Silva, uma definição a altura dentro do octógono: uma finalização.

A luta teve como primeiro ataque um chute frontal de Serginho Moraes; Delson Pé de Chumbo respondeu com socos. Após isso, os lutadores trocaram joelhadas até que o clinch fosse interrompido por um golpe ter acertado a região genital de Pé de Chumbo. Na volta ao combate, o representante do time azul teve um chute bloqueado e foi quedado. Por cima, Serginho aproveitou um momento em que o oponente se levantou para aplicar uma guilhotina, levando novamente a luta para o solo. Pé de Chumbo tentou se levantar mais uma vez, e Serginho dominou as costas, “espalhou o frango” e desferiu socos até encontrar espaço para encaixar o mata-leão e finalizar.

“Perdi a chance, mestre. Acabou minha chance”, disse Pé de Chumbo, desolado, à Wanderlei Silva. No outro lado do octógono, festa do Time Vitor com Serginho. “Vamos lá, favela, daqui a pouco to aí pra curtir aquele samba e vou levar essa ‘playboyzada’ (companheiros de time) comigo”, comemorou o último semifinalista peso médio.

Nova divisão dos times

Pelo fato de apenas um atleta do Time Wanderlei ter se classificado para as semifinais (Rony “Jason”), o presidente do UFC, Dana White, decidiu fazer uma nova divisão dos times, deixando a decisão de quem mudaria de equipe nas mãos de Vitor Belfort. O treinador se mostrou contrário à medida, disse que não conseguiria escolher e foi repreendido por Dana. “Isso aqui não é uma equipe, é um esporte individual. Esses caras estão aqui para vencer, para lutar uns contra os outros e só vai ter um vencedor”, rebateu o chefe do Ultimate. “Se você não consegue escolher, eu escolho no seu lugar”, completou.

Vitor chorou ao conversar com seus pupilos e anunciar o que aconteceria. Thiago “Bodão”, Godofredo “Pepey” e Sergio Moraes (que havia mostrado interesse em mudar de equipe) foram os atletas escolhidos para irem para o Time Wanderlei. No outro vestiário, Renée Forte, Vinícius “Vina” e Delson “Pé de Chumbo” foram selecionados para mudarem para o Time Vitor.

No décimo episódio, semana que vem, começam as semifinais do The Ultimate Fighter Brasil, que ainda não têm os confrontos definidos.

__________________________________________________________________________________________

TUF Brasil: Massaranduba desiste no round extra e Bodão está na semifinal dos pesos médios

por João Pedro Alves

O oitavo episódio do The Ultimate Fighter Brasil, exibido neste domingo (13), teve como luta da semana o confronto entre os pesos médios Francisco “Massaranduba” (Time Wanderlei) e Thiago “Bodão” (Time Vitor). Sem definição nos dois rounds iniciais, a decisão ficaria para o terceiro assalto. No entanto, exausto e sem condições de combate, Massaranduba teve que desistir do duelo e Bodão se classificou para as semifinais.

Exausto, Massaranduba sentiu a subida para o peso médio (Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

Antes da escolha da luta, Wanderlei Silva voltou a tocar no assunto polêmico da semana passada, a luta entre Rony “Jason” e Ansitávio “Gasparzinho”, e a criticar Vitor Belfort. O curitibano enfatizou o fato de que os dois lutadores são muito próximos fora da casa, além de que atletas da mesma equipe não se enfrentam. “Temos respeito no esporte, não lutamos entre amigos, entre colegas de equipe. A não ser você, que não tem equipe”, provocou Wanderlei.

Após a discussão, o líder do time azul escolheu Francisco Massaranduba, da sua equipe, para lutar contra Thiago Bodão por uma vaga nas semifinais do peso médio. Na semana que vem, pela última quarta de final, se enfrentam Delson “Pé de Chumbo” (Time Wanderlei) e Sérgio Moraes (Time Vitor).

Massaranduba x Bodão: até o limite

Massaranduba conseguiu acertar bons socos em Bodão (Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

A luta da semana começou com os lutadores se estudando e procurando achar a melhor distância, desferindo poucos golpes. Quando o combate ganhou mais movimentação, com algumas tentativas mais agressivas de ataque, Bodão foi melhor nos chutes e Massaranduba nos socos. O restante do round foi travado na grade, com os atletas clinchados e alternando o domínio.

No segundo assalto, Thiago Bodão iniciou arriscando um high kick e Francisco Massaranduba respondeu com socos. “Ele só tem isso, Bodão”, orientou Belfort, falando sobre o jogo do representante do Time Wanderlei. Pouco depois, Massaranduba colocou o adversário para baixo e usou socos e cotoveladas para acertá-lo. Bodão conseguiu recolocar a luta em pé, se aproveitou do cansaço do oponente para golpeá-lo e evitou ser quedado mais uma vez, ainda caindo por cima de Massa. Inspirado pelo gritos de “cotovelo, cotovelo” de seus companheiros de equipe, Bodão trabalhou o ground’n’pound até o fim do round.

Os juízes laterais entenderam que não houve um vencedor nos dois rounds previstos e o combate foi para o terceiro assalto. Francisco Massaranduba, sentindo o preparo físico por ter subido duas categorias (fora do reality show, luta com 14 kg a menos, no peso leve) e muito cansado pelos 10 minutos de luta, cambaleou e se agachou no octógono antes do início do round extra. “Pensa na família. Levanta!”, gritou Bodão, tentando incentivar o adversário a continuar. O árbitro Mario Yamasaki explicou a Massaranduba que ele deveria se levantar ou a luta seria finalizada. Yamasaki ainda perguntou ao piauiense se poderia continuar, mas, exausto e sem condições físicas, Massa não conseguiu prosseguir e acabou derrotado.

Com a vitória por desistência, Thiago Bodão se junta a Daniel Sarafian e Cezar “Mutante”, ambos do Time Vitor, nas semifinais do peso médio.

Sarafian ficou triste pela maneira como Francisco Massaranduba foi derrotado, apesar de não ser da mesma equipe. O peso médio, então, colocou a foto de Massa junto com a de Bodão no espaço de vencedor da semana. “Este cara aqui (Massaranduba) me ensina tanto quanto o Bodão. Então, gostaria de colocar a foto dele aqui em cima”, disse Sarafian, emocionado.

__________________________________________________________________________________________

Mineirinho é confirmado como sede do UFC 147

por Lucas Prestes

Depois de muitos rumores sobre onde o UFC 147 seria realizado, a cidade de Belo Horizonte foi eleita e sediará o evento no dia 23 de junho, no Estádio Jornalista Felipe Drummond, o Mineirinho. O card principal já conta com lutas aguardadas pelo público brasileiro, como a final do The Ultimate Fighter Brasil e a revanche entre Wanderlei Silva e Vitor Belfort, os treinadores do programa.

Mineirinho (à frente) recebe primeira edição do UFC no Brasil fora do eixo Rio-SP (Foto: Lúcia Sebe/ Secom MG)

De começo, a 147ª edição do UFC seria realizada no Pacaembu, em São Paulo, mas por questões burocráticas, o acerto não foi adiante. Depois disso, os estádios do Morumbi e Engenhão, no Rio de Janeiro, também foram citados, mas como havia acontecido anteriormente, os contratos não foram fechados.

Na quarta-feira (9), dirigentes do evento se reuniram e concordaram que a cidade mineira está pronta para receber o UFC 147, divulgando a decisão apenas nesta sexta-feira (11) . A reunião oficial será no dia 16 de maio, quando os organizadores do evento e o governo de Minas selarão o acordo definitivo.

Essa será a primeira edição fora do eixo Rio-SP: São Paulo recebeu o Ultimate Brazil, em 1998, e a “Cidade Maravilhosa” já havia sido sede das edições 134 e 142. Segundo o diretor de desenvolvimento internacional do UFC, Marshall Zelaznik, a capital mineira tem tudo o que é preciso para um evento de sucesso. “É ótimo, para nossos fãs e para o UFC, realizar eventos em novas partes do Brasil. O UFC está explodindo em todo o país e Minas Gerais é um lugar ideal”, disse o dirigente.

__________________________________________________________________________________________

TUF Brasil: equipe azul vence a primeira luta e clima entre treinadores esquenta

por Lucas Prestes

O sétimo episódio do The Ultimate Fighter Brasil foi ao ar neste domingo (6) e teve como luta da semana o confronto entre dois amigos, Anistávio “Gasparzinho” (Time Vitor) e Rony “Jason” (Time Wanderlei). No ultimo combate dos pesos penas, a equipe azul venceu sua primeira luta e garantiu Jason nas semifinais. Após a luta, o clima esquentou entre os treinadores.

Após luta da semana, Wanderlei Silva foi tirar satisfação com Vitor Belfort (Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

Este foi o epísódio mais quente do reality até agora. Com a luta escolhida por Vitor no domingo passado, restaram apenas os dois amigos Anistávio Gasparzinho e Rony Jason se enfrentarem e decidirem quem iria ficar com a última vaga dos pesos penas nas semifinais do programa. “É uma luta meio chata para todos aqui, mas fazer o quê? Trabalho é trabalho”, disse Wanderlei Silva, nem um pouco contente com a escolha feita por Belfort.

Entre os dois colegas, o clima era sereno. Jason deixou seu lado amigo de lado, igualmente Gasparzinho, que estava ansioso pela luta, esperando um grande espetáculo dentro do octógono. “Não vejo Gasparzinho como amigo, não vejo o Gasparzinho como nada agora. Apenas como um oponente que quer atrapalhar o sonho. (…) Deus queira que ele não tenha opinado para querer lutar comigo. Quiseram mexer com a minha cabeça. Mas não vai mudar em nada”, afirmou Jason.

Time azul vence a primeira luta

Jason encaixou a chave de braço e finalizou ainda no primeiro round (Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

Apesar dos dois amigos mostrarem um pouco de receio em acertar o primeiro golpe, Jason tomou a iniciativa, e acertou o primeiro soco. Ao revidar, Gasparzinho aproveitou um descuido do seu oponente para conectar uma joelhada voadora, derrubando seu amigo cearense. Mesmo na desvantagem de estar por baixo na luta de chão, Rony conseguiu encaixar uma chave de braço no potiguar, vencendo a luta por finalização.

Após o confronto, Wanderlei entrou no octógono soltando vários palavrões para cima de Belfort e explicando que lutadores não duelam entre amigos. “Está satisfeito? Fazer os brothers brigarem… Os caras são amigos, para que fazer isso? Ele (Gasparzinho) falou que não queria lutar. (Vitor) É cheio de falar e falar que não falou. Isso é coisa de playboy”, esbravejou o líder da equipe azul.

Segundo o treinador de Jiu Jitsu da equipe verde, Gilbert Durinho, Wanderlei só esta engasgado com a derrota sofrida por Vitor em 1998, que nocauteou o “Cachorro Louco” em apenas 44 segundos de luta.

Longe de discussões, Rony Jason ficou contente com o resultado da luta, e logo após o confronto, foi abraçar seu companheiro Gasparzinho, que saiu com o braço imobilizado por conta de um estiramento no local do golpe recebido.

Opinião do Jornaleiro (por João Pedro Alves)

A luta desta semana já estava definida e o resultado não surpreendeu. Rony Jason é um dos melhores atletas da casa (provavelmente o melhor peso pena). Independente de quem fosse o adversário, Jason seria o favorito. Com as escolhas anteriores de Vitor Belfort, visando colocar seus melhores pupilos contra os “piores” do Time Wanderlei, para classificar o maior número de lutadores para as semifinais, sobrou uma “pedreira” para Gasparzinho.

A escolha de Belfort, em colocar dois amigos para lutar, foi infeliz. Gerou uma situação incômoda na casa, que poderia ser evitada. Wanderlei Silva também errou ao cobrar o adversário após a luta. Vejo tudo como um pouco forçado. Pelo menos serviu para dar um pouco de ação ao programa, um tanto monótono nas últimas semanas.

___________________________________________________________________________________________

UFC on FOX 3: Diaz finaliza e disputa cinturão dos leves; Toquinho e Lineker são derrotados

por João Pedro Alves

O UFC on FOX 3, realizado na noite deste sábado (5),não foi bom para os brasileiros. No card principal, Rousimar “Toquinho” Palhares entrou como favorito e foi derrotado por Alan Belcher por nocaute técnico. Nas preliminares, o paranaense John Lineker estreou no Ultimate finalizado e apagado no octógono. Na luta principal da noite, Nate Diaz venceu Jim Miller no segundo round e conquistou o direito de enfrentar Benson Henderson pelo cinturão dos leves.

Diaz lutou bem, finalizou e agora disputa o título (Foto: Getty Images)

Nate Diaz, o próximo contender peso leve

A última luta do evento tinha grande valor para Nate Diaz, irmão mais novo do polêmico Nick: caso vencesse Jim Miller, teria o direito de disputar o cinturão dos pesos leves, cujo detentor é o americano Ben Henderson. E o atleta mostrou no octógono que quer conquistar a cinta.

O primeiro round foi travado em pé. Com maior envergadura e mantendo a distância, Diaz apostou nas combinações de jab e direto para acertar Miller. Golpeando mais e melhor, Nate chegou a derrubar o adversário em uma das sequencias de socos.

No segundo assalto, o panorama pouco mudou. Nate Diaz levou vantagem em pé e aproveitou para provocar Jim Miller, batendo no próprio rosto e chamando o adversário para a trocação. E Miller caiu na pilha, partindo para cima e arriscando uma joelhada voadora. Faltando cerca de dois minutos para o final do round, Diaz acertou boas joelhadas no clinch. Pouco depois, Miller tentou cinturar para botar para baixo, momento em que Diaz não perdeu a chance de encaixar uma guilhotina. Então, após uma disputa pela posição, puxou para a guarda já raspando e finalizou, aos 4:09 do segundo round.

Além da vitória e do direito de disputar o cinturão dos leves, Nate Diaz levou o prêmio de “Finalização da Noite” de US$ 65 mil.

Toquinho não consegue finalizar e acaba nocauteado

Belcher foi inteligente e não deixou Toquinho a vontade no chão (Foto: Getty Images)

Quando o brasileiro Rousimar “Toquinho” Palhares entra no octógono, o que se espera é a finalização por chave de calcanhar. E ela quase aconteceu. Quase, pois Alan Belcher se defendeu bem das tentativas do já conhecido golpe e derrotou o brasileiro ainda no primeiro round.

Após um momento inicial de estudo, Toquinho já buscou as pernas do adversário e levou a luta para o chão. Alan Belcher tentou neutralizar as ações de Jiu Jitsu do brasileiro prendendo uma das pernas e um dos braços de Toquinho. Quando escapou, o atleta da Brazilian Top Team foi para a perna do americano. Ciente do que o mineiro faria, Belcher conseguiu se defender das tentativas de finalização. “The Talent” reverteu a situação e ficou por cima de Toquinho, trabalhando o ground’n’pound com socos e cotoveladas. O brazuca, praticamente sem defesa, foi golpeado até que o árbitro Dan Miragliotta paralisasse o combate e decretasse a vitória de Alan Belcher por nocaute técnico.

Ainda nas principais: Hendricks e Johnson também vencem

Os pesos pesados nocauteadores Lavar Johnson e Pat Barry abriram o card principal do evento. Como esperado pelas características dos atletas, a luta começou na trocação. Quando foi botado para baixo, Barry conseguiu raspar Johnson. Após montar, ainda por cima, Barry trabalhou na posição dos 100 quilos, onde tentou aplicar uma americana, defendida pelo adversário. Em pé, já no final do round, Johnson acertou um high kick e encurralou o “HD” nas grades. Então, desferiu inúmeros socos até nocautear Pat Barry, naquele que foi escolhido o “Nocaute da Noite”, também premiado com US$ 65 mil.

A penúltima luta da noite foi entre os meio médios Josh Koscheck e Johny Hendricks. O combate foi equilibrado durante os três rounds, com os atletas alternando bons momentos. No primeirou round, Koscheck foi melhor, encurralando o adversário e desferindo socos fortes. Nos outros dois assaltos, Hendricks foi mais agressivo na trocação, acertando bons golpes; Kos, tentando evitar a vantagem do oponente, o quedou e trabalhou o ground’n’pound. Na decisão dividida dos juízes laterais, vitória de Johny Hendricks.

Superior em pé, Lineker é apagado no chão

Guilhotina de Gaudinot que apagou Lineker (Foto: Getty Images)

A luta entre John Lineker e Louis Gaudinot começou muito movimentada, com os dois atletas partindo para a trocação franca e intensa de socos. Após a velocidade inicial, o ritmo diminuiu. Lineker não sentiu a pressão da estreia e apresentou mais consistência, sendo melhor que o adversário em pé. No final do round, Gaudinot colocou o parnanguara para baixo sem dificuldade. Por cima, o americano trabalhou o ground’n’pound. Nos segundo finais, o brasileiro tentou uma finalização quando o oponente ficou de pé, mas não teve êxito.

No segundo assalto, o “Mão de Pedra” teve bom momento e conectou bons golpes na linha de cintura, que balançaram o gringo. Faltando cerca de dois minutos para o fim do round, Gaudinot colocou a luta novamente para baixo, desferindo golpes no brasileiro. No minuto final, o americano aplicou uma guilhotina na grade, Lineker levantou, tentando se desvencilhar, e acabou favorecendo o adversário. Gaudinot encaixou melhor o golpe e, no solo, botou pressão. Lineker não deu os “três tapinhas”, que caracterizam a desistência, e acabou desmaiando. Vitória de Louis Gaudinot por finalização aos 4:52 do segundo round.

Para John Lineker, a parte boa da estreia veio após o evento. O duelo contra Louis Galdinot foi escolhido como a “Luta da Noite” e ambos os atletas foram premiados com um bônus de 65 mil dólares (cerca de 124 mil reais).

RESULTADOS

CARD PRELIMINAR

Middleweight (peso médio): United States Mike Massenzio vs. Czech Republic Karlos Vemola

Vemola derrotou Massenzio por finalização (mata-leão) aos 1:07 do 2º round.

Bantamweight (peso galo): Canada Roland Delorme vs. Canada Nick Denis

Delorme derrotou Denis por finalização (mata-leão) aos 4:59 do 1º round.

Featherweight (peso pena): United States Dennis Bermudez vs. United States Pablo Garza

Bermudez derrotou Garza por decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 30-27).

Lightweight (peso leve): United States Danny Castillo vs. United States John Cholish

Castillo derrotou Cholish por decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 30-27).

Flyweight (peso mosca): United States Louis Gaudinot vs. Brazil John Lineker

Gaudinot derrotou Lineker por finalização (guilhotina) aos 4:52 do 2º round.

Welterweight (peso meio médio): England John Hathaway vs. Germany Pascal Krauss

Hathaway derrotou Krauss por decisão unânime dos juízes (29-28, 30-27, 30-27).

Flyweight (peso mosca): United States John Dodson vs. United States Tim Elliott

Dodson derrotou Elliott por decisão unânime dos juízes (29-28, 29-28, 29-28).

Lightweight (peso leve): United States Tony Ferguson vs. United States Michael Johnson

Johnson derrotou Ferguson por decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 30-27).

CARD PRINCIPALHeavyweight (peso pesado): United States Pat Barry vs. United States Lavar Johnson

Johnson derrotou Barry por nocaute técnico (socos) aos 4:38 do 1º round.

Middleweight (peso médio): Brazil Rousimar Palhares vs. United States Alan Belcher

Belcher derrotou Toquinho por nocaute técnico (socos e cotoveladas) aos 4:18 do 1º round.

Welterweight (peso meio médio): United States Josh Koscheck vs. United States Johny Hendricks

Hendricks derrotou Koscheck por decisão dividida dos juízes (29-28, 28-29, 29-28).

Lightweight (peso leve): United States Nate Diaz vs. United States Jim Miller

Diaz derrotou Miller por finalização (guilhotina) aos 4:09 do 2º round.

__________________________________________________________________________________________

UFC on FOX 3: lutas podem definir próximos desafiantes à cinturões

por João Pedro Alves e Lucas Prestes

A terceira edição do UFC on FOX, que será realizada neste sábado (5), no Izod Center, em Nova Jersey, Estados Unidos, pode traçar o futuro de duas categorias do Ultimate . Na luta principal, Nate Diaz e Jim Miller se enfrentam pelo direito de, em breve, desafiarem o campeão peso leve pelo cinturão. Um dos representantes brasileiros, Rousimar Palhares, o “Toquinho”, pelo peso médio, também quer a vitória para se aproximar do título. E ainda tem Paraná no octógono: John Lineker, peso mosca de Paranaguá, estreia na franquia no card preliminar, contra Louis Gaudinot.

De Diaz vs. Miller pode sair próximo desafiante ao cinturão

O principal e último combate da noite é entre os compatriotas Nate Diaz e Jim Miller. A luta é importante nos pesos leves: uma vitória de Diaz o coloca como próximo desafiante ao cinturão de Benson Henderson; caso Miller vença, fica melhor ranqueado e mais próximo do title shot.

– Estamos em uma daquelas situações em que estávamos antes de o Rashad (Evans) enfrentar o Phil Davis. Se o Diaz vencer, vai definitivamente ganhar a chance de disputar o cinturão. Se o Miller vencer, provavelmente vai lutar mais uma ou duas vezes antes – declarou Dana White, presidente do UFC, ao USA Today.

Ambos os atletas vem de boas vitórias na franquia. Nate Diaz venceu o badalado Donald Cerrone por decisão unânime no último evento de 2011, o UFC 141, em 30 de dezembro. Jim Miller finalizou Melvin Guillard na luta principal do UFC on FX, em janeiro de 2012.

É um confronto entre dois atletas técnicos e talentosos na luta de solo: Jim Miller tem 12 vitórias na carreira por finalização; Nate Diaz, dez. Em pé, Diaz leva vantagem: tem maior envergadura e é melhor que o adversário no Boxe.

Toquinho, à caminho do title shot

Uma das lutas mais esperadas do card principal é entre Rousimar “Toquinho” Palhares e Alan Belcher.

Toquinho é um dos maiores representantes do Jiu Jitsu brasileiro no UFC, com o impressionante cartel de 14 vitórias, sendo 10 delas por finalização, e apenas três derrotas. Com o Wrestling mais apurado, certamente tentará levar o combate para o chão e vencer a luta da maneira pela qual ficou conhecido, a finalização. Sua última vitória foi em 14 de janeiro, no UFC 142, no Rio de Janeiro, quando derrotou o americano Mike Massenzio com sua famosa “chave de calcanhar”. O mineiro busca a vitória contra Alan Belcher, a quarta consecutiva, para se aproximar da disputa de cinturão da categoria, pertencente à Anderson Silva.

Alan Belcher, ao contrário de seu oponente, pretende manter a luta em pé, e, quem sabe, vencer o confronto por nocaute. “Sinceramente, eu me vejo vencendo por nocaute ou nocaute técnico. Sei que posso fazer isso e estou indo para essa luta com alguns objetivos. Quero frustrar e ferir ‘Toquinho’. Tenho certeza que um dos prêmios será meu”, disse o lutador. O norte-americano vem de três vitórias seguidas, a última delas por TKO no primeiro round, no UFC Fight Night 25, em setembro do ano passado, contra Jason MacDonald.

Estreante paranaense

Lineker: “Não vou sair da minha cidade para os gringos baterem em mim” (Foto: Reprodução/ Sherdog)

Neste sábado, John “Mão de Pedra” Lineker (19-5-0), 22 anos, paranaense natural de Paranaguá, estreia no Ultimate. No card preliminar, Lineker, grande promessa brasileira no peso mosca, tem pela frente o americano Louis Gaudinot (5-2-0). Apesar da pouca idade, o parnanguara tem bastante experiência e sucesso lutando no Brasil. A principal conquista do atleta foi o cinturão peso galo do Jungle Fight no ano passado, que o credenciou a assinar com o UFC. Lineker tem como ponto forte o Boxe, aliado às mãos pesadas, que renderam oito nocautes e o apelido de “Mão de Pedra” ao lutador.

– Meu sonho no esporte é dar uma vida boa para minha família, meu filho, minha esposa. Conseguir ganhar o cinturão é meu objetivo também. E vou ganhar, pode ter certeza. Não vou sair da minha cidade para os gringos baterem em mim – disse Lineker ao repórter Fernando Rudnick, em reportagem da Gazeta do Povo.

Na pesagem oficial, que aconteceu nesta sexta-feira (4), John Lineker foi o único a não bater o peso previsto para a categoria (57,1 kg). Com cerca de 450 gramas acima do limite, o brasileiro teve duas horas para perder o excesso. Como não conseguiu, perdeu parte da bolsa (pagamento), que será revertida para Gaudinot.

Fique de olho

No card principal, se enfrentam os pesos pesados Pat Barry (7-4-0) e Lavar Johnson (16-5-0). Barry tem seis das sete vitórias conquistadas por KO/TKO; Johnson, 14 das 16. São nocauteadores natos e a probabilidade de um dos dois ir à lona, ainda no primeiro round, é grande.

Como assistir

O UFC on FOX 3, no Brasil, será exibido apenas pelo Canal Combate (cards preliminar e principal). A transmissão tem início às 18h, horário de Brasília.

CARD PRELIMINAR

Middleweight (peso médio): United States Mike Massenzio vs. Czech Republic Karlos Vemola

Bantamweight (peso galo): Canada Roland Delorme vs. Canada Nick Denis

Featherweight (peso pena): United States Dennis Bermudez vs. United States Pablo Garza

Lightweight (peso leve): United States Danny Castillo vs. United States John Cholish

Flyweight (peso mosca): United States Louis Gaudinot vs. Brazil John Lineker

Welterweight (peso meio médio): England John Hathaway vs. Germany Pascal Krauss

Flyweight (peso mosca): United States John Dodson vs. United States Tim Elliott

Lightweight (peso leve): United States Tony Ferguson vs. United States Michael Johnson

CARD PRINCIPAL

Heavyweight (peso pesado): United States Pat Barry vs. United States Lavar Johnson

Middleweight (peso médio): Brazil Rousimar Palhares vs. United States Alan Belcher

Welterweight (peso meio médio): United States Josh Koscheck vs. United States Johny Hendricks

Lightweight (peso leve): United States Nate Diaz vs. United States Jim Miller

__________________________________________________________________________________________

TUF Brasil: Wolverine vence Vina e Time Vitor aumenta vantagem para 5 a 0

por João Pedro Alves

O sexto episódio do The Ultimate Fighter Brasil , exibido na noite deste domingo (29), teve a ampliação da vantagem do Time Vitor, que agora é de 5 a 0. A luta da semana foi entre Hugo “Wolverine” Viana e Marcos Vinícius “Vina”, pelo peso pena, que terminou com vitória do representante da equipe verde por decisão unânime dos juízes. O visitante ilustre desta semana foi o ex-campeão meio pesado do UFC Lyoto Machida.

Wolverine é o terceiro semifinalista peso pena do Time Vitor (Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

Escolha da luta

Mais uma vez com o direito de escolher a luta da semana, Vitor Belfort anunciou que os dois próximos confrontos do programa serão do peso pena, como combinado com Wanderlei Silva. O embate da semana ficou definido entre o baiano Hugo Wolverine e o curitibano Vinícius Vina, deixando o duelo entre os amigos e ex-companheiros de treino Anistávio “Gasparzinho” (Time Vitor) e Rony “Jason” (Time Wanderlei) para a semana seguinte.

O treinador da equipe verde aproveitou o momento para, mais uma vez, elogiar os atletas que já lutaram. Wanderlei, que alfineta o adversário sempre que pode, disse que não aguenta mais ouvir o discurso do carioca, que é “chato pra caramba”.

Wolverine vs. Vina

(Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

A luta da semana começou com Hugo Wolverine tomando a iniciativa e desferindo os primeiros golpes no adversário. Vina respondeu no clinch, dando boas joelhadas na linha da cintura do baiano. O curitibano arriscou um chute frontal e recebeu um soco como contragolpe, que o derrubou. Wolverine, orientado pelo corner a não ir para a luta de solo, chutou as pernas de Vina, que permaneceu no chão. No final do round, com os atletas em pé, o representante do Time Vitor quedou o oponente e trabalhou o ground’n’pound, garantindo uma vantagem no assalto inicial.

No segundo round, a luta continuou sendo travada majoritariamente em pé. Após um momento de estudo, os lutadores trocaram socos e chutes. Wolverine seguia boxeando e pontuando, enquanto Vina, que precisava vencer o round, golpeava menos, mas teve bons momentos desferindo joelhadas. O equilibrado assalto não teve uma definição nos cinco minutos e os juízes ficaram responsáveis pela decisão. E, por unanimidade, Hugo Wolverine foi declarado vencedor e está classificado para as semifinais do TUF.

A quinta derrota na competição foi novamente lamentada pela equipe azul. “O que deixa a gente chateado é que eu sei que a capacidade dele (Vina) é muito maior do que isso que ele mostrou”, desabafou Wanderlei. Tanto ele quanto Rafael Cordeiro, treinador de MMA e Muay Thai, reclamaram do fato dos atletas não escutarem as recomendações do corner durante as lutas. “Com a qualidade técnica que tem aqui… os caras aqui são uns diamantes que estão nas nossas mãos (dos treinadores) para lapidar. Mas se não acreditar na mão que vai lapidar, é complicado”, disse Cordeiro.

Próxima luta causa polêmica

A última luta das quartas de final dos pesos penas, que acontece na semana que vem, já está causando polêmica entre atletas e treinadores. Gasparzinho e Jason estão escalados para se enfrentarem, e, por terem uma relação de amizade de fora da casa, não gostaram da escolha de Vitor Belfort. “Eu não sabia muito da amizade deles, e não estou preocupado”, disse o treinador, argumentando que todos devem estar preparados para lutar contra qualquer um. “Eu sou totalmente contra, é complicado lutar contra amigo”, disse Serginho Moraes, contrário à decisão de seu treinador.

Lyoto visita a casa

Como de praxe, um lutador de renome mundial visitou os atletas. Desta vez, o meio pesado Lyoto Machida foi quem deu as caras na casa do TUF Brasil para motivar os participantes. Entre outras coisas, o ex-campeão falou sobre a pressão que todos eles sofrem no reality, e que está presente em qualquer luta na carreira. “Toda luta tem pressão. Se vai estrear no evento, tem pressão; se vai se aposentar, tem pressão; se é o campeão, tem pressão. Não tem jeito”, disse Machida.

__________________________________________________________________________________________

Jungle Fight 38: Ildemar Marajó derrota Edilberto Crocotá e pede cinturão do evento

por João Pedro Alves

Foi realizado na noite deste sábado (28), no Ginásio da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém-PA, o Jungle Fight Championship 38. Na luta principal da noite, Ildemar “Marajó” Cardoso, irmão de Yuri Marajó, lutador do UFC, nocauteou Edilberto “Crocotá Oliveira no primeiro round e deixou claro seus próximos objetivos: quer conquistar o cinturão do Jungle e lutar no exterior.

O Brasil ficou pequeno para Marajó

A última luta da noite começou com Ildemar Marajó procurando dominar as ações e partindo para cima de Edilberto Crocotá. Marajó golpeou com mais eficiência e acertou um chute na linha da cintura que desestabilizou o adversário. Pouco depois, Crocotá tentou diminuir a distância e golpear, mas foi acertado por uma joelhada de encontro. Marajó aproveitou o momento e desferiu um direto de direita que levou o oponente à lona; no ground’n’pound, deu socos até que a luta fosse paralisada e a vitória decretada pelo árbitro central.

“Eu quero o cinturão e quero lutar fora do Brasil”, disse Ildemar Marajó ainda no octógono, na entrevista pós-luta. Wallid Ismail, ex-lutador e presidente do Jungle Fight, reconheceu o potencial do atleta, mas foi cauteloso ao falar sobre o futuro de Marajó no evento. “Vamos aguardar”, declarou.

Iliarde e Pitbull decepcionam público

O segundo combate mais esperado, entre Iliarde Santos e Leandro Pitbull, não agradou o público presente. Os atletas começaram com muito estudo e passaram mais de um minuto sem desferirem um golpe sequer. A falta de combatividade foi vaiada pela torcida e advertida pelo árbitro Paulo Borracha, que mostrou o cartão amarelo para os lutadores, configurando a perda de um ponto no round. Nos outros dois assaltos, o ritmo aumentou, foram dados alguns bons golpes e Iliarde levou vantagem ao quedar Pitbull em algumas oportunidades. A luta foi para a decisão dos juízes laterais, que deram a vitória para Iliarde Santos, por unanimidade.

Sotaque espanhol no cage circular

A luta internacional da noite foi protagonizada pelo mexicano José Luis Medrano e o argentino Gabriel Soule. Medrano se aproveitou da maior envergadura e levou vantagem em pé, acertando uma joelhada e um high kick em Soule. O argentino, então, tentou levar o combate para o solo e partiu para a perna do adversário, que permaneceu em pé, visando uma finalização. José Medrano caiu por cima e trabalhou o ground’n’pound, golpeando o oponente. O árbitro entendeu que Gabriel Soule estava indefeso e paralisou o combate, selando a vitória por nocaute técnico do mexicano José Luis Medrano aos 2:37 do primeiro round.

Rápidas finalizações

As duas lutas de abertura do evento terminaram rapidamente, ainda no primeiro round, com finalizações. Na primeira delas, Altair Alencar começou melhor na luta em pé, acertando um high kick, e Manoel Sandro tentou quedá-lo. No movimento do adversário, Altair encaixou uma guilhotina e finalizou com pouco mais de dois minutos de combate.

A segunda foi ainda mais rápida. Alexandre Capitão iniciou o combate partindo para cima, arriscando um plástico wall kick, ao estilo Anthony Pettis. A luta não se desenvolveu muito em pé, e, no solo, Capitão dominou as costas de Alberto Pantoja e aplicou um mata-leão para finalizar o combate aos 51 segundos.

Próximo compromisso

Ao final do evento, Wallid Ismail anunciou que a próxima edição do Jungle Fight será realizada no dia 12 de maio, no Rio de Janeiro, e adiantou que o evento ainda vai desembarcar em diferentes regiões do país. “Quero rodar o Brasil, quero popularizar o esporte. O esporte atrai os jovens para perto da família e afasta das drogas”.

RESULTADOS

Peso médio (84 kg): Brasil Ildemar “Marajó” Cardoso vs. Brasil Edilberto “Crocotá” Oliveira
Ildemar Marajó derrotou Edilberto Crocotá por nocaute técnico (socos) aos 3:02 do 1º round.

Peso galo (61 kg): Brasil Iliarde Santos vs. Brasil Leandro “Pitbull” Higo
Iliarde Santos derrotou Leandro Pitbull por decisão unânime dos juízes.

Peso leve (70 kg):  José Luis Medrano vs. Gabriel Soule
José Luis Medrano derrotou Gabriel Soule por nocaute técnico (socos) aos 2:37 do 1º round.

Peso leve (70 kg): Brasil Diogo “Fofão” Cavalcanti vs. Brasil Deiveson “Dragon” Francisco 
Deiveson Dragon derrotou Diogo Fofão por decisão dividida dos juízes.

Peso meio médio (77 kg): Brasil Paulo Henrique “PH” vs. Brasil Otávio “Javali” dos Santos
Otávio Javali derrotou Paulo Henrique por finalização (guilhotina) aos 0:34 do 2º round.

Peso pena (66 kg): Brasil Adson “Preguiça” Lima vs. Brasil José “Cachorrão” Eubes
Adson Preguiça derrotou José Cachorrão por decisão unânime dos juízes.

Peso pena (66 kg): Brasil Alexandre Capitão vs. Brasil Aberto Pantoja
Alexandre Capitão derrotou Alberto Pantoja por finalização (mata-leão) aos 0:51 do 1º round.

Peso pena (66 kg): Brasil Altair Alencar vs. Brasil Manoel Sandro
Altair Alencar derrotou Manoel Sandro por finalização (guilhotina) aos 2:15 do 1º round.

__________________________________________________________________________________________

Apenas com lutadores pesos pesados, card principal do UFC 146 é definido

por Lucas Prestes

Depois do lutador Alistair Overeem ser pego em teste antidoping surpresa e perder a licença para lutar durante nove meses, o campeão Júnior “Cigano” enfrentará Frank Mir, que já foi detentor do cinturão dos pesos pesados, no UFC 146, dia 26 de maio, em Las Vegas.

Ex-campeão dos pesados, Mir tem a chance de recuperar o título contra Cigano (Foto: Reprodução/ Cage Today)

Com a confirmação do teste antidoping de Alistair Overeem, quem enfrentará Junior Cigano na luta principal do UFC 146, disputando o cinturão, é o americano Frank Mir, que revelou sua reação ao receber a noticia. “Foi uma espécie de felicidade misturada com alívio”, disse o atleta.

Além dessa mudança, outras surpresas também ocorreram no card do evento. Para a segunda luta principal da noite, o brasileiro Antônio “Pezão” foi escalado para lutar contra o americano de ascendência mexicana Cain Velasquez, que em novembro do ano passado perdeu o cinturão dos pesos pesados para Cigano, no UFC on FOX.

Após a reviravolta no card principal, o americano Roy Nelson havia ficado sem um oponente definido até a noite dessa segunda-feira (23), quando o presidente do Ultimate Fighting Championship, Dana White, anunciou pelo Twitter que o brasileiro Gabriel “Napão” Gonzaga enfrenta o peso pesado.

Confira abaixo o card do UFC 146 até o momento:

CARD PRINCIPAL

Brazil Junior “Cigano” dos Santos vs. United States Frank Mir

United States Cain Velasquez vs. Brazil Antonio “Pezão” Silva

United States Roy Nelson vs. Brazil Gabriel “Napão” Gonzaga

United States Shane del Rosario vs. United States Stipe Miocic

New Zealand Mark Hunt vs. Netherlands Stefan Struve

CARD PRELIMINAR

Brazil Diego Brandão vs. United States Darren Elkin

United States Evan Dunham vs. Brazil Edson Barboza

United States Jason Miller vs. United States C.B. Dollaway

United States Jacob Volkmann vs England Paul Sass

England Dan Hardy vs. United States Duane Ludwig

United States Kyle Kingsbury vs. Brazil Glover Teixeira

United States Mike Brown vs. United States Daniel Pineda

__________________________________________________________________________________________

Revanche entre Anderson Silva e Chael Sonnen não será no Brasil

por João Pedro Alves

As especulações sobre a mudança de local da luta entre Anderson Silva e Chael Sonnen foram confirmadas por Dana White, presidente do UFC, nesta terça-feira (24). Em uma coletiva de imprensa realizada no Rio de Janeiro, White anunciou que a revanche entre os pesos médios, inicialmente marcada para o dia 23 de junho, no Brasil, pelo UFC 147, foi reagendada para o UFC 148, no dia 7 de julho, em Las Vegas.

Na primeira luta, Anderson finalizou Chael no final do último round (Foto: Divulgação/ UFC)

O caso

A luta entre Anderson Silva e Chael Sonnen era tida como a grande atração do UFC 147, principal trunfo da franquia para encher o Engenhão, no Rio de Janeiro, e ter o maior público da história do evento. Na última semana, no entanto, portais especializados já anunciavam a mudança do combate do Rio para Vegas, pela força que os cassinos da cidade americana exerceram sobre o Ultimate.Uma outra versão surgiu, apontando Sonnen como motivador da alteração: o lutador, que por diversas vezes ofendeu atletas brasileiros, não teria segurança em terras verde e amarelas, além de supostamente ter recebido ameaças de morte.

O anúncio oficial do UFC confirmou a informação: Anderson Silva vs. Chael Sonnen, revanche válida pelo cinturão peso médio da organização, será realizada em Las Vegas no dia 4 de julho, Dia da Independência dos Estados Unidos. “Las Vegas é um lugar no qual as pessoas apostam, comem, saem, se divertem. Se não fosse no Brasil, seria em Vegas. A data da luta é seguinte ao feriado de 4 de julho, o maior dos Estados Unidos”, disse Dana White.

Provocações

Sempre polêmico, Sonnen usou seu “disfarce” na coletiva (Foto: Eduardo Ferreira/ TATAME)

Além de Dana White, estiveram presentes na coletiva os protagonistas do duelo, Anderson Silva e Chael Sonnen. E o americano não perdeu a oportunidade de provocar e se promover. Enquanto Anderson falava, Chael fingia que dormia; na encarada, tentou pegar o cinturão do brasileiro. Sobrou até para Rodrigo “Minotauro” Nogueira.

– Eu comprei isso só pra entrar nesse país. Quando coloquei no meu rosto, todo mundo achou que eu era o (Rodrigo “Minotauro”) Nogueira. Isso aconteceu de verdade -, provocou o americano, usando um óculos com nariz e bigode falsos.

Anderson Silva não deixou as provocações passarem batido e comentou sobre os atos desrespeitosos do adversário.

– Quando comecei a treinar artes marciais, eu aprendi o que era respeito. Sonnen não sabe o que é arte marcial. Ele é wrestler, não sabe o que é respeito às pessoas. Tem gente que diz que ele está promovendo a luta, mas ele desrespeitou meu país, minha família e o público.

UFC 147 ainda sem local definido; José Aldo pode pintar no card

Após São Paulo, o Rio de Janeiro também perdeu a chance de receber o UFC 147. O evento havia sido confirmado para o Engenhão há algumas semanas. No entanto, como a Cidade Maravilhosa sediará o RIO +20, conferência da ONU, na semana do show (entre os dias 13 e 22 de junho), a realização ficou impossibilitada pelo fato da cidade não ter estrutura (hotelaria, transporte, etc.) suficiente para abrigar dois eventos de grande porte quase que simultaneamente.

O Mineirinho, em Belo Horizonte, foi apontado por parte da imprensa como o destino do evento. Na coletiva, Dana White negou que qualquer local esteja acertado.

– A gente queria que a luta fosse aqui, num estádio de futebol. Tentamos São Paulo, algo no Rio, mas não deu certo. Não temos lugar para a final do TUF. Já estamos procurando lugares, há vários boatos, que não são verdadeiros.

O presidente do UFC adiantou que outro campeão brazuca, José Aldo, detentor do cinturão peso pena da franquia, pode ser colocado no card do UFC 147.

– A gente falou sobre mudar o Aldo para esse card e possivelmente isso vai funcionar. Estamos trabalhando com a equipe dele.

Até agora, estão confirmadas as duas lutas da final do The Ultimate Fighter Brasil, o confronto entre os treinadores Wanderlei Silva e Vitor Belfort, Fabrício Werdum vs. Mike Russow e Miltinho Vieira vs. Felipe “Sertanejo” Arantes.

__________________________________________________________________________________________

TUF Brasil: semana tem vitória verde, para o desespero do Time Wanderlei

por Lucas Prestes

No quinto episódio do The Ultimate Fighter Brasil, exibido na noite deste domingo (22), a equipe verde, de Vitor Belfort, venceu a quarta luta do reality show. Cezar “Mutante” e Leonardo “Macarrão” fizeram a luta da semana, e Mutante ganhou por finalização (guilhotina). Mostrando sua superioridade, o time verde garante mais um lutador peso médio nas semifinais.

Mutante ampliou a vantagem do Time Vitor, que agora é de 4 a 0 (Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

A discussão continua

O clima entre Rodrigo Damm e Gasparzinho continua tenso. Com os colegas de quarto reunidos, Gasparzinho e Wolverine imitavam radialistas, e Damm, mostrando ser a pessoa mais séria da equipe, reclamou novamente com Gaspar de suas brincadeiras.

O dia da luta: Mutante vs. Macarrão

(Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

O primeiro assalto começou bem morno, os dois lutadores ficaram se estudando.  No segundo minuto, Cezar aproveitou que seu oponente não estava tão a vontade na luta e partiu para cima, desferindo vários socos, que são rapidamente revidados.  Ainda na trocação, Macarrão conseguiu aplicar um knockdown; Mutante conseguiu se levantar e continuar o combate. Cezar, vendo que tinha desvantagem na luta em pé, aplica um double leg no seu adversário, porém o lutador do time azul consegue levantar, levando o combate para o segundo assalto.

No começo do segundo round, Mutante apostou no clinch. Mostrando que escutou seus treinadores, Cezar jogou seu oponente na grade, aproveitando um descuido de Macarrão, para derrubá-lo.  No solo, ao tentar se defender de um triângulo, o catarinense abre uma brecha para Mutante aplicar a guilhotina e vencer a luta por finalização.

Apesar da derrota, Wanderlei Silva gostou do desempenho de seu aluno, e disse que Macarrão tem o perfil de um campeão.

Opinião do Jornaleiro

João Pedro Alves

– Com mais essa vitória do Time Vitor, o placar do TUF virou goleada. Mais uma vez Vitor Belfort casou uma luta entre um atleta forte de sua equipe (Cezar Mutante, no caso), contra um adversário teoricamente mais fraco. Questão de estratégia. Agora, as coisas tendem a se equilibrar: os lutadores mais fortes do Time Wanderlei ainda não lutaram, assim como os mais fracos do Time Vitor.

Quanto à luta, após começar mais cauteloso e ter tomado um soco forte, Macarrão tentou soltar o jogo em pé e teve bons momentos, aplicando, inclusive, um knockdown. Foi quem me agradou mais no round inicial, pela agressividade.

No segundo assalto, Mutante colocou a estratégia em prática, botou o adversário para baixo e foi eficiente no chão. Para mim, é um dos melhores pesos médios do programa, junto com Sarafian e Pé de Chumbo.

__________________________________________________________________________________________

UFC 145: Jones derrota Evans, mantém cinturão e agora tem Dan Henderson pela frente

por João Pedro Alves

O campeão continua campeão. Na noite deste sábado (21), em Atlanta, nos Estados Unidos, Jon Jones e Rashad Evans fizeram a luta mais aguardada do UFC 145. Jones, detentor do cinturão peso meio pesado, foi superior a Evans durante os cinco rounds e manteve o título. Dan Henderson já foi anunciado como o próximo desafiante à cinta. O evento ainda teve outros destaques, como Travis Browne vs. Chad Griggs, Mark Hominick vs. Eddie Yagin e Brendan Schaub vs. Ben Rothwell.

Contra Evans, Jones defendeu o título pela terceira vez (Foto: Reprodução/ Getty Images)

Já era domingo no Brasil quando Jon “Bones” Jones e Rashad “Suga” Evans entraram no octógono da Philips Arena para disputarem o título dos pesos meio pesados. Ao início do combate, o campeão já impôs seu ritmo e dominou o centro do cage, encurralando o adversário, que golpeava nos contra-ataques. Rashad acertou um high kick no primeiro round, em um dos seus melhores momentos na luta. No segundo assalto, Jones fez uso das cotoveladas, uma de suas principais armas, que entraram na guarda de Suga.

“Bones” não deixou de usar as perigosas cotoveladas (Foto: Reprodução/ Getty Images)

Nos outros três rounds, o panorama não se alterou. Jon Jones seguiu absoluto, confortável no octagon, e arriscando golpes. Rashad Evans sentiu dificuldade em achar a distância para acertar Jones ou quedá-lo.A luta não teve uma definição durante os cinco rounds e a decisão ficou para os juízes. De maneira unânime, Jon Jones foi anunciado como vencedor do combate e continua com o cinturão da categoria.

Na entrevista coletiva após o evento, Dana White, presidente do UFC, confirmou que o veterano Dan Henderson é o próximo desafiante ao título dos meio pesados. “Hendo” tem 41 anos e vem de quatro vitórias, sobre Renato “Babalu”, Rafael “Feijão”, Fedor Emelianenko e Maurício “Shogun”.

Premiados da noite

Os atletas que fizeram a melhor luta ou tiveram a melhor finalização e nocaute da noite receberam um bônus de US$65 mil dólares.

A “Finalização da Noite” foi do destaque das preliminares Travis Browne, que derrotou Chad Griggs na última luta do card – única que não foi decidida pelos juízes. Em pé, Browne acertou uma bonita joelhada voadora e levou o adversário para o chão. Então, conseguiu desenvolver a luta de solo e finalizou Griggs com facilidade, em um kata-gatame.

Rothwell reverteu a situação e nocauteou Schaub (Foto: Reprodução/ Getty Images)

No duelo entre os pesados Brendan Schaub e Ben Rothwell, no card principal, “Big Ben” levou a melhor, com a vitória e o bônus de “Nocaute da Noite”. Schaub chegou a levar vantagem em certo momento, chegando a deixar Rothwell grogue e prestes a ser nocauteado. Entretanto, “Big Ben” conseguiu se recuperar e acertou um cruzado de esquerda no oponente, que o levou à lona já sem reação.

O combate escolhido como “Luta da Noite” foi entre o havaiano-filipino Eddie “The Philipino Phenom” Yagin e o canadense Mark “The Machine” Hominick. Yagin surpreendeu no início pela postura apresentada em pé, conectando socos muito fortes, buscando alguns chutes rodados, ferindo e aplicando dois knockdowns no adversário (um no primeiro e outro no segundo round). Hominick foi superior no final do segundo e durante todo o terceiro assalto, quando se aproveitou do maior cansaço de Yagin e acertou vários golpes. Na decisão divida dos juízes laterais, vitória de Eddie Yagin (29-28, 28-29, 29-28).

RESULTADOS

CARD PRELIMINAR

Featherweight (peso pena): United States Marcus Brimage vs. Venezuela Maximo Blanco

Brimage derrotou Blanco por decisão dividida dos juízes (28-29, 30-27, 29-28).

Welterweight (peso meio médio): United States Keith Wisniewski vs. Canada Chris Clements

Clements derrotou Wisniewski por decisão divida dos juízes (28-29, 29-28, 30-27).

Lightweight (peso leve): United States Mac Danzig vs. Mexico Efrain Escudero

Danzig derrotou Escudero por decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 29-28).

Catchweight (158 lb) (categoria casada): Canada John Makdessi vs. Nigeria Anthony Njokuani

Njokuani derrotou Makdessi por decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 30-27).

Welterweight (peso meio médio): United States Matt Brown vs. United States Stephen Thompson

Brown derrotou Thompson por decisão unânime dos juízes (30-27, 29-27, 30-27).

Heavyweight (peso pesado): United States Travis Browne vs. United States Chad Griggs

Browne derrotou Griggs por finalização (kata-gatame) aos 2:29 do 1º round.

CARD PRINCIPAL

Lightweight (peso leve): Canada Mark Bocek vs. Canada John Alessio

Bocek derrotou Alessio por decisão unânime dos juízes (30-27, 29-28, 30-27).

Featherweight (peso pena): Canada Mark Hominick vs. United States Eddie Yagin

Yagin derrotou Hominick por decisão dividida dos juízes (29-28, 28-29, 29-28).

Bantamweight (peso galo): United States Miguel Torres vs. United States Michael McDonald

McDonald derrotou Torres por nocaute (socos) aos 3:18 do 1º round.

Heavyweight (peso pesado): United States Brendan Schaub vs. United States Ben Rothwell

Rothwell derrotou Schaub por nocaute (cruzado de esquerda e socos) aos 1:10 do 1º round.

Welterweight (peso meio médio): Canada Rory MacDonald vs. England Che Mills

MacDonald derrotou Mills por nocaute técnico (socos) aos 2:20 do 2º round.

Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Jon Jones vs. United States Rashad Evans

 Jones derrotou Evans por decisão unânime dos juízes (49-46, 49-46, 50-45) e manteve o cinturão dos pesos meio pesados do UFC.

__________________________________________________________________________________

Jon Jones defende cinturão contra Rashad Evans neste sábado, no UFC 145

por João Pedro Alves

Sem nenhum brasileiro e sem grandes nomes no card, à exceção de Jon Jones e Rashad Evans, que protagonizam a principal luta da noite, acontece neste sábado (21), na Philips Arena, em Atlanta, nos Estados Unidos, o UFC 145. Ex-parceiros de treino, “Bones” e “Suga” disputam o cinturão dos pesos meio pesados do Ultimate, pertencente a Jones.

Jones vs. Evans, uma rivalidade pessoal

Os destaques e chamarizes do UFC 145 são os meio pesados Jon “Bones” Jones e Rashad “Suga” Evans. O confronto vale mais que o título da categoria, pois ganhou um caráter de disputa pessoal. Os atletas eram amigos e treinaram juntos na academia de Greg Jackson, mas a relação mudou quando Jones conquistou o cinturão ao vencer Maurício “Shogun” Rua – uma luta que seria de Evans, caso não tivesse se lesionado. “Suga”, então, deixou a academia de Jackson e o clima de rivalidade com “Bones” teve início.

O campeão Jon Jones é favorito no confronto. A revelação americana já bateu nomes como Maurício “Shogun”, Lyoto Machida e Quinton “Rampage” Jackson, considerados tops da categoria, ou por nocaute ou por finalização. “Bones”, como é conhecido, já foi comparado a nada mais nada menos que Anderson Silva, melhor lutador peso por peso (P4P, pound for pound) da atualidade, pela superioridade aos adversários e pelo estilo de luta técnico e plástico.

Os desafetos Jones e Evans na tradicional encarada da pesagem (Foto: Getty Images)

O desafiante, Rashad Evans, já foi o campeão dos meio pesados ao bater Forrest Griffin no final de 2008 – e perdeu o título no início de 2009, quando foi nocauteado por Lyoto Machida. “Suga” vem de vitória contra Phil Davis, uma luta em que se apresentou mal, abaixo do rendimento que costuma ter. Se bem preparado, é apontado como um dos últimos atletas da light heavyweight que podem fazer frente ao campeão, principalmente pelo bom nível de Wrestling.

O treinador Greg Jackson acredita que Evans, seu ex-lutador, é o maior desafio de Jones até agora. “Essa luta será a mais difícil da carreira do Jon Jones, não só porque eles se conhecem e já treinaram juntos, mas porque Rashad é um lutador muito duro. Será bem difícil para Jon Jones”, declarou à reportagem da TATAME.

Fique de olho

Também no card principal, os pesos pesados americanos Brendan Schaub (8-2-0) e Ben Rothwell (31-8-0) realizam um duelo que tem grande probabilidade de não durar os três rounds previstos. Tanto Schaub quanto Rothwell são trocadores com grande poder de nocaute. Os dois, no entanto, vêm de derrota: Brendan foi nocauteado pelo brasileiro Rodrigo “Minotauro” em agosto de 2011, no UFC 134 (UFC RIO I), e o “Big Ben” perdeu na decisão para Mark Hunt no UFC 135.

Como assistir

São duas as opções para quem quiser assistir ao UFC 145 no Brasil. O Canal Combate transmite o evento na íntegra (cards preliminar e principal) a partir das 20h. O SporTV exibe apenas o card principal a partir das 23h.

CARD PRELIMINAR

Featherweight (peso pena): United States Marcus Brimage vs. Venezuela Maximo Blanco

Welterweight (peso meio médio): United States Keith Wisniewski vs. Canada Chris Clements

Lightweight (peso leve): United States Mac Danzig vs. Mexico Efrain Escudero

Catchweight (158 lb) (categoria casada): Canada John Makdessi vs. Nigeria Anthony Njokuani

– Makdessi não bateu o peso estabelecido e a luta será disputada em uma categoria intermediária (Catchweight).

Welterweight (peso meio médio): United States Matt Brown vs. United States Stephen Thompson

Heavyweight (peso pesado): United States Travis Browne vs. United States Chad Griggs

CARD PRINCIPAL

Lightweight (peso leve): Canada Mark Bocek vs. Canada John Alessio

Featherweight (peso pena): Canada Mark Hominick vs. United States Eddie Yagin

Bantamweight (peso galo): United States Miguel Torres vs. United States Michael McDonald

Heavyweight (peso pesado): United States Brendan Schaub vs. United States Ben Rothwell

Welterweight (peso meio médio): Canada Rory MacDonald vs. England Che Mills

Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Jon Jones vs. United States Rashad Evans

– Disputa do cinturão da categoria, pertencente a Jones.

__________________________________________________________________________________________

Homenageando Ivan Canello, campeonato de Jiu Jitsu é sucesso em Curitiba

por João Pedro Alves e Lucas Prestes

Aconteceu no último sábado (14), no ginásio da Primeira Igreja Batista (PIB), em Curitiba, a II Copa Ivan Canello de Jiu Jitsu. A competição foi organizada pela academia Gile Ribeiro e contou com a participação de cerca de 600 atletas da arte suave, a grande maioria deles alunos da própria academia e dos projetos sociais que realiza.

(Foto: Lucas Prestes/ Jornaleiros do Esporte)

Ivan Canello e a ideia da Copa

Ivan Canello (Foto: Reprodução/ ManiaMMA)

Ivan Canello foi um grande incentivador das artes marciais, sobretudo no sul do país. Faleceu aos 32 anos, no dia 4 de março de 2011, ao sofrer um infarto fulminante enquanto passeava em um shopping de Curitiba. Além de fisioterapeuta, trabalhou como jornalista no meio das lutas. É o criador do site ManiaMMA, foi colaborador e moderador do Portal do Vale-Tudo, empresário de atletas e organizador de eventos.

– O Ivan era um grande amigo nosso. Era um cara que vivia pelo esporte. Era muito chegado do pessoal da PIB também, e daí quando ele faleceu, de maneira prematura, a gente achou que podia botar em prática um sonho que ele tinha de fazer um evento na igreja. Acabamos articulando com os pastores, surgiu a ideia e se concretizou esse sonho – disse o mestre Gile Ribeiro, líder da academia Gile Ribeiro e organizador da Copa Ivan Canello, à reportagem do Jornaleiros do Esporte.

Sucesso na arquibancada e no tatame

Um dos representantes paranaenses no TUF Brasil, Galeto esteve presente na Copa (Foto: Lucas Prestes/ Jornaleiros do Esporte)

Em meio ao grande público que esteve presente no ginásio da PIB durante toda a Copa, das 9h às 18h, algumas presenças foram destaque, como os pais de Ivan Canello, sr. Ivan e sra. Neusa, e lutadores conhecidos no cenário local e nacional, como Wagner Galeto (participante do TUF Brasil), Alex Coruja e Diego Marlon.

Nas três áreas de luta, competiram crianças, jovens e adultos, homens e mulheres, das categorias infantis ao master, da faixa branca à roxa. O objetivo do campeonato, de acordo com Gile Ribeiro, é dar oportunidade às crianças dos projetos sociais da academia, o “Manancial” e o “Duplo J”. “A nossa proposta é diferente. É para criança carente. Os adultos são os patrocinadores e financiadores para que o campeonato ocorra. As crianças não tiveram custo nenhum”, declarou.

Mais que o aspecto competitivo, a Copa Ivan Canello tem como ideal a integração dos atletas, por meio da igualdade que o esporte promove.

– É aquela história, a criança vive, de repente, uma outra realidade. Hoje, todo mundo é igual, no tatame todo mundo é igual. Isso é legal porque cria uma singularidade no grupo, todo mundo se sente no mesmo patamar. Não tem melhor ou pior, todo mundo é campeão. Quem ganha, leva medalha para casa; quem perde, leva conhecimento. É um aprendizado – finalizou Gile Ribeiro.

Opinião do Jornaleiro

Lucas Prestes

– O evento foi um grande sucesso, o nível dos competidores de todas as faixas estava muito bom. Uma coisa que me surpreendeu foram os lutadores mirins, que mostraram um grande conhecimento na parte técnica do esporte, se mostrando muito dedicados a sua prática. No meu ponto de vista deveria haver mais eventos desse gênero, visados a crianças carentes, as dando a oportunidade não apenas de lutar, mas também de aprender a respeitar o próximo. Parabéns à Gile Ribeiro e toda a organização do evento.

__________________________________________________________________________________________

TUF Brasil: time verde vence novamente e garante outro semifinalista

por Lucas Prestes

No quarto episódio do The Ultimate Fighter Brasil, exibido neste domingo (15), a luta da noite foi entre Rodrigo Damm (Time Vitor) e John Macapá (Time Wanderlei), que protagonizaram a primeiro combate do reality a ir para o terceiro assalto. Com vitória por decisão dos jurados do representante da equipe Belfort, Damm é mais um semifinalista peso pena.

(Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

A semana teve um clima tenso em razão das atitudes de Gasparzinho, que continuou com as brincadeiras e acabou atrapalhando tanto membros da sua equipe quanto membros adversários.

Rony Jason, membro da equipe azul, bastante estressado com Gasparzinho, esperou Vitor se reunir com sua equipe para ir tirar satisfações e explicar o ocorrido na semana. Belfort elogiou a atitude do atleta, mas disse que ele poderia ter agido de outra forma no dia em que Gaspar atrapalhou o sono dos lutadores da casa. Nesse dia, Jason aproveitou a insônia para treinar, e acabou incomodando os outros moradores da casa.

No dia da escolha da luta da semana, Vitor aproveitou a oportunidade para elogiar o combate passado, entre  Sarafian e Forte, e escolheu seu aluno Rodrigo Damm para lutar contra John Macapá.

Capixaba leva a melhor

Já no começo do primeiro assalto, os dois começaram na franca trocação. Macapá conseguiu acertar vários socos no rosto do adversário, mas foi logo quedado. Novamente em pé, os dois continuaram a luta, John continuou com os socos, e ainda conseguiu encaixar um chute na costela de Damm.

(Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

No segundo round,  Rodrigo tenta encaixar dois double legs seguidos, que foram defendidos por seu oponente. Depois de ficar quase o assalto inteiro se estudando e trocando alguns socos e chutes, o capixaba conseguiu derrubar seu adversário, aplicou a montada e permaneceu na posição até o fim do assalto. Com os lutadores visivelmente cansados e a luta empatada, os juízes decidiram que haveria um terceiro round.

De começo, o terceiro assalto foi bem mais estudado por ambos os lutadores.  Rodrigo Damm aproveitou a exaustão do seu oponente para queda-lo, e logo depois começou a deferir golpes na região da cintura de John Macapá. O capixaba ainda tentou aplicar uma chave de braço, mas não obteve sucesso.

Com os dois competidores e suas equipes ansiosas por um resultado, o arbitro da luta Mario Yamasaki anunciou Rodrigo Damm vencedor do combate por decisão dividida.

Enquanto a equipe verde comemorava mais uma vitória, Wanderlei reclamava da luta, e discordava da decisão dos jurados. “Viu como ficou a cara do outro lá? Veja como ficou a cara do nosso aqui”, reclamou Wanderlei, comparando os rostos dos dois lutadores.

Rogério Minotouro, lutador brasileiro de MMA na categoria meio pesado, também deu sua opinião referente ao resultado do combate. “Grande vitória do Rodrigo Damm, mas o Macapá se mostrou um grande atleta. Concordo que poderiam ter dado a luta para o John Macapá por ser mais agressivo em pé. Mas foi um lutão, para mim uma das melhores do programa até agora, muito disputada”.

Opinião do Jornaleiro

João Pedro Alves

– A luta entre Rodrigo Damm e John Macapá foi bastante equilibrada. John Macapá foi mais eficiente na trocação; Rodrigo Damm, nas quedas. O representante do Time Vitor poderia ter investido mais na luta de solo, faltou agressividade no chão.

Quanto ao resultado, era uma questão de critério dos juízes laterais. Para mim, o Macapá foi o vencedor do combate por ter sido mais agressivo e ter levado vantagem em pé. Mas foi um resultado apertado. É aquela história, se não nocauteou ou finalizou, se deixou a decisão na mão dos jurados, corre o risco de perder, mesmo tendo lutado melhor.

__________________________________________________________________________________________

Com três brasileiros no card, Suécia recebe UFC pela primeira vez

por João Pedro Alves

Acontece neste sábado (14) o primeiro evento do UFC (Ultimate Fighting Championship) em terras suecas, além de ser o primeiro na Europa em 2012. O UFC Suécia(ou UFC on Fuel TV 2: Gustafsson vs. Silva), que será realizado na Ericsson Globe Arena, na capital Estocolmo, tem como luta principal o duelo entre o atleta da casa Alexander Gustafsson e o brasileiro Thiago Silva. Outros dois brazucas sobem ao octógono, ambos no card principal: o “caveira” Paulo Thiago enfrenta o afegão Siyar Bahadurzada, e Diego Nunes encara o alemão Dennis Siver.

A volta de Thiago ao octógono

O combate contra Alexander Gustafsson é a retomada da carreira de Thiago Silva após um hiato de pouco mais de um ano. A última luta do brasileiro foi no dia 1º de janeiro de 2011, no UFC 125, quando derrotou o americano Brandon Vera e teve o resultado alterado para “No Contest” (sem resultado) por ter sido flagrado no exame antidoping. Thiago confessou ter usado um produto adulterante de urina para o teste não acusar uma substância ilegal, que utilizou para curar uma lesão nas costas. Como punição, perdeu a licença para lutar por um ano e teve que pagar uma multa no valor de 33 mil dólares.

O retorno de Thiago Silva deveria ser em uma revanche contra Brandon Vera, no UFC on Fuel TV 3, no dia 15 de maio. Machucado, Vera deu lugar ao croata Igor Pokrajac no duelo. No entanto, mais uma alteração aconteceu: com a lesão do brasileiro Rogério “Minotouro” Nogueira, adversário inicial de Gustafsson, Thiago foi escolhido para substituir o compatriota no UFC on Fuel TV 2.

Thiago Silva tem como característica principal a luta em pé, é um trocador. Utilizando muito bem os punhos para golpear, o paulista conquistou 12 das 14 vitórias na carreira por nocaute (KO) ou nocaute técnico (TKO).

Alexander Gustafsson também tem como ponto forte a trocação, tendo conquistado nove dos 13 êxitos por meio de KOs/TKOs. O sueco vem de uma sequencia de quatro vitórias – duas por finalização (mata-leão) e duas por nocaute técnico.

Outros brasileiros

Paulo Thiago (14-3-0), aquele mesmo que além de lutador é policial do BOPE e que entra no octógono ao som de “Tropa de Elite”, da banda Tihuana, enfrenta o afegão Siyar Bahadurzada (20-4-1) no UFC Suécia. A última luta do “caveira” foi em agosto do ano passado, no UFC 134 (UFC RIO I), quando venceu o americano David Mitchell na decisão dos juízes.

Diego Nunes (17-2-0), que derrotou o armênio Manny Gamburyan por decisão unânime no UFC 141, em dezembro passado, tem pela frente o alemão Dennis Siver (19-8-0), que vem de um revés contra Donald Cerrone.

Como assistir

No Brasil, o UFC Suécia será exibido apenas pelo Canal Combate. A transmissão do card preliminar começa às 13h, horário de Brasília.

CARD PRELIMINAR

Featherweight (peso pena): England Jason Young vs. United States Eric Wisely

Welterweight (peso meio médio): Norway Simeon Thoresen vs. Sweden Besam Yousef

Lightweight (peso leve): Sweden Reza Madadi vs. Cuba Yoislandy Izquierdo

Middleweight (peso médio): France Francis Carmont vs. Sweden Magnus Cedenblad

Light Heavyweight (peso meio pesado): France Cyrille Diabate vs. United States Tom DeBlass

Welterweight (peso meio médio): Sweden Papy Abedi vs. United States James Head

CARD PRINCIPAL

Bantamweight (peso galo): England Brad Pickett vs. United States Damacio Page

Welterweight (peso meio médio): United States DaMarques Johnson vs. England John Maguire

Featherweight (peso pena): Germany Dennis Siver vs. Brazil Diego Nunes

Welterweight (peso meio médio): Brazil Paulo Thiago vs. Afghanistan Siyar Bahadurzada

Middleweight (peso médio): United States Brian Stann vs. Italy Alessio Sakara

Light Heavyweight (peso meio pesado): Sweden Alexander Gustafsson vs. Brazil Thiago Silva

_______________________________________________________________________

TUF Brasil: Time Vitor vence segunda luta consecutiva e equipe azul sente a pressão

por Lucas Prestes

O terceiro episódio do The Ultimate Fighter Brasil, transmitido neste domingo (8), foi marcado pela primeira luta dos pesos médios, entre Daniel Sarafian (Time Vitor) e Renée Forte (Time Wanderlei), que terminou com uma bela vitória por finalização de Sarafian.

Sarafian dominou a luta e conquistou a segunda vitória para o Time Vitor (Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

A competição mal começou e o time azul já sente a pressão do time verde, vencedor da última luta. Delson “Pé de Chumbo”, ciente de que a casa já estava dividida, fez uma pequena reunião na sala, pedindo para que seus companheiros do time azul foquem-se mais na competição, diminuindo um pouco as brincadeiras.

No time verde, as intrigas são entre os próprios colegas, que desaprovam algumas atitudes de Anistávio “Gasparzinho”, que, segundo Rodrigo Damm, falta com respeito aos membros do time adversário.

Uma surpresa foi a visita de Junior “Cigano” dos Santos, campeão dos pesos pesados do UFC, que antes da luta da noite encontrou as duas equipes para dar incentivo e acompanhou o combate. O lutador elogiou os participantes do reality e disse que o nível dos atletas é alto.

Time Vitor leva mais uma

(Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

Com Cigano na plateia, a luta começou bem parelha. Os dois lutadores se estudavam bastante. Quase na metade do primeiro round, Daniel Sarafian derruba Renée Forte, que consegue levantar e fazer a luta em pé novamente. Ainda no final do round, Daniel consegue mais uma queda.  Com os lutadores claramente cansados, o primeiro assalto termina.

Já no inicio do segundo round, Renée, se mostrando bem mais cansado que Daniel, deixa que seu adversário acerte alguns chutes e socos.  Sarafian, mostrando ter escutado seus corners, aproveita a queda do oponente, seguida por um segundo de descuido, para aplicar um mata-leão e ganhar a luta por finalização.

– Não lutou bem. Não vou ficar tapando sol na peneira. Tem que mudar isso aí lá dentro do octógono, tem que reverter. O próximo tem que entrar para matar ou morrer – disse Rafael Cordeiro, um dos treinadores do Time Wanderlei.

Com mais essa vitória, o Time Vitor continua com o direito de escolha e define qual será a luta da próxima semana.

Opinião do Jornaleiro

João Pedro Alves

– O Time Vitor vai administrando bem a vantagem de poder escolher a luta da semana. Belfort foi inteligente ao colocar Daniel Sarafian, um dos atletas mais bem preparados da sua equipe, para lutar. Sarafian dominou a luta inteira, levando vantagem em pé – fazendo bom uso dos chutes -, conseguiu quedar quando lhe foi conveniente, e finalizou a luta com uma bela transição para as costas do adversário, seguida de um mata-leão. Aparece como um dos bons nomes do peso médio.

Já Renée Forte, do Time Wanderlei, teve um desempenho muito abaixo do esperado – principalmente pelos elogios de Wanderlei Silva antes da luta. Renée arriscou pouco, se movimentou pouco e acabou derrotado. Faltou vontade, faltou “sangue nos olhos”, como se diz no meio.

_______________________________________________________________________

Após teste antidoping, Overeem pode perder disputa do cinturão

por Lucas Prestes

Submetido a um teste antidoping “surpresa” feito pela Comissão Atlética do Estado de Nevada (NSAC) no último dia 27, Alistair Overeem pode ficar fora da disputa do cinturão peso pesado do UFC, contra o brasileiro Junior “Cigano” dos Santos, por ter apresentado um nível elevado de testosterona no organismo.

(Foto: Divulgação/ UFC)

A luta está marcada para o dia 26 de maio, e a expectativa é grande para aquela que seria a mais importante, e, segundo o presidente do UFC, Dana White, a mais difícil da vida de Junior Cigano. Caso Overeem perca a chance de lutar com Cigano, outro lutador que pode, e tem grandes chances de lutar no seu lugar, é Frank Mir.

Alistair Cees Overeem ou “Demolition Man”, começou sua carreira no MMA em 1999, e de lá pra cá mostrou uma grande evolução corpórea, da qual deixou muita gente em dúvida sobre o grande crescimento dos músculos do lutador desde o início da carreira no esporte. Veja abaixo a diferença:

(Imagem: Reprodução/ MMABrasil.com)

Overeem já tinha causado polêmica no UFC 141, em dezembro do ano passado. O lutador alegava que tinha de ir ao seu país, a Holanda, para cuidar da mãe, com problemas de saúde. A NSAC afirmou que só concederia a licença para a luta com a realização de um novo exame.  Overeem fez e passou no teste, venceu Lesnar e ganhou a oportunidade de lutar com Cigano no UFC 146.

“O quão estúpido você tem que ser? Muito estúpido”, disse Dana White em uma entrevista à imprensa americana, em que mostrou sua total revolta com o lutador. “Estou mais do que revoltado com isso. Estou tão bravo agora que não posso nem começar… (não completou o raciocínio). A pior parte é que ele (Overeem) se sentou na nossa frente e mentiu”.

Alistair Overeem ainda tem chance de lutar. Se apresentar outra amostra do exame feito no mesmo dia da anterior e o resultado for negativo, poderá lutar normalmente. Mas se o resultado for novamente positivo, pode perder sua licença para lutar nos EUA.

Opinião do Jornaleiro

– Estava mais do que na cara o uso de substancias ilegais por parte do lutador. Overeem ganhou muita massa muscular desde seu início no PRIDE. Nenhum lutador “normal”, sem uso de esteroides, ganharia tantos músculos em tão pouco tempo. Acho que Alistair deve perder a oportunidade de lutar com Cigano. Ele se mostrou um profissional com pouco respeito pelo esporte e por seus praticantes.

___________________________________________________________________________________________

TUF Brasil: times são definidos e Pepey é primeiro semifinalista peso pena

por João Pedro Alves

No segundo episódio do The Ultimate Fighter Brasil, exibido na noite deste domingo (1), os 16 atletas que se classificaram na semana passada entraram na casa e foram divididos em Time Vitor e Time Wanderlei. Na primeira luta das quartas de final, escolhida por Vitor Belfort, Godofredo Pepey derrotou Wagner Galeto na decisão dos juízes e é o primeiro semifinalista peso pena.

Godofredo Pepey venceu Wagner Galeto e se classificou para as semifinais (Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

Escolha dos times

Dana White, presidente do UFC, realizou um sorteio para definir qual treinador teria o direito de iniciar selecionando um atleta ou de escolher a luta da semana. Wanderlei Silva levou a melhor, optou por começar escolhendo um lutador para seu time, com o argumento de que “o melhor lutador que ganha a luta”, e convocou Rony Jason. Então, em escolhas alternadas, os treinadores formaram suas respectivas equipes.

Time Wanderlei: Rony Jason; Delson Pé de Chumbo; John Macapá; Francisco Massaranduba; Marcus Vinícius Vina; Renée Forte; Wagner Galeto; Leonardo Macarrão.

Time Vitor: Cezar Mutante; Hugo Wolverine; Daniel Sarafian; Rodrigo Damm; Thiago Bodão; Godofredo Pepey; Serginho Moraes; Anistávio Gasparzinho.

Escolha da luta da semana

Com o poder de decidir quem seriam os atletas que lutariam no primeiro combate das quartas de final, Vitor Belfort escolheu os pesos penas Godofredo Pepey e Wagner Galeto. O líder da equipe verde revelou que a opção por Galeto, do Time Wanderlei, se deu pela luta eliminatória da primeira semana, em que o paranaense não teve uma boa apresentação. Wanderlei Silva, treinador do time azul, não perdeu a oportunidade e alfinetou Pepey, colocando-o como o lutador mais marrento da casa, e fazendo, inclusive, uma comparação com um astro do futebol. “Copiou o cabelo do Neymar e está se achando o [próprio] Neymar”, disse durante o programa.

Pepey, o primeiro semifinalista peso pena do TUF

Como uma forma de incentivo, o campeão peso pena do UFC , José Aldo, assistiu à luta entre Godofredo Pepey e Wagner Galeto. O combate começou com muito estudo por parte dos dois atletas, até que o cearense Pepey tomou a iniciativa e tentou quedar Galeto, que defendeu com um sprawl. O representante do Time Vitor, disposto a levar a luta para o solo, puxou o adversário para a guarda; Galeto trabalhou um pouco no ground ‘n’ pound, mas logo se levantou e a luta voltou em pé. Na trocação, Pepey buscou mais o combate e chegou a aplicar um knockdown o final do round, após conectar um soco de direita, que o colocou em vantagem.

O segundo round foi disputado em pé. Galeto mostrou mais movimentação e acertou mais golpes que no primeiro assalto. Pepey acertou dois golpes baixos (região genital), para o protesto do Time Wanderlei, que pediu a punição do atleta com a perda de um ponto. O árbitro Mario Yamasaki apenas o advertiu verbalmente. A luta seguiu na trocação e com vantagem de Pepey, que, utilizando-se da maior envergadura, desferiu mais golpes que o adversário.

Sem uma definição nos dez minutos de combate, sobrou para os juízes laterais apontarem um vencedor. E na decisão dividida dos árbitros, Godofredo Pepey foi considerado o vitorioso da noite, tornando-se o primeiro atleta a se classificar para as semifinais do TUF. Com a vitória, o Time Vitor continua com o direito de escolha das lutas e define o duelo da semana que vem.

_______________________________________________________________________

Amazon Forest Combat 2 agita noite no norte do Brasil

por Lucas Prestes

Foi realizado na noite deste sábado (31), em Manaus-AM, o Amazon Forest Combat 2, evento que contou com a participação de atletas brasileiros e estrangeiros reconhecidos internacionalmente, como Murilo Bustamante, Thales Leites, Patrick Coté e Pete Spratt.

A primeira luta do card principal foi entre Ferrid Kheder, judoca tunisiano de 37 anos, e o brasileiro praticante de jiu jitsu Ronnys Torres. A luta começou muito intensa e, já no primeiro assalto, Torres, com uma sequencia de cruzados, atacou seu oponente e em apenas 22 segundos derrubou Kheder, vencendo por nocaute técnico.

O segundo combate foi entre o americano Pete Spratt, de 41 anos, e o carioca Daniel Acácio, sete anos mais novo. O começo do primeiro round já teve bastante trocação entre os dois lutadores. O brasileiro tentou fazer algumas quedas, mas não obteve sucesso. O segundo round não teve tantos golpes, os dois atletas ficaram se estudando, dando poucos chutes e socos, e, com a plateia vaiando, a luta foi para o terceiro assalto. O round foi lento e no ultimo segundo da luta, Pete aplicou um soco giratório que acertou em cheio o rosto de Daniel, deixando o brasileiro no chão. Mesmo assim, a luta foi para a decisão dos juízes, que deram a vitória para o americano.

A terceira luta foi entre Gustavo “Ximú”e o canadense Patrick Coté. A luta parecia equilibrada, mas na metade do primeiro assalto, passados 2:44 minutos de combate, Coté acertou um cruzado de esquerda em Ximú, que rapidamente caiu no chão levando uma enxurrada de socos. Patrick ganhou a luta por nocaute técnico.

Matt Horwich e Thales Leites foram os protagonistas da quarta luta do card principal do AFC 2, considerada uma “aula de jiu jitsu”. O primeiro assalto aconteceu praticamente inteiro no chão, Thales conseguiu derrubar o americano algumas vezes, tentou encaixar uma chave de braço, mas não obteve sucesso. No segundo round, Leites conseguiu vencer a revanche da luta de 2006, perdida para o americano, aplicando um estrangulamento e vencendo por finalização.

Ultima luta da noite, e outra revanche, foi entre Dave Menne e Murilo Bustamante. Em 2003, Bustamante já havia vencido o americano por nocaute técnico. No primeiro round, Murilo derrubou Menne várias vezes, mas em nenhumas delas o brasileiro conseguiu encaixar um golpe. O segundo assalto foi mais estudado, teve vários clinches, jabs e cruzados. No terceiro e ultimo assalto, a luta foi bem equilibrada. Tão equilibrada que foi para a decisão dos juízes, que deram a vitória por decisão unânime para Murilo Bustamante.

RESULTADOS

CARD PRELIMINAR

 Brasil Fernandinho Vieira vs. Argentina Pablo Javier

Vieira derrotou Javier por nocaute.

 Brasil Rivaldo Jr vs. Argentina Marcelo Rojo

Rivaldo derrotou Rojo por decisão dos juízes.

 Brasil Fabiano Capoane vs. Argentina Emiliano Sordi

Sordi derrotou Capoane por nocaute.

 Brasil Dileno Lopes vs. Argentina Javier Ocampo

Lopes derrotou Ocampo por finalização.

CARD PRINCIPAL

Brasil Ronnys Torres vs. Tunísia Ferrid Kheder

Torres derrotou Kheder por nocaute.

Brasil Daniel Acácio vs. Estados Unidos Pete Spratt

Spratt derrotou Acácio por decisão dos juízes.

 Brasil Gustavo Ximú vs. Canadá Patrick Coté

Coté derrotou Ximú por nocaute.

Brasil Thales Leites vs. Estados Unidos Matt Horwich

Leites derrotou Horwich por finalização.

Brasil Murilo Bustamante vs. Estados Unidos Dave Menne

Bustamante derrotou Menne por decisão dos juízes.

______________________________________________________________________

TUF Brasil: na estreia, metade dos lutadores ficaram pelo caminho

por João Pedro Alves

No primeiro episódio do The Ultimate Fighter Brasil, que foi ao ar na noite de ontem (25) na Rede Globo, os 16 lutadores que entram na casa do reality show foram conhecidos.  Após uma introdução didática, explicando o que é o MMA e o UFC, além de como funciona o TUF, os 32 atletas disputaram no octógono as vagas para o programa.

Os 32 atletas passaram por uma eliminatória; apenas 16 entraram na casa (Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

Ao todo foram 16 lutas, em que os vencedores se credenciaram para a disputa do TUF. Sob os olhares de Dana White, presidente do UFC, e de Vitor Belfort e Wanderlei Silva, treinadores do reality show, os atletas demonstraram técnica e vários nocautes e finalizações foram aplicados. O KO mais rápido e comentado da noite foi de Francisco “Massaranduba”, que derrotou Charles Michael em apenas 14 segundos. As finalizações de destaque foram de Godofredo “Pepey” (chave de braço no triângulo) e Serginho Moraes (chave de calcanhar).

Dos quatro representantes paranaenses (Alexandre “Sangue”, Wagner “Galeto”, Marcus Vinícius “Vina” e João Paulo “Tuba”), apenas dois entraram na casa. Galeto ganhou de Fernando Guerra na decisão dos juízes, após um round extra; Vina nocauteou Pedro Nobre ainda no assalto inicial.

Agora, os 16 classificados serão divididos em “Time Wanderlei” e “Time Vitor”, sendo quatro pesos penas e quatro pesos médios por equipe.

Opinião do Jornaleiro

Lucas Prestes:

– A noite de estreia do TUF Brasil foi marcada por boas lutas. Os lutadores demonstraram muita garra e força de vontade, e alguns atletas se destacaram. Foi o caso de Francisco “Massaranduba”, que venceu seu oponente, Charles Michael, por nocaute em apenas 14 segundos de luta. Outra luta impressionante foi entre Leonardo “Macarrão” e Samuel Trindade, que ficaram na trocação de socos durante 2 rounds; já no terceiro, os dois estavam muito cansados e quase não conseguiam erguer o braço para dar um golpe, mas continuaram lutando até o fim, com vitória do catarinense Macarrão por decisão dos jurados.

João Pedro Alves:

– O TUF Brasil é um marco para o MMA no país. E o início foi bastante animador. Para situar aqueles que não conhecem o esporte e o programa, o começo do episódio foi bem explicativo. Dentro do octógono, algumas lutas empolgantes, outras – que não foram exibidas na íntegra – nem tanto. A melhor luta da noite, apesar da exaustão dos atletas, foi entre Leonardo “Macarrão” Mafra (vencedor) e Samuel Trindade, que trocaram durante os três rounds. Individualmente, destacaram-se, principalmente: Rony “Jason”, que já fez boas lutas em eventos nacionais e mostrou potencial; Serginho Moraes, que tem um nível de luta de solo elevado; e Francisco “Massaranduba”, que “passou o carro” e venceu em 14 segundos.

Os classificados

Peso Pena
Wagner “Galeto”; Anistávio “Gasparzinho”; Hugo “Wolverine”; John “Macapá”; Godofredo “Pepey”; Rony “Jason”; Marcus Vinícius “Vina”; Rodrigo Damm.

Peso Médio
César “Mutante”; Leonardo “Macarrão”; Francisco “Massaranduba”; Delson “Pé de Chumbo”; Daniel Sarafian; Sérgio Moraes; Renée Forte; Thiago “Bodão”.

Resultados

Peso Pena

– Godofredo Pepey derrotou Johnny Gonçalves por finalização (arm-lock no triângulo) no 1º round.

– Rony Jason derrotou Dileno Lopes por nocaute no 1º round.

– Hugo Wolverine derrotou Alexandre Sangue por nocaute no 1º round.

– Rodrigo Damm derrotou Fabricio Guerreiro por finalização (mata-leão) no 2º round.

– Wagner Galeto derrotou Fernando Guerra na decisão dos juízes.

– John Teixeira derrotou Giovanni Soldado por finalização (arm-lock) no 1º round.

– Anistávio Gasparzinho derrotou Rafael Bueno na decisão dos juízes.

– Marcus Vinícius derrotou Pedro Nobre por nocaute no 1º round.

Peso Médio

– Francisco Massaranduba derrotou Charles Michael por nocaute no 1º round.

– Cezar Mutante derrotou Gustavo Labareda por finalização (guilhotina) no 2º round.

– Daniel Sarafian derrotou Richardson Monstrão na decisão dos juízes.

– Sergio Moraes derrotou Thiago Rela por finalização (chave de calcanhar) no 1º round.

– Tiago Bodão derrotou João Paulo Tuba na decisão dos juízes.

– Renée Forte derrotou Fabio Bolinho na decisão dos juízes.

– Delson Pé de Chumbo derrotou Gilberto Giba na decisão dos juízes.

– Leonardo Macarrão derrotou Samuel Trindade na decisão dos juízes.

___________________________________________________________________________________________

TUF Brasil tem início neste domingo

Por: João Pedro Alves

Chegou o momento. Na noite deste domingo (25), a disputa do The Ultimate Fighter Brasil, 16ª edição do reality show – primeira fora dos Estados Unidos – tem início. Sob a liderança de Wanderlei Silva e Vitor Belfort, 32 atletas de todo o país, das categorias peso pena e peso médio, lutam desde o primeiro episódio pelo título do TUF e por um dos contratos com o UFC (Ultimate Fighting Championship).

(Imagem: Reprodução/ UFC.com)

O programa tem inicialmente 32 atletas, mas, logo no primeiro episódio, metade volta para casa. Ao final dos 13 episódios, os finalistas – dois pesos penas e dois pesos médios – se enfrentam. Os campeões serão conhecidos no dia 23 de junho, no UFC 147, que será realizado no Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro. No evento, os treinadores Vitor e Wanderlei também duelam no octógono. Outros confrontos já confirmados são Anderson Silva vs. Chael Sonnen, na disputa do cinturão dos pesos médios; e Fabrício Werdum vs. Mike Russow.

Assista abaixo à nova chamada do The Ultimate Fighter Brasil:

Hoje, na estreia do programa, os 32 lutadores passarão por uma eliminatória. Serão 16 confrontos e apenas os vencedores – oito de cada categoria – entrarão na casa do TUF, divididos em “Time Wanderlei” e “Time Vitor”.

Confira as lutas do “paredão” do primeiro episódio (em negrito, os representantes do Paraná):

Peso Pena (até 145 lbs/ 66 kg)

Godofredo Pepey x Johnny “Cabeça” Gonçalves
Rony “Jason” x Dileno Lopes
Hugo “Wolverine” Viana x Alexandre “Sangue” Ramos
Rodrigo Damm x Fabrício “Guerreiro”
Fernando Guerra x Wagner “Galeto” Campos
John Teixeira x Giovanni “Soldado”
Anistávio “Gasparzinho” Medeiros x Rafael Bueno
Marcos Vinícius “Vina” x Pedro Nobre

Peso Médio (até 185 lbs/ 84 kg)

Charles Maicon x Francisco “Massaranduba”
Cezar “Mutante” x Gustavo “Labareda” Sampaio
Daniel Sarafin x Richardson “Monstrão” Moreira
Sergio Moraes x Thiago Rela
Thiago “Bodão” Perpétuo x João Paulo “Tuba”
Fabio “Bolinho” x Renee Forte
Gilberto Galvão “Giba” x Delson “Pé de Chumbo”
Leonardo “Macarrão” Mafra x Samuel Trindade

Histórico de revelação

Durante as 14 edições já finalizadas – a 15ª, que tem Dominick Cruz e Urijah Faber como treinadores, ainda está acontecendo – o reality show já revelou vários atletas para o MMA. Nomes conhecidos do UFC, como Forrest Griffin, Josh Koscheck, Kenny Florian, Rashad Evans e Matt Serra passaram pela casa do The Ultimate Fighter. Griffin, Evans e Serra foram, inclusive, campeões do Ultimate.

Apenas um brasileiro, Diego Brandão, conquistou um título do TUF, no The Ultimate Fighter: Team Bisping vs. Team Miller, em 2011. A estreia no UFC está marcada para o dia 26 de maio, no UFC 146, contra o americano Darren Elkins.

Transmissão

O TUF Brasil vai ao ar aos domingos, na Rede Globo, após o Big Brother Brasil. Durante a semana, boletins às quintas-feiras, após o Jornal da Globo, e aos sábados, após o Supercine, mostram a definição das lutas do próximo domingo e a expectativa para os confrontos. O Multishow reprisa os episódios às terças-feiras.

___________________________________________________________________________________________

Treinadores do TUF Brasil: Wanderlei Silva

Por: João Pedro Alves

Após o perfil de Vitor Belfort, o especial “Treinadores do TUF Brasil” mostra quem é o outro líder do reality show: Wanderlei Silva. Confira a trajetória do curitibano até a chegada no The Ultimate Fighter Brasil.

Wanderlei César da Silva, também conhecido como “Cachorro Louco”, “Mr. Pride”, “The Axe Murderer”, “Lambreta” ou “Wand”, nasceu em 3 de julho de 1976, em Curitiba. Começou a trajetória nas artes marciais com 13 anos de idade, no Muay Thai (luta de origem tailandesa), pois se achava “baixinho e gordinho”. Entrou na academia Chute Boxe, do mestre Rudimar Fedrigo, com o objetivo de melhorar a forma física e arranjar uma namorada. Saiu como um dos maiores lutadores de MMA da história.

A estreia de Wand nos ringues do ainda Vale-Tudo foi aos 20 anos, em 1996, quando ainda conciliava os treinos com o trabalho no bar do pai. No Campeonato Brasileiro de Vale-Tudo, nocauteou Dilson Filho – que mais tarde participaria do Big Brother Brasil – em 3 minutos e 35 segundos. Após oito lutas em terras brasileiras (seis vitórias e duas derrotas), inclusive com uma participação no UFC Brazil, em 1998, quando foi derrotado por Vitor Belfort, o Cachorro Louco conquistou seu primeiro título. Lutando no IVC, um dos eventos de maior destaque no país, o curitibano venceu Eugene Jackson e se tornou o campeão do peso meio pesado da organização.

A luta seguinte foi no exterior. Em 7 de maio de 1999, no UFC 20, Wanderlei Silva estreou em octógonos internacionais com vitória, contra Tony Petarra. No mesmo ano, começou a trajetória no Japão, no evento PRIDE FC, onde se consagraria.

Wanderlei teve o melhor momento da carreira no Japão (Foto: Reprodução/ Terra)

Atuando no oriente, Wanderlei Silva mostrou toda sua agressividade nos ringues, conseguiu uma sequencia invicta de 20 lutas (18 vitórias e dois empates), conquistou o cinturão peso médio do evento e tornou-se um ídolo do esporte, ganhando o apelido de Mr. Pride. Junto com atletas como Maurício “Shogun” e Murilo “Ninja”, colocou a Chute Boxe como uma das melhores e mais respeitadas academias do mundo.

Em 2005, com 29 anos, foi escolhido o maior lutador de Vale-Tudo da história. No Japão, era reconhecido na rua, tinha o rosto estampado em propagandas e ganhou até versão em boneco – um verdadeiro ídolo. No Brasil, com o esporte ainda sem divulgação, o grande público não teve conhecimento dos feitos e conquistas do The Axe Murderer.

O PRIDE FC chegou ao fim em 2007, com denúncias de envolvimento com a máfia japonesa, a Yakuza. O evento foi comprado pela ZUFFA, empresa detentora do UFC (Ultimate Fighting Championship), e, para evitar a concorrência entre as franquias, foi extinto. Como outros atletas consagrados no Japão, o destino de Wanderlei Silva foi os Estados Unidos. E não apenas no octógono. O lutador também deixou a Chute Boxe, em Curitiba, para treinar nos EUA, onde montou sua própria academia, a Wand Fight Team.

A volta ao UFC aconteceu ao natural. Um dos melhores atletas atuando no maior evento do mundo. Mas o desempenho não foi o esperado. A primeira luta foi contra o americano Chuck Liddell, em dezembro de 2007, no UFC 79, quando foi derrotado. Conseguiu se recuperar em maio de 2008, no UFC 84, após nocautear Keith Jardine em 36 segundos. Mas o lutador dos tempos do PRIDE parecia ser diferente. A sequencia no Ultimate foi negativa, com mais três derrotas e apenas uma vitória, e a aposentadoria passou a ser cogitada.

Para espantar o risco de ter que “pendurar as luvas” – teve pressão até do presidente do UFC, Dana White, para parar de lutar –, precisava vencer e convencer no UFC 139, contra o vietnamita Cung Le. E assim o fez. Em novembro de 2011, soltou seu jogo característico, a trocação, e nocauteou Le no segundo round, naquela que foi escolhida a melhor luta da noite.

“Se você quiser, de todo o teu coração, você vai conseguir”

Dentro do octógono, uma figura ameaçadora e agressiva, um verdadeiro “cachorro louco”. Fora dele, casado e pai de dois filhos – Thor e Rafaela –, é uma pessoa carismática e alegre.

Wanderlei também tem um lado motivador. Confira abaixo o vídeo em que ele prega a luta pelos sonhos:

TUF Brasil

Neste domingo (25), um novo desafio tem início na carreira de Wand. Escolhido como um dos treinadores do The Ultimate Fighter Brasil , o atleta tem a missão de ajudar o UFC  a encontrar novos campeões. “A qualidade dos atletas selecionados foi muito boa. Tem caras de vários lugares do país, com culturas diferentes, costumes diferentes e idades diferentes. Aconteceu de tudo na casa”, declarou em entrevista à Globo.

Após o programa, em junho, além da final do reality show, os dois líderes, Wanderlei e Vitor, se enfrentam no Engenhão, no Rio de Janeiro. É a chance de o curitibano devolver a derrota que sofreu em 1998, em São Paulo, em menos de um minuto.

– Eu estou aguardando essa luta há 14 anos e finalmente eu consegui essa revanche em um palco tão bom quanto esse. Ele é um atleta muito bom e eu gosto de ganhar de caras bons.

Os episódios do evento aqui no Brasil vão ao ar sempre aos domingos, após o Big Brother Brasil. Às quintas-feiras e aos sábados, um boletim atualiza os telespectadores e antecipa o confronto do domingo seguinte. O Multishow irá reprisar os episódios durante a semana.

___________________________________________________________________________________________

Treinadores do TUF Brasil: Vitor Belfort

Por: Lucas Prestes

O The Ultimate Fighter Brasil, primeira edição do reality show do UFC fora dos Estados Unidos, começa no próximo domingo (25). O programa chega ao país com o objetivo de popularizar e fortalecer o esporte em terras verde e amarelas, assim como aconteceu na América. Para atrair o público, dois dos maiores ídolos das artes marciais brasileiras foram escolhidos para serem os treinadores: Vitor Belfort e Wanderlei Silva.

No especial “Treinadores do TUF Brasil”, descubra quem são esses atletas que fazem sucesso nos ringues e octógonos ao redor do mundo e que têm a responsabilidade de liderar uma equipe na busca de um próximo campeão.

Na primeira parte, conheça Vitor Belfort:

Vitor Belfort, ou “The Phenom” (O Fenômeno), apelido que recebeu lutando nos Estados Unidos, nasceu em 1º de abril de 1977, no Rio de Janeiro. Desde muito cedo, começou a treinar Judô com Carlson Gracie, e foi considerado o lutador mais jovem a receber a faixa preta de Jiu Jitsu Brasileiro.

Muito jovem, com 19 anos, viajou para os EUA para lutar no seu primeiro evento de MMA (Mixed Martial Arts, ou Artes Marciais Mistas),chamado Super Brawl, no qual venceu seu oponente, Jon Hess, em apenas 12 segundos. Mais tarde, mudou-se para lutar no UFC (Ultimate Fighting Championship),e, como prova de seu talento, venceu duas lutas no UFC 12, tornando-se campeão dos pesos pesados, e uma no UFC 13.

Belfort venceu Silva em 44 segundos no UFC Brazil, em 1998 (Foto: Marcelo Alonso)

Mas, como outros lutadores de MMA, Belfort sofreu sua primeira derrota cedo, no UFC 15, em 1997, para Randy Couture. Sem se deixar abalar, venceu as duas lutas seguintes, uma delas contra o futuro campeão dos pesos médios do PRIDE, Wanderlei Silva. Também teve passagem rápida no PRIDE, onde venceu cinco das seis lutas. No Boxe profissional, lutou apenas uma vez, contra Jose Mario Neves, e saiu vitorioso.

No ano de 2002, Vitor participou do reality show “Casa dos Artistas” ao lado da sua ex-namorada, Joana Prado. No decorrer do programa, os dois reataram, e, ao saírem, se casaram, e tiveram três filhos – Davi, Vitória e Kyara.

Em 2004, sua irmã Priscila Belfort foi sequestrada. Isso abalou tanto a vida emocional quanto profissional do lutador, que durante quatro anos teve baixo rendimento nos ringues. Belfort contou com a ajuda de amigos e família para se recuperar e voltar a lutar. Três anos depois, Elaine Paiva da Silva confessou ter matado Priscila.

Mais tarde, em 21 de outubro de 2006, após ter perdido no PRIDE 32 para Dan Henderson, Vitor foi pego no teste anti-doping, que acusou a substancia 4-hidroxitestosterona no seu organismo. Depois de muito falatório por parte da mídia, Belfort explicou que a substancia poderia ter sido acusada em relação ao suplemento que tomava, ou também em função do tratamento para reparar um rompimento do menisco no joelho, com o endocrinologista brasileiro Dr. Rodrigo M. Greco.

“O homem se prepara para a batalha, mas a vitória vem de Deus”

Apesar do seu lado “valentão”, Belfort se considera uma pessoa muito religiosa, e demonstra toda sua crença em Deus no vídeo abaixo.

Hoje seu cartel é de 21 vitórias e nove derrotas, que o deixa entre os lutadores com um dos cartéis mais respeitados do mundo do MMA. Vitor também impressiona pela quantidade de títulos que retém: dois no UFC; um no Cage Rage; cinco de Karate; seis de Judô; quatro de BJJ (Brazilian Jiu Jitsu, ou Jiu Jitsu Brasileiro)e dois de Boxe.

Vitor e Wanderlei mostram que a rivalidade existe apenas dentro do octógono (Foto: Reprodução/ R7)

Agora, os planos do lutador são outros. Ele foi escolhido para ser o treinador de uma das equipes do programa The Ultimate Fighter, que estreia nesse domingo, dia 25 de março, na Rede Globo. O TUF contará com 32 lutadores divididos em duas equipes, uma treinada por Belfort e outra por Wanderlei Silva. Os atletas ficarão isolados em uma casa e se enfrentarão até que saia o vencedor. A final acontece no Engenhão, no Rio de Janeiro, em junho.

Vitor tem grandes expectativas em relação ao evento aqui no Brasil, e disse em entrevista ao IG.com que espera a revelação de lutadores com o caráter de Ayrton Senna.

– O TUF vai mostrar os valores dos atletas. Muitas e muitas pessoas vão se identificar com eles. Existem lutadores que vão virar ícones da noite para o dia. Será algo com conteúdo, mostrando caráter, valor e o estilo de vida de cada um. Precisamos de “novos Ayrton Sennas”, e o UFC vai trazer isso ao Brasil.

Os episódios do evento aqui no Brasil vão ao ar sempre aos domingos, após o Big Brother Brasil. Às quintas-feiras e aos sábados, um boletim atualiza os telespectadores e antecipa o confronto do domingo seguinte. O Multishow irá reprisar os episódios durante a semana.

___________________________________________________________________________________________

Final do TUF Brasil será no Engenhão

Por: João Pedro Alves
Após muitas especulações de onde a final do The Ultimate Fighter Brasil seria realizada, nesta quarta-feira (21), o Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro, foi confirmado como palco do evento. Inicialmente, o UFC 147 estava previsto para São Paulo, mas, sem o acerto de um local, o plano foi descartado.

UFC 147 será realizado no Engenhão, no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução/ Botafogo de Futebol e Regatas)

O anúncio foi feito pelo perfil do UFC no Twitter (@UFC), com a seguinte mensagem: “Dana (White, presidente do UFC) diz que a revanche entre Chael e Anderson será em um estádio de futebol no Rio que comporta 80 mil pessoas”. O nome do Engenhão não foi citado, mas é o único estádio carioca que se adequa à referência – apesar de ter a capacidade para 45 mil pessoas, expandível com os lugares no gramado.

(Foto: Reprodução/ Twitter)

A dúvida, agora, é com relação à data do evento. A organização ainda não se manifestou oficialmente sobre qual dia o UFC 147 será realizado, mas está entre 16 e 23 de junho.

Além da final do reality show, o UFC 147 tem confirmado o duelo entre os treinadores do TUF, Wanderlei Silva e Vitor Belfort; a aguardada revanche pelo cinturão dos médios entre Anderson Silva e Chael Sonnen; e o confronto entre o gaúcho Fabrício Werdum e o americano Mike Russow.

___________________________________________________________________________________________

Participantes do TUF Brasil estão escolhidos

Por: João Pedro Alves

Os nomes dos 32 atletas que participarão da versão brasileira do reality show The Ultimate Fighter foram anunciados pela Rede Globo, emissora responsável pela transmissão do programa. Os dois vencedores do TUF, um peso pena e outro peso médio, serão contratados pelo UFC (Ultimate Fighting Championship).

 Apesar de 32 lutadores estarem selecionados, apenas 16 participam, de fato, do programa. A definição de quem entra na casa será no octógono: os atletas lutarão pela oportunidade de disputar o TUF.

O reality show tem início no dia 25 de março, um domingo, após o “Fantástico”. A final está marcada para o dia 23 de junho, ainda sem lugar definido. O previsto era que o evento acontecesse em São Paulo, mas, sem um acerto de local (Pacaembu e Morumbi eram cotados), o Rio de Janeiro pode ser a sede. Uma edição no exterior chegou a ser cogitada, mas foi negada pelo presidente do UFC, Dana White. “Se não for em São Paulo, vai ser no Rio. Não queremos tirar do Brasil”, disse à reportagem do SporTV.

Representantes paranaenses

Entre os 32 lutadores selecionados para a disputa do TUF, quatro são do Paraná: Alexandre “Sangue”, Marcos Vinícius “Vina”, Wagner “Galeto” e João Paulo “Tuba”.

Alexandre Ramos, o “Sangue” (Foto: Divulgação/ TUF Brasil)

Alexandre “Sangue” Ramos (5-0), 23 anos, de Curitiba. Representante da academia UDL (Universidade da Luta), liderada pelos irmãos Maurício “Shogun” e Murilo “Ninja” Rua. Sangue ficou conhecido nacionalmente não pelos feitos no octógono, mas nos gramados. No dia 6 de dezembro de 2009, quando o Coritiba foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro, o atleta fez parte do grupo de torcedores alviverdes que invadiram o campo do estádio Couto Pereira e protagonizaram cenas de vandalismo. Após o ocorrido, foi expulso da academia por Shogun. Tempos depois, recebeu uma segunda chance e foi readmitido na equipe.

Marcos Vinícius “Vina” (19-3-1), 31 anos, de Curitiba. Representante da academia Striker’s House.

Wagner “Galeto” (11-3), 30 anos, de Pinhais. Representante da academia Gile Ribeiro Brothers.

João Paulo “Tuba” (8-4), 28 anos, de Curitiba. Representante da academia UDL.

Assista à chamada do programa veiculada pela Rede Globo:

Confira quem são os 32 atletas selecionados para o The Ultimate Fighter Brasil:

Peso pena                         

– Alexandre “Sangue” Ramos

– Rony “Jason”

– Godofredo Pepey

– Marcos Vinicius “Vina”

– Anistávio “Gasparzinho” Medeiros

– Johnny “Cabeça” Gonçalves

– Hugo “Wolverine” Viana

– Fernando Duarte Guerra

– Rodrigo Damm

– John Teixeira

– Rafael Bueno

– Wagner “Galeto” Campos

– Pedrinho Nobre

– Fabrício “Guerreiro”

– Dileno Lopes

– Giovanni “Soldado”

Peso médio

– Serginho Moraes

– Cezar “Mutante”

– Leonardo “Macarrão” Mafra

– Daniel Sarafin

– Gustavo “Labareda” Sampaio

– Richardson “Monstrão” Moreira

– Fabio “Bolinho”

– Renee Forte

– João Paulo “Tuba”

– Francisco “Massaranduba”

– Thiago Rela

– Charles Maicon

– Gilberto Galvão “Giba”

– Thiago “Bodão” Perpétuo

– Samuel Trindade

– Delson “Pé de Chumbo”

___________________________________________________________________________________________

Confederação Brasileira de MMA é criada

Por: Lucas Prestes

"Eu celebro a criação dessa confederação", disse Aldo Rebelo (Foto: Marcos Alves/ Globo)

“Eu celebro a criação dessa confederação”, disse Aldo Rebelo (Foto: Marcos Alves/ Globo)

Depois de muitas críticas de políticos em relação aos eventos de MMA (Mixed Martial Arts, ou Artes Marciais Mistas) aqui no Brasil, o esporte ganhou uma estrutura oficial no país. Na noite desta segunda feira, dia 12, foi formada a Confederação Brasileira de MMA, apoiada pelo ministro Aldo Rebelo, com o foco de incluir a pratica do esporte nos Jogos Olímpicos futuramente.

O escolhido para ser presidente da nova confederação foi Elisio Macambira. Além de legalizar os eventos em território nacional, um dos planos é criar um ranking de atletas, visando mais as lutas amadoras e abrindo portas para que os lutadores possam competir em eventos maiores como o UFC (Ultimate Fighting Championship). Colocar os lutadores dentro do apoio financeiro do Bolsa-Atleta também foi comentado pela direção. Outra ação prometida por Macambira é o incentivo a técnicos, árbitros e dirigentes exclusivamente treinados para atuar em eventos de MMA.

Aldo Rebelo, além de apoiar a criação, se mostrou um admirador do esporte, e disse em uma entrevista para o SporTV:

“Eu celebro a criação dessa confederação. Sei que ela está em mãos de alguém que conhece o significado do esporte e o valoriza para a sociedade e a juventude. Sabe integrá-lo em todas as possibilidades que o esporte oferece. Parabéns, Macambira. Parabéns aos integrantes.”

___________________________________________________________________________________________

Ronda Rousey finaliza e conquista cinturão do Strikeforce; único brasileiro, Jacaré vence

Por: João Pedro Alves

Com mais um arm-lock, Ronda Rousey conquistou o cinturão do Strikeforce (Foto: Reprodução/ Showtime)

A nova campeã peso galo do Strikeforce foi conhecida na madrugada deste domingo (04). No último combate do Strikeforce: Tate vs. Rousey, a desafiante Ronda Rousey foi melhor que Miesha Tate e finalizou a então detentora do cinturão com um arm-lock no final do primeiro round. Único brasileiro a entrar no octógono, Ronaldo “Jacaré” Souza também mostrou um chão afiado e finalizou Bristol Marunde no terceiro round, com um kata-gatame.

Ronda Rousey, campeã e “colecionadora de braços”

Nos primeiros movimentos do combate, Miesha Tate partiu para cima de Ronda Rousey na trocação e foi facilmente quedada pela desafiante ao título. Em menos de um minuto de luta, Rousey já teve uma boa oportunidade de finalizar com um arm-lock, antecipando o que estava por vir.

Com a luta novamente em pé, na metade final do round, Rousey utilizou a base do Judô e aplicou uma belíssima queda em Tate. No solo, a judoca montou, trabalhou o ground ‘n’ pound e dominou as costas da então campeã. Quando encontrou uma brecha, Ronda fez a transição e finalizou Miesha com sua especialidade, a chave de braço – que fraturou o membro da adversária -, para sagrar-se campeã peso galo do Strikeforce.

Lutando MMA profissionalmente, Ronda Rousey tem um cartel invicto com cinco vitórias em cinco lutas. Mais impressionante: todas as vitórias foram conquistadas no primeiro round, por finalização, com um arm-lock. As três lutas que Ronda fez no amador, entre o final de 2010 e o começo de 2011, foram vencidas da mesma forma: no round inicial, com uma chave de braço.

Assista à luta entre Miesha Tate e Ronda Rousey:

Jacaré vence ao seu estilo: no chão

Diferente da última vez que entrou em ação, quando perdeu a luta e o cinturão para Luke Rockhold – em uma atuação abaixo do esperado -, Ronaldo “Jacaré” voltou a empolgar contra o americano Bristol Marunde.

No primeiro round, o melhor momento do brasileiro foi quando aplicou um knockdown com um cruzado de direita e, no chão, teve a chance de finalizar com uma guilhotina. No segundo round, em uma combinação de socos e chutes, quase levou o norte-americano à lona mais uma vez.

Para o último round, Ronaldo Jacaré mudou a estratégia e quedou Marunde. Por cima e dominando as ações da luta, o brazuca encaixou um kata-gatame perto da grade que obrigou o oponente a desistir.

RESULTADOS:

CARD PRINCIPAL

Feminino – Bantamweight (peso galo): United States Miesha Tate (c) vs. United States Ronda Rousey

Rousey derrotou Tate por finalização (chave de braço) no 1º round, 4:27, e conquistou o cinturão peso galo do Strikeforce.

Lightweight (peso leve): United States K.J. Noons vs. United States Josh Thomson

Thomson derrotou Noons por decisão unânime dos juízes (29-28, 29-28, 29-28).

Welterweight (peso meio médio): England Paul Daley vs. Japan Kazuo Misaki

Misaki derrotou Daley por decisão dividida dos juízes (30-27, 28-29, 29-28).

Middleweight (peso médio): United States Scott Smith vs. United States Lumumba Sayers

Sayers derrotou Smith por finalização (guilhotina) no 1º round, 1:34.

Middleweight (peso médio): Brazil Ronaldo Souza vs. United States Bristol Marunde

Souza derrotou Marunde por finalização (kata-gatame) no 3º round, 2:43.

CARD PRELIMINAR

Feminino – Bantamweight (peso galo): Canada Sarah Kaufman vs. Canada Alexis Davis

Kaufman derrotou Davis por decisão majoritária dos juízes (29-29, 29-28, 29-28).

Welterweight (peso meio médio): United States Roger Bowling vs. United States Brandon Saling

Bowling derrotou Saling por TKO (socos) no 2º round, 1:15.

Lightweight (peso leve): United States Caros Fodor vs. United States Pat Healy

Healy derrotou Fodor por finalização (kata-gatame) no 3º round, 3:35.

Lightweight (peso leve): United States Ryan Couture vs. United States Conor Heun

Couture derrotou Heun por TKO (socos) no 3º round, 2:52.

___________________________________________________________________________________

“Musas”, Miesha Tate e Ronda Rousey comandam noite no Strikeforce

Por: João Pedro Alves

Na noite deste sábado (03), são as mulheres que mandam no octógono do Strikeforce: Tate vs. Rousey. Na luta principal do evento, que será realizado na Nationwide Arena, em Columbus, EUA, Miesha Tate, campeã peso galo, defende o cinturão contra Ronda Rousey. No card preliminar, o confronto feminino é entre as canadenses Sarah Kaufman e Alexis Davis. Além desses combates, a edição tem ainda duelos como Ronaldo “Jacaré” Souza vs. Bristol Marunde, K.J. Noons vs. Josh Thomson e Paul Daley vs. Kazuo Misaki.

Tate vs. Rousey

Na luta de maior importância da noite, Miesha Tate e Ronda Rousey, consideradas musas do esporte pelos fãs, duelam pelo cinturão peso galo da organização.

Miesha Tate, 25 anos, é campeã do Strikeforce desde julho do ano passado, quando finalizou Marloes Coenen. Lutando MMA desde 2007, Miesha tem um cartel de 12 vitórias e duas derrotas. Tem como origem e ponto forte o Wrestling, daí o apelido “Takedown”, nomenclatura dada ao ato de quedar, em inglês.

Ronda Rousey, também de 25 anos, começou a lutar MMA profissionalmente no começo de 2011 e ainda está invicta – tem quatro vitórias, todas por finalização (chave de braço) no primeiro round. Antes de focar no Mixed Martial Arts, Ronda foi atleta de alto nível de Judô. A americana foi a judoca mais nova a disputar uma Olimpíada, em 2004, com apenas 17 anos, conquistou uma medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, e uma de bronze nas Olimpíadas de 2008, em Pequim.

Brasil no octógono

A presença brasileira no evento fica por conta do peso médio e faixa preta de Jiu Jitsu Ronaldo “Jacaré” Souza (14-3-0, 1NC), que enfrenta o americano Bristol Marunde (12-6-0). Na última vez que subiu ao octógono, Jacaré foi derrotado por Luke Rockhold e perdeu o cinturão da categoria.

Fique de olho

No card principal, além das duas lutas já citadas, K.J. Noons (11-4-0) vs. Josh Thomson (18-4-0) e Paul Daley (29-11-2) vs. Kazuo Misaki (24-11-2) são os combates que mais chamam a atenção.

Curiosidade
Nas preliminares, Ryan Couture (3-1-0) enfrenta Conor Heun (9-4-0). Ryan é filho da lenda do MMA Randy Couture, membro do UFC Hall of Fame e ex-campeão dos pesos pesados e meio pesados do Ultimate.

Assista ao vídeo-divulgação da luta entre Miesha Tate e Ronda Rousey:

CARD PRINCIPAL

Feminino – Bantamweight (peso galo): United States Miesha Tate (c) vs. United States Ronda Rousey

– Luta válida pelo cinturão da categoria, pertencente a Tate.

Lightweight (peso leve): United States K.J. Noons vs. United States Josh Thomson

Welterweight (peso meio médio): England Paul Daley vs. Japan Kazuo Misaki

Middleweight (peso médio): Brazil Ronaldo Souza vs. United States Bristol Marunde

Middleweight (peso médio): United States Scott Smith vs. United States Lumumba Sayers

CARD PRELIMINAR

Feminino – Bantamweight (peso galo): Canada Sarah Kaufman vs. Canada Alexis Davis

Lightweight (peso leve): United States Caros Fodor vs. United States Pat Healy

Lightweight (peso leve): United States Ryan Couture vs. United States Conor Heun

Welterweight (peso meio médio): United States Roger Bowling vs. United States Brandon Saling

___________________________________________________________________________________________

UFC volta ao Japão após 11 anos

Por: João Pedro Alves

Neste final de semana, o UFC 144 desembarca na “Terra do Sol Nascente” e marca o retorno do Ultimate ao Japão após um hiato de pouco mais de 11 anos – a última edição da franquia americana no país foi em dezembro de 2000, com o UFC 29. Para atrair o público nipônico, além da disputa de cinturão dos pesos leves entre Frankie Edgar e Benson Henderson, o card conta com vários atletas japoneses e lutadores de renome no oriente, como Quinton “Rampage” Jackson e Mark Hunt.

“É do título do UFC que estamos falando”

“Estou esperando uma guerra. Eu sei o quão duro ele é, que traz um ritmo forte e que quer o cinturão. É do título do UFC que estamos falando, ninguém vai para essa luta sem querer muito isso. Então, tenho que lidar com a situação como um campeão pronto para enfrentar uma criança faminta”. A declaração, publicada no site do UFC, é do campeão dos leves Frankie Edgar, que enfrenta Benson Henderson na última e principal luta do UFC 144, válida pelo cinturão da categoria.

Com uma sequencia invicta de sete lutas, Frankie Edgar defende o cinturão, conquistado em abril de 2010 contra BJ Penn, pela quarta vez. Apesar de ser wrestler de origem e ter o jogo de quedas e ground ‘n’ pound como principal característica, “The Answer”, como é conhecido, é perigoso na trocação com o uso de combinações de socos.

No UFC desde abril de 2011 e ainda invicto na organização, com três vitórias, Benson Henderson é a “criança faminta” desafiante ao título. Antes de entrar no Ultimate, Bendo já teve a experiência de ser campeão dos leves no WEC, entre 2009 e 2010. Assim como Edgar, tem como ponto forte o Wrestling. No chão, “Smooth” é agressivo e eficiente, tendo conquistado seis vitórias por finalização.

Rampage vs. Bader

Na segunda luta mais importante da noite, chamada de co-main event, os meio pesados americanos Quinton “Rampage” Jackson e Ryan Bader medem forças.

Quinton Jackson, ou simplesmente “Rampage”, é um atleta conhecido do público japonês desde os tempos do Pride. Tem como “carro chefe” a luta em pé, baseada no Boxe, e apresenta um grande poder de nocaute – 14 das 32 vitórias foram conquistadas por KO/TKO. Rampage também é reconhecido pela habilidade de aplicar quedas plásticas, como slams, nos adversários. Na pesagem realizada nesta madrugada, o americano pesou dois quilos a mais que o estipulado para a categoria (93,4 kg) e terá que ceder 20% da bolsa (pagamento) a Bader.

Ryan Bader tem como principal feito no MMA a conquista do título da oitava temporada do reality show The Ultimate Fighter, quando, representando o “Team Nogueira”, do brasileiro Rodrigo Minotauro, venceu Vinny Magalhães na final. A “arte mãe” e ponto forte de “Darth Bader” é o Wrestling. No ground ’n’ pound ou em pé, utiliza as mãos pesadas para desestabilizar e nocautear os oponentes.

Fique de olho

Diferente do padrão dos eventos do Ultimate, que têm cinco lutas no card principal, o UFC 144 terá sete. Dentre elas, as mais aguardadas, além das já citadas, são entre Mark Hunt (7-7-0) e Cheick Kongo (17-6-2), pelos pesados; Yoshihiro Akiyama (13-4-0, 2NC) e Jake Shields (26-6-1), pelos meio médios; e Yushin Okami (26-6-0) e Tim Boetsch (14-4-0), pelos médios.

Meca do MMA oriental

Saitama Super Arena (Foto: Reprodução)

A arena escolhida para receber o evento não poderia ser mais adequada. A Saitama Super Arena, localizada em Saitama, na grande Tóquio, com capacidade para 37 mil pessoas, foi palco de várias edições do extinto Pride, organização que consagrou atletas do nível de Wanderlei Silva, Rodrigo “Minotauro” Nogueira, Mirko Cro Cop e Fedor Emelianenko.

Como assistir

No Brasil, os fãs poderão assistir ao UFC 144 pelo Canal Combate. A transmissão tem início às 23h, com o card preliminar.

CARD PRELIMINAR

Featherweight (peso pena): China Zhang Tiequan vs. Japan Issei Tamura

Bantamweight (peso galo): Japan Takeya Mizugaki vs. United States Chris Cariaso

Middleweight (peso médio): Japan Riki Fukuda vs. United States Steve Cantwell

Bantamweight (peso galo): Japan Norifumi Yamamoto vs. England Vaughan Lee

Lightweight (peso leve): Japan Takanori Gomi vs. Japan Eiji Mitsuoka

CARD PRINCIPAL

Lightweight (peso leve): United States Anthony Pettis vs. United States Joe Lauzon

Featherweight (peso pena): Japan Hatsu Hioki vs. Poland Bart Palaszewski

Middleweight (peso médio): Japan Yushin Okami vs. United States Tim Boetsch

Welterweight (peso meio médio): Japan Yoshihiro Akiyama vs. United States Jake Shields

Heavyweight (peso pesado): New Zealand Mark Hunt vs. France Cheick Kongo

Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Quinton Jackson vs. United States Ryan Bader

Lightweight (peso leve): United States Frankie Edgar vs. United States Ben Henderson

– Luta válida pelo cinturão da categoria, pertencente a Edgar

_______________________________________________________________________

Final do TUF Brasil não será no Pacaembu

Por: João Pedro Alves

A esperada final do reality show The Ultimate Fighter, agendada para 16 de junho, não poderá ser realizada no estádio do Pacambu, em São Paulo. De acordo com informações divulgadas pela TATAME, a Associação Viva Pacaembu conseguiu uma liminar amparada pela lei do Psiu, que impede a realização de eventos em locais abertos após a 1h,  para vetar o Ultimate. Com a medida judicial, o show pode parar no Rio de Janeiro mais uma vez.

Além da final do reality show, a edição paulistana receberia o duelo entre os dois treinadores do programa, Wanderlei Silva e Vitor Belfort, e a luta pelo cinturão dos médios, entre Anderson Silva e Chael Sonnen.

Transmissão do programa

O TUF Brasil começou a ser gravado na última semana e a exibição tem início no dia 25 de março. No Brasil, o programa será transmitido pela Globo nas noites de domingo. Os fãs do resto do mundo poderão assistir pelo próprio site do UFC, como anunciou Lorenzo Fertitta, co-proprietário da franquia, pelo Twitter.

– Ótima resposta sobre o #TUFBRAZIL ser transmitido no UFC.com, vocês ganharam, em tempo real. Temos grandes talentos no programa. Me lembra o TUF 1.

Equipes

Wanderlei Silva e Vitor Belfort escolheram para suas respectivas equipes treinadores conhecidos no meio das artes marciais no Brasil. Confira quem são os treinadores do “Team Wanderlei Silva” e do “Team Vitor Belfort”.

Team Wanderlei Silva:

Head Coach da Kings MMA, Cordeiro está no Team Silva (Foto: Marcelo Alonso/ Portal do Vale Tudo)

Rafael Cordeiro (Muay Thai e MMA)

Rafael Cordeiro é conhecido por formar atletas de sucesso no MMA, como o próprio Wanderlei Silva, na fase áurea da academia curitibana Chute Boxe. Há alguns anos morando nos Estados Unidos, Cordeiro abriu a academia Kings MMA, onde trabalha com lutadores como Fabrício Werdum, Renato Babalu e Mark Muñoz.

Fabrício Werdum (Jiu Jitsu)

Werdum, o “Vai Cavalo”, é atleta de MMA do UFC. Lutou pela última vez no UFC 143, no início de fevereiro, quando venceu Roy Nelson na decisão dos juízes. Derrotou a lenda russa Fedor Emelianenko em 2010, na época em que o “Último Imperador” era considerado imbatível.

Renato Babalu (Wrestling e MMA)

Também é atleta de MMA e lutou em eventos como o UFC e o Strikeforce. Em sua última luta, em dezembro de 2010, foi derrotado por Dan Henderson.

André Dida (Boxe)

André Dida é um atleta-treinador. Como atleta, participou de eventos de kickboxing, como o famoso K-1, e também de eventos de MMA. Como treinador, já esteve na Chute Boxe, na UDL e no exterior, além de cuidar da preparação de Maurício Shogun.

Team Vitor Belfort:

Luiz Dórea, responsável pelo Boxe do Team Belfort (Foto: Reprodução/ SporTV)

Luiz Carlos Dórea (Boxe)

Dórea é um dos profissionais de Boxe mais importantes do país. Atletas como Anderson Silva, Junior Cigano, Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro treinam com ele.

Rodrigo Artilheiro (Wrestling)

Artilhiro é atleta da Seleção Brasileira de Luta Greco-Romana, com participações nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo e do Rio de Janeiro.

Francisco Filho (Karatê)

É um dos maiores altetas do K-1 e um dos principais trocadores que o Brasil já teve. Praticante do Karatê Kyokushin, é o único brasileiro a realizar com êxito o “teste das 100 lutas” no Japão, com 76 vitórias e 24 empates.

Gilbert Durinho (Jiu Jitsu)

Atleta oriundo da “arte suave”, Durinho estreou profissionalmente no MMA há pouco tempo, em janeiro deste ano, quando finalizou José Salgado com um mata-leão ainda no primeiro round.

___________________________________________________________________________________

UFC 143 tem disputa de cinturão interino e retorno de brasileiro

Por: João Pedro Alves

O UFC 143 será realizado na noite deste sábado (4) no Mandalay Bay Events Center, em Las Vegas, Estados Unidos. Os meio médios americanos Nick Diaz e Carlos Condit protagonizam a luta principal do evento, que vale o cinturão interino da categoria. O peso pesado brasileiro Fabrício Werdum retorna à franquia enfrentando Roy Nelson. Outros dois brazucas estão escalados no card: no principal, Renan Barão luta contra Scott Jorgensen; no preliminar, Rafael Natal pega o holandês Michael Kuiper.

Cinturão interino?

Nick Diaz (26-7) e Carlos Condit (27-5) se enfrentam pelo cinturão interino dos meio médios. Ambos os atletas estiveram escalados para lutar contra o campeão Georges St-Pierre em outubro de 2011, mas por motivos diferentes, acabaram não lutando pelo cinturão.

Nick Diaz, na volta ao UFC, deveria enfrentar St-Pierre no UFC 137, em 29 de outubro. Como não compareceu a eventos de divulgação da luta, foi punido com a perda da oportunidade de lutar pelo cinturão e acabou duelando com BJ Penn. Carlos Condit, adversário inicial de BJ, foi promovido e iria substituir Diaz na disputa da cinta. O campeão St-Pierre, no entanto, se lesionou e a luta foi cancelada.

Nick Diaz durante os treinos abertos (Foto: Josh Hedges/ Zuffa LLC)

Nick Diaz vem de uma longa sequencia de vitórias. A última derrota do americano foi em novembro de 2007, no EliteXC, contra KJ Noons. Desde então, Diaz acumula 11 vitórias, lutando principalmente no Strikeforce, onde se sagrou campeão dos meio médios.

Carlos Condit também já ostentou um cinturão, entre 2007 e 2007, antes de migrar para o UFC, quando foi campeão dos meio médios do WEC. Na última vez que pisou no octógono, no UFC 132, em julho de 2011, Condit venceu o coreano Dong Hyun Kim com uma bela joelhada voadora, bonificada com o prêmio de “Nocaute da Noite”. A única derrota do americano na organização americana foi na estreia, em 2009, para Martin Kampmann. De lá para cá, conquistou quatro vitórias na franquia.

O campeão da categoria, Georges St-Pierre, afastado do octógono desde abril de 2011 por motivo de lesão, considera a luta entre Diaz e Condit válida pelo cinturão real, não pelo interino. “Eu acho que o vencedor será o campeão dos meio médios. Eu deveria defender meu título uma ou duas vezes por ano, e por estar lesionado, não vou conseguir defender o cinturão. Portanto, é justo que o vencedor seja considerado o campeão da categoria”, declarou GSP à reportagem do Combate.

Vai, Cavalo!

O gaúcho Fabrício “Vai Cavalo” Werdum (14-5-1) retorna ao UFC após pouco mais de três anos enfrentado o “gordinho” Roy Nelson (16-6). O brasileiro entrou na “febre” do “Ai se eu te pego” e já anunciou que vai entrar no octógono ao som de Michel Teló.

Werdum volta ao UFC em busca do cinturão (Foto: Josh Hedges/ Zuffa LLC)

Fabrício Werdum saiu do UFC em 2008, após ser nocauteado pelo estreante e hoje campeão Júnior Cigano, e espera que, em três lutas, possa reencontrar o compatriota pela disputa de cinturão. Werdum é um atleta oriundo do jiu jitsu e tem como grande feito da carreira a vitória por finalização sobre o então imbatível Fedor Emelianenko, em junho de 2010. Em sua última luta, em junho de 2011, no GP do Strikeforce, “Vai Cavalo” foi derrotado pelo holandês Alistair Overeem na decisão dos juízes.

Pelo porte físico pode não parecer, mas Roy Nelson é um lutador perigoso no octógono. Mesmo “fora dos padrões”, foi campeão da décima edição do reality show The Ultimate Fighter e conquistou as três vitórias no UFC por KO/TKO, a última sobre o croata Mirko Cro Cop, em outubro de 2011.

Werdum fala sobre o retorno ao UFC e acredita que em três lutas enfrentará Junior Cigano:

Para chegar próximo do cinturão

O brasileiro Renan Barão (27-1-0, 1NC) enfrenta o americano Scott Jorgensen (13-4) com o objetivo de vencer para se aproximar da disputa de cinturão dos galos, que pertence a Dominick Cruz. Barão quer conquistar a vitória de qualquer forma, seja no solo ou na trocação.

“Eles dizem que sou um faixa preta de jiu jitsu da Nova União, então eu preciso finalizar todos para provar isso, mas eu não vejo dessa forma. As pessoas esquecem que também treino boxe há bastante tempo, por isso o meu jogo é acabar com as lutas, não exclusivamente tentar levar as pessoas para baixo e trabalhar o jogo de chão”, declarou Barão ao site do UFC.

Ainda no card principal

Pierce (à dir.) ironizou Koscheck (Foto: Josh Hedges/ Zuffa LLC)

As outras lutas do card principal serão Josh Koscheck (16-5) vs. Mike Pierce (13-4); e Ed Herman (19-8) vs. Clifford Starks (8-0). Na pesagem, realizada ontem (3), Pierce roubou a cena ao colocar uma peruca semelhante ao cabelo de Koscheck. O clima esquentou e Dana White teve que separar os atletas.

Brasil nas preliminares

Rafael “Sapo” Natal (13-3-1) representa o Brasil no card preliminar enfrentando o holandês Michael Kuiper (11-0), que estreia no UFC.

Gladiador aposentado

O UFC 143 marca a aposentadoria da clássica abertura do gladiador entrando na arena. A partir deste sábado, a introdução dos eventos mostrará a evolução do evento e partes de algumas das melhores lutas do Ultimate.

Assista à abertura antiga:

O Canal Combate transmite o card preliminar a partir das 22h, e o principal, a partir da 1h.

CARD PRELIMINAR

Welterweight (peso meio médio): United States Dan Stittgen vs. United States Stephen Thompson

Middleweight (peso médio): Brazil Rafael Natal vs. Netherlands Michael Kuiper

Welterweight (peso meio médio): United States Matthew Riddle vs. United States Henry Martinez

Welterweight (peso meio médio): United States Matt Brown vs. United States Chris Cope

Bantamweight (peso galo): United States Alex Caceres vs. United States Edwin Figueroa

Featherweight (peso pena): United States Dustin Poirier vs. United States Max Holloway

CARD PRINCIPAL

Middleweight (peso médio): United States Ed Herman vs. United States Clifford Starks

Bantamweight (peso galo): Brazil Renan Barão vs. United States Scott Jorgensen

Welterweight (peso meio médio): United States Josh Koscheck vs. United States Mike Pierce

Heavyweight (peso pesado): United States Roy Nelson vs. Brazil Fabricio Werdum

Welterweight (peso meio médio): United States Nick Diaz vs. United States Carlos Condit

– Luta válida pelo cinturão interino da categoria.

_______________________________________________________________________

Entrevista com o lutador do UFC Felipe Arantes, o sertanejo do octógono

Por: João Pedro Alves

Felipe Arantes, o “Sertanejo” (Foto: Reprodução/ UCC)

A música sertaneja dominou o Brasil e se espalhou pelo mundo na voz de Michel Teló. Outro sertanejo, Felipe Arantes, um lutador que até arrisca cantar e tocar violão, trabalha para alcançar o sucesso do cantor no octógono. Após se destacar em eventos nacionais e fazer algumas lutas no exterior, o paulistano de 23 anos, que tem um cartel com 14 vitórias, 4 derrotas e 2 “No Contest”, conquistou há pouco tempo a oportunidade que todo lutador almeja: lutar no UFC.

Felipe estreou no Ultimate em agosto de 2011, no Rio de Janeiro, quando foi chamado em cima da hora e acabou derrotado por Yuri Marajó. “Estava pisando no octógono para lutar e minha ficha ainda estava caindo”, revelou. No início de 2012, novamente no Rio, Sertanejo conquistou a primeira vitória na franquia americana contra o canadense Antonio Carvalho, por decisão unânime dos juízes.

Ao Jornaleiros do Esporte, Felipe Sertanejo contou, entre outras coisas, como foi estrear no UFC, a sensação de lutar duas vezes no UFC RIO e o por que do apelido “Sertanejo”. Confira abaixo a entrevista na íntegra.

Jornaleiros – Quando e como foi seu início nas artes marciais? E no MMA?

Felipe Sertanejo – Sempre gostei de artes marciais. Fiz taekwondo quando novo, mas foi quando conheci meu mestre de muay thai, Diego Lima, que comecei a treinar diariamente e já com o pensamento de ser lutador. Comecei o thai com 14 anos e foi questão de tempo para começar o jiu jitsu e partir para o MMA. Treinava muito e o Lima sempre me incentivou bastante.

J – Por que o apelido de “Sertanejo”?

FS – Sempre gostei de música sertaneja, costumo ouvir quando treino, quando estou em casa, dirigindo, etc. E quando comecei a lutar, enquanto todos entravam com rap e rock, por exemplo, eu entrava com aquilo que gostava de ouvir: música sertaneja. Aí fui preencher um formulário para um evento nos Estados Unidos e pedia para colocar um apelido, mas eu não tinha nenhum. Foi quando o Macaco (Jorge Patino “Macaco”, lutador e líder da Macaco Gold Team) falou: “Você só escuta sertanejo. Esse tem que ser seu apelido: SERTANEJO!”. Demos risada, coloquei no formulário e ficou para sempre.

J – As suas entradas no octógono sempre acontecem ao som de Bruno e Marrone. O chamado “sertanejo universitário” conquistou o Brasil e agora o mundo com a febre do “Ai se eu te pego”, do Michel Teló. Você gosta deste estilo mais popular? Entraria com a música do Teló, por exemplo?

FS – Gosto sim, escuto todas as musicas sertanejas e costumo ir à vários shows. Mas para entrar na luta, sempre entro ao som de Bruno e Marrone, porque é minha dupla preferida. São as músicas que mais ouço, então tenho que entrar com elas para estar bem, focado e tranquilo.

– Fora do octógono e da academia, Felipe mostra seu lado artístico. Assista a uma das performances do lutador-cantor:

J – Sua última luta foi no UFC 142, quando venceu o canadense Antonio “Pato” Carvalho na decisão dos juízes. Seu desempenho foi melhor do que na luta contra o Yuri Marajó, no UFC 134. Qual foi a diferença? O chamado em cima da hora e a estreia pesaram na primeira luta?

FS – Me senti mais em casa no UFC 142. Na primeira luta eu estava treinado, estava pronto, mas acho que foi tudo muito rápido. Tive 20 dias para comemorar a contratação, perder 12 quilos, tentar montar uma estratégia de luta, entre outras coisas. A pressão foi muito grande. Estava pisando no octógono para lutar e minha ficha ainda estava caindo, foi como se ainda não tivesse caído na real que eu era um lutador do UFC. Isso não é desculpa pela minha derrota, mas se eu falar que não senti a pressão vou estar mentindo. Para a última luta foi tudo bem melhor. Tive dois meses para treinar focado para o Antonio, para responder a mídia, montar a estratégia e graças a Deus deu tudo certo.

Sertanejo após a vitória sobre Antonio Carvalho, em janeiro, no UFC 142 (Foto: Josh Hedges/ Zuffa LLC)

J – Qual é a sensação de lutar no UFC, o evento mais importante do mundo, duas vezes no Brasil? A pressão pela vitória é maior lutando aqui?

FS – A sensação é a melhor possível, foi maravilhoso. O Brasil é coração! Aquela galera gritando… acredito que seja só aqui. A pressão é grande porque você não quer decepcionar seu povo, mas a galera luta junto com você e isso dá muita força.

J – Já tem idéia de quando voltará a pisar no octógono? O UFC deve desembarcar em São Paulo, sua cidade, no meio do ano. É uma possibilidade que te anima?

FS – Acredito que luto nesse primeiro semestre. Não sei quando nem onde, mas estarei pronto para quando eles chamarem. Adoraria lutar em São Paulo, moro aqui desde que nasci, então seria maravilhoso. Vou torcer por isso, mas é o UFC que decide.

J – Você treina na Chute Boxe, uma escola que formou lutadores como Wanderlei Silva, Maurício Shogun, Murilo Ninja, Pelé e Anderson Silva. Você chegou a treinar com algum desses atletas da “velha guarda”?

FS – Eu treinei a vida toda com meu mestre Diego Lima, com quem treino até hoje, em São Paulo. Mas ele sempre me levava para Curitiba e cheguei a fazer vários treinos no mesmo horário do Wand, Shogun e do Ninja. Não treinava muito diretamente com eles porque eu era mais novo, mas muitas vezes estive ali presente.

J – A preparação para as lutas é toda feita em São Paulo ou existem períodos em outros locais?

FS – A minha preparação é sempre feita em São Paulo. Sempre monto meus treinos junto com o Diego Lima, que é também quem cuida da minha carreira, então sempre ficamos aqui treinando com a nossa equipe. Só o ano passado que fui para os Estados Unidos ficar um tempo, porque o Lima estava lá com outro atleta, o Allan Nascimento. Foi quando assinei o contrato com o UFC, eu estava aqui e ele lá nos EUA. Então, no dia seguinte, peguei o avião e fui encontrá-los para comemorarmos a contratação e acelerar os treinos.

No UFC 142, Sertanejo (à esq.) dominou os dois últimos rounds e venceu na decisão dos juízes (Foto: Josh Hedges/ Zuffa LLC)

J – A marca característica da Chute Boxe é o muay thai, e você sempre mostrou ter um jogo de striker. No entanto, algumas de suas vitórias foram conquistadas por finalização. Como você avalia sua luta de solo e qual é sua graduação no jiu jitsu? O wrestling, utilizado principalmente pelos americanos, também está em dia?

FS – Tento sempre desenvolver meu muay thai nas lutas, mas treino bastante jiu jitsu e wrestling. Sou faixa roxa de JJ e acredito que estou evoluindo cada vez mais, tanto no jiu jitsu como no wrestling. Mesmo sendo preta de muay thai, nunca deixei de treinar e nem diminuí os treinos. Estou sempre tentando aprender e evoluir.

J – Essa categoria do UFC (peso pena, até 65 kg/ 145 lbs), a mesma do José Aldo, é a ideal para você, que já lutou mais pesado? Qual é seu peso natural?

FS – Essa é uma categoria muito boa pra mim. No Brasil, sempre lutei no 70 kg (peso leve), e nos Estados Unidos, no 65 kg (peso pena). É uma categoria que me sinto muito bem, 145 lbs é meu peso ideal. Pensei em baixar para 61 kg (peso galo), mas acredito que não vou ficar bem, pois peso naturalmente 75 kg. Mesmo controlando o peso com antecedência, ia ficar muito pesado.

J – Qual foi a luta mais difícil da carreira e/ou o adversário mais “casca grossa”?

FS – Todas minhas lutas foram difíceis e sempre dei o máximo em todos os eventos. Mas destacaria o Rodrigo Caporal, o Serginho Soares e o próprio Yuri Marajó.

J – Quem são seus ídolos, aqueles atletas que te inspiram no MMA?

FS – Tenho muitos, mas os que mais gosto são o Maurício Shogun, o Georges St-Pierre e o José Aldo.

J – A falta de estrutura, investimento e bons pagamentos é a realidade da maioria dos atletas no Brasil, em qualquer esporte. Com essa popularização do MMA que está acontecendo no país, principalmente pela vinda do UFC, você já percebeu alguma melhora na vida do atleta? O que pode melhorar?

FS – Acredito que isso que estamos vivendo hoje está ajudando muito para a evolução do esporte. Serve para que muitas empresas abram os olhos para o retorno de mídia que o MMA está dando e comecem a apoiar cada vez mais os atletas. Melhorou muito em relação ao que era, mas ainda tem muito o que melhorar. Temos muitos lutadores no Brasil com capacidade de se tornar campeões, mas que acabam desistindo por falta de incentivo.

J – Para finalizar, este espaço é livre para você mandar um recado para os fãs, parceiros de treino, agradecer os patrocinadores, etc.

FS – Queria agradecer primeiramente a Deus pela minha vida e a minha família, que sempre esteve do meu lado. Ao meu treinador e amigo Diego Lima; ao meu amigo Marcão; ao Barbosa, pelo meu jiu jitsu; ao Willian Naim, pelo meu wrestling; e ao Erik, pela minha preparação física. Toda minha equipe, Thominhas, Flavio, Babu, Buscapé, ao Macaco e ao Allan “Puro Osso” Nascimento, que foi meu principal sparring para essa última luta. Aos meus patrocinadores: Conduta, Provise, Integral Medica e Vitta.

Quero agradecer toda a galera que torce por mim, pois sem eles eu não seria ninguém. O reconhecimento das pessoas é o maior incentivo que tenho hoje. Vou sempre dar o máximo de mim por todos que me ajudam e por essa galera maravilhosa, que não conheço pessoalmente, mas sempre está do meu lado. Nunca desistam dos seus sonhos: Deus nunca nos dá um sonho sem também nos dar o prazer de realizá-lo, basta acreditarmos e batalharmos por ele.

___________________________________________________________________________________

Com vitória no UFC on FOX 2, Sonnen e Evans disputam cinturões

Por: João Pedro Alves

Dois desafiantes a cinturão foram definidos na noite deste sábado (28) no UFC on FOX 2, realizado no United Center, em Chicago, Estados Unidos. Na luta principal, Rashad Evans venceu Phil Davis em uma luta sem muita ação e agora enfrenta Jon Jones pelo título dos meio pesados. O polêmico Chael Sonnen não convenceu, mas venceu Michael Bisping e se credenciou para enfrentar Anderson Silva pela cinta dos médios pela segunda vez. Ainda no card principal, Demian Maia não se achou no octógono e perdeu para Chris Weidman. A vitória brasileira foi de Charles “do Bronx” Oliveira, nas preliminares, com a finalização da noite.

Luta nada empolgante

No main event do UFC on FOX 2, Rashad Evans e Phil Davis protagonizaram uma luta morna. Evans não conseguiu repetir atuações anteriores e fez o básico para vencer na decisão. Davis, wrestler, não conseguiu botar para baixo – e ainda foi derrubado diversas vezes, mas Evans não aproveitou boas posições que conseguiu no solo. Após cinco rounds nada animadores, Rashad Evans foi declarado vencedor.

Com o resultado, Evans está credenciado a enfrentar Jon Jones e tentar recuperar o cinturão dos meio pesados. Phil Davis sentiu o gosto da derrota pela primeira vez na carreira.

Conquistou o que queria

Diferente do que era esperado, o inglês Michael Bisping não foi adversário fácil para o norte-americano Chael Sonnen. Bisping foi escolhido como adversário de Sonnen poucos dias antes do evento, pois Mark Muñoz, adversário inicial, se lesionou. Apesar de não ser a luta principal, Sonnen vs. Bisping era, sem dúvidas, a mais badalada e esperada da noite.

Sonnen terá a chance de disputar o cinturão verdadeiro em junho (Foto: Josh Hedges/ Zuffa LLC)

No início do primeiro round, Sonnen não fugiu de sua característica e quedou Bisping, parecendo que a luta seria de amplo domínio americano. Não foi. Grande parte dos rounds iniciais foram travados na grade, com os lutadores clinchados e Bisping dificultando para Sonnen na trocação. O terceiro round foi melhor para o polêmico Sonnen, que colocou o adversário para baixo e dominou, chegando a ir para as costas e montar. Ao fim dos 15 minutos, os três juízes declararam Chael Sonnen como vencedor (30-27, 29-28, 29-28) e próximo desafiante de Anderson Silva pelo cinturão dos médios.

Durante a semana, Chael Sonnen, no melhor estilo Sonnen, apareceu com uma réplica do cinturão do UFC no programa DLHQ, da ESPN americana, e na coletiva de imprensa, realizada na quinta-feira (26), e não poupou Anderson Silva de provocações. “Anderson Silva é uma fraude, o tempo dele já passou. Bem vindos ao ano ‘2000 e Chael’”, declarou em entrevista ao DLHQ. “O verdadeiro campeão está sentado aqui, invicto e incontestável”, afirmou. O tão esperado confronto entre os dois “campeões” deverá ser realizado no dia 16 de junho, em São Paulo.

Domínio de Weidman

Demian Maia, que a princípio enfrentaria Michael Bisping, lutou contra Chris Weidman. A luta se desenvolveu quase que integralmente em pé, com vantagem de Weidman, que se mostrou mais agressivo. Nos dois primeiros rounds, o americano conseguiu quedar Demian para pontuar e ganhar os rounds. No último assalto, precisando finalizar para vencer, Demian Maia tentou derrubar Weidman sem sucesso. Mais uma vez o combate foi travado em pé. Nos minutos derradeiros, com os atletas já sem gás e tomados pelo cansaço, o ritmo diminuiu e o público chegou a vaiar os lutadores.

Na decisão dos juízes, vitória unânime de Chris Weidman (29-28, 29-28, 30-27).

Com jiu jitsu afiado, “do Bronx” finaliza

O brasileiro Charles “do Bronx” Oliveira estreou na categoria featherweight (peso pena) com uma rápida vitória por finalização sobre o americano e estreante no UFC Eric Wisely. Após um início de trocação, a luta foi para o solo quando Wisely tentou chutar e teve a perna segurada por Do Bronx.  O brasileiro trabalhou no ground ‘n’ pound e saiu para a perna do adversário, buscando a chave de calcanhar. Wisely conseguiu escapar da primeira tentativa, mas Do Bronx encaixou uma bela chave de panturrilha, rara no MMA, e finalizou o americano. A vitória foi de grande importância para o brasileiro, que vinha de três lutas sem vitória no UFC. Com o prêmio de “Finalização da Noite”, além da bolsa, Do Bronx embolsou mais 65 mil dólares.

RESULTADOS

CARD PRELIMINAR

Middleweight bout: United States Chris Camozzi vs. United States Dustin Jacoby

Camozzi derrotou Jacoby por finalização (guilhotina) no 3º round, 1:08.

Heavyweight bout: United States Joey Beltran vs. United States Lavar Johnson

Johnson derrotou Beltran por KO (socos) no 1º round, 4:24.

Lightweight bout: United States Michael Johnson vs. United States Shane Roller

Johnson derrotou Roller por decisão unânime dos juízes (29-28, 29-28, 29-28).

Featherweight bout: Brazil Charles Oliveira vs. United States Eric Wisely

Oliveira derrotou Wisley por finalização (chave de panturrilha) no 1º round, 1:43.

Featherweight bout: United States Cub Swanson vs. United States George Roop

Swanson derrotou Roop por TKO (socos) no 2º round, 2:22.

Heavyweight bout: United States Mike Russow vs. Norway John-Olav Einemo

Russow derrotou Einemo por decisão unânime dos juízes (29-28, 29-28, 30-27).

Lightweight bout: United States Evan Dunham vs. United States Nik Lentz

Dunham derrotou Lentz por TKO (paralisação médica) no 2º round, 5:00.

– Devido a um corte abaixo do olho, Lentz foi considerado inapto pelos médicos a continuar na luta.

CARD PRINCIPAL

Middleweight bout: Brazil Demian Maia vs. United States Chris Weidman

Weidman derrotou Maia por decisão unânime dos juízes (29-28, 29-28, 30-27).

Middleweight bout: United States Chael Sonnen vs. England Michael Bisping

Sonnen derrotou Bisping por decisão unânime dos juízes (30-27, 29-28, 29-28).

Light Heavyweight bout: United States Rashad Evans vs. United States Phil Davis

Evans derrotou Davis por decisão unânime dos juízes (50-45, 50-45, 50-45).

___________________________________________________________________________________

UFC on FX tem show de finalizações

Por: João Pedro Alves

Único brasileiro no evento, Fabrício Morango finalizou Tommy Hayden (Foto: Josh Hedges/ Zuffa LLC)

Vários atletas que subiram ao octógono na noite desta sexta-feira (20), no UFC on FX, estavam com o jiu jitsu afiado. Em dez lutas, cinco terminaram em finalização; três em KO/TKO; e apenas duas na decisão dos juízes. Nas preliminares, Fabrício Morango voltou ao UFC com vitória, Jorge Rivera “pendurou as luvas” e Nick Denis conseguiu o nocaute da noite. No card principal, Jim Miller finalizou Melvin Guillard, Pat Barry nocauteou Christian Morecraft e Josh Neer apagou Duane Ludwig.

Luta da noite

Pat Barry e Christian Morecraft abriram o card principal do UFC on FX. Morecraft não demorou a derrubar o adversário, perigoso na trocação. No solo, o “gigante” teve duas oportunidades de finalizar, a mais clara delas em um armlock, bem defendido por Barry. A luta voltou em pé e não deu outra. Barry acertou um cruzado de esquerda que levou Morecraft à lona, já sem defesa, e o combate foi rapidamente encerrado. A vitória, coroada com o prêmio de “Luta da Noite”, serviu como uma sobrevida no UFC para Pat Barry, que havia sido derrotado nos dois últimos combates.

Botou para dormir

Na penúltima luta do evento, Duane Ludwig acabou “dormindo” no octógono. Ludwig levou vantagem contra Josh Neer na luta em pé. Quando o combate foi para o chão, o jogo virou. Neer encaixou uma guilhotina sem defesa para o oponente. Como Ludwig não “bateu” (não desistiu), o árbitro Josh Rosenthal paralisou o combate e verificou que o atleta tinha mesmo desmaiado com o golpe.

Reviravolta de Miller

Jim Miller fechou a noite com um mata-leão(Foto: Josh Hedges/ Zuffa LLC)

Melvin Guillard e Jim Miller enfrentaram-se na luta mais esperada da noite. E mais uma finalização aconteceu, escolhida como “Finalização da Noite”. No início do duelo, após um período de estudo, Guillard conseguiu impor o ritmo em pé, acertando chutes e joelhadas em Miller. O nocaute era evidente até que Miller levou a luta para baixo. No solo, aproveitou o descuido de Guillard, foi para as costas, “mochilou” e finalizou o adversário com um mata-leão. Bela vitória de Jim Miller, a 21ª na carreira.

KO da noite

O nocaute da noite saiu na primeira luta preliminar, com o canadense Nick Denis. Em poucos segundos de ação, no clinch típico do muay thai, Denis acertou uma sequencia de cotoveladas em Joseph Sandoval, que caiu nocauteado.

Brasileiro solitário e vitorioso

Fabrício Morango voltou ao UFC como único representante do Brasil no evento e com vitória. Em pé, o brazuca partiu para cima, às vezes de forma precipitada. Quando levou para o solo, onde se sente mais a vontade, dominou as costas do americano Tommy Hayden e encaixou o mata-leão. Hayden sinalizou a desistência, representada pelos “três tapinhas”, mas não foi vista pelo árbitro Josh Rosenthal. Em uma nova tentativa, enfim Rosenthal paralisou a luta, aos 4:03 minutos do primeiro round.

Despedida do octógono

Jorge Rivera encerra carreira com vitória (Foto: Josh Hedges/ Zuffa LLC)

O evento ainda teve uma aposentadoria. O experiente Jorge Rivera, 39 anos, havia demonstrado o interesse de encerrar a carreira após o UFC on FX, e assim aconteceu. “El Conquistador”, como é conhecido, mostrou-se motivado a vencer. No segundo round, Eric Schafer não teve sorte e ficou por baixo de Rivera, que não perdeu a oportunidade e desferiu vários socos até que a luta fosse finalizada. Jorge Rivera despede-se do octógono com um cartel de 20 vitórias e 9 derrotas.

RESULTADOS

CARD PRELIMINAR

Bantamweight (peso galo): United States Joseph Sandoval vs. Canada Nick Denis

Denis derrotou Sandoval por KO (cotoveladass) no 1º round, 0:22.

Featherwight (peso pena): United States Daniel Pineda vs. United States Pat Schilling

Pineda derrotou Schilling por finalização (mata-leão) no 1º round, 1:37.

Lightweight (peso leve): Brazil Fabrício Camões vs. United States Tommy Hayden

Camões derrotou Hayden por finalização (mata-leão) no 1º round, 4:03.

Welterweight (peso meio médio): United States Charlie Brenneman vs. United States Daniel Roberts

Brenneman derrotou Roberts por decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 29-28).

Lightweight (peso leve): Iran Kamal Shalorus vs. Russia Khabib Nurmagomedov

Nurmagomedov derrotou Shalorus por finalização (mata-leão) no 3º round, 2:08.

Middleweight (peso médio): United States Jorge Rivera vs. United States Eric Schafer

Rivera derrotou Schafer por TKO (socos) no 2º round, 1:31.

CARD PRINCIPAL

Heavyweight (peso pesado): United States Pat Barry vs. United States Christian Morecraft

Barry derrotou Morecraft por KO (socos) no 1º round, 3:38.

Bantamweight (peso galo): United States Mike Easton vs. United States Jared Papazian

Easton derrotou Papazian por decisão majoritária dos juízes (29-28, 30-27, 29-29).

Welterweight (peso meio médio): United States Duane Ludwig vs. United States Josh Neer

Neer derrotou Ludwig por finalização (guilhotina) no 1º round, 3:04.

Lightweight (peso leve): United States Melvin Guillard vs. United States Jim Miller

Miller derrotou Guillard por finalização (mata-leão) no 1º round, 2:04.

_______________________________________________________________________

MMA: UFC on FX é o evento da semana

Por: João Pedro Alves

A agenda do UFC está cheia neste início de ano. Após o UFC 142, disputado no último sábado no Rio de Janeiro, o Ultimate tem cinco eventos agendados até o final de fevereiro. O primeiro já acontece nesta sexta-feira (20): o UFC on FX, em sua primeira edição, que será realizado na Bridgestone Arena, em Nashville, Estados Unidos. A luta principal, o main event, é entre os pesos leves Melvin Guillard e Jim Miller. O representante brasileiro é Fabrício “Morango” Camões, que enfrenta o americano Tommy Hayden.

Buscando a recuperação

A luta entre os leves Melvin Guillard e Jim Miller é o encontro entre dois atletas que, até a última luta, vinham de longas sequencias invictas – Guillard com cinco e Miller com sete vitórias – e estavam próximos de uma disputa de cinturão (tittleshot). Ambos buscam a vitória como uma forma de recuperação na categoria.

Melvin “The Young Assassin” Guillard é conhecido pela agressividade em pé, na trocação, tendo 19 das 29 vitórias conquistadas por KO/TKO. Usa o wrestling para botar o oponente para baixo e trabalhar o ground ‘n’ pound. Na última luta, em outubro, no UFC 136, Guillard sofreu um knockdown e acabou finalizado por Joe Lauzon com um mata-leão ainda no início do primeiro round.

Jim Miller é um atleta versátil. Apesar de ter como pontos fortes o jogo de quedas e a luta no solo – conquistou 11 das 20 vitórias por finalização –, tem uma boa postura em pé. O americano teve a sequencia de vitórias quebrada em agosto, no UFC Live 5, quando, em uma luta movimentada, foi derrotado por Ben Henderson na decisão dos juízes.

Davi vs. Golias

Outro combate interessante será travado entre os pesados americanos Pat Barry (6-4) e Christian Morecraft (7-2).

Barry é um striker nato. Antes de se dedicar ao MMA, competia no kickboxing. A principal arma é o potente chute, que já fez várias vítimas durante a carreira. No entanto, a diferença de tamanho é grande, com vantagem para o adversário – Morecraft tem 1,98m, Barry 1,80 – e pode definir a luta. Além de ter a envergadura e a força física a seu favor, Morecraft é melhor na luta de solo.

O brasileiro solitário

Morango (à esq.) na luta contra Caol Uno, em 2009 (Foto: Divulgação/ UFC)

O experiente Fabrício Morango (13-6-1), 33 anos, volta ao UFC após quase dois anos. Único atleta brasileiro do evento, Morango luta no card preliminar contra o invicto e estreante norte-americano Tommy Hayden (8-0), de 25 anos. O último combate do brazuca foi em maio de 2011, no Tachi Palace Fights 9, quando venceu o campeão da oitava edição do reality show The Ultimate Fighter, Efrain Escudero, na decisão dos juízes.

A luta programada inicialmente era entre o brasileiro Rafaello “Trator” Oliveira e o iraniano-sueco Reza Madadi.Com um problema na mão, Trator foi substituído pelo compatriota Fabrício Morango. Madadi também se lesionou e deu lugar a Tommy Hayden.

Outro brasileiro que deveria lutar no evento era Vagner “Ceará” Rocha, que estava escalado para enfrentar Matt Brown. Com a lesão do americano, Rocha entrou no card do UFC on Fuel TV, no dia 15 de fevereiro, como substituto do também brazuca Rani Yahya, que torceu o joelho, e luta contra Jonathan Brookins.

O Canal Combate transmite o evento nesta sexta-feira, ao vivo, a partir das 22h.

CARD PRINCIPAL (MAIN CARD)

Lightweight (peso leve): United States Melvin Guillard vs. United States Jim Miller

Welterweight (peso meio médio): United States Duane Ludwig vs. United States Josh Neer

Bantamweight (peso galo): United States Mike Easton vs. Armenia Jared Papazian

Heavyweight (peso pesado): United States Pat Barry vs. United States Christian Morecraft

CARD PRELIMINAR

Middleweight (peso médio): United States Jorge Rivera vs. United States Eric Schafer

Lightweight (peso leve): Iran Kamal Shalorus vs. Russia Khabib Nurmagomedov

Welterweight (peso meio médio): United States Charlie Brenneman vs. United States Daniel Roberts

Lightweight (peso leve): Brazil Fabrício Camões vs. United States Tommy Hayden

Featherwight (peso pena): United States Daniel Pineda vs. United States Pat Schilling

Bantamweight (peso galo): United States Joseph Sandoval vs. Canada Nick Denis

___________________________________________________________________________________

UFC 142: definitivamente, um dos melhores da história

Por: João Pedro Alves

“… o MMA é paixão nacional”, cravou Belfort após a vitória (Foto: Josh Hedges/ Zuffa LLC)

Um evento para fã nenhum botar defeito. Assim pode ser definido o UFC 142, realizado na noite deste sábado (14) na HSBC Arena, no Rio de Janeiro. O segundo Ultimate carioca conseguiu a proeza de superar o primeiro, mesmo sem o grande apelo do UFC 134, que teve Anderson Silva, Shogun e Minotauro como chamarizes. No octógono, uma luta melhor que a outra – com direito a belos nocautes e finalizações. Nas duas lutas principais, tudo verde e amarelo: Vitor Belfort derrotou Anthony Johnson e José Aldo manteve o cinturão dos penas contra Chad Mendes.

Nocaute histórico na abertura

Edson Junior conquistou a dobradinha com o nocaute e a luta da noite (Foto: Josh Hedges/ Zuffa LLC)

A abertura do card principal já demonstrou o que viria pela frente. Edson Barboza Junior enfrentou o inglês Terry Etim pelos pesos leves. O combate foi travado em pé, possibilitando ao brasileiro soltar todo seu jogo, com um muay thai de alto nível, e agitar a galera. Etim mostrou-se “casca grossa” assim como seu conterrâneo Ross Pearson, que enfrentou Junior no primeiro UFC RIO, naquela que foi escolhida a melhor luta da noite. Mais uma vez Edson Junior estava fazendo um grande luta, que, apesar de empolgante, parecia que iria até o final dos 15 minutos previstos. Parecia. No terceiro round, em momento único, digno de cinema, o brasileiro desferiu um belíssimo chute rodado que acertou a cabeça de Etim. O inglês caiu já sem reação. Um dos nocautes mais impressionantes na história do UFC havia acabado de acontecer na HSBC Arena. O main card do evento iniciou com o pé direito – literalmente.

A felicidade de Edson Junior não acabou por aí. Após o evento, a luta e o nocaute foram escolhidos os melhores da noite.

Ganhou, mas não levou

Erick Silva não deixou o nível cair e nocauteou Carlo Prater em poucos segundos – mas não levou a vitória. A luta foi paralisada pelo árbitro Mario Yamasaki após a sequencia de socos de Erick e o vencedor foi ao delírio junto com toda a arena. No entanto, de acordo com Yamasaki, foram dados golpes na nuca, considerados ilegais, causando a desclassificação de Erick e colocando Carlo Prater como vitorioso. A surpresa foi geral; o resultado, contestado. A torcida não concordou com o desfecho e vaiou a decisão de Yamasaki. Erick Silva não escondeu a decepção, mas demonstrou respeito ao experiente árbitro.

Previsível e eficiente

Toquinho venceu em sua especialidade: a chave de calcanhar (Foto: Josh Hedges/Zuffa LLC)

“Quando enfrentar Rousimar Palhares tome cuidado com o calcanhar”. A recomendação deveria ser seguida por qualquer atleta que sobe ao octógono para lutar com Toquinho. Especialista na chave de calcanhar, a chamada heel hook, o brasileiro venceu mais uma vez com a técnica de jiu jitsu. A vítima da vez foi o americano Mike Massenzio, finalizado em pouco mais de um minuto. Toquinho iniciou a luta simulando uma trocação com Massenzio, que durou até encontrar uma brecha para quedar o americano. No chão, não deu outra. O brazuca foi direto para a perna do adversário, que nada pôde fazer além de dar os três tapas característicos da desistência.

A chave de calcanhar de Toquinho foi escolhida a “Finalização da Noite”, rendendo ao brasileiro uma premiação de 65 mil dólares.

Fenômeno vence com a “arte suave”

Mais que um atleta de alto nível, o Vitor Belfort é um dos embaixadores do esporte no Brasil, é querido pela torcida e a estréia no Rio de Janeiro era esperada com expectativa No octógono, o americano Anthony Johnson tentou acabar com a festa brasileira, partiu para cima e chegou a quedar o brasileiro. No chão, Belfort buscou um arm lock, mas Johnson escapou e acertou um soco no olho direito do brazuca. Em pé, Belfort teve um bom momento ao encaixar alguns socos e uma joelhada. Dominando completamente o adversário, Belfort foi para as costas do americano e partiu para a consagração: encaixou os ganchos com as pernas e finalizou no mata-leão. Apesar de ter a base no jiu jitsu, foi apenas a terceira vitória por finalização na carreira do brasileiro, que é conhecido por ser um striker, um nocauteador.

Na entrevista pós-luta, ainda no octógono, Vitor Belfort exaltou o momento do esporte no Brasil. “Meu sonho foi realizado hoje. A gente está na Globo e o MMA é paixão nacional”, declarou o “Fenômeno”.

Além da luta, Anthony Johnson perdeu o emprego. Pela derrota e por ter pesado cinco quilos acima do peso previsto para a categoria, o americano foi demitido do UFC pelo presidente Dana White. “A atitude de Anthony Johnson foi uma das maiores faltas de profissionalismo que eu já vi em toda a minha vida. Seguramente foi o maior desastre da história das pesagens do UFC. Eu sempre digo que no UFC é assim: três vacilos e você está fora. Johnson cometeu três erros de uma vez. Então, ele está fora. Coisas assim não podem acontecer em uma organização como o UFC”, justificou White, como publicado pela TATAME.

O campeão da galera

José Aldo quebrou o protocolo e foi comemorar na arquibancada (Foto: Josh Hedges/Zuffa LLC)

José Aldo entrou no cage confiante e concentrado para defender o cinturão dos penas do UFC pela terceira vez. Com o início do combate, o contender Chad Mendes fez uso de leg kicks, tática costumeiramente utilizada por Aldo. Com a luta transcorrendo em pé, o favoritismo era do campeão. Então o americano decidiu tentar botar para baixo. Mas quedar o manauara-carioca é tarefa árdua até para especialistas em wrestling – segundo números do UFC, o brasileiro defende 94% das tentativas. A luta estava travada na grade, com Mendes grampeado em Aldo e tentando quedá-lo. Ao se desvenciliar do californiano, e antes que gringo tentasse botar a luta no chão novamente, Aldo acertou uma joelhada que derrubou o adversário. Na lona, não demorou muito para que o combate fosse paralisado por Mario Yamasaki. Mais que um nocaute, o fim da luta indicava que o campeão continuava brasileiro. Na comemoração, José Aldo foi, literalmente, para a galera, vibrando no meio dos torcedores.

Show também nas preliminares

Os primeiros atletas a pisarem no octógono na noite de sábado foram o brasileiro Felipe Arantes “Sertanejo” e o canadense Antonio “Pato” Carvalho. Sertanejo honrou o apelido, manteve a tradição e entrou na arena ao som da dupla sertaneja Bruno e Marrone. O brazuca ditou o ritmo no segundo e terceiro round, castigou Pato no ground ‘n’ pound e venceu o canadense por decisão unânime dos juízes.

Pyle, o único estrangeiro vencedor, tirou onda (Foto: Josh Hedges/Zuffa LLC)

Assim como no UFC 134, apenas um brasileiro foi derrotado por um estrangeiro – novamente por nocaute. O americano Mike Pyle não teve dificuldades em vencer Ricardo Funch em pé: usou a joelhada para desestabilizar o adversário e socos para acabar com o combate ainda no primeiro round.

Yuri Marajó venceu o japonês Michihiro Omigawa por decisão unânime, mas não faltaram chances de para nocautear ou finalizar. Marajó dominou a luta em pé e no chão. A principal oportunidade de finalizar aconteceu no final do primeiro round, quando tinha um arm lock encaixado, mas, antes de Omigawa desistir, o round acabou e o japonês foi “salvo pelo gongo”. O controle brasileiro prosseguiu no segundo round. No terceiro, o cansaço era notório nos dois lutadores, resultando na diminuição do ritmo – nada que comprometesse a vitória do paraense.

O único confronto entre pesos pesados foi entre o estreante Ednaldo Lula e o experiente Gabriel Napão. O tempo de octógono pesou. Napão soube esperar o momento certo para botar a luta no chão, sua especialidade. No solo, dominou as costas de Lula e finalizou com um mata-leão ainda no primeiro round.

O catarinense Thiago Tavares, representando o Avaí Futebol Clube, fechou o card preliminar contra o canadense Sam Stout. O primeiro round foi claramente vencido por Tavares, que seguiu a estratégia de quedar Stout e evitar a trocação franca. Nos rounds complementares, a luta foi mais equilibrada. O canadense melhorou e teve bons momentos em pé, perigosos para Tavares. Sem um resultado nos três rounds, os juízes deram a vitória para Thiago Tavares de forma unânime.

Premiações da noite

Os atletas receberam uma premiação bônus de 65 mil dólares pelo desempenho.

Luta da Noite: Brazil Edson Barboza vs. England Terry Etim

Nocaute da noite: Brazil Edson Barboza

Finalização da Noite: Brazil Rousimar Palhares

RESULTADOS:

CARD PRELIMINAR

Featherweight (peso pena): Brazil Felipe Arantes vs. Canada Antonio Carvalho

Arantes derrotou Carvalho por decisão unânime dos juízes (29-28, 29-28, 29-28).

Welterweight (peso meio médio): Brazil Ricardo Funch vs. United States Mike Pyle

Pyle derrotou Funch por TKO (joelhada e socos) no 1º round, 1:22.

Featherweight (peso pena): Brazil Yuri Alcantara vs. Japan Michihiro Omigawa

Alcantara derrotou Omigawa por decisão unânime dos juízes (30-27, 29-28, 30-27).

Heavyweight (peso pesado): Brazil Gabriel Gonzaga vs. Brazil Ednaldo Oliveira

Gonzaga derrotou Oliveira por finalização (mata-leão) no 1º round, 3:22.

Lightweight (peso leve): Brazil Thiago Tavares vs. Canada Sam Stout

Tavares derrotou Stout por decisão unânime dos juízes (29-28, 29-28, 29-28).

CARD PRINCIPAL (MAIN CARD)

Lightweight (peso leve): Brazil Edson Barboza vs. England Terry Etim

Barboza derrotou Etim por KO (chute rodado) no 3º round, 2:02.

Welterweight (peso meio médio): Brazil Erick Silva vs. Brazil Carlo Prater

Prater derrotou Silva por desclassificação (golpes ilegais na nuca) no 1º round, 0:29.

Middleweight (peso médio): Brazil Rousimar Palhares vs. United States Mike Massenzio

Palhares derrotou Massenzio por finalização (chave de calcanhar) no 1º round, 1:03.

Middleweight (peso médio): Brazil Vitor Belfort vs. United States Anthony Johnson

Belfort derrotou Johnson por finalização (mata-leão) no 1º round, 4:49.

Featherweight (peso pena): Brazil José Aldo (c) vs. United States Chad Mendes

Aldo derrotou Mendes por KO (joelhada e socos) no 1º round, 4:59, e manteve o cinturão da categoria.

______________________________________________________________________

No Rio, tudo pronto para o UFC 142

Por: João Pedro Alves

O UFC (Ultimate Fighting Championship) começa o ano de 2012 com uma edição no Brasil, país considerado a nova “menina dos olhos” do presidente Dana White. Impulsionada pelo sucesso obtido com o UFC 134 no Rio de Janeiro, em agosto passado, a organização americana apostou em um rápido retorno à capital fluminense, com o UFC 142 (ou UFC RIO II). O evento será realizado na noite deste sábado (14), na HSBC Arena, zona oeste da cidade, mesmo palco do primeiro UFC RIO. Mais uma vez o card foi composto preferencialmente por atletas brasileiros, com destaque para Vitor Belfort, que enfrenta Anthony Johnson, e José Aldo Junior, que defende o cinturão dos penas contra Chad Mendes.

Aldo vs. Mendes, Flamengo vs. Vasco

No Rio de Janeiro desde a adolescência, quando deixou a cidade natal, Manaus, em busca do sonho de ser lutador, José Aldo entrará no octógono com uma grande responsabilidade nas costas: vencer no Brasil e manter o cinturão dos penas. O manauara faz a luta principal do UFC 142 contra o americano Chad Mendes, e defende o título, conquistado em 2009, pela quinta vez – terceira no UFC. A “sombra” de Anderson Silva, que, no primeiro UFC RIO, fechou a noite com uma atuação impecável, existe – a expectativa é que Aldo repita o feito do campeão dos médios.

José Aldo tem apenas uma derrota, ocorrida em 2005, quando foi finalizado por Luciano Azevedo no Jungle Fight 5. Após o revés, Aldo já coleciona 13 vitórias consecutivas, a última, em outubro, contra o americano Kenny Florian. O estilo de luta do brasileiro é bem visto no Ultimate por ser ofensivo. O campeão dos penas tem um grande poder de nocaute devido à boa trocação – com um muay thai de alto nível, costuma utilizar muito bem as pernas, desferindo chutes e joelhadas. Enganam-se aqueles que acham que, como striker, Aldo passa sufoco no chão: a base do manauara é o jiu jitsu, sendo, inclusive, faixa preta na “arte suave”.

O “vascaíno” Mendes (à dir.) posa ao lado do treinador brasileiro Fábio Pateta (Foto: Reprodução)

O desafiante ao cinturão é o wrestler californiano Chad “Money” Mendes, que ainda não foi derrotado no MMA. Na última luta, em agosto, Mendes venceu o brasileiro Rani Yahya por decisão unânime. O americano tem o jogo de quedascomo principal arma, tendo participado da equipe de wrestling no colegial e na universidade. Mendes é um wrestler característico: seu estilo pode não empolgar tanto, mas, consistente e dominante, vence a maioria das lutas por decisão dos juízes.

A rivalidade dentro do octógono tomou rumos futebolísticos. José Aldo nunca escondeu de ninguém que é flamenguista, vai ao estádio e é, inclusive, contratado do rubro-negro carioca. Chad Mendes, à la Chael Sonnen, apareceu em fotos com a camisa do Vasco da Gama, grande rival do Flamengo, e cogita entrar no cage com uma bandeira do clube cruzmaltino. O futebol está cada vez mais envolvido com o MMA, e foi o tema mais abordado pelos jornalistas na entrevista coletiva, realizada na tarde de quinta-feira (12).

Em casa pela primeira vez

Mesmo com pouco mais de 15 anos de carreira e 29 lutas no cartel, o UFC RIO marca a estréia do carioca Vitor Belfort na Cidade Maravilhosa. E será apenas a segunda luta do atleta no Brasil – na primeira, em 1998, em São Paulo, pelo Ultimate Brazil (UFC 17.5), venceu Wanderlei Silva em 44 segundos. Antes da revanche com o “Cachorro Louco”, em julho, no confronto entre os treinadores do The Ultimate Fighter, Belfort tem o americano Anthony Johnson pela frente.

Vitor Belfort surgiu nas lutas como um verdadeiro fenômeno. Apesar de ter a base do jiu jitsu – é pupilo do lendário mestre Carlson Gracie -, tem a trocação como principal trunfo. Foi campeão do UFC 12, em 1997, com apenas 19 anos, de forma arrasadora, nocauteando adversários maiores e mais fortes que ele utilizando a velocidade e o boxe afiado.  Também maior, Johnson não intimida o carioca, como demonstrou no progrma Sensei DeBatendo, do canal Sportv. “Um homem que tem medo de homem forte não pode estar fazendo o que eu faço. Não pode ter medo de homem forte, principalmente quando eu sou forte”.

Não só de força é composto o jogo de Johnson. O americano também tem a luta em pé como especialidade, apesar da origem no wrestling, e tem sete das dez vitórias conquistadas por KO/TKO. Além das mãos pesadas, Johnson costuma utilizar os chutes – principalmente com a perna esquerda – para atacar os oponentes. Se a trocação está em dia, a confiança não deixa por menos. “Posso não ser o campeão ainda, no cartel, mas na minha cabeça eu sou o campeão. Então eu luto como um campeão, treino como campeão, faço tudo que for possível para me tornar o melhor e campeão um dia”, declarou Johnson à reportagem do Sensei.

Figurinhas repetidas

Mais especial que lutar no maior evento de MMA do mundo é lutar no UFC “em casa”. Apenas uma minoria tem a chance de representar o Brasil atuando no país, e não são poucos os atletas que pleiteiam essa oportunidade. Seis brazucas, no entanto, subirão ao octógono montado na HSBC Arena pela segunda vez. Os felizardos, que já lutaram no UFC RIO em 2011, são Edson Barboza Júnior, Felipe Arantes “Sertanejo”, Rousimar Palhares “Toquinho”, Thiago Tavares, Erick Silva e Yuri Alcântara “Marajó”. Destes, apenas Felipe Sertanejo saiu derrotado do UFC 134 – perdeu para Yuri Marajó por decisão unânime.

Lesões atrapalham montagem do card

Os matchmakers do UFC, responsáveis por casar as lutas,tiveram trabalho para montar o card do UFC 142. Ao todo, cinco atletas que estavam confirmados se lesionaram e foram retirados do evento.

O afegão Siyar Bahadurzada estava escalado para estrear no UFC contra Erick Silva. Com a lesão de Bahadurzada, Erick enfrenta outro estreante, o brasileiro-americano Carlo Prater.

Sparring do campeão Júnior Cigano e ainda sem derrotas no cartel, Edinaldo “Lula” Oliveira esperava estrear contra o inglês Rob Broughton. O gringo foi substituído pelo experiente Gabriel “Napão” Gonzaga, que voltou a lutar em outubro após um hiato na carreira.

Representante do BOPE no UFC RIO I, Paulo Thiago enfrentaria o americano Mike Pyle na segunda edição do evento. O “caveira” lesionou o cotovelo e foi substituído por Ricardo Funch, que retorna ao UFC após um ano e meio.

Stanislav Nedkov, o búlgaro responsável pela única derrota brasileira para estrangeiros no UFC 134, quando venceu Luiz “Banha”, queria repetir a dose no UFC 142, contra Fabio Maldonado. Lesionado, Nedkov deu lugar a Caio Magalhães, que estrearia no UFC. Faltando uma semana para o evento, Maldonado machucou a costela e aumentou o número de baixas. Ruim para o novato Caio “Hellboy”, que, sem adversário, ficou de fora do UFC RIO e terá que esperar mais um pouco para estrear na organização americana.

Vendas e críticas

HSBC Arena estará lotada assim como no UFC 134 (Foto: Reprodução/ UFC)

Na manhã desta sexta-feira (13), um dia antes do UFC 142, ainda existam cerca de 500 ingressos à venda. A arena estará cheia, mas, se comparado ao primeiro UFC RIO, quando todas as entradas foram vendidas em apenas 74 minutos, o resultado pode ser considerado abaixo do esperado. Além do alto valor dos bilhetes, que variaram de R$ 275 à R$ 1.600 (mesmos preços do UFC 134), o card foi o principal alvo das críticas dos fãs. De acordo com internautas de fóruns especializados, seria interessante se mais lutadores estrangeiros e de renome fossem escalados no lugar de tantos atletas locais – alguns, repetidos do UFC RIO I.

O horário para o início dos combates também desagradou. O card preliminar terá início às 22h30, e o principal não deve começar antes da 1h. No UFC RIO I, as preliminares começaram às 19h, e as principais às 22h. Considerado inapropriado pelos fãs, tanto para quem irá à HSBC Arena, quanto para quem assistirá pela televisão, o horário foi estipulado para não afetar as vendas de pay-per-view no exterior, principalmente nos Estados Unidos.

Como assistir

O telespectador brasileiro tem duas formas de acompanhar o evento. O Canal Combate transmite o UFC 142 de forma integral, com o card preliminar e principal, a partir das 22h30. A Rede Globo exibirá apenas as duas lutas principais do evento (Belfort vs. Johnson e Aldo vs. Mendes), que devem começar após 2h15. Desta vez, Anderson Silva, campeão dos pesos médios do UFC,comentará o evento ao lado do narrador Galvão Bueno.

A pesagem será realizada nesta sexta-feira (13), às 19h, também com transmissão ao vivo do Canal Combate.

CARD PRELIMINAR

Featherweight (peso pena): Brazil Felipe Arantes vs. Canada Antonio Carvalho

Welterweight (peso meio médio): Brazil Ricardo Funch vs. United States Mike Pyle

Featherweight (peso pena): Brazil Yuri Alcantara vs. Japan Michihiro Omigawa

Heavyweight (peso pesado): Brazil Gabriel Gonzaga vs. Brazil Ednaldo Oliveira

Lightweight (peso leve): Brazil Thiago Tavares vs. Canada Sam Stout

CARD PRINCIPAL (MAIN CARD)

Lightweight (peso leve): Brazil Edson Barboza vs. England Terry Etim

Welterweight (peso meio médio): Brazil Erick Silva vs. Brazil Carlo Prater

Middleweight (peso médio): Brazil Rousimar Palhares vs. United States Mike Massenzio

Middleweight (peso médio): Brazil Vitor Belfort vs. United States Anthony Johnson

Featherweight (peso pena): Brazil José Aldo (c) vs. United States Chad Mendes

– Disputa pelo cinturão da categoria, pertencente a  José Aldo

___________________________________________________________________________________

Retrospectiva 2011 – MMA – Parte 2

Por: João Pedro Alves

Na sequencia da retrospectiva sobre MMA, que já contou como foi o UFC RIO, o esporte na mídia e o que aconteceu nos pesos pesados, a 2ª parte do especial traz os principais acontecimentos nas demais categorias e o MMA feminino.

LHW: nasce um novo fenômeno

A principal e mais concorrida categoria do UFC, a light heavyweight (peso meio pesado), ganhou um novo campeão em 2011. E que campeão. O americano Jon “Bones” Jones, de 24 anos, sobrou no octógono e foi escolhido o “Lutador do Ano” no World MMA Awards. O ano de Jones começou com uma finalização em Ryan Bader, em fevereiro. Pouco mais de um mês depois, em 19 de março, no UFC 128, conquistou a cinta nocauteando o brazuca Maurício

Jones vs. Machida (Foto: Nick Laham/ Zuffa LLC)

“Shogun” Rua com propriedade, soltando todo seu jogo. A primeira defesa – e manutenção – de título aconteceu em setembro, no UFC 135, contra Quinton “Rampage” Jackson, que acabou finalizado no quarto round. Em 10 de dezembro, no UFC 140, Jones se despediu do cageem 2011 apagando o “Ryu brasileiro”, Lyoto Machida, com uma guilhotina. A superioridade, somada ao jogo técnico e plástico, renderam comparações entre Jon Jones e o supercampeão dos médios, Anderson Silva – sendo cogitada, inclusive, uma luta entre os dois.

No Strikeforce, o brasileiro Rafael Feijão perdeu o título na primeira defesa de cinturão, contra o experiente Dan Henderson, em março. O reinado de Hendo durou pouco, pois o americano deixou a organização, sem colocar a cinta em jogo nenhuma vez, para voltar ao UFC.

E 2011 não foi o ano do curitibano Maurício Shogun. Logo na primeira luta do ano, em março, perdeu o cinturão para Jon Jones. O retorno aconteceu em agosto, no UFC RIO, com uma boa atuação e um nocaute agressivo em Forrest Griffin. Mas Shogun fechou o ano com mais uma derrota, em novembro, desta vez para o americano Dan Henderson, na volta ao UFC. A luta, realizada no UFC 139, foi bastante disputada, sangrenta e, porque não, polêmica. A começar pela forma física do brasileiro, que se apresentou mais lento e com a barriga mais saliente do que na luta anterior, contra Griffin. O resultado também foi contestado. Na decisão dos juízes, Hendo venceu três dos cinco rounds. Mas não foi raro quem achasse que Shogun merecia a vitória, ou, pelo menos, o empate.

MW: Brasil com ano diferente no UFC e no Strikeforce

Vamos começar com a parte boa. No UFC, o maior campeão da história da organização, Anderson Silva, continua ostentando o cinturão, sob sua tutela desde 2006. Anderson subiu ao octógono duas vezes em 2011 – e foi espetacular nas duas oportunidades. Na primeira, em fevereiro, o Spiderenfrentou Vitor Belfort, no combate que foi chamado de “Luta do Século” – denominação, no mínimo, exagerada. Belfort foi rapidamente surpreendido e nocauteado com um chute frontal. Na outra luta, em agosto, no Rio de Janeiro, Anderson mostrou parte de seu extenso repertório e venceu Yushin Okami, sem dificuldades, no segundo round.

Jacaré perdeu a cinta do Strikeforce para Rockhold (Foto: Arquivo/ Showtime)

Ronaldo Jacaré, campeão middleweight do Strikeforce, começou o ano bem. Em janeiro, na primeira defesa de cinturão, o brasileiro derrotou Robbie Lawlor com um mata-leão. Em setembro, em uma noite em que nada deu certo para o MMA tupiniquim, Jacaré foi amplamente dominado pelo americano Luke Rockhold, perdeu na decisão dos juízes e teve que entregar a cinta para o gringo.

WW: campeão sofre com lesões

Georges St-Pierre, o grande campeão da categoria welterweight (peso meio médio), entrou em ação apenas uma vez em 2011. Em abril, no UFC 129, o canadense venceu o americano Jake Shields na decisão dos juízes – como de costume. GSP não voltou ao octógono mais vezes durante o ano devido a lesões.

Um dos desafios esperados para St-Pierre era contra o campeão do Strikeforce, o sempre polêmico Nick Diaz. O americano deveria disputar o cinturão do UFC em outubro, no UFC 137, mas não compareceu a alguns eventos de divulgação da luta, acabou perdendo a chance de lutar pelo título e sendo colocado para enfrentar BJ Penn. Georges St-Pierre lutaria contra Carlos Condit, antes adversário de BJ Penn, mas o campeão se lesionou e foi retirado do card. Após vencer Penn, Diaz enfrentaria GSP em fevereiro de 2012, mas o canadense, mais uma vez, não poderá atuar por motivo de lesão.

LW/ FW/ BW: Nos mais leves…

O ano mal tinha começado e já tinha gente dando show no cage. No dia 1ºde janeiro, no UFC 125, o campeão dos leves, Frankie Edgar, botou seu cinturão em jogo contra Gray Maynard, naquela que foi escolhida a “Luta do Ano” no World MMA Awards 2011 e que terminou empatada. Os dois americanos voltaram a se enfrentar em outubro, no UFC 136, para decidir quem ficaria com a cinta da categoria lightweight. Edgar nocauteou Maynard no quarto round e manteve o título.

Um possível contender se estabeleceu no UFC em 2011. Donald Cerrone teve um ano impecável e se aproximou da disputa de cinturão dos leves. O americano ganhou o prêmio de “Revelação do Ano” no World MMA Awards.Escalado para lutar no UFC 141, no dia 30 de dezembro, contra Nate Diaz, Cerrone pode igualar o recorde de Roger Huertas com cinco vitórias em um ano e ganhar o tittleshot. As quatro vitórias no ano do Cowboy foram contra Paul Kelly, Wagner Rocha, Charles “do Bronx” Oliveira e Dennis Siver.

Hominick certamente demorou para esquecer de Aldo (Foto: Al Bello/ Zuffa LLC)

A categoria featherweight (peso pena), ficou sob comando verde e amarelo. O manauara-carioca José Aldo Júnior estreou no UFC este ano já como campeão, após a fusão com o WEC, e assim se manteve após as duas lutas feitas no evento. Em abril, no UFC 129, Júnior enfrentou o canadense Mark Hominick. O brasileiro não se abalou com a torcida contra – a luta foi no em Toronto, Canadá – e fez um estrago no rosto do gringo, que aguentou os cinco rounds do duelo vencido por Aldo. O brazuca voltou a pisar no octógono em outubro, no UFC 136, quando manteve a cinta ao derrotar Kenny Florian, que fazia sua segunda luta na categoria após descer da lightweight, em um duelo que durou todos os rounds e foi decidido a favor de Aldo pelos juízes. José Aldo tem compromisso marcado e defende seu título em 14 de janeiro, no UFC 142, que será realizado no Rio de Janeiro – o primeiro evento do UFC de 2012 – contra o americano Chad Mendes.

Na categoria bantamweight (peso galo), a mais leve do UFC, Dominick Cruz, assim como Aldo, defendeu o cinturão duas vezes em 2011. A primeira, em julho, estreando no UFC, Cruz derrotou Urijah Faber – único atleta a derrotá-lo em toda carreira, em 2007 – após cinco rounds disputados e equilibrados. A outra defesa de título aconteceu em outubro, em um combate contra Demetrious Johnson, que novamente durou os cinco rounds e foi vencido pelo campeão Dominick Cruz em decisão unânime dos juízes.

Elas também têm um “Anderson Silva”

Cyborg, a maior lutadora da história (Foto: Esther Lin/ Elite XC)

No esporte, a comparação é comum – até mesmo entre gêneros distintos. No futebol, a brasileira Marta é constantemente chamada de “Pelé de saias”. No MMA, a também brasileira Cristiane Santos pode ser comparada ao grande atleta Anderson Silva. E não é para menos. A “Cyborg”, como é chamada, tem apenas uma derrota na carreira – que aconteceu logo na estréia, em 2005 – em meio às 11 vitórias e é a primeira campeã do Strikeforce (peso pena), título conquistado há pouco mais de dois anos. Cris ficou um ano e meio sem lutar por um único motivo: não tinha adversárias a altura – o MMA feminino ainda não possui um grande número de atletas de alto nível. Em 17 de dezembro, na volta ao octógono, Cristiane Cyborg não deu espaço algum para Hiroko Yamanaka, e em impressionantes 16 segundos já havia nocauteado a japonesa. Especula-se que a próxima luta da brasileira seja contra a pop star americana Gina Carano, derrotada por Cyborg em 2009, ou contra Miesha Tate, escolhida a “Lutadora do Ano” no MMA Awards, que também é campeã do Strkeforce, do peso galo – mais leve que Cyborg.

Confira a “passagem de carro” da Cris Cyborg na última luta, contra Hiroko Yamanaka.

Ídolos deixam o octógono

Couture, o “vovô do MMA”, deu adeus ao octógono (Foto: Arquivo/ UFC)

Neste ano, três ídolos do MMA anunciaram a aposentadoria. O primeiro deles foi o americano Randy Couture (19-11), o “Capitão América”, 48 anos, um exemplo de superação e dedicação ao esporte, integrante do UFC Hall of Fame. Na despedida, em abril, no UFC 129,foi derrotado pelo brasileiro Lyoto Machida com um chute à la Karate Kid. Couture entrou no octógono pela primeira vez em 1997, com 34 anos, foi três vezes campeão dos pesados e duas vezes dos meio pesados do UFC.

As outras duas despedidas aconteceram na noite de 29 de outubro, no UFC 137.

O croata Mirko Cro Cop (27-10-2-1NC), 37 anos, não conseguiu ter no UFC o mesmo desempenho dos idos tempos do Pride, quando alcançou o auge da carreira, foi campeão do GP dos pesados da organização japonesa e era um dos melhores atletas do mundo. Com três derrotas consecutivas, a última para Roy Nelson, por nocaute, anunciou a aposentadoria do esporte.

O americano BJ Penn (16-8-2), 33 anos, ex-campeão dos leves e dos meio médios do UFC, sempre foi chamado de prodígio. O talento, no entanto, não apareceu nas últimas atuações – BJ estava visivelmente desfocado. Após ser derrotado por Nick Diaz na luta principal da noite, o havaiano declarou que faria uma pausa na carreira, um hiato por tempo indeterminado, para poder “aproveitar a vida, treinar e ensinar”, como postou no Twitter.

E aqui se encerra a retrospectiva com alguns acontecimentos que marcaram o ano no MMA. Que 2012 venha com mais nocautes, finalizações e boas lutas. O próximo ano promete ser ainda mais especial para o esporte no Brasil, com o The Utimate Fighter e eventos do UFC no país. O MMA é, cada dia mais, uma realidade.

OSSS!

_______________________________________________________________________

Retrospectiva 2011 – MMA – Parte 1

Por: João Pedro Alves

Prosseguindo com as retrospectivas do Jornaleiros do Esporte, o MMA é a modalidade da vez. O ano que está acabando pode ser considerado o mais importante na história do esporte no Brasil. Os primeiros passos rumo à popularização do antigo vale-tudo foram dados. O país recebeu o maior evento do mundo, o UFC (Ultimate Fighting Championship), após 13 anos e foi um sucesso. A Globo, maior emissora de televisão brasileira, decidiu investir no esporte, transmitiu uma luta esse ano e fechou contrato de exclusividade na TV aberta com o UFC para 2012.  Dentro do octógono o ano também foi positivo, e o Brasil fecha o ano com três cinturões do UFC. Definitivamente, 2011 é um ano para ser relembrado.

A primeira parte da retrospectiva MMA conta como foi o UFC 134 (o UFC RIO), a mídia e o esporte no país, e os principais acontecimentos na categoria heavyweight (peso pesado). Como diria Bruce Buffer, announcer do UFC, “It’s TIME!.

Atenções voltadas para o Brasil

O Brasil voltou a ser palco do UFC após um hiato de 13 anos – a primeira edição aconteceu em 16 de outubro de 1998, no Ginásio da Portuguesa, em São Paulo, quando o MMA ainda era chamado de Vale-Tudo. Em 2011, com o UFC RIO,agora como um esporte profissional, popular e rentável, o retorno foi acima do esperado. Os pouco mais de 14 mil ingressos foram vendidos rapidamente de forma antecipada. No dia 27 de agosto deste ano, a HSBC Arena, no Rio de Janeiro, estava lotada para ver alguns dos ícones do esporte de perto. Das doze lutas, apenas uma não teve a presença de brasileiros – no total, 14 brazucas subiram ao octógono.

Diferente da grande maioria dos eventos ao redor do mundo, no Rio as arquibancadas estavam cheias até mesmo no card preliminar. Quem chegou cedo pôde ver bons duelos, com destaque para Rousimar Palhares “Toquinho” vs. Dan Miller. O brasileiro esteve perto de acabar com o combate no ground ‘n’ pound, mas parou de repente, achando que já tinha vencido, e comemorou. O árbitro, que não havia interrompido a peleja, negou a vitória e fez Toquinho voltar a lutar. Após três rounds, o brasileiro Rousimar Palhares foi escolhido o vencedor – para ele, pela segunda vez.

Anderson Silva, o nº1 peso por peso (Foto: Josh Hedges/ Zuffa LLC)

A única derrota brasileira no main card foi a de Luiz “Banha” Cane, nocauteado pelo búlgaro Stanislav Nedkov. Edson Barbosa, pouco conhecido no Brasil, soltou seu jogo, fez a melhor luta da noite, e venceu o inglês “casca grossa” Ross Pearson. Rodrigo “Minotauro” Nogueira entrou no cage pressionado por uma vitória após o longo período de inatividade. Impulsionado pela massa de torcedores, nocauteou Brendan Schaub ainda no primeiro round. O curitibano Maurício “Shogun” Rua retornou ao UFC contra Forrest Grigffin após perder o cinturão dos meio pesados e lutou ao estilo Shogun – não deu espaço para o adversário, foi agressivo e venceu o americano com um KO no primeiro round. Fechando a noite, Anderson Silva mostrou o motivo pelo qual mantém o cinturão dos médios há cinco anos e é o maior campeão da história da organização. O Spider fez uma luta impecável e nocauteou o japonês Yushin Okami sem grande esforço.

Após o evento, atletas de MMA viraram os “convidados da vez” de programas televisivos, sejam eles sobre esporte ou não. Anderson Silva, por exemplo, antes pouco conhecido do grande público, virou popstar e garoto-propaganda de diversos produtos. A mídia do “patropi” abriu espaço para o esporte que mais cresce no mundo.

Enfim levado a sério

O MMA sempre foi marginalizado no Brasil. A RedeTV! foi a primeira emissora de TV aberta a apostar no MMA em seu formato “moderno”, reprisando lutas nas noites de sábado e tendo o esporte como pauta nos programas esportivos da casa. O investimento mostrou-se eficiente com a transmissão aberta exclusiva do UFC RIO e a confirmação de que o esporte atrai um número elevado de espectadores e é financeiramente rentável.

Então a maior rede de televisão do Brasil entrou na jogada. A Rede Globo notou o bom momento do MMA no país e resolveu comprar os direitos de transmissão do UFC. Por contrato, a emissora carioca tem direito exclusivo de transmitir em TV aberta todos os eventos que serão realizados no Brasil em 2012 e mais três no exterior. O primeiro evento será a o UFC RIO 2 (UFC 142), em 14 de janeiro.Outro item do acordo é a exibição do reality show The Ultimate Fighter, programa responsável pela popularização do esporte nos Estados Unidos, que terá uma versão 100% verde e amarela no início do próximo ano com os ícones Wanderlei Silva e Vitor Belfort como treinadores.

Com oito vitórias no UFC, Cigano tornou-se o campeão dos pesados (Foto: Donald Miralle/ Zuffa LLC)

O aperitivo de como será o modelo de transmissão da emissora global aconteceu no dia 12 de novembro, com o UFC on FOX – primeiro evento transmitido na TV aberta americana. Um marco no Brasil e nos EUA. O main card, exibido pelas gigantes Globo e FOX, contou com apenas uma luta, entre Cain Velasquez e Júnior “Cigano” dos Santos, válida pelo cinturão dos pesados. Aqui, o experiente Galvão Bueno ficou responsável pela narração e Vitor Belfort pelos comentários. O combate foi rapidamente vencido por Cigano (como será tratado adiante), não dando tempo para uma avaliação adequada do desempenho de Galvão – mas o bordão “gladiadores do Terceiro Milênio” já ficou marcado.

HW: novo campeão, ‘duelo de titãs’ e reviravoltas

Na categoria heavyweight (peso pesado), o campeão Cain Velasquez colocou o cinturão em jogo pela primeira vez em novembro deste ano, contra o brasileiro Junior Cigano. A luta causou mais agitação por ter sido exibida na TV aberta americana e brasileira do que pelo combate propriamente dito. No octógono, 64 segundos de ação. Cigano foi superior na trocação, aproveitou a falta de ritmo de Velasquez – que não lutava desde outubro de 2010, quando conquistou a cinta ao vencer Brock Lesnar -, e nocauteou o americano após um belo golpe de direita. O catarinense-baiano de 27 anos sagrou-se, então, o campeão dos pesados do UFC, conquistando o terceiro cinturão para o Brasil. Cigano tem um cartel com 14 vitórias e apenas uma derrota.

Lesnar vs. Overeem: um dos confrontos mais esperados do ano (Foto: Reprodução/ Getty Images)

A primeira defesa de título do brasileiro deve acontecer contra o vencedor do último evento do ano. O UFC 141, que será realizado no dia 30 de dezembro, tem como main event o duelo entre os gigantes Brock Lesnar e Alistair Overeem. O ex-pro wrestler Lesnar quer dar a volta por cima após ter sido derrotado por Velasquez e ter ficado um longo período longe do octógono devido a graves problemas de saúde. Overeem fará sua estréia na organização americana após deixar o Strikeforce nas semifinais do grand prix. A chegada do holandês ao UFC é tratada com expectativa, pois o atleta teve atuações destacadas no DREAM, Strikeforce e K-1, conquistado o cinturão das três organizações, e ganhou o prêmio de “Atleta Internacional do Ano” no World MMA Awards 2011.

Um ídolo mundial do MMA teve um ano de superação. Rodrigo Minotauro voltou de lesão, no UFC RIO com vitória. O sucesso mostrou que o baiano ainda tinha condições de prosseguir com a carreira. Um novo desafio para Minota foi marcado para o UFC 140, no dia 10 de novembro. O adversário era conhecido, o americano Franck Mir, que derrotara Rodrigo em 2008 – o primeiro nocaute sofrido pelo “Rocky Balboa brasileiro”. Na revanche, Minotauro se apresentou bem e teve a chance de nocautear Mir. Então o jogo virou. Ao invés de acabar com o combate no ground ‘n’ pound, o brazuca partiu para a finalização e perdeu a posição. O americano se recuperou, encaixou uma kimura – que deslocou o braço do Nogueira – e o finalizou. Franck Mir tornou-se o primeiro atleta a nocautear e finalizar Rodrigo Minotauro.

Tido como o melhor lutador de todos os tempos, Fedor Emelianenko, o “Último Imperador”, perdeu seu trono em 2011. O russo ficou invicto durante toda a sua passagem pelo Pride, e teve apenas uma derrota, duvidosa, na carreira até junho de 2010, quando foi finalizado por Fabrício Werdum no Strikeforce. Este ano, também no evento americano, Fedor foi derrotado por Antônio Pezão e Dan Henderson, perdendo de vez a áurea de invencível que tinha. Acabado o contrato nos Estados Unidos, o russo realizou mais uma luta em 2011, na Rússia. Fedor derrotou Jeff Monson na decisão dos árbitros, nada de espetacular, nada que apagasse o péssimo ano.

Mas a luta com a reviravolta mais impressionante foi protagonizada por Cheick Kongo e Pat Barry, no UFC on Versus 4, em 26 de junho. A virada de Kongo rendeu ao francês o título de “Virada do Ano” no MMA Awards, o “Oscar da luta”. Conhecidos pelo jogo em pé e pelo poder de nocaute, os atletas deram um verdadeiro show no cage. Após quase ter sido nocauteado, Kongo mostrou raça e aplicou um KO em Barry. Confira abaixo o vídeo do combate.

E aí, foi ou não foi a reviravolta do ano?

O tão esperado grand prix

Pezão venceu Fedor, mas foi parado por Cormier (Foto: Tracy Lee/ Yahoo! Sports)

O Strikeforce teve uma bela idéia para atrair atenção e organizou um grand prix com oito heavyweights da organização. As duas primeiras quartas de final aconteceram em fevereiro. Sergei Kharitonov derrotou Andrei Arlovski e o brasileiro Antônio “Pezão”, de forma inesperada, “passou o carro” no russo Fedor Emelianenko. Ainda nas quartas, mas em junho, Josh Barnett finalizou Brett Rogers e Alistair Overeem passou pelo outro brazuca do torneio, o gaúcho Fabrício Werdum.

As semifinais foram marcadas para 10 de setembro, e então os problemas apareceram. Overeem alegou que, devido a uma lesão adquirida na luta contra Werdum, não estaria apto a entrar no octógono na data prevista, apenas em outubro. O evento se impôs, não mudou a data, e o holandês foi substituído pelo americano Daniel Cormier no GP. Sem os dois maiores nomes do torneio, Fedor e Overeem, a competição perdeu força e interesse.

O evento do dia 10 de setembro ficou marcado como uma noite negra para o MMA brasileiro. Sete brazucas subiram no cage, apenas um venceu – Rafael “Feijão” Cavalcante. Pelas semis do GP, enfrentaram-se Pezão e Cormier, Barnett e Kharitonov. Mesmo “caindo de pára-quedas” e sendo o azarão do torneio, Daniel Cormier foi arrasador e nocauteou Antônio Pezão ainda no primeiro round. Josh Barnett também não teve dificuldades e finalizou o russo Sergei Kharitonov (ou 49, como é chamado pelos fãs brasileiros) com um kata-gatame no primeiro round.

A data da final entre Josh Barnett e Daniel Cormier ainda não foi confirmada, mas estima-se que aconteça em 3 de março de 2012, em Columbus, Ohio, Estados Unidos.

_______________________________________________________________________

Confronto histórico e nocaute de Wanderlei Silva marcam o UFC 139

Por: João Pedro Alves

“É uma das três melhores lutas da história do MMA”, declarou Dana White, presidente do UFC (Foto: Reprodução/ ZUFFA LLC)

O UFC 139 foi disputado na noite de sábado (19), em San José, na Califórnia, e pode ser considerado um dos melhores eventos do ano. Wanderlei Silva nocauteou Cung Le de forma arrasadora e afastou a chance de aposentadoria. Maurício Shogun foi derrotado em uma luta épica contra Dan Henderson. Outros bons combates nos cards principal e preliminar animaram o público na arena HP Pavilion e também quem assistiu pela televisão.

Um clássico do MMA

Maurício “Shogun” Rua e Dan Henderson fecharam o UFC 139 em grande estilo e foram protagonistas de uma luta sangrenta e disputada, uma das melhores da história do MMA. O brasileiro já tinha avisado antes do combate: seria um combate violento. A peleja começou ruim para Shogun, que sofreu um knockdown e quase foi finalizado por Hendo. O americano, apesar de ser 11 anos mais velho, pareceu estar mais bem preparado e veloz que o curitibano. A luta foi equilibrada, alternando bons momentos entre os dois atletas. No terceiro round, Henderson teve a chance de acabar com o duelo no ground ‘n’ pound, após conseguir um knockdown, mas seu cansaço e a superação de Shogun o impediram. Os dois últimos rounds foram dominados pelo brasileiro, que foi superior em pé e no chão, inclusive montando com facilidade por algumas vezes. O combate terminou com os dois lutadores exaustos e desgastados. Por decisão unânime dos árbitros laterais, Dan Henderson foi considerado vencedor e deve disputar o cinturão da categoria em breve.

Shogun e Hendo mal conseguiram falar após a luta, ainda no octógono, com o entrevistador Joe Rogan. Nenhum dos dois compareceu à coletiva de imprensa pós-luta, e seguiram direto para um hospital para os primeiros cuidados. Shogun vs. Henderson foi escolhido como um dos melhores combates da noite, e os atletas receberam o bônus de 70 mil dólares.Cuidado, o Cachorro Louco está à solta!

(Foto: Reprodução/ ZUFFA LLC)

O penúltimo combate da noite foi aguardado com ansiedade pelo mundo do MMA. Quando o cage se fechou, a continuidade da carreira de Wanderlei Silva seria disputada com o vietnamita Cung Le. No primeiro round, quando Wanderlei foi acertado por um soco rodado de Le e caiu, a derrota contra Chris Leben deve ter passado pela cabeça do brasileiro. A luta prosseguiu com o vietnamita usando bastante as pernas e os socos rodados, sempre perigosos. Wanderlei mostrou inteligência e soube atacar no momento certo, seguindo a estratégia de combate. O ritmo continuou o mesmo até o final do segundo round. Wanderlei soltou o jogo que o caracterizou no Pride: conectou socos, chutou, desferiu as famosas joelhadas e nocauteou Cung Le. O muay thai clássico do “Cachorro Louco” voltou a ser exibido.

Coroando a boa luta, Wanderlei e Le ganharam o bônus de 70 mil dólares pela “Luta da Noite”, assim como Shogun vs. Henderson. Mais que a vitória, a grande atuação dá um novo gás na carreira de Wanderlei Silva. Bom para o atleta, bom para os fãs, bom para o esporte.

Ainda no main card

Querido pela torcida californiana, Urijah Faber finalizou o também americano Brian Bowles no segundo round. Faber foi superior durante todo o combate e apresentou um jogo consistente, não dando brechas para o crescimento do adversário. No começo do segundo round, o “California Kid” finalizou Bowles com uma guilhotina – foi premiado com 70 mil dólares pela “Finalização da Noite” -, e enfrentará, novamente, o campeão Dominick Cruz pelo cinturão da categoria bantamweight (peso galo).

Nas preliminares…

As lutas preliminares são aquelas lutas ruins, sem graça e com lutadores menos conhecidos, certo? Errado. Quando o HP Pavilion ainda estava vazio, vários atletas deram um show de MMA, com boas lutas, nocautes e finalizações. Das sete preliminares, apenas duas foram decididas pelos juízes. Entre elas a dos brasileiros Gleison Tibau e Rafael dos Anjos. Os brazucas, apesar de terem o jiu jitsu como principal arte, fizeram uma luta praticamente toda em pé. Em um dos melhores momentos, Tibau teve a oportunidade de nocautear dos Anjos após encurralar o adversário na grade. Na decisão dividida dos juízes, vitória de Gleison Tibau, a terceira consecutiva.

O prêmio de “Nocaute da Noite” saiu do card preliminar, para Michael McDonald. O americano acertou Alex Soto com um uppercut que deixou o latino sentado. Depois desferiu mais um upper que apagou o mexicano. Antes do KO, McDonald já havia aplicado um knockdown em Soto com um direto. O debute de Alex Soto no UFC foi sua primeira derrota na carreira. Com mais essa vitória, McDonald sobe no ranking pela busca do cinturão dos galos.

Resultados:

Card Preliminar

  • Catchweight (158 lb): United States Shamar Bailey vs. United States Danny Castillo
Castillo derrotou Bailey via TKO (socos) no 1º round, 4:52.
  • Welterweight (peso meio médio): United States Matt Brown vs. United States Seth Baczynski
Baczynski derrotou Brown via finalização (guilhotina) no 2º round, 0:42.
  • Catchweight (141 lb): United States Miguel Torres vs. United States Nick Pace
Torres derrotou Pace por decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 30-27).
  • Lightweight (peso leve): Brazil Gleison Tibau vs. Brazil Rafael dos Anjos
Tibau derrotou dos Anjos por decisão dividida dos juízes (28-29, 29-28, 30-27).
  • Middleweight (peso médio): United States Tom Lawlor vs. United States Chris Weidman
Weidman defeated Lawlor via finalização (triângulo de mão – D’Arce choke) no 1º round, 2:07. Lawlor desmaiou com a imobilização.
  • Bantamweight (peso galo): United States Michael McDonald vs. Mexico Alex Soto
McDonald derrotou Soto via KO (socos) no 1º round, 0:56.
  • Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Ryan Bader vs. United States Jason Brilz
Bader derrotou Brilz via KO (soco) no 1º round, 1:17.

Main card

  • Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Stephan Bonnar vs. United States Kyle Kingsbury
Bonnar derrotou Kingsbury por decisão unânime dos juízes(30-27, 30-25, 30-27).
  • Welterweight (peso meio médio): Denmark Martin Kampmann vs. United States Rick Story
Kampmann derrotou Story por decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 29-28).
  • Bantamweight (peso galo): United States Urijah Faber vs. United States Brian Bowles
Faber derrotou Bowles via finalização (guilhotina) no 2º round, 1:27.
  • Middleweight (peso médio): Brazil Wanderlei Silva vs. United States Cung Le
Silva derrotou Le via TKO (joelhadas e socos) no 2º round, 4:49.
  • Light Heavyweight (peso meio pesado): Brazil Maurício Rua vs. United States Dan Henderson
Henderson derrotou Rua por decisão unânime dos juízes (48-47, 48-47, 48-47).

___________________________________________________________________________________

UFC 139: lutas definem desafiantes à cinturões

Por: João Pedro Alves

Shogun vs. Henderson na pesagem (Foto: Reprodução/ ZUFFA LLC)

O UFC 139, que será realizado no sábado (19) em San José, na Califórnia, terá a presença de dois curitibanos no card principal: Maurício “Shogun” Rua e Wanderlei Silva. Os atletas enfrentam Dan Henderson e Cung Le, respectivamente. Outro nome conhecido é Urijah Faber, que luta contra Brian Bowles. No card preliminar, Rafael dos Anjos e Gleison Tibau fazem o confronto entre brasileiros da noite.

Dois ex-Pride, um próximo contender

A luta principal do evento, o chamado main event, será protagonizado pelo brasileiro Maurício “Shogun” Rua (20-5) e o americano Dan Henderson (28-8). Mais que um duelo entre dois dos principais atletas do Pride, o combate possivelmente qualificará o vencedor como desafiante ao cinturão da categoria. Henderson volta ao UFC após pouco mais de dois anos atuando no Strikeforce, e vem de três vitórias – a última contra o russo Fedor Emelianenko. Shogun tem o objetivo de se apresentar bem, como fez em sua última luta contra Forrest Griffin no UFC RIO, para ter a oportunidade de voltar a disputar o título dos meio pesados.

– Análise: pela característica dos atletas, a luta não chega à decisão dos juízes. Maurício Shogun, se bem preparado, é o segundo melhor light heavyweight da organização, atrás do campeão Jon Jones. O ponto negativo, como citado por Dan Henderson, é a inconstância do brasileiro. Em pé, Shogun tem como arma um muay thai de qualidade. Henderson, 41 anos – 11 mais velho que Shogun – tem a base no wrestling e é perigoso na trocação pelo punch que tem em seus golpes.

Uma questão de sobrevivência

(Foto: Reprodução/ ZUFFA LLC)

No co-main event da noite, Wanderlei Silva (33-11-1-1) enfrenta o vietnamita Cung Le (7-1). Esta é a última chance do curitibano mostrar que ainda tem capacidade de continuar lutando. O cartel de Wanderlei no retorno ao UFC é de duas vitórias e quatro derrotas, a última delas em julho, quando perdeu para Chris Leben em 27 segundos. Em caso de mais um insucesso, o destino do “Cachorro Louco” deve ser a aposentadoria. O adversário do brasileiro, Le, fez a carreira no Strikeforce, tem um cartel com sete vitórias e uma derrota, efará sua estréia no UFC.

– Análise: tratando-se da última chance de mostrar serviço, Wanderlei Silva precisa seguir a estratégia traçada junto com o corner – o que faltou na luta contra Chris Leben. A agressividade característica de Wanderlei deve ser usada dentro de uma tática para que o atleta não se exponha demais na luta. O oponente, Cung Le, também tem como ponto forte a luta em pé. Le utiliza muito os chutes, com algumas variações, e sequencias de golpes. Assim como Henderson vs. Rua, a luta não deve durar todos os rounds previstos.

Duelo de galos

Ainda no card principal, o main card, os americanos Urijah Faber (25-5) e Brian Bowles (10-1) se enfrentam pela categoria bantamweight (peso galo). Faber, “The California Kid”, já foi campeão dos penas no WEC e perdeu a última luta para Dominick Cruz, que valia o cinturão dos galos do UFC. Bowles também já foi campeão do WEC, mas do peso galo, e tem apenas uma derrota na carreira. O vencedor do combate disputará o cinturão da categoria contra o campeão Dominick Cruz.

BR vs. BR

Os brasileiros Rafael dos Anjos (15-5) e Gleison Tibau (23-7) se enfrentam no card preliminar do evento. Os dois venceram as últimas lutas: dos Anjos nocauteou o australiano George Sotiropoulos no UFC 132 e Tibau finalizou o brasileiro Rafaello “Trator” Oliveira com um mata-leão no UFC 130.

Fora do peso

Dois atletas não conseguiram bater o peso determinado na pesagem, realizada na noite de sexta-feira (18). Shamar Bailey, que enfrenta Danny Castillo, pesou 158 lb, e a categoria (peso leve) admite até 155 lb. Nick Pace, que enfrenta Miguel Torres, pesou 6 lb acima do permitido para os pesos galo, que é de 135 lb. Os dois lutadores foram multados em 20% do valor da bolsa que receberiam pela luta. Os confrontos entre Bailey vs. Castillo e Pace vs. Torres serão realizados em categorias casadas, intermediárias.

No Brasil, o UFC 139 será transmitido apenas pelo Combate a partir das 19h45.

Card Preliminar

  •  Catchweight (158 lb): United States Shamar Bailey vs. United States Danny Castillo

– Bailey não bateu o peso (155 lb), foi multado em 20% da bolsa, e a luta será realizada em uma categoria casada.

  • Welterweight bout: United States Matt Brown vs. United States Seth Baczynski
  • Catchweight (141 lb) bout: United States Miguel Torres vs. United States Nick Pace

Pace não bateu o peso (135 lb), foi multado em 20% da bolsa, e a luta será realizada em uma categoria casada.

  • Lightweight bout: Brazil Gleison Tibau vs. Brazil Rafael dos Anjos
  • Middleweight bout: United States Tom Lawlor vs. United States Chris Weidman
  • Bantamweight bout: United States Michael McDonald vs. Mexico Alex Soto
  • Light Heavyweight bout: United States Ryan Bader vs. United States Jason Brilz

Main card

  • Light Heavyweight bout: United States Stephan Bonnar vs. United States Kyle Kingsbury
  • Welterweight bout: Denmark Martin Kampmann vs. United States Rick Story
  • Bantamweight bout: United States Urijah Faber vs. United States Brian Bowles
  • Middleweight bout: Brazil Wanderlei Silva vs. South Vietnam Cung Le
  • Light Heavyweight bout: Brazil Maurício Rua vs. United States Dan Henderson

UFC: Cigano conquista cinturão em evento histórico

Por: João Pedro Alves

Velasquez vs. Dos Santos (Foto: Donald Miralle/Zuffa LLC)

O UFC on FOX foi um marco na história do MMA. Realizado na noite de sábado (12), em Anaheim, Califórnia, foi o primeiro evento a ser transmitido pela TV aberta americana, na FOX, e também foi o início das transmissões na Globo – tudo isso no dia em que o UFC completou 18 anos. Como presente, o público pôde acompanhar bons combates no card preliminar – destaque para Guida vs. Henderson – além do main event entre Velasquez vs. Dos Santos, vencido pelo brasileiro com um rápido nocaute, sagrando-se o campeão dos pesados.

 Terceiro cinturão brasileiro

O duelo entre o campeão Cain Velasquez e Junior dos Santos, o Cigano, foi classificado como “o maior da história” por ser o primeiro combate

transmitido por um canal de TV aberto. O caminho dos atletas até o octógono foi distinto, com Cigano sendo vaiado e Velasquez recebendo todo o apoio do público. Na luta, o brasileiro começou confiante e impondo seu jogo em pé, procurando a distância ideal para golpear. Velasquez arriscou alguns leg kicks para minar o adversário e abrir espaço para utilizar os punhos ou tentar uma queda. Em um momento de trocação, Cigano conectou um swing de direita que não foi visto pelo americano, mas o acertou com força, derrubando-o. Knock down. No solo, Cigano não encontrou dificuldades em finalizar a luta desferindo alguns golpes contra um Velasquez já sem resistência. Vitória de Junior dos Santos, agora campeão dos pesos pesados, em 64 segundos de luta. O brasileiro ainda ganhou o bônus de nocaute da noite no valor de $65 mil dólares.

 Após a luta, Cigano declarou que havia rompido o menisco do joelho esquerdo há 11 dias. Fez tratamento e se recuperou, mas momentos antes da luta voltou a sentir a lesão. A primeira defesa de cinturão do campeão não tem data marcada, mas será contra o vencedor da luta entre Brock Lesnar e Alistair Overeem, que acontece no UFC 141, em 30 de dezembro.

Show dos leves

“Duelo dos cabeludos” (Foto: Donald Miralle/Zuffa LLC)

A última luta do card preliminar, que antecedeu a disputa de cinturão, foi entre os americanos Benson Henderson e Clay Guida, válida pela categoria lightweight (peso leve). O combate foi marcado pela alta velocidade dos atletas, característica das categorias mais leves. Ambos os lutadores tiveram a chance de vencer a luta durante os três rounds, seja por nocaute ou finalização. Mais contundente, Ben Henderson foi declarado vencedor por decisão unânime dos juízes. Como prêmio, Henderson e Guida ganharam o bônus de $65 mil dólares pelo melhor combate da noite.

As três lutas válidas pela categoria featherweight (peso pena) terminaram antes do fim dos três rounds. Na primeira delas, o mexicano Robert Peralta nocauteou Mackens Semerzier no terceiro round. O americano Ricardo Lamas finalizou Cub Swanson com um kata-gatame no segundo round e levou o bônus de finalização da noite. Na última delas, Dustin Poirier finalizou Pablo Garza com um triângulo de mão (D’Arce Choke).

Na tela da Globo…

Um acontecimento a parte foi a narração de Galvão Bueno na Globo. No início da transmissão, Galvão se mostrou agitado e animado para o evento. O narrador mostrou conhecimento sobre o esporte ao transmitir várias informações pertinentes, inclusive com alguns jargões usados no MMA. A análise da luta ficou sob responsabilidade do lutador Vitor Belfort, já experiente por transmissões no canal Combate. Como dito por Galvão no final do evento, o MMA é um novo desafio em sua carreira – com mais experiência, a qualidade da transmissão tende a aumentar. O balanço foi positivo.

Resultados:

Card preliminar

  • Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Aaron Rosa vs. United States Matt Lucas
Rosa derrotou Lucas em decisão mojoritária dos juízes (28–28, 30–26, 30–26). Lucas perdeu um ponto no 2º round por derrubar seu protetor de boca repetitivamente de forma proposital.
  • Welterweight (peso meio médio): United States Mike Pierce vs. United States Paul Bradley
Pierce derrotou Bradley em decisão dividida dos juízes (29–28, 30–27, 28–29).
  • Bantamweight (peso galo): United States Alex Caceres vs. United States Cole Escovedo
Caceres derrotou Escovedo em decisão unânime dos juízes (30–27, 30–27, 30–27).
  • Featherweight (peso pena): United States Mackens Semerzier vs. Mexico Robert Peralta
Peralta derrotou Semerzier via TKO (socos) no 3º round, 1:54.
  • Bantamweight (peso galo): Japan Norifumi Yamamoto vs. United States Darren Uyenoyama
Uyenoyama derrotou Yamamoto em decisão unânime dos juízes (30–27, 30–26, 30–27).
  • Welterweight (peso meio médio): United States DaMarques Johnson vs. United States Clay Harvison
Johnson derrotou Harvison via TKO (socos) no 1º round, 1:34.
  • Featherweight (peso pena): United States Cub Swanson vs. United States Ricardo Lamas
Lamas derrotou Swanson via finalização (kata-gatame) no 2ºround, 2:16.
  • Featherweight (peso pena): United States Dustin Poirier vs. United States Pablo Garza
Poirier derotou Garza via finalização (triângulo de mão – D’Arce choke) no 2º round, 1:32.
  • Lightweight (peso leve): United States Ben Henderson vs. United States Clay Guida
Henderson derrotou Guida em decisão unânime dos juízes (29–28, 30–27, 30–27).

Main Card (card principal)

  • Heavyweight (peso pesado): United States Cain Velasquez (c) vs. Brazil Junior dos Santos
Dos Santos derrotou Velasquez via KO (socos) no 1º round, 1:04, e se tornou o campeão dos pesados do UFC.


UFC estréia na Globo com disputa de cinturão

Por: João Pedro Alves

Neste sábado (12), será realizado o UFC on FOX em Anaheim, Califórnia, primeiro evento na emissora americana FOX, atual detentora dos direitos de transmissão. Esta edição marca também o início da parceria entre UFC e Rede Globo, que fará a transmissão no Brasil. No octógono o destaque é de Cain Velasquez e Junior dos Santos, atletas que disputarão o cinturão dos pesados (heavyweight).

Como evento de estréia, o main card é formado por apenas uma luta (Velasquez vs. Dos Santos), única a ser transmitida pelas emissoras de televisão aberta. Entre as preliminares, o combate que chama mais atenção é entre os americanos Clay Guida e Ben Henderson.

Velasquez vs. Dos Santos

O main event da noite está repleto de expectativas. O duelo coloca frente a frente dois heavyweights da nova geração que estão “sobrando” na categoria. O campeão Cain Velasquez tem um cartel invicto, com nove vitórias, e fará sua primeira defesa de cinturão. O desafiante, Junior “Cigano”, tem 13 vitórias e uma derrota no cartel e é a revelação brasileira dos pesados. Ambos os atletas têm boa desenvoltura na luta em pé, com destaque para o Boxe de Cigano. O grande diferencial de Velasquez é o jogo de quedas, o wrestling, que deverá ser usado para levar a luta para o solo. No chão, o americano, quando por cima, tem característica de pressionar o adversário e trabalhar o ground’n’pound. No quesito jiu jitsu, o brasileiro leva vantagem sobre o gringo.

Haja coração!

O anúncio de que Galvão Bueno será o narrador do evento acarretou grande movimentação nas redes sociais. Além de campanhas contrárias à presença de Galvão na transmissão, circula um vídeo-montagem de como seria a narração de uma luta de MMA com a narração do experiente profissional.

O início da transmissão na Globo está prevista para 0h15 de domingo. O Combate transmitirá o evento inteiro, com início às 19h45.

Card preliminar

  • Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Aaron Rosa vs. United States Matt Lucas
  • Welterweight (peso meio médio): United States Mike Pierce vs. United States Paul Bradley
  • Bantamweight (peso galo): United States Alex Caceres vs. United States Cole Escovedo
  • Featherweight (peso pena): United States Mackens Semerzier vs. Mexico Robert Peralta
  • Bantamweight (peso galo): Japan Norifumi Yamamoto vs. United States Darren Uyenoyama
  • Welterweight (peso meio médio): United States DaMarques Johnson vs. United States Clay Harvison
  • Featherweight (peso pena): United States Cub Swanson vs. United States Ricardo Lamas
  • Featherweight (peso pena): United States Dustin Poirier vs. United States Pablo Garza
  • Lightweight (peso leve): United States Ben Henderson vs. United States Clay Guida

Main Card

  • Heavyweight (peso pesado): United States Cain Velasquez vs. Brazil Junior dos Santos

 – Luta válida pelo cinturão da categoria, pertencente à Cain Velasquez

Boletim – 04/11

Por: João Pedro Alves

– O UFC 137 realizado no último sábado (29) ocasionou duas aposentadorias. O croata Mirko Cro Cop foi derrotado por Roy Nelson e BJ Penn por Nick Diaz. Após os combates, ambos os atletas anunciaram sua despedida do octógono.

– O UFC voltará ao Brasil em 14 de janeiro de 2012, com mais um evento no Rio de Janeiro. A luta principal, já confirmada pela diretoria do evento, será entre o campeão dos penas, José Aldo Junior, e Chad Mendes. Para acirrar a rivalidade, Mendes postou uma foto em seu Facebook em que aparece com seu treinador de jiu jitsu, Fabio Pateta, ambos com a camisa do Vasco da Gama. Por que rivalidade? José Aldo é flamenguista fanático.

– Outro brasileiro confirmado no UFC 142 é Vitor Belfort. O carioca, lutando em casa, enfrentará o americano Anthony Johnson.

– Donald Cerrone, que derrotou Dennis Siver no UFC 137, já está com outra luta marcada. O Cowboy está escalado para lutar contra Nate Diaz no UFC 141, em 20 de dezembro. Será a quinta luta no ano do americano, que venceu as quatro já realizadas. De acordo com o PORTAL DO VT, se Cerrone vencer Diaz, igualará a marca recorde de Roger Huertas, a de cinco vitórias no ano.


MMA chega à maior emissora de TV do Brasil

Por: João Pedro Alves

O que já era previsto por muitos se tornou realidade. Após o sucesso da RedeTV! com o UFC RIO em agosto, outras emissoras cresceram o olho para cima do esporte. A Rede Globo entrou na disputa pelos direitos e levou – fechou um acordo com o UFC no Brasil.

O MMA não tinha espaço na TV aberta brasileira há muito tempo. Nos primórdios do UFC, o SBT começou um trabalho com o esporte, transmitindo algumas lutas do carioca Vitor Belfort – que posteriormente participou de um reality show no canal de Sílvio Santos. A visibilidade na emissora durou pouco até ser cortada da programação.

Na última década, o “vale tudo” passou a se chamar MMA e se profissionalizou. Houve o “boom” do esporte com o Pride e o UFC. Devido a crescente no mercado, a RedeTV! investiu na modalidade. Primeiro estreou um programa com lutas reprisadas e incluiu o MMA nos programas esportivos. A segunda e grande ação foi a transmissão inédita de um evento ao vivo, o UFC RIO.

É visível a mudança na popularidade do MMA no Brasil. Inúmeros atletas estão participando de programas de rádio e TV – e não somente sobre esporte. Anderson Silva, maior atleta da história do UFC, virou pop star e garoto propaganda de algumas marcas.

Na onda do sucesso do UFC no país, a Globo entrou na jogada. Na última quinta-feira (28), foi divulgado o contrato entre o maior evento de artes marciais do mundo e a maior emissora de televisão do Brasil. Antes do anúncio oficial, o site Portal do Vale Tudo já tinha “cantado a bola”. Segue um trecho do comunicado:

Las Vegas, Nevada (EUA) – 27 de outubro de 2011 – A Rede Globo e o Ultimate Fighting Championship (UFC) anunciam nesta quinta-feira, dia 27, um acordo de transmissão exclusiva da programação do UFC. A emissora terá exclusividade para exibir ao vivo todos os eventos do UFC no Brasil e três no exterior, além da primeira edição brasileira do reality show The Ultimate Fighter (TUF)

Ou seja, além de três eventos “gringos”, as três edições previstas para acontecerem no Brasil em 2012 serão transmitidas em TV aberta. O Rio de Janeiro deve receber mais um evento em janeiro; Brasília, Recife, Manaus e São Paulo também podem ser sedes do show no próximo ano. Outra grande novidade é a realização do The Ultimate Fighter no Brasil. O reality show é um dos responsáveis pela popularização do MMA nos Estados Unidos, e terá sua primeira edição estrangeira justamente em terras tupiniquins.


Boletim – 18/10

Por: João Pedro Alves

– De acordo com Rodrigo Riscado, Paulão Filho está fora do Campos Fight da próxima sexta-feira (21) e provavelmente também da luta contra Mame Khalidov, na Polônia, em 26 de novembro. O motivo, segundo Riscado, promotor do Campos Fight e amigo de Paulão, seria uma recaída do atleta, que está com um quadro “emocionalmente instável” e precisando ser internado em uma clínica de reabilitação.

– Paulão negou a história em uma entrevista ao Portal do Vale Tudo. O atleta confirmou que não luta no Campos Fight, por problemas com Riscado, mas a luta na Polônia está confirmada. Além disso, a mudança para Campos dos Goytacazes, onde fez um tratamento contra o vício em Rohypnol, um medicamento, rendeu bons resultados e está “limpo” há um mês.

– Maiquel Falcão, que teve rápida passagem pelo UFC, assinou com o Bellator.

– Fabrício Werdum pode voltar ao octógono, e ao UFC, em dezembro.

– Renato “Babalu” deve lutar em janeiro de 2012.

– Foi divulgado pela FOX o trailer do UFC on FOX: Velasquez vs. Dos Santos, evento que tem como luta principal a disputa do cinturão dos pesados entre o campeão Cain Velasquez e o brasileiro Junior “Cigano” dos Santos. O vídeo coloca Velasquez como o “pior homem do planeta”. O evento acontece no dia 12 de novembro. Assista:

Boletim – 11/10

Por: João Pedro Alves

– O UFC 136 foi realizado no último sábado (08) e contou com duas disputas de cinturão. O campeão dos leves, Frankie Edgar nocauteou Gray Maynard o quarto round e manteve a cinta. José Aldo, campeão dos penas, venceu Kenny Florian na decisão dos juízes e também continuou com o título. O polêmico Chael Sonnen finalizou Brian Stann e está próximo de enfrentar Anderson Silva pelo cinturão dos médios. No card preiminar, os brasileiros Demian Maia e Jorge Santiago se enfrentaram, e Demian venceu na decisão dos juízes.

– Também no sábado foi realizado o Bellator 53, com uma boa participação dos atletas brasileiros – quatro vitórias e apenas uma derrota. No card preliminar, Luís Nogueira e Givanildo Santana venceram Zak Laird e Darryl Cobb, respectivamente. No main card, Thiago Monstro finalizou Josh Burns, Douglas Lima nocauteou Chris Lozano e Luís Sapo foi finalizado por Bem Saunders.

– O UFC divulgou quem será o próximo adversário de Jon Jones pelo cinturão dos meio pesados. Trata-se do brasileiro Lyoto Machida, que não luta desde abril, quando nocauteou Randy Couture pelo UFC 129. O duelo entre Jones e Machida está marcado para 10 de dezembro, em Toronto, no Canadá, pelo UFC 140.

– O brasileiro Gabriel Gonzaga, o “Napão”, voltou ao MMA após anunciar sua aposentadoria. Seu retorno aconteceu sábado (08), em Connecticut, Estados Unidos, contra Parker Porter e Napão venceu com uma finalização (kata gatame) no terceiro round.

 

Boletim – 04/10

Por: João Pedro Alves

– O UFC Live: Cruz vs. Johnson aconteceu no último sábado (01) em Washington, Estados Unidos. Na luta principal da noite, Dominick Cruz venceu Demetrious Johnson na decisão dos juízes e manteve o cinturão dos galos. Único brasileiro no evento, Rafaello Oliveira perdeu por TKO para Yves Edwards.

– No Bellator 52, também realizado sábado, dois brasileiros subiram ao octógono no card preliminar. Genair da Silva finalizou Bryan Goldsby no 1º round. Cosmo Alexandre foi derrotado por Josh Quayhagen na decisão dos juízes. Estava previsto que Thiago Santos enfrentasse Blagoi Ivanov, mas o atleta teve problemas em sair do Brasil e foi substituído por Zak Jensen – derrotado por Ivanov.

– No dia 25 de fevereiro de 2012 o UFC realizará dois eventos “simultâneos”. Um será feito no Japão, às 10h da manhã no horário local – noite nos EUA. Quando o evento acabar, começa outro em Las Vegas.

– Após a derrota no UFC Rio, a terceira em quatro lutas, Luiz “Banha” Cané vai mudar de categoria e descer para os médios.


Boletim – 27/09

Por: João Pedro Alves

– O UFC 135 foi realizado no último sábado (24) no Pepsi Center, em Denver, Colorado, nos Estados Unidos. Na luta principal da noite, Jon Jones finalizou Quinton “Rampage” Jackson no 4º round e manteve o cinturão dos meio pesados. No co-main event, Josh Kosheck nocauteou Matt Hughes ainda no 1º round.

 No card preliminar, Junior Assunção venceu Eddie Yagin na decisão dos juízes.

– O principal destaque do ADCC foi Andre Galvão, que foi campeão do seu peso e do Absoluto.

– O curitibano Maurício “Shogun” Rua já tem data e adversário definido. O ex-campeão sobe ao octógono no dia 19 de novembro, no UFC 139, para enfrentar o experiente Dan Henderson.

– Vitor Belfort lutaria no mesmo evento que Maurício Shogun, mas foi cortado por lesão. O substituto de Belfort é Wanderlei Silva, que enfrentará Cung Le.

– Ainda no UFC 139, Gleison Tibau e Rafael dos Anjos fazem o duelo brazuca do evento.

– Alistair Overeem não faz mais parte da Golden Glory. Há algum tempo, após divergências contratuais, todos os atletas da academia foram demitidos do UFC. Overeem estréia no evento em dezembro, no UFC 141.

-O gaúcho Fabrício Werdum volta ao octógono em dezembro. O atleta, que venceu Fedor Emelianenko após 10 anos de invencibilidade, foi avisado pela ZUFFA quando volta, mas não sabe se pelo Strikeforce ou pelo UFC.

– O UFC deve realizar quatro ou cinco eventos no Brasil em 2012. Além disso, Lorenzo Fertitta revelou à TATAME que uma edição do reality show The Ultimate Fighter em São Paulo.


O solo inglês nunca foi tão disputado

Por: João Pedro Alves

A edição de 2011 do ADCC está próxima. Neste ano, o maior evento de submission do mundo acontece nos dias 24 e 25 de setembro em Nottingham, na Inglaterra. Pelos nomes confirmados, promete ser uma das melhores competições já realizadas. Como sempre, o Brasil conta com vários representantes em todas as categorias – tanto no masculino quanto no feminino. Expectativa de muitas medalhas para o país.

O ADCC é uma competição de lutas de solo criada pelo Sheik Tahnoon Bin Zayed, praticante de jiu jitsu, em 1998. São permitidas apenas técnicas de submission (ou grappling), como quedas e imobilizações, sendo proibido desferir golpes traumáticos (socos, chutes, etc.). Após quatro edições – 1998, 1999, 2000 e 2001 – passou a ser disputado a cada dois anos. O Brasil é o país com o maior número de medalhas.

Importantes nomes foram confirmados na listagem de atletas divulgada pela organização. Destaques do jiu jitsu brasileiro como Roger Gracie, Rodolfo Vieira, André Galvão, Léo Vieira, Marcelo Garcia e Fabrício Werdum estarão competindo.

Elas também se destacam

No feminino as brasileiras também são favoritas. Na categoria até 60kg, a atual campeã Luanna Alzuguir tem as compatriotas Michelle Nicolini e Kyra Gracie como grandes adversárias. Na outra categoria, acima de 60kg, Hannette Staack e Gabi Garcia devem disputar o peso. Outro espetáculo será o absoluto, categoria sem limite de peso, que sempre atrai mais atenção.

Duelo de titãs

As duas superlutas serão protagonizadas por atletas “made in Brazil”. Braulio Estima, atual campeão até 88kg e absoluto, enfrenta Ronaldo Jacaré, vencedor da superluta do último ADCC e ex-campeão dos médios do Strikeforce. No master, um duelo de dois grandes black belts: Zé Mario Sperry e Renzo Gracie.

– Para quem não conhece o evento, alguns momentos da última edição, disputada em Barcelona, em 2009:

Sem revanche

A previsão de que Royler Gracie e Eddie Bravo se enfrentassem não passou de previsão. Após estar tudo acertado para a revanche – os dois lutaram no ADCC 2003, quando Bravo, ainda faixa marrom, venceu Gracie, faixa preta – uma polêmica veio à tona e cancelou o combate. Bravo comunicou à imprensa que Royler pediu mais dinheiro para lutar, tendo como fonte Guy Nieves, braço direito do Sheik Tahnoon, idealizador do evento. O brasileiro não aprovou o modo como as negociações foram encaminhadas e expostas. A organização do ADCC também não entrou mais em contato com Royler. Deste modo, a peleja foi canelada.

No peso certo

Nas regras, a grande mudança diz respeito à pesagem. Além da habitual, um dia antes da luta, agora há uma nova pesagem, na hora do combate, para verificar o peso do atleta antes de entrar no tatame.

A única forma de assistir ao evento será pelo site Budovideos.com, com o valor de 20 dólares.

Cronograma:

Sexta-feira (23): Pesagem às 16h na arena, com conferência das regras

Sábado (24): Início do campeonato às 13h, encerrando com Renzo Gracie vs. Zé Mario Sperry

Domingo: Início às 14h. Absoluto e Ronaldo Jacaré vs. Braulio Estima

ADCC 2011
24 e 25 de setembro

Capital FM Arena
Nottingham, Inglaterra

Superluta:

Braulio Estima vs. Ronaldo “Jacaré” Souza

Superluta masters:

Renzo Gracie vs. Zé Mario Sperry

Categorias:

Clique para ampliar

Boletim – 19/09

Por: João Pedro Alves

Daniel Cormier, finalista do GP dos pesados do Strikeforce, quebrou sua mão na luta contra Antônio “Pezão” Silva na semifinal.

– Mesmo após derrota e perda de cinturão no Strikeforce, Ronaldo “Jacaré” confirmou sua presença no ADCC, onde fará uma das superlutas contra Bráulio Estima.

Renato “Babalu” Sobral, ex-atleta do UFC e ex-campeão do Strikeforce, pode acertar com o Bellator. Seu possível adversário é Hector Lombard, campeão dos meio pesados do evento, mas sem valer o cinturão.

– Na última quarta-feira (14) foi realizado em Manaus o Amazon Forest Combat, evento com um card de alto nível. Os principais resultados: Royler Gracie, em sua despedida, foi derrotado na decisão dos juízes pelo japonês Masakatsu Ueda. Em decisão contestada, Paulão Filho empatou com Satoshi Ishi – o brasileiro admitiu que Ishi venceu a luta. A caminho do UFC, Ronys Torres nocauteou Drew Fickett em 47 segundos. Ex-atleta do UFC, Maiquel Falcão foi finalizado por Braga Neto no 2º round. Representando a CM System, de Curitiba, Daniel Acácio nocauteou Sérgio Júnior no 1º round.

– Assim como Ronaldo Jacaré, Paulão Filho confirmou sua presença no ADCC 2011 mesmo tendo lutado há pouco tempo.

– Apenas um brasileiro subiu ao cage no UFC Fight Night 25, realizado no sábado (17) em Nova Orleans, Estados Unidos. Vagner Rocha derrotou o americano Cody McKenzie com um mata-leão, no 2º round. Na luta principal da noite, Jake Ellenberger nocauteou seu xará, Jake Shields, em 53 segundos.

– Também no sábado, mas no Bellator 50, o brasileiro Vitor Vianna estreou no evento, venceu Sam Alvey e chegou às semifinais do GP dos médios.

– No próximo final de semana dois grandes eventos agitam o mundo das lutas. O UFC 135será realizado no sábado (24), em Denver, Estados Unidos, e tem como luta principal a disputa do cinturão dos meio pesados entre Jon Jones e Quinton “Rampage” Jackson. Em Nottingham, na Inglaterra, rola o ADCC 2011, principal evento de submission do mundo, disputado a cada dois anos.


Boletim – 12/09

Por: João Pedro Alves

– Devido a uma fratura na mão, Diego Sanchez teve que abandonar seu compromisso contra Matt Hughes, no UFC 135, no dia 24 de outubro. Seu substituto será Josh Koscheck.

– A organização Culinary Union enviou uma carta à Comissão de Comércio Federal (EUA) tendo como denuncia o monopólio da ZUFFA (dona do UFC, Strikeforce, e dos extintos WEC e Pride) no mercado do MMA. A empresa teria violado a Leis Anti-Truste, que diz respeito ao direito de concorrência. A ZUFFA é detentora de 80% do mercado. O pedido é para que a Comissão investigue o caso.

– O UFC vai voltar ao Japão em 2012. A direção do evento anunciou que uma nova edição do show acontecerá no dia 26 de fevereiro – noite do dia 25 no Brasil.

– O evento de final de ano do UFC ganhou, literalmente, um grande combate: Alistair Overeem vs. Brock Lesnar. Será a primeira luta do holandês Overeem na organização. Lesnar volta ao octógono após ser derrotado por Cain Velasquez, em outubro de 2010, e perder o cinturão da categoria heavyweight (peso pesado).

– Outra luta fechada durante a semana foi entre Clay “The Carpenter” Guida e Ben Henderson. O duelo entre os leves acontece no UFC on FOX, no dia 12 de novembro.

– Para os saudosos fãs de artes marciais, desde o último domingo (04) o canal Combate está transmitindo a faixa The Best of Pride. Como o nome já diz, traz grandes lutas que ocorreram no evento japonês Pride, onde brilharam atletas como Mirko Cro Cop, Fedor Emelianenko, Wanderlei Silva e Rodrigo Minotauro. Confira, todo domingo às 19h.

– O pugilista aposentado Adílson José Rodrigues, Maguila, revelou ao Diário de São Paulo que tem diabetes e mal de Alzheimer, embora não sofra com os sintomas. Polêmico, disse que não fugiria de uma luta de Boxe contra Anderson Silva, além de considerar o MMA “briga de rua”.

– Após três derrotas consecutivas e o término do contrato com o Strikeforce, Fedor Emelianenko vai lutar na Rússia. Os rumores em veículos estrangeiros dizem que seu adversário deve ser Jeff Monson, e aconteceria no dia 12 de novembro. Nenhuma informação foi confirmada pela M-1, empresa que gere a carreira de Fedor e que está organizando sua volta. É esperar para ver.

Nick Diaz, sempre envolvido em polêmicas, foi cortado da disputa de cinturão contra Georges St-Pierre, no UFC 137. Diaz, campeão do Strikeforce, não compareceu à coletiva de imprensa para a divulgação da luta e Dana White cancelou o combate. Agora o americano enfrentará BJ Penn, no mesmo evento.

Carlos Condit substituirá Diaz na disputa da cinta. O americano já lutaria no UFC 137, contra BJ Penn. Condit e Diaz trocaram de posição no card.

– Foi confirmada a luta entre Rodrigo Minotauro e Frank Mir no UFC 140, em Toronto, Canadá. O evento acontece no dia 10 de dezembro.

– Vitor Belfort vai enfrentar Cung Le, que fará sua estréia no evento, no dia 19 de novembro, no UFC 139.

– O Mundial de Luta Olímpica, que será realizado entre os dias 12 e 17 de setembro em Istambul, na Turquia, terá transmissão do canal Sportv.

– A Panini, empresa conhecida pelos álbuns de figurinhas de futebol, lançou um produto sobre o UFC. O álbum tem 20 páginas com perfis dos lutadores e informações sobre os estios de luta. Há ainda um jogo de tabuleiro com cards dos atletas. Ao total são 84 cromos. O álbum custa R$ 3,90 e o pacote de figurinhas R$ 1,20.

Anderson Silva só volta ao octógono em 2012. O motivo é a lesão no ombro. Spider não passará por cirurgia, mas o tempo de tratamento o impede de lutar ainda esse ano.


MMA brasileiro tem noite ruim no Strikeforce

Por: João Pedro Alves

Duas semanas após os atletas brasileiros ganharem dos gringos no UFC Rio, a revanche estrangeira veio no Strikeforce. O evento, realizado na noite de sábado (10) em Cincinnati, nos Estados Unidos, teve um saldo de seis derrotas e apenas uma vitória para o Brasil. Ronaldo “Jacaré” perdeu o cinturão e Antônio “Pezão” foi eliminado do GP. Apesar dos resultados ruins para os brazucas, o Strikeforce 36 foi um verdadeiro show no octógono.

As quatro primeiras atuações brasileiras aconteceram no card preliminar. Amanda Nunes foi derrotada com um nocaute técnico, no final do segundo round, pela canadense Alexis Davis. A segunda derrota veio com Evangelista Cyborg, novamente para um canadense. Jordan Mein nocauteou Cyborg com uma boa sequencia de cotoveladas. Rafael Cavalcante, “Feijão”, foi o responsável pela única vitória tupiniquim. Na trocação, Feijão levou a melhor e nocauteou o cubano Yoel Romero no segundo round. Na última luta preliminar, Marcos “Pezão”, fazendo sua estréia no evento, não conseguiu impor seu jogo e perdeu para o americano Mike Kyle na decisão unânime dos juízes. Brasil 1 x 3 Resto do mundo.

No main card o primeiro brasileiro a subir no octógono foi Roger Gracie. O faixa preta enfrentou “King Mo” Lawal, que teve o apoio do público. A luta não chegou a ir para a especialidade de Roger, o chão. Em pé, fazendo uso de sua maior envergadura, Roger manteve a distância e conectou alguns bons golpes. Mas King Mo tem as mãos pesadas. No final do primeiro round o americano acertou o Gracie, que caiu já entregue. Vitória de Muhammed “King Mo” Lawal por nocaute. Brasil 1 x 4 Resto do mundo.

Na luta válida pelo cinturão dos médios, Ronaldo “Jacaré” Souza defendeu seu título contra Luke Rockhold. E o americano surpreendeu. Foi melhor em pé, dominando a trocação e sendo mais efetivo nos golpes. Jacaré não mostrou muita coisa em pé e no solo não conseguiu desenvolver seu jiu jitsu. Ao final dos cinco rounds, vitória de Luke Rockhold na decisão unânime dos juízes. Dois deles marcaram 48-47 para Rockhold. Mas a marcação de 50-45 para o americano foi questionável. Brasil 1 x 5 Resto do mundo.

Para fechar a noite “verde e amarela”, Antônio “Pezão” Silva disputou a semifinal do GP dos pesados contra o invicto Daniel Cormier. Outra surpresa americana. Cormier não se intimidou com o brasileiro, maior e favorito no duelo. A luta se desenvolveu em pé. O americano soube golpear no momento certo, com efetividade e não sendo acertado por Pezão. Após superioridade de Cormier, com direito a knockdown, um belo nocaute. Mais um na conta do Brasil. Faltando pouco mais de um minuto para o fim do primeiro round, vitória de Daniel Cormier, finalista do grand prix. Brasil 1 x 6 Resto do mundo.

Na outra semifinal, Josh Barnett comprovou o favoritismo e venceu o russo Sergei Kharitonov. A luta começou com uma trocação aberta e equilibrada. Barnett conseguiu colocar para baixo e trabalhou o ground ‘n’ pound. Em uma brecha de Kharitonov, chegou a dominar as costas. O russo não agüentou a pressão e foi finalizado no final do primeiro round com um katagatame. Vitória indiscutível do americano Josh Barnett, que entra como favorito na final do GP contra Daniel Cormier.

Resultados

Card Principal (Main Card)

Heavyweight GP Semifinal (peso pesado): United States Josh Barnett vs. Russia Sergei Kharitonov

Barnett derrotou Kharitonov via finalização (kata gatame) no 1º round, 4:28

Heavyweight GP Semifinal (peso pesado): Brazil Antonio Silva vs. United States Daniel Cormier

Cormier derrotou Silva via KO (socos) no 1º round, 3:56

Middleweight (peso médio): Brazil Ronaldo Souza (c) vs. United States Luke Rockhold

Rockhold derrotou Jacaré na decisão unânime dos juízes (50–45, 48–47, 48–47), e se tornou o campeão da categoria

Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Muhammed Lawal vs. Brazil Roger Gracie

Lawal derrotou Gracie via KO (soco) no 1º round, 4:37

Lightweight (peso leve): United States Pat Healy vs. Venezuela Maximo Blanco

Healy derrotou Blanco via finalização (mata-leão) no 2º round, 4:27

 

Card Preliminar

Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Mike Kyle vs. Brazil Marcos Rogerio de Lima

Kyle derrotou Lima na decisão unânime dos juízes (29–28, 29–28, 30–27)

Light Heavyweight (peso meio pesado): Brazil Rafael Cavalcante vs. Cuba Yoel Romero Palacio

Cavalcante derrotou Romero via KO (socos) no 2º round, 4:51

Welterweight (peso meio médio): Brazil Evangelista Santos vs. Canada Jordan Mein

Mein derrotou Cyborg via TKO (cotoveladas) no 3º round, 3:18

Feminino: Bantamweight (peso galo): Canada Alexis Davis vs. Brazil Amanda Nunes

Davis derrotou Nunes via TKO (socos) no 2º round, 4:53

Middleweight (peso médio): United States Dominique Steele vs. United States Chris Mierzwiak

Steele derrotou Mierzwiak na decisão unânime dos juízes (29–28, 29–27, 29–27)

Brasil em peso no Strikeforce

Por: João Pedro Alves

Mais um duelo “Brasil vs. Resto do mundo” será travado no MMA. Trata-se do Strikeforce 36 (ou Strikeforce: Barnett vs. Kharitonov), que acontece no sábado (10) na U.S. Bank Arena, em Cincinnati, Ohio, nos Estados Unidos. Ao todo são sete atletas brasileiros no card, com destaque para Antônio “Pezão”, que disputa a semifinal do GP, e Ronaldo “Jacaré”, que defende seu cinturão.

Após polêmica, Overeem já assinou com o UFC (Foto: MMAjunkie.com)

O esperado Grand Prix dos pesos pesados chega à sua fase semifinal sem os favoritos Fedor Emelianenko e Alistair Overeem. Diferente de Fedor, Overeem não perdeu no octógono. O holandês se negou a lutar no dia 10, alegando que precisaria de mais tempo para se recuperar de lesão. Foi retirado do GP, sendo substituído por Daniel Cormier, e já assinou com o UFC. Sua estréia no evento será contra Brock Lesnar, no dia 30 de dezembro, pelo UFC 141.

Duas boas lutas formarão a final do GP. O brasileiro Antônio “Pezão” Silva enfrenta o americano Daniel Cormier. Pezão entra pressionado na luta. Se vencer, era esperado, não fez mais que a obrigação. Caso seja derrotado, coloca tudo a perder. A vantagem é do brazuca, mais experiente, venceu Fedor e mais forte que o adversário. Mas Cormier é perigoso. Ainda está invicto no MMA – oito vitórias – e tem um wrestling de alto nível, com vários títulos na modalidade.

A outra luta será entre dois atletas conhecidos do extinto Pride: Sergei Kharitonov e Josh Barnett. A vantagem é de Barnett, que vem atuando com mais freqüência e tem mais recursos que Kharitonov.

Ronaldo “Jacaré” Souza faz sua segunda defesa de cinturão contra o americano Luke Hockhold. Jacaré é o franco favorito. Tem bastante bagagem e é dono de um dos melhores jiu jitsu do MMA. Cinco das sete vitórias de Hockhold foram por finalização. É faixa marrom de jiu jitsu. Ronaldo Jacaré tem tudo a favor para manter a cinta da middleweight (pesos médios).

Roger finalizou o veterano Kevin Randleman em 2010 (Foto: Showtime)

Um dos fenômenos do jiu jitsu brasileiro, Roger Gracie sobe mais uma vez ao octógono. Agora para enfrentar Muhammed Lawal, o King Mo, ex-campeão da categoria light heavyweight (peso meio pesado). É o maior desafio do Gracie no MMA até agora. Roger tem um cartel de quatro vitórias – todas por meio de finalizações. King Mo tentará manter a luta em pé, onde leva vantagem. O americano sabe que se levar para o solo suas chances de derrota aumentam.

Os outros quatro brasileiros estão no card preliminar. Rafael Cavalcante, o Feijão, ex-campeão da light heavyweight (peso meio pesado), volta ao Strikeforce contra o cubano Yoel Romero Palacio, medalhista olímpico de wrestling. Evangelista “Cyborg”, que sempre faz boas lutas, enfrenta o canadense Jordan Mein. Marcos Lima luta contra Mike Kyle. A representante feminina é Amanda Nunes, que mede forças com a canadense Alexis Davis.

O evento será transmitido apenas pelo canal americano Showtime, não tendo transmissão para o Brasil.

Card Principal (Main Card)

Heavyweight GP Semifinal (peso pesado): United States Josh Barnett vs. Russia Sergei Kharitonov

Heavyweight GP Semifinal (peso pesado): Brazil Antonio Silva vs. United States Daniel Cormier

Middleweight (peso médio): Brazil Ronaldo Souza (c) vs. United States Luke Rockhold

– Luta válida pelo cinturão da categoria, pertencente à Ronaldo Jacaré

Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Muhammed Lawal vs. Brazil Roger Gracie

Lightweight (peso leve): United States Pat Healy vs. Venezuela Maximo Blanco

Card Preliminar

Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Mike Kyle vs. Brazil Marcos Rogerio de Lima

Light Heavyweight (peso meio pesado): Brazil Rafael Cavalcante vs. Cuba Yoel Romero Palacio

Welterweight (peso meio médio): Brazil Evangelista Santos vs. Canada Jordan Mein

Feminino: Bantamweight (peso galo): Canada Alexis Davis vs. Brazil Amanda Nunes

Middleweight (peso médio): United States Dominique Steele vs. United States Chris Mierzwiak


Boletim – 05/09

Por: João Pedro Alves

– Os rumores de que Brock Lesnar se aposentaria foram negados por Dana White, presidente do UFC. As especulações diziam que o motivo seria a diverticulite, mesma doença que cancelou sua luta contra Junior Cigano.

Cosmo Alexandre, atleta conhecido pelo muay thai de alto nível, fará sua estréia no MMA. Cosmo, que treina na Flórida, nos Estados Unidos, assinou na última semana com o Bellator e o debute está marcado para o primeiro dia de outubro.

– Na última semana, quando o Avaí venceu o Flamengo na Ressacada, um vencedor do UFC Rio esteve presente e foi homenageado. Thiago Tavares esteve no campo com a camisa do clube e revelou a TATAME que está prestes a fechar contrato com o leão da ilha.

– O primeiro evento transmitido pela FOX americana, que assinou contrato com o UFC recentemente, terá a disputa de cinturão entre Cain Velasquez e Junior “Cigano” dos Santos como luta principal. O UFC on Fox será realizado no dia 12 de novembro, em Anaheim, California, nos Estados Unidos.

– O manager de Maurício Shogun, Eduardo Alonso, deixou claro o desejo de o atleta voltar ao octógono no Réveillon. Apesar de pouco provável, Alonso gostaria de um duelo entre o curitibano e Tito Ortiz, vencido recentemente por Rashad Evans.

– Na manhã de sábado (03), Gregor Gracie venceu Seok Mo Kim. A luta foi disputada pelo One Fighting Championship, em Cingapura. Os brasileiros Leandro Issa e Zorobabel Moreira também venceram seus combates.

Anderson Silva revelou à VEJA.com que lutou com o ombro lesionado no UFC Rio. A lesão aconteceu um mês antes da luta, enquanto treinava com Junior Cigano. Os médicos diagnosticaram como uma lesão leve, o liberaram para o combate.

– Após três derrotas na middleweight (peso médio) do UFC, Yoshihiro Akiyama desceu para a welterweight (peso meio médio). O japonês, que foi nocauteado por Vitor Belfort recentemente, teve que fechar sua academia no Japão por problemas financeiros e irá para a América treinar com o campeão Georges St-Pierre.

– Nesta segunda (05), os irmãos Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro estarão em um bate-papo no Orkut, comandado por Paula Sack, a partir das 20h. Além dos Nogueira, Murilo Bustamante é um dos convidados.

– No próximo dia 10, sábado, haverá mais um desafio “Brasil vs resto do Mundo”. Trata-se do Strikeforce 36 que tem em seu card sete atletas brasileiros. Serão disputadas as semifinais do GP dos pesados, além da defesa de citurão de Ronaldo Jacaré. Confira em breve a prévia do evento no Jornaleiros do Esporte!


UFC Rio supera as expectativas e ídolos vencem

Por: João Pedro Alves da Silva

Anderson Silva, quem pode pará-lo? (Foto: Al Bello/UFC)

 

A espera valeu a pena. Após 13 anos distantes, o UFC voltou ao Brasil em grande estilo neste sábado (27), com um dos melhores eventos do ano. Em uma noite com muita emoção, boas lutas e belos nocautes, os destaques foram os ícones Minotauro, Shogun e Spider. Nos números finais, dez vitórias brasileiras e apenas uma derrota. O MMA mostrou todo seu brilho na “Cidade Maravilhosa”.

O retorno do maior evento de MMA do mundo não poderia ser melhor. Com a importância de marcar o início de uma nova era do esporte no Brasil, o UFC Rio pode ser considerado um sucesso. A HSBC Arena lotada, o recorde de audiência, boas atuações no octógono, foi uma noite perfeita para a popularização do “antigo vale tudo” no país.

Apesar de o jiu jitsu, como é conhecido hoje, ter sido criado no Brasil, nenhuma luta acabou com uma finalização.

 

Minotauro levou a platéia ao delírio com o nocaute (Foto: Al Bello/UFC)

O retorno do Rocky Balboa brasileiro

A emoção ficou perceptível no momento em que Rodrigo Minotauro entrou na Arena. Era a volta de um ídolo após várias lesões. Sua primeira luta em terras brasileiras. O adversário era Brandan Schaub, uma das sensações da categoria.  Ao início da luta ficou claro que Minotauro queria que a luta se desenvolvesse no solo, sua especialidade, e tentou quedar Schaub. Mas o combate foi travado em pé. O americano esteve melhor em alguns momentos, golpeando com mais contundência e com maior movimentação. Minotauro se arriscou ao lutar na curta distância. Deu certo. Golpeou Schaub, aproximando-o da grade, e com um direto de direita desnorteou o gringo. Ainda deu alguns socos, Schaub caiu e a luta foi finalizada. A HSBC Arena quase foi abaixo com a vibração dos fãs. Vitória arrasadora do baiano Antônio Rodrigo “Minotauro” Nogueira, o maior peso pesado do Brasil de todos os tempos. Ganhou, ainda, o prêmio de melhor nocaute da noite.

Shogun impecável

Maurício Shogun Rua lutou ao melhor estilo Shogun. Diferente de sua última luta, quando perdeu a peleja e o cinturão para Jon Jones, o curitibano estava em boa forma física, rápido e agressivo. O treinamento com o mestre Rafael Cordeiro surtiu efeito. Impôs seu ritmo, golpeou bem e nos momentos certos, não deixou Forrest Griffin lutar. Quando achou espaço, Shogun desferiu socos que desestabilizaram e derrubaram o americano. No solo, o brazuca só teve o trabalho de continuar golpeando até que o árbitro paralisasse o combate. Bonita e importante vitória de Maurício Shogun, que em breve pode voltar a disputar o cinturão da categoria.

O reinado do “Aranha”

O último e mais esperado combate da noite foi protagonizado por Anderson “The Spider” Silva e Yushin Okami. Silva, detentor do cinturão desde 2006 e defendendo-o pela 9ª vez, fez sua primeira luta como lutador do Corinthians. O estilo de luta característico do Spider foi colocado em ação. Nada de partir rapidamente em busca do nocaute, mas esperar o momento correto. A diferença técnica se mostrou gritante. Silva pareceu relutar em finalizar a luta. Sempre confortável no octógono, curtiu o momento. Baixou a guarda completamente. Parecia ter hipnotizado Okami, que quando se deu conta estava sentado no chão após receber um jab. Voltou em pé. Sem problemas, Silva derrubou o japonês novamente com um soco. No solo, desferiu, calmo, combinação de socos, cotoveladas e joelhada para vencer. Anderson Silva chegou à 15ª vitória seguida. O maior lutador de todos os tempos continua invicto no UFC e com o cinturão dos médios. Fechou o evento com chave de ouro.

Insucesso brazuca

A derrota brasileira foi de Luiz “Banha” Cané para Stanislav Nedkov. Banha lutou muito bem, esteve melhor durante todo o primeiro round, golpeou mais e com mais efetividade. Parecia que poderia nocautear a qualquer momento. Mas o MMA é imprevisível. Nedkov acertou dois socos que deixaram o brasileiro atordoado. Tentou fugir, mas o búlgaro o encurralou e nocauteou.

Luta da noite

A luta escolhida como a melhor da noite foi entre Edson Junior e Ross Pearson. Merecidamente, por ter sido equilibrada e com um alto nível de trocação. Junior teve uma boa atuação contra Pearson, um atleta gabaritado, e defendeu bem as tentativas de queda do inglês. Vitória do brasileiro na decisão dividida dos juízes. Edson Junior continua com o cartel invicto, com oito vitórias.

Toquinho “venceu duas vezes” (Foto: Al Bello/UFC)

Drama hollywoodiano

Rousimar Palhares, o Toquinho, enfrentou o americano Dan Miller. Foi personagem de um acontecimento raro: comemorou a vitória sem a luta ter acabado. Toquinho, especialista em jiu jitsu, surpreendeu ao apostar na luta em pé. E estava com a trocação apurada. Quase nocauteou Miller em um chute frontal “à la” Anderson Silva. Em um high kick de direita, derrubou o americano. Trabalhou o ground ‘n’ pound, achou que tinha vencido, saiu comemorando e subiu na grade. Dan Miller também achou que tinha perdido. Herb Dean, o árbitro, chamou os atletas de volta, pois não havia paralisado o combate. No retorno, o brasileiro sofreu um knockdown após ser golpeado. A vitória e a derrota, os extremos, se alternaram em poucos segundos. Mas não aconteceram de fato. O segundo round foi dominado por Toquinho, bastante agressivo. O terceiro teve poucas emoções, pois os atletas estavam muito cansados. Na decisão unânime dos juízes, vitória de Rousimar Palhares. Sucesso dramático de Toquinho.

Público de futebol

A HSBC Arena parecia um estádio de futebol, característica do público brasileiro. Vibração e gritos de apoio ensurdecedores motivaram os atletas tupiniquins. Como destaques negativos, o fato de Yushin Okami ser acertado por algum objeto quando entrava na Arena; o arremesso de copos de cerveja e outros adereços perto do octógono; o roubo de bonés de alguns atletas pelos fãs no trajeto até o octógono; gritos e vaias para os atletas estrangeiros – repreendidas por Luiz Cané – e para os brasileiros que falavam em inglês.

Resultados

Card Preliminar:

Bantamweight (peso galo): Canada Yves Jabouin vs. United States Ian Loveland

Jabouin derrotou Loveland em decisão dividida dos juízes (27–30, 29–28, 29–28)

Featherweight (peso pena): Brazil Yuri Alcantara vs. Brazil Felipe Arantes

Alcantara derrotou Arantes em decisão unânime dos juízes (30–27, 30–27, 29–28)

Welterweight (peso meio médio): Brazil Erick Silva vs. Brazil Luis Ramos

Silva derrotou Ramos via TKO (socos) no 1º round, 0:40

Bantamweight (peso galo): Brazil Raphael Assunção vs. Brazil Johnny Eduardo

Assunção derrotou Eduardo em decisão unânime dos juízes (30–27, 30–27, 30–27)

Welterweight (peso meio médio): Brazil Paulo Thiago vs. United States David Mitchell

Thiago derrotou Mitchell em decisão unânime dos juízes (30–27, 30–27, 30–27)

Middleweight (peso médio): Brazil Rousimar Palhares vs. United States Dan Miller

Palhares derrotou Miller em decisão unânime dos juízes (29–27, 30–27, 30–25)

Lightweight (peso leve): Brazil Thiago Tavares vs. United States Spencer Fisher

Tavares derrotou Fisher via TKO (socos) no 2º round, 2:51

 

Card Principal (main card):

Light Heavyweight (peso meio pesado): Brazil Luiz Cane vs. Bulgaria Stanislav Nedkov

Nedkov derrotou Cane via TKO (socos) no 1º round, 4:20

Heavyweight (peso pesado): United States Brendan Schaub vs. Brazil Antônio Rodrigo Nogueira

Nogueira derrotou Schaub via KO (socos) no 1º round, 3:09

Lightweight (peso leve): England Ross Pearson vs. Brazil Edson Barboza

Barboza derrotou Pearson em decisão dividida dos juízes (29–28, 28–29, 29–28)

Light Heavyweight (peso meio pesado): Brazil Maurício Rua vs. United States Forrest Griffin

Rua derrotou Griffin via KO (socos) no 1º round, 1:53

Middleweight (peso médio): Brazil Anderson Silva (c) vs. Japan Yushin Okami

Silva derrotou Okami via TKO (socos) no 2º round, 2:04, e continua com o cinturão da categoria


UFC Rio chega com o objetivo de fazer história

Por: João Pedro Alves da Silva

E o maior evento das “artes marciais mistas” desembarcou no Brasil. Após um hiato de 13 anos, o UFC está de volta à terrinha e será realizado na HSBC Arena, no Rio de Janeiro, no sábado (27). Em um card com 14 brasileiros, destaque para Anderson Silva, Maurício Shogun e Rodrigo Minotauro. Mais que doze combates, o evento pode mudar a história do esporte no país.

É a segunda vez que o Brasil recebe o UFC. A primeira, em 1998, teve como palco o Ginásio da Portuguesa, em São Paulo. Ainda na época em que o MMA era conhecido como Vale Tudo, Vitor Belfort e Wanderlei Silva fizeram uma das lutas marcantes na história do evento.

Apesar do sucesso dos brasileiros no exterior, o reconhecimento do grande público no país está aparecendo somente agora. O UFC Rio tem como importância a popularização do esporte no Brasil. “A transmissão pela TV vai ser importante para darmos o pontapé na explosão do MMA por todo o Brasil”, disse Dana White, presidente do UFC, em entrevista à revista TATAME.

Estreantes no UFC, Yuri “Marajó”, Felipe “Sertanejo”, Luis “Beição”, Johnny Eduardo e Erick Silva terão a emoção de lutar em casa, com o apoio do público. Os veteranos Anderson Silva, Maurício “Shogun” e Rodrigo “Minotauro” farão as lutas mais aguardadas da noite.

Okami e Silva no treino aberto na praia de Copacabana (Foto: Josh Hedges/UFC)

Anderson Silva, paulista radicado em Curitiba, protagonizará o main event da noite, lutando contra Yushin Okami. O duelo vale o cinturão da categoria middleweight (peso médio), que é de Silva desde 2006, com oito defesas de título. Okami é um bom lutador, mas não está no mesmo nível do Spider. Silva é o melhor atleta da atualidade e deve finalizar a luta antes do fim dos cinco rounds previstos.

Maurício “Shogun” Rua é curitibano, campeão do GP do Pride em 2005 e ex-campeão da categoria light heavyweight (peso meio pesado) do UFC. Lutará contra o americano Forrest Griffin, que o derrotou em 2007, no UFC 76. Vindo de derrota – e perda de título – para Jon Jones, Shogun tem mais recursos que o adversário e é o favorito para a vitória.

Rodrigo Minotauro Nogueira, o maior peso pesado que o país já teve, campeão no RINGS, Pride e UFC, não luta desde fevereiro de 2010, quando foi nocauteado por Cain Velazquez, atual campeão da categoria. No Rio de Janeiro, enfrenta o americano Brandan Schaub – que tem 8 vitórias e apenas uma derrota na carreira. Combate importante e difícil para o baiano, que precisa vencer para mostrar que ainda tem “lenha para queimar” dentro do octógono. Minotauro tem 12 anos de carreira, 40 lutas, mas fará sua primeira atuação no Brasil.

Chael Sonnen, conhecido por falar mal do Brasil e de atletas tupiniquins, não vem ao Brasil. O americano chegou a divulgar que estaria no Rio de Janeiro com Yushin Okami, seu parceiro de treinos. No entanto, a patrocinadora do japonês, a brasileira Pretorian, ameaçou cortar o apoio caso Sonnen estivesse no UFC Rio. Por causa de suas declarações polêmicas, a presença de Sonnen poderia causar confusão.

Para quem quiser assistir ao UFC Rio, várias são as possibilidades. A rede UCI tem o evento como atração no cinema. O canal Combate fará a transmissão completa, com o card preliminar e principal, a partir das 19h. O Sportv e a RedeTV! transmitirão apenas as cinco lutas do card principal, a partir das 22h. Cinco lutas do card preliminar poderão ser assistidas pelo Facebook (facebook.com/ufc).

 

Card Preliminar:

Bantamweight (peso galo): Canada Yves Jabouin vs. United States Ian Loveland

Featherweight (peso pena): Brazil Yuri Alcantara vs. Brazil Felipe Arantes

Welterweight (peso meio médio): Brazil Erick Silva vs. Brazil Luis Ramos

Bantamweight (peso galo): Brazil Raphael Assunção vs. Brazil Johnny Eduardo

Welterweight (peso meio médio): Brazil Paulo Thiago vs. United States David Mitchell

Middleweight (peso médio): Brazil Rousimar Palhares vs. United States Dan Miller

Lightweight (peso leve): Brazil Thiago Tavares vs. United States Spencer Fisher

Card Principal (main card):

Light Heavyweight (peso meio pesado): Brazil Luiz Cane vs. Bulgaria Stanislav Nedkov

Lightweight (peso leve): England Ross Pearson vs. Brazil Edson Barboza

Heavyweight (peso pesado): United States Brendan Schaub vs. Brazil Antônio Rodrigo Nogueira

Light Heavyweight (peso meio pesado): Brazil Maurício Rua vs. United States Forrest Griffin

Middleweight (peso médio): Brazil Anderson Silva (c) vs. Japan Yushin Okami

– Luta válida pelo cinturão da categoria, pertencente à Anderson Silva


Boletim – 26/08

Por: João Pedro Alves da Silva

– O brasileiro Ronny Markes, que estreou no UFC vencendo o tcheco Carlos Vemola, irá descer de categoria. Markes fez sua estréia no evento americano na categoria light heavyweight (peso meio pesado) mas para a próxima luta já lutará na categoria middleweight (peso médio), a mesma que disputava no Brasil.

– Na manhã de terça-feira (23), foi divulgado pelo governador do Amazonas, Omar Aziz, e Lorenzo Fertita, dono do UFC juntamente com seu irmão Frank, que Manaus receberá um evento do UFC entre julho e agosto de 2012. O sambódramo da cidade, com capacidade para 100 mil espectadores, foi o local escolhido – será o maior público da história do UFC.

– Diego Brandão será o representante brasileiro no reality show The Ultimate Fighter 14. O programa, que vai ao ar a partir do dia 21 de setembro nos Estados Unidos, terá como técnicos os americanos  Jason Miller e Michael Bisping.

– O Mundial de Judô está acontecendo em Paris entre os dias 23 e 28 de agosto. Até o terceiro dia (26), o Brasil estava na 6ª posição no quadro de medalhas, com duas de bronze e duas de prata. Leandro Cunha (-66kg) e Rafaela Silva (-57kg) ficaram em segundo.  Sarah Menezes (-48kg), Leandro Guilheiro (-81kg) e Mayra Aguiar (-78kg) foram terceiros.

                                                                                                                                                                                              


Boletim – 19/08

– Ex-campeão da categoria heavyweight (peso pesado) do UFC, Brock Lesnar, pode voltar ao octógono após perder o cinturão para Cain Velasquez em outubro de 2010. O retorno deve acontecer no UFC 140 contra o holandês Alistair Overeem, que recentemente foi protagonista de uma confusão com o Strikeforce.

– Apenas uma vitória brasileira no Strikeforce Challengers 18, realizado na última sexta-feira (12). Jorge Gurgel e Danillo Villefort perderam, respectivamente, para Joe Duarte e Nate James, ambos em decisão unânime dos juízes. O sucesso brazuca veio com Miltinho Vieira, que finalizou Sterling Ford ainda no primeiro round com um triângulo de mão.

– Conhecido por seus vídeos de briga de rua na internet – e por ter fracassado no MMA – Kimbo Slice estreou no Boxe no último sábado (13). O americano precisou de apenas 10 segundos de luta para nocautear James Wade, atleta de 39 anos que tem três lutas na carreira – três derrotas.

Morreu no último domingo (14) o treinador de MMA Shawn Thompkins. O coach treinou atletas como Wanderlei Silva, Randy Couture e Vitor Belfort. Estava trabalhando na Tapout, após passagem pela Xtreme Couture.

Ronny Markes e Charles “do Bronx” Oliveira representaram o Brasil no UFC on Versus 5, realizado no último domingo (14) em Milwaukee, Wisconsin, nos Estados Unidos. Markes, no card preliminar, venceu o tcheco Carlos Vemola em decisão unânime dos juízes. “Do Bronx” não teve moleza ao enfrentar o americano Donald Cerrone, o cowboy, e foi derrotado no primeiro round após saraivada de socos no solo.

– Após o UFC Rio, a próxima disputa de cinturão dos médios será entre o campeão ( Anderson Silva vs. Yushin Okami) e o vencedor de Chael Sonnen vs. Brian Stann. Lembrando que o brasileiro Anderson Silva é o detentor da cinta desde 2006, acumulando oito defesas de cinturão.

– De acordo com o presidente do UFC, Dana White, Maurício “Shogun” Rua está a duas vitórias de disputar o cinturão da categoria light heavyweight. O atleta curitibano perdeu o título no UFC 128, em março, quando foi nocauteado pelo americano Jon Jones.

– Na quinta-feira (18) foi confirmado o acerto entre FOX e UFC. O vínculo é de sete anos e estima-se que o valor gire em torno de 90 milhões de dólares. A emissora americana transmitirá quatro eventos grandes por ano, e o FX transmitirá seis eventos menores, como o UFC Fight Night e o UFC Live (ou UFC on Versus). O reality show The Ultimate Fighter também está no contrato. O show terá um formato diferente, com as lutas ao vivo e participação do público. A famosa abertura do UFC, em que um gladiador pega areia do chão, não será mais usada.

-Uma nova e última carga de ingressos para o UFC 134 (UFC Rio) foi colocada à venda na quinta-feira (18). As 272 entradas foram vendidas pela internet e se esgotaram em 18 minutos. Agora a alternativa para os fãs do show é assistir pela televisão (Combate e RedeTV!).

Chael Sonnen voltou a criticar o Brasil no Twitter. Em seu micro blog, anunciou que chega ao Rio de Janeiro na sexta-feira (18), onde vai acompanhar Yushin Okami, seu companheiro de treino, que lutará contra Anderson Silva no UFC 134. “Indo treinar nas piores condições possíveis para tornar essa luta ainda mais fácil. Resumindo, Rio na sexta-feira”.

Wanderlei Silva não deixou a declaração de Sonnen passar em branco. Também via Twitter, Wand respondeu da seguinte maneira:

João Pedro Alves da Silva


Boletim – 12/08

 

 

– Na última sexta-feira (05) na 24ª edição do Shooto Brasil, Glover Teixeira venceu Antonio Samuray e conquistou o cinturão do evento. Teixeira finalizou o adversário ainda no 1º round, com um mata-leão.

– Também na sexta-feira (05), Jussier Formiga venceu o japonês Mamoru Yamaguchi no Tachi Palace Fights 10, realizado em Lemoore, California. A vitória do brasileiro, até outrora número 1 do peso mosca, se deu em decisão unânime dos juízes. Agora o cartel de Formiga é de 10 vitórias e apenas uma derrota.

– Outro brasileiro que lutou no Tachi Palace Fights 10 foi Givanildo Santana. O atleta precisou de apenas 29 segundos para finalizar o americano Doug Marshall com um mata-leão. Santana chegou à marca de 16 vitórias e uma derrota na carreira.

– Após várias declarações de Chael Sonnen contra o Brasil e atletas brasileiros, Wanderlei Silva decidiu desafiá-lo. Pelo Twitter, Silva mostrou sua vontade de lutar contra “o campeão mundial do Twitter”. “Gostaria de ser escalado para ensinar bons modos ao ‘Twitter world champion’. Você tem um bom dentista, meu amigo?” escreveu o lutador curitibano em seu micro blog.

Fabrício Werdum criou uma campanha no Twitter, a “#ignoreSONNENnoUFCRio”. De acordo com Werdum, os fãs não devem dar atenção à Chael Sonnen no UFC Rio, mas prestigiar os atletas brasileiros que lutarão no evento.

Matt Hamill anunciou sua aposentadoria após a derrota no UFC 133. O americano revelou que as seguidas lesões foram o principal motivo. Hamill é um exemplo de superação por ter se tornado lutador profissional mesmo tendo deficiência auditiva.

Fedor Emelianenko não se aposentará ainda. De acordo com seu empresário, Vadim Finkelstein, o atleta deve lutar esse ano “em casa”, na Rússia, durante o outono (primavera no Brasil). Além dessa luta, Fedor tem chances de entrar em ação na noite de Réveillon, no Japão.

– Seguindo a tendência, mais um atleta irá representar um clube de futebol no UFC 134 (UFC Rio). Paulo Thiago, que enfrentará David Mitchell, assinou contrato com o Cruzeiro.

João Pedro Alves da Silva


Análise do UFC 133

07/08/2011

Realizado na noite do último sábado (06), o UFC 133 foi marcado por combates interessantes. Nas principais lutas do evento, Vitor Belfort e Rashad Evans tiveram boas atuações e nocautearam. No card preliminar, uma derrota e uma vitória de atletas brasileiros. Além do fato inédito na distribuição dos bônus. Confira mais detalhes do evento sediado na Filadélfia, Estados Unidos.

The Phenom vs. Sexyama

A vitória de Vitor Belfort era esperada, o brasileiro tem mais recursos e é mais gabaritado que Akiyama. O que não se esperava era a forma como foi. A luta começou com bastante estudo. Os atletas golpeavam de forma contida, ainda tentando achar a distância correta. Yoshihiro Akiyama buscou, sem sucesso, acabar com a luta em um chute “à la Anderson Silva”, que nocauteou Belfort na última luta. Após isso, o carioca partiu para o ataque. Acertou alguns socos que derrubaram o japonês. Tentando acabar com a luta, Belfort golpeou o oponente no solo. Akiyama ainda conseguiu se levantar por poucos segundos, até que caísse novamente. Disposto a finalizar o combate, Belfort desferiu vários socos até que o árbitro paralisasse e finalizasse o duelo. Vitória de Vitor Belfort por TKO (nocaute técnico, technical knockout).

Surgiu uma polêmica quanto aos golpes desferidos por Vitor Belfort no solo. Vários socos do brasileiro acertaram, visivelmente, a nuca do adversário, o que é proibido nas regras.

The Huntington Beach Bad Boy vs. Sugar

No main event se enfrentaram dois ex-campeões da categoria light heavyweight (peso meio pesado). Tito Ortiz, um dos atletas mais populares dos Estados Unidos, contra Rashad Evans, atleta que tem grande antipatia do público. No primeiro round, após Ortiz buscar a queda e se cansar, Evans conseguiu acertar uma grande sequencia de socos, castigando o adversário. Pouco depois, Evans deu uma queda plástica, um belo slam, e trabalhou o ground ‘n’ Pound.

No segundo round, Ortiz parecia que iria vencer mais uma luta com uma guilhotina na guarda, momento semelhante à vitoria sobre Ryan Bader. Foi apenas semelhança. Evans escapou do golpe e ficou em uma boa posição, por cima. Passou a guarda de Ortiz e fez o uso de socos, não defendidos. A luta se desenrolou no chão, com Evans controlando e buscando melhores posições. Até que Ortiz fica de joelhos. Impedido de desferir joelhadas no rosto do oponente, por estar em três apoios, Evans acertou uma joelhada no peito de Ortiz, que caiu entregue. Rashad Evans só teve o trabalho de dar alguns socos até a paralisação do juiz. Vitória de Evans por TKO (nocaute técnico, technical knockout).

Brasil no preliminar

Pelo card preliminar, Rafael Natal e Rani Yahya representaram o Brasil. Natal fez a primeira luta do UFC 133 contra Paul Bradley e venceu o americano em decisão unânime dos juízes. Yahya não conseguiu o mesmo sucesso de Natal e foi derrotado por Chad Mendes, também em decisão unânime dos juízes. Com o resultado, Mendes deve receber a chance de lutar pelo cinturão da categoria contra o vencedor de José Aldo vs. Kenny Florian, no UFC 136.

Um bônus diferente

Um dos bônus de 70 mil dólares foi marcado por uma peculiaridade no UFC 133. Como não houve nenhuma finalização no evento, o bônus de “finalização da noite” foi alterado e dado ao americano Brian Ebersole. O atleta recebeu a premiação por “ter tirado a sunga horrível da TV o mais rápido possível”, se referindo à vestimenta usada por Dennis Hallman, derrotado por Ebersole.

Luta da Noite: United States Rashad Evans vs.

Nocaute da Noite: Brazil Vitor Belfort

Finalização da Noite: nenhuma luta terminou em finalização

Tirar o shorts da TV o mais rápido possível: United States Brian Ebersole

– Card Preliminar

Middleweight (peso médio): Brazil Rafael Natal vs. United States Paul Bradley

Natal derrotou Bradley em decisão unânime dos juízes (30–27, 29–28, 29–28)

Featherweight (peso pena): United States Mike Brown vs. United States Nam Phan

Brown derrotou Phan em decisão unânime dos juízes (29–27, 29–28, 29–28)

Welterweight (peso meio médio): United States Johny Hendricks vs. United States Mike Pierce

Hendricks derrotou Pierce em decisão dividida dos juízes (28–29, 29–28, 29–28)

Catchweight (138lb) (categoria intermediária – peso galo): Canada Ivan Menjivar vs. United States Nick Pace

Menjivar derrotou Pace em decisão unânime dos juízes (29–28, 29–28, 29–28)

Featherweight (peso pena): United States Chad Mendes vs. Brazil Rani Yahya

Mendes derrotou Yahya em decisão unânime dos juízes (30–27, 30–27, 30–27)

Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Matt Hamill vs. Sweden Alexander Gustafsson

Gustafsson derrotou Hamill via TKO (socos) no 2º round, 3:34

– Card Principal (Main card)

Welterweight (peso meio médio): Canada Rory MacDonald vs. United States Mike Pyle

MacDonald derrotou Pyle via TKO (socos) no 1º round, 3:54

Middleweight (peso médio): United States Jorge Rivera vs. Cyprus Costantinos Philippou

Philippou derrotou Rivera em decisão dividida dos juízes (28–29, 29–28, 29–28)

Welterweight (peso mei médio): United States Dennis Hallman vs. United States Brian Ebersole

Ebersole derrotou Hallman via TKO (socos) no 1ºround, 4:28

Middleweight (peso médio): Brazil Vitor Belfort vs. Japan Yoshihiro Akiyama

Belfort derrotou Akiyama via KO (socos) no 1º round, 1:54

Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Rashad Evans vs. United States Tito Ortiz

Evans derrotou Ortiz via TKO (socos) no 2º round, 4:48

João Pedro Alves da Silva


Prévia do UFC 133

06/08/2011

Após várias mudanças no card original, o UFC 133 está pronto para acontecer. O evento será realizado neste sábado (06) no Wells Fargo Center, na Filadélfia, Estados Unidos. O principal combate da noite será entre os americanos Rashad Evans e Tito Ortiz. Para o público brasileiro, outro atrativo é a presença de três atletas do país, destaque para Vitor Belfort.

As lesões foram o principal motivo das alterações no card. Saíram Phil Davis, Rogério Minotouro, Vladimir Matyushenko, Alessio Sakara e Riki Fukuda. O campeão José Aldo também poderia aparecer no UFC 133, contra Chad Mendes. No entanto, recebeu mais tempo para se recuperar de algumas lesões. Rani Yahya, também brasileiro, o substitui e enfrenta o americano Mendes. Aldo volta no UFC 136 contra Kenny Florian.

No main event, o segundo duelo entre Evans e Ortiz – o primeiro ocorreu em 2007, no UFC 73, quando empataram. Tito Ortiz vem embalado pela vitória em cima de Ryan Bader, há pouco mais de um mês atrás, no UFC 132. Rashad Evans quer a vitória para estar mais próximo de um title shot, a chance de disputar o cinturão. A luta deve ser boa. Vantagem para Evans, mas Ortiz já demonstrou a vontade de voltar a figurar entre os tops da categoria e vai dificultar a vida do adversário.

Vitor Belfort é o representante do Brasil no card principal. O desafiante do carioca é Yoshihiro Akiyama. Ambos vêm de derrota em seus últimos compromissos: Belfort foi nocauteado por Anderson Silva no UFC 126 e Akiyama perdeu de Michael Bisping no UFC 120, em decisão unânime dos juízes. O atleta brasileiro é favorito. É superior na “trocação” e tem um bom jiu jitsu. Akiyama tem três lutas no UFC, com apenas uma vitória – ainda não embalou no evento.

Os outros brasileiros no UFC 133 são Rafael Natal e Rani Yahya. Natal enfrenta Paul Bradley, enquanto Yahya luta contra Chad Mendes – uma das lutas do card preliminar que serão televisionadas.

A transmissão do evento será feita pelo canal Combate, a partir das 21h, com duas lutas do card preliminar e todo o main card. As lutas entre Rafael Natal vs. Paul Bradley e Mike Brown vs. Nam Pahn poderão ser assistidas pelo Facebook (www.facebook.com/ufc), a partir das 18h45.

– Card Preliminar 

Middleweight (peso médio): Brazil Rafael Natal vs. United States Paul Bradley

Featherweight (peso pena): United States Mike Brown vs. United States Nam Phan

Welterweight (peso meio médio): United States Johny Hendricks vs. United States Mike Pierce

Catchweight (138lb) (categoria intermediária – peso galo): Canada Ivan Menjivar vs. United States Nick Pace

– Menjivar apresentou um peso acima do aceito para a categoria. Pace aceitou lutar em uma categoria intermediária.

Featherweight (peso pena): United States Chad Mendes vs. Brazil Rani Yahya

Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Matt Hamill vs. Sweden Alexander Gustafsson

– Card Principal (Main card)

Welterweight (peso meio médio): Canada Rory MacDonald vs. United States Mike Pyle

Middleweight (peso médio): United States Jorge Rivera vs. Cyprus Costantinos Philippou

Welterweight (peso mei médio): United States Dennis Hallman vs. United States Brian Ebersole

Middleweight (peso médio): Brazil Vitor Belfort vs. Japan Yoshihiro Akiyama

Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Rashad Evans vs. United States Tito Ortiz

João Pedro Alves da Silva


Boletim – 05/08

05/08/2011

Por: João Pedro Alves da Silva

– Após a terceira derrota consecutiva e o término do contrato, o Strikeforce não renovou o vínculo com o russo Fedor Emelianenko. Com o anúncio, os rumores de aposentadoria voltaram à tona.

– Após parceria da Zuffa com a Sony Music, os dvd’s oficiais do UFC poderão, enfim, serem encontrados no Brasil. Nunca lançados no país, os títulos estarão disponíveis a partir de setembro, também em Blu-Ray. Estarão disponíveis o “UFC 126: Silva vs. Belfort”, “UFC Ultimate Royce Gracie”, “UFC Best of 2010”, “UFC Ultimate Heavyweights” e o “Ultimate Knockouts 8”.

Maiquel Falcão, ex-atleta do UFC, assinou na terça-feira (02) com o Amazon Forest Combat, que acontecerá no dia 14 de setembro, em Manaus. O provável adversário de Falcão é Patrick Côté, também ex-lutador do UFC.

– O canal Combate adquiriu os direitos de transmissão ao vivo do UFC até 2014. Com o novo acordo, o canal da Globosat terá acesso à série “Best of Pride” (com lutas do extinto evento japonês Pride), ao “The Ultimate Fighter” (reality show do UFC), às lutas do WEC e exclusividade de transmissão dos eventos realizados no Brasil a partir de 2012.

– O campeão dos médios do UFC, Anderson Silva, foi contratado pelo Corinthians. O vínculo é válido por um ano, e Silva já representa o clube paulista no UFC 134, que será realizado no Rio de Janeiro. Silva fechou recentemente, ainda, com a Nike e o Burger King.

– A versão brasileira da revista do UFC será lançada no país no dia 8 de agosto.


Cada um no seu quadrado – Por: João Pedro Alves da Silva

03/08/2011

Nesta semana, após ser divulgado o contrato de Anderson Silva com o Corinthians, tinha certeza que deveria abordar o assunto neste espaço. Diferente de vários fãs de MMA – muitos torcedores do clube paulista – em fóruns especializados, não achei a notícia nada empolgante. Do lado do atleta é interessante, é uma fonte de renda a mais. Para o clube também, estará vinculando sua imagem à de um campeão, talvez o melhor do mundo. Mas, “nem tudo são flores”. Baseado em alguns fatos, exemplificarei minha posição contrária à relação futebol x MMA.

Certa vez, em uma entrevista, o curitibano Maurício “Shogun” Rua foi questionado o porquê de não aparecer com uma camisa, bandeira, ou algo que mencione o Coritiba, time do coração, em suas lutas. Não o faz pois certamente haverá uma desaprovação dos fãs que torcem por outros clubes. Algo desnecessário. O atleta nunca escondeu sua torcida, já foi visto inúmeras vezes no estádio, mas evita relacionar o “profissional Shogun” com isso.

Recentemente, no Samurai Fight Combat 5, que aconteceu em Curitiba, o atleta de muay thai Saulo Clay Cavalari utilizou objetos de uma torcida organizada da cidade ao entrar e sair do ringue. Apesar de um grande desempenho, coroado com um nocaute, foi vaiado por parte do público. O motivo? O fato de estar portando materiais relacionados à um clube/torcida.

Para citar especificamente o caso do Corinthians, é uma forma de aparecer para o mundo por meio de um ícone, e não dentro de campo como deveria ser. Ponto para o marketing, claro.

Por conta de rivalidades provenientes do futebol, o MMA é visto com maus olhos em Belo Horizonte. Ano passado um evento foi promovido na cidade e vários integrantes de duas torcidas organizadas estiveram presentes. Rolou confusão, pancadaria e uma morte. É certo que as T.O’s devem ser outro tema de discussão, analisadas individualmente, mas, neste caso, a relação entre torcida (futebol) e artes marciais não deu certo, e o que acabou denegrido foi o MMA.

A passionalidade do futebol é prejudicial ao MMA. O esporte que mais cresce no mundo pode viver – como fez até agora – sem um vínculo com outra modalidade. Os exemplos citados mostram que a relação traz mais problemas que benefícios. Há espaço, patrocínio e público para todos: que fique cada um em sua área.


Strikeforce e a nova queda do “Império Russo”

01/08/2011

Aconteceu no último sábado (30) no Sears Centre, em Illinois, Estados Unidos, o Strikeforce: Fedor vs. Henderson. Como luta principal, o combate de dois verdadeiros mitos do MMA. No card ainda tiveram duas presenças brasileiras e uma disputa de cinturão feminino. Roger Gracie e Evangelista “Cyborg” estavam escalados para lutar, mas foram cortados por lesão.

Dois gigantes

Como main event se enfrentaram o russo Fedor Emelianenko e o americano Dan Henderson. Considerado por muitos o maior lutador de MMA de todos os tempos, Fedor entrou no octógono pressionado. Após uma carreira inteira de triunfos e com apenas uma derrota, teve dois insucessos nas últimas duas lutas. Henderson, com 40 anos, é o campeão da categoria light heavyweight (peso meio pesado) do Strikeforce. Apesar da idade, continua bem. No currículo tem títulos no Brasil (Brazil Open), Estados Unidos (UFC) e Japão (Rings e Pride). Subiu de categoria para encarar Fedor.

Fedor golpeando Henderson (foto: Esther Lin)

 A luta

O confronto começou bastante movimentado. Os dois atletas partiram para cima buscando o nocaute. Tudo apontava para uma luta de apenas um round. Na “trocação” aberta, vantagem para Henderson, que conseguiu golpear mais e feriu o rosto de Fedor. Após um início avassalador a luta se desenvolveu durante algum tempo na grade, com Hendo prensando e golpeando o russo. Faltando cerca de um minuto para o fim do round, Fedor conseguiu acertar sequencia de socos que derrubam Henderson. Knockdown. Partindo para finalizar o combate, Fedor desferiu alguns golpes e foi surpreendido pelo americano, que escapou e foi para as costas. Por trás, Hendo conseguiu um soco que acabou com o duelo. Fedor caiu grogue, e depois de poucos socos a luta foi paralisada pelo árbitro Herb Dean.

Grande reviravolta e vitória de Dan Henderson. Com a terceira derrota consecutiva, é hora de Fedor Emelianenko repensar sobre a carreira. A já cogitada aposentadoria pode ser confirmada.

Assista a luta:

Brasil no octógono

A representação brasileira foi protagonizada por Gesias Cavalcante e Eduardo Pamplona, ambos no card preliminar. Cavalcante, o “JZ”, enfrentou e venceu em decisão dividida dos juízes o americano Bobby Green. Já Pamplona, que vinha de 10 vitórias consecutivas, não teve sucesso. Logo aos 15 segundos de luta foi nocauteado pelo americano Tyler Stinson.

Elas também têm espaço

A luta feminina do card principal valia o cinturão da categoria bantamweight (peso galo). A holandesa e então campeã Marloes Coenen enfrentou a americana Miesha Tate. No 4º round, aos 3:03 minutos, Tate montou e finalizou a detentora do título com um triângulo de mão.

Resultados

Main card

Heavyweight (peso pesado): Russia Fedor Emelianenko vs. United States Dan Henderson

Henderson derrotou Emelianenko via TKO (socos) no 1º round, 4:12

Disputa de cinturão Bantamweight (peso galo): Netherlands Marloes Coenen (c) vs. United States Miesha Tate

Tate derrotou Coenen via finalização (triângulo de mão) no 4º round, 3:03, e se tornou a nova campeã

Middleweight (peso médio): United States Robbie Lawler vs. United States Tim Kennedy

Kennedy derrotou Lawler por decisão unânime dos juízes (30–27, 30–27, 30–27)

Welterweight (peso meio médio): England Paul Daley vs. United States Tyron Woodley

Woodley derrotou Daley por decisão unânime dos juízes (29–28, 29–28, 29–28)

Welterweight (peso meio médio): United States Scott Smith vs. Belgium Tarec Saffiedine

Saffiedine derrotou Smith por decisão unânime dos juízes (30–27, 30–27, 30–26)

Card Preliminar

Lightweight (peso leve): Brazil Gesias Cavalcante vs. United States Bobby Green

Cavalcante derrotou Green por decisão dividida dos juízes (29–28, 29–28, 28–29)

Welterweight (peso meio médio): Brazil Eduardo Pamplona vs. United States Tyler Stinson

Stinson derrotou Pamplona via KO (soco) no 1ºround, 0:15

Feminina – Bantamweight (peso galo): Canada Alexis Davis vs. United States Julie Kedzie

Davis derrotou Kedzie por decisão unânime dos juízes (30–27, 30–27, 29–28)

Middleweight (peso médio): United States Derek Brunson vs. United States Lumumba Sayers

Brunson derrotou Sayers via finalização (mata-leão) no 1º round, 4:33

Heavyweight (peso pesado): United States Bryan Humes vs. United States Gabriel Salinas-Jones

Salinas-Jones derrotou Humes via finalização (brabo choke) no 3º round, 1:19

João Pedro Alves da Silva


Boletim – 29/07

29/07/2011

Por: João Pedro Alves da Silva

– O holandês Alistair Overeem, que havia saído do GP do Strikeforce, foi demitido do evento. O clima já era pesado entre o campeão e a organização, e o anúncio de uma luta do atleta na Rússia parece ter sido “a gota d’água”.

– No sábado (30) duas lendas do MMA irão se enfrentar no Strikeforce. O russo Fedor Emelianenko, considerado o maior lutador de todos os tempos, medirá forças com o americano Dan Henderson.

Diego Nunes enfrenta o armênio Manny Gamburyan no UFC 135, em Setembro.

– Nos Jogos Mundiais Militares, no Boxe, o Brasil conquistou quatro medalhas de ouro e duas de bronze.

– Ainda nos JMM, mas no Judô, o Brasil foi o primeiro colocado no quadro de medalhas, com 12.

– No Bellator 47, realizado no último sábado (23) no Canadá, Marlon Sandro venceu o argentino Nazareno Malegarie em luta válida pela semifinal do GP da categoria featherweight (peso pena). O próximo desafio do brasileiro será no dia 20 de agosto, no Bellator 48, quando enfrentará o americano Pat Curran na final do grand prix.

– Vice campeão do GP dos médios do Bellator, disputado em maio, Patricky Pitbull postou em seu Twitter o desejo de enfrentar o conhecido japonês Shinya Aoki. “Eu li que o Dream quer um estrangeiro para lutar com o Aoki, e eu quero representar o Bellator contra ele. Por favor, façam acontecer”, escreveu o atleta potiguar.

– O final da preparação para o UFC 134 de Maurício Shogun, que está treinando nos Estados Unidos com o mestre Rafael Cordeiro, será no Brasil. No dia 13 de agosto, Shogun, Rafael, Renato Babalu e um treinador de wrestling chegam a Curitiba e permanecem por 10 dias. Após isso o destino é o Rio de Janeiro. O local de treinos será a academia Nova União, do mestre André Pederneiras, onde treina José Aldo.

Wanderlei Silva fará um anuncio oficial sobre sua carreira em breve. A mensagem será disponibilizada no site do atleta. Não há previsão de quando será divulgado.

– A FEG (Fighting and Entertainment Group) não é mais dona do K-1, maior evento de kickboxing – luta em pé em geral – do mundo. A empresa vinha passando por problemas financeiros, aliado à queda de popularidade e da gestão questionável. O K-1 foi vendido à Barbizon Co. Ltda, empresa japonesa do ramo imobiliário.


Boletim


22/07/2011

Por: João Pedro Alves da Silva

A partir de hoje, toda sexta-feira haverá um boletim com os principais acontecimentos da semana no mundo das lutas.

– Após anunciar que poderia lutar Boxe, Alistair Overeem está fora do GP do Strikeforce. O motivo alegado é de uma pequena lesão que sofreu na última luta – contra Fabrício Werdum – e que não estaria pronto para lutar no dia 10 de setembro, quando enfrentaria o brasileiro Antonio “Pezão” Silva pela semifinal do torneio.

– Após a contusão de Phil Davis, já substituído por Tito Ortiz, outra baixa no UFC 133 por contusão. Rogério “Minotouro” Nogueira também está fora do evento. No entanto, ninguém o substituirá. Rich Franklin, seu adversário, foi tirado do card.

Charles “do Bronx” Oliveira está com luta marcada. Após sua última vitória ser mudada para um “No Contest” por conta de uma joelhada ilegal, Charles já sabe quem será seu próximo adversário. Trata-se do americano Donald Cerrone. O combate acontecerá no UFC on Versus 5, no dia 14 de agosto.

Thiago Alves, o “Pitbull”, também tem adversário definido. No UFC 138, a ser realizado na Inglaterra, o brasileiro enfrenta o invicto Papy Abedi, atleta sueco que fará sua estréia no octógono do UFC.

Demian Maia enfrenta o também brasileiro Jorge Santiago no UFC 136, em outubro.

– Dois novos confrontos “brazucas” no UFC Rio (UFC 134). Felipe Sertanejo vs. Yuri Alcantara e Raphael Assunção vs. Johnny Eduardo.

Chris Leben e Mark Muñoz, últimos algozes de Wanderlei Silva e Demian Maia, respectivamente, farão o principal combate do UFC 138, em novembro. Uma novidade: será a primeira luta de main event sem valer cinturão que durará cinco rounds, como nos combates válidos pelo título.

– Em breve a “musa do jiu jitsu” Kyra Gracie deve aparecer no MMA. Kyra, única mulher faixa preta da família, recebeu propostas e seu destino pode ser o Strikeforce.

– Ainda sobre MMA feminino, a americana – também chamada de “musa” – Gina Carano pode retornar ao octógono no final do ano. Sua última luta – e única derrota – foi contra a brasileira Cristiane “Cyborg”, em agosto de 2009. Carano lutaria no Strikeforce que aconteceu em junho, mas por problemas médicos não pôde entrar em ação.

Manaus, capital amazonense, irá receber um grande evento de MMA em setembro. Confirmados no card Paulo Filho e Royler Gracie. Paulão deve enfrentar o japonês Satoshi Ishii, campeão olímpico de judô e com um cartel 4-1 no MMA. Ex-atletas do UFC, como Nate Marquardt, Patric Coté, Marcus Davis e Ronnys Torres também podem aparecer no Amazon Forest Combat.

– O Judô brasileiro foi campeão masculino e feminino por equipes nos Jogos Mundiais Militares, disputado no Rio de Janeiro. A seleção masculina venceu a Coréia do Sul por 3 a 2, mesmo placar da seleção feminina, que venceu a China. Na disputa individual, que acontece até sábado (23), o Brasil já conquistou 3 medalhas de prata e 2 de bronze.

– Também nos Jogos Mundiais Militares, mas no Boxe, seis atletas brasileiros se classificaram para as semifinais, que serão disputadas nesta sexta (22).

– O pugilista brasileiro Michael Oliveira venceu o dominicano José Soto no último sábado (16) e conquistou o título latino no peso médio do Conselho Mundial de Boxe (CMB). Rumores durante a semana indicam que Michael pode enfrentar Acelino Popó Freitas na possível despedida do boxeur baiano, que não entra no ringue desde abril de 2007.


Análise do Max Fight 9

18/07/2011

A nona edição do Max Fight foi realizada no último sábado (16) em Campinas-SP. Antes voltado para atletas da cidade, o MF passou a receber lutadores de todo o país. Três atletas saíram de Curitiba com destino ao evento campineiro. Como resultado, duas vitórias e uma derrota.

Na primeira luta da noite, Guilherme D’Menor enfrentou Leandro Gigante. Apesar de ser atleta da Chute Boxe, de Curitiba, D’Menor é de Campinas e lutou em casa. Fez um bom primeiro round lutando em pé. Acertou bons golpes que deram confiança. No final do round, no entanto, Gigante conseguiu quedar e golpear. Foi o ritmo da luta. Gigante buscava sempre quedar o oponente. Não achou nada no solo, mas impôs o seu gameplan, sua tática, e dominou o octógono. Na decisão unânime dos juízes, vitória de Leandro Gigante.

Outro representante de uma academia curitibana foi Junior Baby, da CM System. Baby enfrentou o experiente Fernando Tressino. Logo no início da luta Tressino quedou Baby. Tentou trabalhar o ground ‘n’ Pound. Como não houve muita movimentação, o juiz colocou o combate em pé. Na “trocação”, Baby acertou uma bela joelhada voadora que levou seu oponente à lona. Com Tressino indefeso, a luta foi paralisada. Bonito nocaute de Junior Baby.

E o Max Fight conheceu seu campeão na categoria até 77kg. Na disputa pela cinta, Sérgio Júnior e Cassiano Tytschyo. Júnior levou vantagem na luta em pé, conseguiu desferir mais golpes. Tytschyo esperou as oportunidades para quedar o oponente. Marcio Cromado, líder da RFT e corner de Júnior, alertou seu atleta para as tentativas de queda. No último round, com a luta se desenvolvendo no solo, Tytschyo buscou posições e encaixou um arm lock, bem defendido por Sérgio Júnior, que girou e caiu por cima. Aproveitou a posição e trabalhou o ground ‘n’ Pound, desferindo vários golpes. Chegou a fazer pressão para que o juiz paralisasse o combate, ainda golpeando. No corner, Cromado também dava força gritando “ele vai parar, ele vai parar!”. Não parou e a luta acabou. Na decisão dividida dos juízes, vitória de Cassiano Tytschyo, atleta da Chute Boxe.


Leandro Gigante derrotou Guilherme D’Menor por decisão unânime dos juízes
Rodrigo Cabeça derrotou Diogo Silva por finalização (arm-lock) no 1º round, 3:31
Richardson Monstro derrotou Haime Moraes por finalização (chave de pé) no 1º round, 3:04
Junior Baby derrotou Fernando Tressino por nocaute (joelhada) no 1º round, 2:01
Rafael Índio derrotou Fabio Defendenti por finalização (triângulo de mão) no 2º round, 2:36
Rony Jason derrotou Marlon Medeiros por finalização (triângulo) no 1º round, 3:14
Thiago Bodão derrotou Edgar Castaldelli por TKO no 3º round, 3:10
Cassiano Tytschyo derrotou Sérgio Junior por decisão dividida dos juízes

João Pedro Alves da Silva


Max Fight 9

16/07/2011

Mais uma edição do evento Max Fight será realizado neste final de semana. No sábado (16), no Clube de Regatas, em Campinas-SP, acontece o Max Fight 9. No card, atletas conhecidos no MMA nacional, representantes de Curitiba e disputa de cinturão.

Pelo cinturão até 77kg, Cassiano Tytschyo, da Chute Boxe, enfrenta Sérgio Júnior, da RFT. Tytschyo, que treina em Curitiba, é um bom lutador e apesar da pouca idade, 22 anos, já tem 29 lutas no cartel, com 20 vitórias. Sérgio Júnior é um atleta experiente e vem de Natal para conquistar o cinturão. Tem um cartel com 22 vitórias, oito derrotas e três empates.

Os outros dois representantes da capital paranaense são Júnior Baby e Guilherme D’Menor. Baby, 20 anos, atleta da CM System, três vitórias em três lutas, tem como adversário Claudio Bueno, 44 anos, cinco vitórias e cinco derrotas no cartel. D’Menor, 19 anos, atleta da Chute Boxe, três vitórias e duas derrotas, luta contra Leandro Gigante, 31 anos, uma vitória e uma derrota.

Devido a uma lesão no joelho, Wagner “Caldeirão” não lutará no evento, como previsto. O atleta tem um cartel invicto, com sete lutas e sete vitórias. Disputaria o cinturão do Max Fight contra Thiago Bodão. Wagner ficou conhecido após participar do quadro “Lata Velha”, do “Caldeirão do Huck”. Além de ter seu carro reformado, ganhou a oportunidade de treinar na Team Nogueira, academia dos irmãos Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro. Aproveitou a chance e vem mostrando bons resultados com vários nocautes.

O Max Fight 9 será transmitido pelo canal Combate a partir das 20h.

CARD

– Leandro Gigante (Checkmat) vs. Guilherme D´Menor (Chute Boxe)
– Rodrigo Cabeça (Tozi) vs. Diogo Silva (Garras de Tigre)
– Júnior Baby (CM System) vs. Fernando Tressino (Claudio Bueno)
– Haime Moraes (Shotgan) vs. Richardson Moreira (Team Nogueira/Fight Fitness)
– Fábio Defendenti (Nikolai) vs. Rafael Índio (Fight Fitness)
– Rony Jason (Team Nogueira) vs. Marlon Medeiros (Núcleo)
– Thiago Bodão (Família Furacão Peso Pesado / Gold Team) vs. Edgard Castaldelli (Team Nogueira)

Cinturão até 77kg:

– Sérgio Júnior (RFT) vs. Cassiano Tytcshyo (Chute Boxe)

João Pedro Alves da Silva


O “madrugueiro” Dream

16/07/2011

Enquanto grande parte dos brasileiros ainda dormia estava acontecendo mais um evento de MMA. O Dream 17, disputado no Ariake Coliseum, em Tóquio, Japão, teve início às 5h, horário de Brasília, deste sábado (16). Como atrativo, duas disputas de cinturão, final do Grand Prix e a presença de um brasileiro.

O único representante da terrinha foi Bruno Carvalho, pela categoria peso leve (lightweight). Mineiro de Juiz de Fora, mas treinando e representando a academia CM System, de Curitiba, Carvalho foi derrotado pelo japonês Eiji Mitsuoka, em decisão unânime dos juízes.

Na categoria meio pesado (light heavyweight), defesa de título do armeno Gegard Mousasi, destaque do card, contra o contender japonês Hiroshi Izumi. Ainda no primeiro round Mousasi honrou o cinturão e venceu Izumi com socos, em um nocaute técnico (TKO).

O Grand Prix japonês do peso galo (bantamweight) teve como finalistas Masakazu Imanari (23v-8d-2e) e Hideo Tokoro (29v-23d-1e). Em decisão unânime dos juízes, vitória de Hideo Tokoro, a quarta seguida.

Hiroyuki Takaya, assim como Mousasi, defendeu seu cinturão. O japonês, campeão do peso pena (featherweight), enfrentou seu compatriota Kazuyuki Miyata. Mais uma vez a luta foi decidida pelos juízes. Em decisão dividida, vitória e manutenção do cinturão de Hiroyuki Takaya.

– Pelo fato de as lutas não serem transmitidas e/ou disponibilizadas, o Jornal do Esporte ficou impossibilitado de fazer a análise das mesmas.

RESULTADOS

Featherweight (peso pena) Disputa de Cinturão: Japan Hiroyuki Takaya (c) vs. Japan Kazuyuki Miyata

            Takaya derrotou Miyata por decisão dividida dos juízes

Bantamweight (peso galo) Final do Grand Prix: Japan Masakazu Imanari vs. Japan Hideo Tokoro

            Tokoro derrotou Imanari por decisão unânime dos juízes

Light Heavyweight (peso meio pesado) Disputa de Cinturão: Armenia Gegard Mousasi (c) vs. Japan Hiroshi Izumi

            Mousasi derrotou Izumi via TKO (socos) no 1º round, 3:28

Lightweight (peso leve): Japan Tatsuya Kawajiri vs. United States Drew Fickett

            Kawajiri derrotou Fickett via TKO (socos) no 1º round

Bantamweight (peso galo): Japan Keisuke Fujiwara vs. Japan Kenji Osawa

            Osawa derrotou Fujiwara por decisão unânime dos juízes

Light Heavyweight (peso meio pesado): Japan Tatsuya Mizuno vs. South Africa Trevor Prangley

            Mizuno derrotou Prangley via TKO (joelhada e socos) no 1º round, 4:41

Catchweight (175 lbs) categoria intermediária: Japan Eiji Ishikawa vs. Lithuania Marius Žaromskis

             Žaromskis derrotou Ishikawa por decisão unânime dos juízes

Lightweight (peso leve): Japan Eiji Mitsuoka vs. Brazil Bruno Carvalho

            Mitsuoka derrotou Carvalho por decisão unânime dos juízes

                                                                                                                                                                                   João Pedro Alves da Silva


MMA nacional movimenta a noite de sábado

10/07/2011

Centurion MMA

Após ser demitido do UFC há pouco tempo, Maiquel Falcão voltou ao octógono. Lutando no Centurion MMA 2, realizado em Itajaí-SC, Falcão enfrentou Julio Cesar Bilik valendo o cinturão do evento.

O combate mal começou e, em um soco certeiro – jab – Falcão derrubou Bilik. No chão, desferiu vários golpes até que a luta fosse finalizada pelo árbitro. Rápido nocaute de Maiquel Falcão. Atleta ex-Chute Boxe, agora treinando na RFT, no Rio de Janeiro, disse em entrevista no decorrer da semana que vai colecionar cinturões e voltar ao UFC. Já conquistou o primeiro.

Rockstrike

O evento foi realizado em Brasília, de forma inusitada e inédita, em uma arena de rodeio. Foi transmitido ao vivo pelo canal Combate. Além de não ter grandes destaques no card, atletas fora de forma estiveram em ação. O maior destaque foi a presença do árbitro Mario Yamasaki, que trabalha no UFC.

Brazilian Fighting Championship

Aconteceu no Centro Regional de Eventos, em São José do Rio Preto – SP, a primeira edição do BFC. Como destaque, a estréia de Ricardo Abreu no MMA. O atleta, antes apelidado de “Demente”, é campeão mundial profissional de Jiu Jitsu e responsável pela luta de solo de Tito Ortiz, que finalizou Ryan Bader no UFC 132.

Abreu enfrentou Marcos Wilson e precisou de apenas 61 segundos para finalizar o adversário com um arm lock. Início de carreira com o pé direito.

João Pedro Alves da Silva


Análise do UFC 132

03/07/2011

Um dos melhores eventos do ano aconteceu no sábado (2) em Las Vegas, Estados Unidos. O UFC 132 teve lutas empolgantes, disputa de cinturão, vários nocautes, o ressurgimento e derrota de ídolos. Entre os brasileiros, uma vitória e uma derrota.

Os destaques dos card preliminar foram Melvin Guillard e Rafael dos Anjos.

Na luta contra Shane Roller, Guillard, mostrou uma boa “trocação”, foi agressivo e dominou o octógono. Em certo momento foi ameaçado por Roller. Não o bastante para evitar que, após uma empolgante sequencia de golpes, fosse nocauteado por Melvin Guillard. É a quinta vitória seguida do americano.

Dos Anjos, brasileiro, lutou contra George Sotiropoulos. No início do combate Sotiropoulos se mostrava mais dominante, acuava seu oponente. Até que, em tentativa de ataque, foi acertado com um cruzado de direita. Caiu derrotado. Bonito nocaute e importante vitória de Rafael dos Anjos.

Golpe que nocauteou Sotiropoulos (foto: UFC.com)

A primeira luta do main card foi entre Carlos Condit e Kim Dong-Hyun, pela categoria welterweight (peso meio médio). O combate começou com os dois lutadores se estudando e tentando achar a distância para atacar. Dong-Hyun quedou Condit, que conseguiu uma bela inversão. A luta voltou em pé. Com uma joelhada voadora Condit levou Dong-Hyun ao solo. Encostado na grade, o coreano recebeu alguns socos antes da paralisação da luta. Nocaute da noite. Primeira derrota na carreira de Kim Dong-Hyun.

Pela categoria light heavyweight (peso meio pesado) se enfrentaram o bad boy Tito Ortiz e Ryan Bader. Após algum tempo de luta em pé e troca de golpes, Bader cai após receber soco. Ortiz não consegue trabalhar o ground ‘n’ pound, mas encaixa a guilhotina e puxa para a guarda. Com a posição justa, Bader não consegue se livrar e é finalizado. Tapout. Vitória e comemoração típica de Ortiz, que “cava a cova e enterra” seu adversário. Tito Ortiz não sabia o que era vencer desde outubro de 2006. Nesse período disputou apenas cinco lutas, com quatro derrotas e um empate. Precisava de um sucesso para provar que ainda tem condições de continuar competindo. Pode ser a volta de um vitorioso atleta.

No momento em que as luzes se apagaram e a clássica música “Sandstorm” começou a tocar, estava anunciado o retorno de Wanderlei Silva contra Chris Leben. Ao início da luta, um momento de estudo dos dois atletas. Wanderlei vai agressivamente para cima de Leben e consegue acertar alguns socos. A “trocação” é franca. Na troca de golpes o americano desfere um cruzado de esquerda que abala Silva. Grogue, Wanderlei tenta clinchar. Tática suicida. É acertado com vários uppers de Leben. O “Cachorro Louco” vai à lona. Indefeso, Silva ainda recebe alguns socos antes da paralização do juiz, aos 27 segundos de luta. Leben e o público americano vão ao delírio, vibrando muito com a vitória. Silva, caído, parece não acreditar no ocorrido.

Comemoração de Leben ao derrotar Wanderlei Silva (foto: UFC.com)

Wanderlei Silva começou bem, acertando alguns golpes e ferindo Chris Leben. Pecou ao tentar finalizar a luta rapidamente, ao continuar na perigosa troca de golpes. Como foi ao levar o cruzado. Grogue, o desespero tomou conta e partiu para o clinch, onde terminou nocauteado.

Na última luta da noite, o duelo pelo cinturão entre o campeão Dominick Cruz e Urijah Faber. Chance para Cruz vingar sua única derrota na carreira. Como de praxe das categorias leves, luta bastante movimentada. Nos dois primeiros rounds Cruz levou vantagem. Movimentou-se mais, buscou a queda e golpeou na hora certa. Faber desferiu golpes mais fortes, mais contundentes e aplicou um knockdown. No terceiro e quarto round a história mudou. Cansado, Cruz diminui a movimentação e Faber melhorou, golpeou mais e equilibrou a luta. No último e decisivo round, o campeão tentou e quedou, mas não conseguiu desenvolver nada no solo por Faber se levantar rapidamente. O round mais morno. Na decisão dos juízes, vitória e a manutenção do cinturão dos pesos galos (bantamweight) para Dominick Cruz.

Cruz, chutando, manteve o cinturão (foto: UFC.com)

Os bônus de 75 mil dólares foram distribuídos da seguinte maneira:

Luta da noite: United States Dominick Cruz vs. United States Urijah Faber

Nocaute da noite: United States Carlos Condit

Finalização da noite: United States Tito Ortiz

– Prêmio Jornal do Esporte

Faixa Branca

– Um dos juízes da luta Dominick Cruz vs. Urijah Faber, que deu os cinco rounds para Cruz. Critério questionável do júiz. Faber venceu claramente, pelo menos, um round

Faixa Preta

– Carlos Condit, que venceu com belo nocaute e ganhou o bônus de KO da noite

                                                             – Tito Ortiz, que mostrou ter potencial para prosseguir na ativa ao finalizar Ryan Bader

                                                            – Chris Leben, que nocauteou Wanderlei Silva rapidamente

                                                            – Dominick Cruz, que protagonizou a melhor luta da noite e manteve o cinturão

Card Preliminar

Bantamweight (peso galo): United States Jeff Hougland vs. United States Donny Walker

Hougland derrotou Walker por decisão unânime dos juízes (29–28, 29–28, 30–27)

Lightweight (peso leve): Nigeria Anthony Njokuani vs. England Andre Winner

Njokuani derrotou Winner por decisão unânime dos juízes (30–26, 30–26, 30–27)

Middleweight (peso médio): United States Brad Tavares vs. United States Aaron Simpson

Simpson derrotou Tavares por decisão unânime dos juízes (30–27, 30–27, 30–27)

Bantamweight (peso galo): United States Brian Bowles vs. Japan Takeya Mizugaki

Bowles derrotou Mizugaki por decisão unânime dos juízes (30–27, 30–27, 29–28)

Lightweight (peso leve): Australia George Sotiropoulos vs. Brazil Rafael dos Anjos

Dos Anjos derrotou Sotiropoulos via KO (soco) no 1º round, 0:59

Lightweight (peso leve): United States Melvin Guillard vs. United States Shane Roller

Guillard derrotou Roller via KO (socos) o 1º round, 2:12

– Main card

Welterweight (peso meio médio): United States Carlos Condit vs. South Korea Dong Hyun Kim

Condit derrotou Dong-Hyun via KO (joelhada voadora e socos) no 1º round, 2:58

Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Tito Ortiz vs. United States Ryan Bader

Ortiz derrotou Bader via finalização (guilhotina) no 1º round, 1:56

Lightweight (peso leve): Germany Dennis Siver vs. United States Matt Wiman

Siver derrotou Wiman por decisão unânime dos juízes (29–28, 29–28, 29–28)

Middleweight (peso médio): Brazil Wanderlei Silva vs. United States Chris Leben

Leben derrotou Silva via TKO (socos) no 1º round, 0:27

Bantamweight (peso galo) – disputa de cinturão: United States Dominick Cruz vs. United States Urijah Faber

Cruz derrotou Faber por decisão unânime dos juízes (50–45, 49–46, 48–47)

João Pedro Alves da Silva



BOXE: Klitschko se mantém absoluto nos pesos pesados

03/07/2011

O ucraniano Wladmir Klitschko venceu por pontos o inglês desafiante David Haye, pela unificação dos títulos dos dois pugilistas ( três de Klitschko, um de Haye). A diferença, segundo os jurados, foi de dez pontos, neste que foi o confronto mais aguardado do boxe mundial em dois anos – marcados por provocações do desafiante Haye.

 O combate começou com uma boa movimentação do britânico, estudando bem o oponente e arriscando ganchos de esquerda. O ucraniano sentiu essa estratégia, e não conseguiu mais do que uns poucos jabs no início.

Mas essa história começou a mudar entre o oitavo e o nono round, quando Klitschko finalmente encaixou seu fortes golpes de esquerda, combinado com o cansaço de Haye. Ainda assim houve equilíbrio, sendo o último round bem dividido entre golpes dos dois. Há que se dizer que houve um equívoco no final, quando o juiz Genaro Rodriguez abriu a contagem de nocaute para Haye, que na verdade tinha escorregado. Talvez tenha sido esse o fator determinante para a decisão dos juízes: vitória para Wladmir Klitschko, por dez de vantagem. Houve uma certa polêmica na decisão. Embora o confronto tenha sido equilibrado (o ucraniano de fato foi mais presente na luta do que o inglês), a luta ocorreu em Hamburgo, na Alemanha, onde mora Wladmir. Mistérios a parte, o duelo cumpriu o que se esperava dele: a maior luta do boxe recente.

Paulo Semicek


UFC 132

01/07/2011

A cidade de Las Vegas recebe mais uma edição do UFC no próximo sábado (2). O UFC 132, a ser realizado no MGM Grand Garden Arena, tem disputa de cinturão, brasileiros, esperado retorno e atletas conhecidos.

Urijah Faber tentará tirar o cinturão do campeão Dominick Cruz, que faz sua estréia no evento. É a primeira disputa de título da categoria bantamweight (peso galo) no UFC. Cruz era campeão de outro evento, o WEC, que foi unificado com o UFC e deixou de existir. Sobre a luta, combate duro para o detentor da cinta. Faber é mais experiente, já foi campeão do WEC, tem uma boa base de wrestling e é agressivo na luta em pé. Cruz tem um boxe interessante e também faz bom uso do chute.

Pela categoria light heavyweight (peso meio pesado) enfrentam-se os americanos Ryan Bader e Tito Ortiz. Bader está em melhor fase, embora venha de derrota. Tem lutado mais regularmente e com um melhor desempenho que seu oponente. Ambos têm como principal arte o wrestling, objetivando quedar o adversário. Pelo momento, Bader leva vantagem e é favorito.

Em seu retorno, Wanderlei Silva lutará contra o americano Chris Leben. São lutadores queridos pelo público. Expectativa de luta movimentada. Tanto Silva quanto Leben são atletas agressivos, que partem para cima. O brasileiro leva vantagem no combate em pé, sua especialidade. No quesito quedas Leben leva a melhor. Ponto a ser explorado pelo norte americano.

– Leia a coluna sobre a volta de Wanderlei Silva ao octógono, aqui!

Duas outras lutas fazem parte do main card. Invicto, o sul coreano Dong Hyun Kim enfrenta o americano Carlos Condit. Na outra, o alemão Dennis Siver enfrenta o americano Matt Wiman.

Além de Wanderlei Silva, outro brasileiro escalado é Rafael dos Anjos, no card preliminar. O carioca vai enfrentar o australiano George Sotiropoulos.

Clique aqui e assista ao Countdown do UFC 132, em inglês.

O evento (main card) será transmitido pelo canal Combate a partir das 21h. Algumas lutas preliminares poderão ser assistidas pelo Facebook.

Card Preliminar

Bantamweight (peso galo): United States Jeff Hougland vs. United States Donny Walker

Lightweight (peso leve): Nigeria Anthony Njokuani vs. England Andre Winner

Middleweight (peso médio): United States Brad Tavares vs. United States Aaron Simpson

Bantamweight (peso galo): United States Brian Bowles vs. Japan Takeya Mizugaki

Lightweight (peso leve): Australia George Sotiropoulos vs. Brazil Rafael dos Anjos

Lightweight (peso leve): United States Melvin Guillard vs. United States Shane Roller

Main card

Lightweight (peso leve): Germany Dennis Siver vs. United States Matt Wiman

Welterweight (peso meio médio): United States Carlos Condit vs. South Korea Dong Hyun Kim

Light Heavyweight (peso meio pesado): United States Tito Ortiz vs. United States Ryan Bader

Middleweight (peso médio): Brazil Wanderlei Silva vs. United States Chris Leben

Bantamweight (peso galo) – disputa de cinturão: United States Dominick Cruz vs. United States Urijah Faber

João Pedro Alves da Silva


Análise do UFC on Versus 4

27/06/2011

Um bom evento de MMA aqueceu a noite de domingo (26). O UFC on Versus 4, realizado em Pittsburgh, Estados Unidos, teve combates empolgantes, “zebra”, reviravoltas e luta que não terminou. Um evento movimentado que agradou aos fãs do esporte.

No card preliminar, o único brasileiro a entrar no octógono. Charles “do Bronx” Oliveira enfrentou o americano Nik Lentz. No primeiro round Charles mostrou um bom muay thai, conseguiu algumas combinações de golpe, além do clinch com joelhadas. Lentz levou algum perigo ao encaixar uma guilhotina e puxar para a guarda. O segundo round começou com Charles partindo para cima. No chão, novamente Lentz encaixou uma guilhotina. Quando escapou, já em pé, Charles desferiu uma joelhada no oponente. No entanto, por Lentz estar nos “quatro apoios”, o golpe é considerado ilegal. Após alguns socos “do Bronx” atinge outra joelhada, legal. Nas costas do adversário, o brasileiro finaliza com um mata-leão.

Charles Oliveira, à direita, usou muito bem o clinch (foto: UFC.com)

A torcida vaiou Charles Oliveira por ter dado um golpe ilegal. Dana White, presidente do UFC, postou em seu Twitter durante a luta que “a platéia conhece as regras melhor que os juízes”. A luta será analisada pela Comissão da Pensilvânia, que deve oficializar como resultado um “No Contest”, ou seja, sem um vencedor.

Pela primeira luta do card principal, Christian Morecraft enfrentou Matt Mitrione. No primeiro round, “trocação” aberta. Vantagem de Mitrione, que foi mais contundente e conseguiu dois knockdowns. No segundo round, Morecraft conseguiu ir pro chão, quedando seu adversário. Sem muita ação, o juiz paralisou e colocou a luta em pé. Melhor, Mitrione acerta uma potente combinação de socos, levando Morecraft à lona.

John Howard e Matt Brown realizaram um duelo bastante equilibrado. No primeiro round os dois atletas alternaram bons momentos. Brown levou ligeira vantagem na luta em pé, com alguns chutes e joelhadas. O segundo e terceiro rounds foram parecidos. Predominância do combate no solo e com pouca ação. Brown dominou o segundo e Howard o terceiro round. Na decisão unânime dos juízes, vitória de Matt Brown.

Na penúltima luta da noite se enfrentaram Rick Story e Charlie Brenneman, que contava com o apoio do público por ser da Pensilvânia. E a “zebra” apareceu. Favorito, Story foi dominado nos dois primeiros rounds. Brenneman conseguiu quedar e ficou por cima, controlou, não deu espaço e golpeou Story, o suficiente para que o juiz não colocasse a luta em pé. No terceiro round, precisando de um nocaute ou uma finalização, Story tentou partir para cima. Brenneman impôs sua estratégia e não se expôs, deixou o tempo passar. Na decisão unânime dos juízes, vitória de Charlie Brenneman. Resultado importante para Brenneman, que venceu um atleta em boa fase e conquistou espaço dentro do evento.

Brenneman, a “zebra” da Pensilvânia (foto: UFC.com)

No main event, combate entre Cheick Kongo e Pat Barry. Ambos conhecidos pela qualidade em pé, a expectativa era de um nocaute. Ficou claro que sairia um KO quando, antes do início da luta, não tocaram as luvas. No início, Barry surpreendeu ao tentar a queda, sem sucesso. Kongo desferia fortes leg kicks. Em momento de “trocação” aberta, Barry acertou um soco de direita. Knockdown. Barry tentou acabar com a luta golpeando Kongo no chão. O juiz, inclusive, estava prestes a paralisar o combate quando Kongo se recuperou. Barry conseguiu derrubar o francês novamente. Knockdown. Heroicamente, Kongo se levantou e com um uppercut de direita derrotou Barry. Após estar praticamente derrotado, Cheick Kongo consegue inesperada reviravolta e nocauteia Pat Barry.

Kongo vs. Barry: fecharam o evento com chave de ouro (foto: UFC.com)

Os bônus de 50 mil dólares foram distribuídos da seguinte maneira:

Luta da noite: Nik Lentz vs. Charles “do Bronx” Oliveira

Nocaute da noite: Cheick Kongo

Finalização da noite: Joe Lauzon

– Prêmio Jornal do Esporte:

Neste evento não tivemos nenhum atleta condecorado com a Faixa Branca.

Faixa Preta

Charlie Brenneman, que teve seu adversário mudado na véspera da luta e venceu o favorito Rick Story.

Cheick Kongo, que ressurgiu na luta e nocauteou Pat Barry.


– Card Preliminar

Lightweight (peso leve):  United States Michael Johnson vs. United States Edward Faaloloto

Johnson derrotou Faaloloto via TKO (socos) no 1º round, 4:42

Featherweigh(peso pena): United States Ricardo Lamas vs. United States Matt Grice

Lamas derrotou Grice via TKO (socos) no 1º round, 4:41

Lightweight (peso leve): United States Nik Lentz vs. Brazil Charles Oliveira

Oliveira derrotou Lentz via finalização (mata-leão) no 2º round, 1:48. A comissão da Pensilvânia analisa a luta e pode oficializar como resultado um “No Contest”, por conta de uma joelhada ilegal de Oliveira

Welterweight (peso meio-médio): United States Daniel Roberts vs. United States Rich Attonito

Attonito derrotou Roberts por decisão unânime dos juízes (29–27, 30–27, 29–28)

Lightweight (peso leve): United States Joe Lauzon vs. England Curt Warburton

Lauzon derrotou Warburton via finalização (kimura) no 1º round, 1:58

Featherweight (peso pena): United States Joe Stevenson vs. Cuba Javier Vazquez

Vazquez derrotou Stevenson por decisão unânime dos juízes (30–27, 29–28, 30–27)

Featherweight (peso pena): United States Tyson Griffin vs. Armenia Manvel Gamburyan

Griffin derrotou Gamburyan por decisão majoritária dos juízes (29–28, 29–28, 29–29)

– Card Principal (Main Card)

Heavyweight (peso pesado): United States Matt Mitrione vs. United States Christian Morecraft

Mitrione derrotou Morecraft via KO (socos) no 2º round, 4:28

Welterweight (peso meio-médio): United States John Howard vs. United States Matt Brown

Brown derrotou Howard por decisão unânime dos juízes (29–28, 29–28, 29–28)

Welterweight (peso meio-médio): United States Rick Story vs. United States Charlie Brenneman

Brenneman derrotou Story por decisão unânime dos juízes (29–28, 29–28, 29–28)

Heavyweight (peso pesado): France Cheick Kongo vs. United States Pat Barry

Kongo derrotou Barry via KO (uppercut) no 1º round, 2:39

João Pedro Alves da Silva



Mudança no UFC Live on Versus

26/06/2011

O UFC Live on Versus é um evento alternativo do UFC criado pela grande quantidade de lutadores contratados, e pela necessidade de colocar todos em ação. Tem um nome diferente e não entra na contagem “normal” do UFC (UFC 132, UFC 133, por exemplo). O UFC Live on Versus 4 acontece neste domingo (26) no Consol Energy Center, em Pittsburgh, Estados Unidos.

Para esta edição estava previsto como main event a luta entre Nate Marquardt e Anthony Johnson. Mas, por motivo de lesão, Johnson ficou impossibilitado de lutar, sendo substituído por Rick Story. Uma nova mudança, mais drástica, ocorreu no sábado (25), um dia antes da luta. Através de um vídeo postado em seu Twitter, o presidente do UFC, Dana White, anunciou não apenas o corte de Nate Marquardt desta luta, mas a demissão do atleta do evento.

O real motivo da demissão de Nate Marquardt ainda não foi divulgado. O que se sabe é que o americano não recebeu o aval médico para lutar. Dentre as especulações que surgiram, a principal é que Marquardt não conseguiu bater o peso exigido na categoria welterweight (meio-médio) – 77 kg. Antes, lutava na middleweight, até 84 kg. Em outra teoria, Marqurdt teria sido pego no exame antidoping.

Nate Marquardt: demitido do UFC (foto: MMAjunkie.com)

Veja o anúncio do corte de Marquardt feito por Dana White, aqui!

Com a mudança, a luta Cheick Kongo vs. Pat Barry foi promovida a main event. Rick Story enfrentará Charlie Brenneman, antes adversário de TJ Grant, que foi tirado do card. Ainda no card principal, o main card, Jim Howard luta contra Matt Brown, e Christian Morecraft contra Matt Mitrione.

Encarada de Kongo e Barry na pesagem (foto: UFC.com)

O único atleta brasileiro a entrar no octógono será Charles “do Bronx” Oliveira. Com 21 anos e um cartel de 14 vitórias e apenas uma derrota, Charles é tido como uma das principais promessas do MMA nacional. Tem na luta contra Nik Lentz, no card preliminar, uma oportunidade interessante para ganhar espaço dentro do UFC. Lentz tem um cartel de 21 vitórias, três derrotas e dois empates, e está invicto no evento (cinco vitórias e um empate).

Charles “do Bronx” na pesagem (foto: UFC.com)

O UFC Live on Versus não trás nomes consagrados no MMA, mas é uma boa pedida na noite de domingo para os amantes das artes marciais.

O evento será transmitido a partir das 22h pelo canal Combate. Todas as lutas preliminares poderão ser assistidas pelo Facebook.

– Card Preliminar (Facebook)

Lightweight (peso leve):  United States Michael Johnson vs. United States Edward Faaloloto

Featherweigh(peso pena): United States Ricardo Lamas vs. United States Matt Grice

Lightweight (peso leve): United States Nik Lentz vs. Brazil Charles Oliveira

Welterweight (peso meio-médio): United States Daniel Roberts vs. United States Rich Attonito

Lightweight (peso leve): United States Joe Lauzon vs. England Curt Warburton

Featherweight (peso pena): United States Joe Stevenson vs. Cuba Javier Vazquez

Featherweight (peso pena): United States Tyson Griffin vs. Armenia Manvel Gamburyan

– Card Principal (Main Card)

Heavyweight (peso pesado): United States Matt Mitrione vs. United States Christian Morecraft

Welterweight (peso meio-médio): United States John Howard vs. United States Matt Brown

Welterweight (peso meio-médio): United States Rick Story vs. United States Charlie Brenneman

Heavyweight (peso pesado): France Cheick Kongo vs. United States Pat Barry

João Pedro Alves da Silva

Grand Slam de Judô

O judô brasileiro conseguiu um bom resultado no ultimo fim de semana (18 e 19) no Grand Slam, disputado no Rio de Janeiro. O Brasil faturou 11 medalhas no geral (quatro de ouro, três de prata e quatro de bronze) ficando com a segunda colocação no quadro de medalhas, atrás do Japão.

As medalhas de ouro foram conquistadas por Érika Miranda (52kg), Mayra Aguiar (78kg), Leandro Guilheiro (81kg) e João Gabriel Schlittler (+100kg). As de prata, por Sarah Menezes (48kg), Rafaela Silva (57kg) e Daniel Hernandes (+100kg). No terceiro lugar do pódio, com a medalha de bronze, Maria Portela (70kg), Rochele Nunes (+78kg), Hugo Pessanha (90kg) e Tiago Camilo (90kg). Em Grand Slams, a medalha de ouro vale 300 pontos no ranking, a prata 180 e o bronze 120.

No próximo fim de semana (25 e 26) acontece a Copa do Mundo de São Paulo, no ginásio do Ibirapuera.

Clique e veja as lutas dos medalhistas de ouro do Brasil: Mayra Aguiar, Leandro Guilheiro, João Gabriel Schlittler e Érica Miranda.

Os cinco primeiros colocados no quadro de medalhas:

Posição País Ouro Prata Bronze Total
1
Japão 8 0 2 10
2
Brasil
4
3
4
11
3
Rússia 1 2 2 5
4
Romênia 1 0 1 2
5
Itália 0 2 0 2

João Pedro Alves da Silva


Análise do Strikeforce: Overeem vs. Werdum

O Strikeforce: Overeem vs. Werdum (ou Strikeforce: Dallas) aconteceu no ultimo sábado (18). Os dois semifinalistas restantes do Grand Prix foram conhecidos. O evento, no geral, contou com boas lutas. A principal, main event, foi o contraponto, deixando a desejar.

Alistair Overeem e Fabrício Werdum fizeram a principal luta do evento. Não correspondeu às expectativas. Como ponto positivo, Werdum partiu para cima de Overeem várias vezes durante a luta. Conseguiu desferir combinações de socos e joelhadas. Porém, sem punch, sem força para agredir e causar algum dano ao holandês.  No entanto, o fato de Werdum se jogar no chão a todo o momento, buscando a luta de solo, foi inapropriado. Causou a antipatia do público e dos juízes. Overeem não caiu no jogo do brasileiro e permanecia em pé, obrigando Fabrício a se levantar. Nas únicas vezes em que o combate foi para o solo, pouca ação. Foi um embate morno e com poucas emoções. Vitória de Alistair Overeem por decisão dos juízes.

O desempenho dos dois lutadores foi abaixo do esperado. Overeem foi passivo em boa parte da luta e pouco mostrou na “trocação”, sua especialidade. Werdum surpreendeu com o volume da luta em pé. Mas o “estilo Neymar”, o qual se jogou no chão incessantemente, manchou sua atuação. Agora, pela semifinal do GP, Alistair Overeem enfrentará Antonio “Pezão” Silva, ainda sem data divulgada.

Na outra luta válida pelo GP, Brett Rogers enfrentou Josh Barnett. Como previsto, Barnett conseguiu quedar seu oponente sem grande dificuldade. O primeiro round foi travado no solo, com domínio de Barnett, que buscou posições para a finalização e fez o uso do ground ‘n’ pound (golpear o adversário no solo). No início do segundo round Rogers foi derrubado novamente. Com um jiu jitsu superior, Barnett não precisou de muito tempo para finalizar Rogers com um kata-gatame.

O próximo adversário de Josh “The Babyfaced Assassin” Barnett no GP será o russo Sergei Kharitonov.

Nas outras lutas do card principal, vitórias de Jorge Masvidal e Daniel Cormier por decisão dos juízes e de Chad Griggs por TKO. Destaque para Masvidal que derrotou K.J Noons mostrando uma boa “trocação” no combate mais empolgante da noite.

No card preliminar o brasileiro Gesias Cavalcante, “JZ Calvan”, entrou no octógono para enfrentar o americano Justin Wilcox. No primeiro round, baseado na luta em pé, Wilcox levou vantagem. Foi mais agressivo, conseguiu mais golpes e evitou as tentativas de queda de JZ. Logo no início do segundo round sobrou uma dedada acidental de Gesias no olho de Wilcox. A luta foi interrompida e o americano foi examinado. Com a impossibilidade de prosseguir, o fim do combate foi anunciado. Como resultado, um “No Contest”, luta sem vencedor.

Após a luta, Justin Wilcox postou em seu Twitter uma foto de seu olho lesionado. Como legenda, colocou que apenas com um golpe ilegal alguém pode pará-lo.  Horas depois em nova postagem, escreveu que o olho está melhorando e se retratou, tirando qualquer culpa de Cavalcante no golpe e acrescentou que o respeita bastante.

Também pelo card preliminar Magno Almeida perdeu para Conor Heun por decisão unânime dos juízes. Como resultado final, nenhuma vitória brasileira neste Strikeforce. Noite ruim para o MMA nacional.

Prêmio Jornal do Esporte:

Faixa Branca

Fabrício Werdum, que fugiu da luta se jogando no chão. E ainda, faltou fôlego.
Alistair Overeem, que não fez muita coisa no octógono. Assim como Werdum, faltou fôlego.
Faixa Preta

Josh Barnett, que venceu Rogers sem grandes problemas e está na semifinal do GP.

Chad Griggs, que fez o esperado e “passou o carro” em Valentijn Overeem.

CARD PRINCIPAL (main card)

Quartas de final do GP (peso pesado): Alistair Overeem vs. Fabrício Werdum

Overeem derrotou Werdum por decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27, 29-28)

Quartas de final do GP (peso pesado): Josh Barnett vs. Brett Rogers

Barnett derrotou Rogers via finalização (kata-gatame) no 2º round, 1:17

Lightweight (peso leve): K.J. Noons vs. Jorge Masvidal

Masvidal derrotou Noons por decisão unânime dos juízes (30–27, 30–27, 30–27)

Heavyweight (peso pesado): Daniel Cormier vs. Jeff Monson

Cormier derrotou Monson por decisão unânime dos juízes (30–27, 30–27, 30–27).

Heavyweight (peso pesado): Valentijn Overeem vs. Chad Griggs

Griggs derrotou Overeem via TKO (socos) no 1º round, 2:08

CARD PRELIMINAR:

Lightweight (peso leve): Gesias Cavalcante vs. Justin Wilcox

A luta não teve um vencedor devido a uma dedada de Cavalcante no olho de Wilcox no 2º round, 0:31

Lightweight (peso leve): Conor Heun vs. Magno Almeida

Heun derrotou Almeida por decisão unânime dos juízes (29–28, 29–28, 29–28).

Welterweight (peso meio médio): Nah-Shon Burrell vs. Joe Ray

Burrell derrotou Ray por decisão unânime dos juízes (29–28, 29–28, 29–28).

Welterweight (peso meio médio): Todd Moore vs. Mike Bronzoulis

Moore derrotou Bronzoulis por decisão unânime dos juízes (29–28, 29–28, 29–28).

Welterweight (peso meio médio): Brian Melancon vs. Isaac Vallie-Flagg

Vallie-Flagg derrotou Melancon por decisão dividida dos juízes (28–29, 29–28, 29–28)

João Pedro Alves da Silva

Strikeforce: Overeem vs. Werdum

Mais uma rodada do Grand Prix dos pesos pesados do Strikeforce será disputada no próximo sábado (18). O “Strikeforce: Overeem vs. Werdum”, a ser realizado no American Airlines Center, em Dallas, Texas, tem como destaque duas lutas das quartas de final do GP. Três brasileiros estão escalados para entrar no octógono: Magno Almeida, Gesias Cavalcante e Fabrício Werdum.

A principal luta da noite (main event), que dá nome ao evento, é entre o holandês Alistair Overeem e o gaúcho Fabrício Werdum.  “Vai Cavalo”, como Fabrício é conhecido, não terá uma missão das mais fáceis. Longe disso. Overeem, “Demolition Man”, é o dono do cinturão da categoria, vem de longa sequencia sem derrotas – 10 lutas – e é muito bom na luta em pé. O ponto forte de Werdum é a luta de solo. Faixa preta de jiu jitsu de alto nível, no chão o brasileiro tem mais chances que Overeem. Quem vencer enfrentará na semifinal o brasileiro Antonio “Pezão” Silva, que derrotou a lenda russa Fedor Emelianenko em fevereiro.

Também pelo GP se enfrentam os americanos Josh Barnett e Brett Rogers. Assim como Werdum, Barnett leva vantagem no solo. De suas 29 vitórias, 17 foram por finalização. Em pé, a luta deve ser mais equilibrada. Das 11 vitórias de Rogers, nove foram por nocaute (KO ou TKO). O vencedor enfrentará na semifinal o russo Sergei Kharitonov, que derrotou o bielorrusso Andrei Arlovski nas quartas de final.

Ainda no card, mas fora do GP, entrarão no octógono nomes conhecidos como KJ Noons, Jeff Monson e Gesias Cavalcante. Fato curioso é a presença dos irmãos Alistair e Valentijn Overeem no mesmo evento e no main card.

Para este Strikeforce estava previsto o retorno da americana Gina Carano ao MMA. Sua última luta foi contra a brasileira Cristiane “Cyborg” Santos, há quase dois anos. Carano estava escalada para lutar contra Sarah D’Alelio. No entanto, segundo a organização do evento, apresentou problemas médicos nos exames pré luta. Várias versões contrárias surgiram durante a semana, alegando que a lutadora não teria problema algum. De qualquer forma, para a infelicidade dos fãs, Gina Carano não entrará em ação no sábado.

Gina Carano

Assista ao vídeo de divulgação do evento:

CARD PRINCIPAL (main card)

Quartas de final do GP (peso pesado): Alistair Overeem vs. Fabrício Werdum

Quartas de final do GP (peso pesado): Josh Barnett vs. Brett Rogers

Lightweight (peso leve): K.J. Noons vs. Jorge Masvidal

Heavyweight (peso pesado): Daniel Cormier vs. Jeff Monson

Heavyweight (peso pesado): Valentijn Overeem vs. Chad Griggs

CARD PRELIMINAR:

Lightweight (peso leve): Gesias Cavalcante vs. Justin Wilcox

Lightweight (peso leve): Conor Heun vs. Magno Almeida

Welterweight (peso meio médio): Nah-Shon Burrell vs. Joe Ray

Welterweight (peso meio médio): Todd Moore vs. Mike Bronzoulis

Welterweight (peso meio médio): Brian Melancon vs. Isaac Vallie-Flagg

João Pedro Alves da Silva


Análise do UFC 131

Realizado em Vancouver, Canadá, na noite de sábado (11), o UFC 131 não foi bom para os brasileiros. Com quatro atletas tupiniquins lutando no card principal, apenas uma vitória. Junior dos Santos, o Cigano, foi responsável pelo único sucesso. Apesar das derrotas brasileiras, foi um bom evento.

Na categoria dos leves, o americano Donald “Cowboy” Cerrone enfrentou o carioca Vagner Rocha. Luta inteira dominada pelo gringo. Cerrone apresentou um muay thai de alto nível. Utilizou muitos leg kicks, que minaram Rocha, além de algumas combinações de golpes. Em várias oportunidades o brasileiro tentou derrubar Cerrone, que conseguiu se defender bem das quedas. Rocha conseguiu aguentar até o fim da luta. Na decisão dos juízes, unânime, vitória de Donald Cerrone. Com direito ao chapéu de cowboy.

A segunda luta do card principal foi entre o norueguês Jon Olav Einemo e o americano Dave Herman. Logo no início, a previsão de como seria o embate: agressivo. No primeiro round, Dave Herman fez uso de joelhadas, principalmente no clinch. Einemo apostava em seus socos, além de quedar seu adversário. O segundo round começou equilibrado, com ambos atletas buscando o nocaute. Quase aconteceu quando Herman acertou, com um soco, Einemo, que caiu. Knockdown. A luta voltou em pé. Einemo conseguiu bons golpes. Até que, com uma joelhada e um cruzado de esquerda, Herman derrubou mais uma vez o norueguês. Knockdown. Einemo conseguiu continuar a luta. Os dois lutadores estavam exaustos. Boa troca de golpes. Em sequencia de joelhadas e um soco de esquerda, novamente Einemo vai para a lona. No chão, Herman golpeia seu oponente, e a luta é paralisada. Vitória de Dave Herman, por nocaute técnico (TKO) via socos.

Em luta na categoria dos médios, o americano-filipino Mark Muñoz enfrentou o brasileiro Demian Maia. Surpreendendo a todos, Maia, conhecido por sua luta de solo, pelo jiu jitsu, começou agressivo na luta em pé. Partiu para cima de Muñoz. Foi melhor no primeiro round. Nos outros rounds, Muñoz equilibrou e dominou a luta. Conseguiu algumas quedas e foi melhor na “trocação”. Maia tentou derrubar, atacando as pernas do filipino, mas sem sucesso. Após os três rounds, o anuncio do vencedor: Mark Muñoz, por decisão unânime.

Na penúltima luta da noite, o duelo entre o brazuca Diego Nunes e o norte-americano Kenny Florian. No primeiro round, boa exibição de Nunes. Conseguiu quedar Kenflo, além de um knockdown no final do round, após um cruzado de esquerda. O segundo round foi equilibrado, mas Florian foi mais efetivo em suas ações. No último round, domínio do americano. Nunes se mostrava bastante cansado. Florian foi melhor, ganhou o 2º e 3º – principalmente – rounds. Conseguiu algumas quedas, golpeou mais no solo. Em pé, Nunes mostrou um bom jogo. Se não fosse o cansaço, se sairia ainda melhor. Na decisão unânime dos juízes, vitória de Ken Florian. A próxima luta do americano deve ser pelo cinturão da categoria, contra o brasileiro José Aldo.

Para fechar o evento, Junior “Cigano” dos Santos enfrentou Shane Carwin. O vencedor da luta ganharia o direito de disputar o cinturão da categoria contra Cain Velasquez. Dos Santos começou bem a luta, dominando o octógono e sendo mais efetivo nos golpes. Tanto o foi que, no final do primeiro round, conseguiu um knockdown. No chão, golpeou incessantemente seu oponente. Chegou a olhar para o juiz, Herb Dean, com o intuito do mesmo terminar a luta. Não o fez. Carwin terminou o round com vários ferimentos na face e sangrava bastante. Nos outros dois rounds, Dos Santos continuou melhor, sendo mais agressivo que Shane Carwin. No terceiro round, faltando um minuto para o fim, o juiz, Dean, paralisou a luta. Pediu para que um médico verificasse se Carwin tinha condições de continuar lutando, se conseguia enxergar, apesar do sangramento. A luta, quase no fim, prosseguiu. Na decisão unânime dos juízes, vitória de Junior dos Santos.

Os bônus de 70 mil dólares foram distribuídos da seguinte maneira:

Luta da noite: Dave Herman vs. Jon Olav Einemo

Noucaute da noite: Sam Stout, que nocauteou Yves Edwards

Finalização da noite: Chris Weidman, que finalizou Jesse Bongfeldt

Prêmio Jornal do Esporte:

Faixa Branca:

– Herb Dean, juíz do combate entre Cigano e Carwin, que deveria ter paralisado a luta.

 – Shane Carwin, que admitiu ter mentido para o médico, e não conseguia enxergar corretamente.


Faixa Preta:

– Dave Herman e Jon Olav Einemo, que protagonizaram a melhor luta do evento.

– Junior dos Santos, que venceu, lutou bem e vai disputar o cinturão da categoria contra Cain Velasquez.

 

RESULTADOS

– CARD PRELIMINAR

Featherweight (peso pena): Michihiro Omigawa vs. Darren Elkins

Elkins derrotou Omigawa por decisão unânime (29–28, 29–28, 30–27).

Heavyweight (peso pesado): Joey Beltran vs. Aaron Rosa

Beltran derrotou Rosa via TKO (socos) no 3º round, 1:26.

Featherweight (peso pena): Dustin Poirier vs. Jason Young

Poirier derrotou Young por decisão unânime (30–27, 30–27, 29–28).

Middleweight (peso médio): Nick Ring vs. James Head

Ring derrotou Head via submission (mata-leão) no 3º round, 3:33.

Light Heavyweight (peso meio-pesado): Krzysztof Soszynski vs. Mike Massenzio

Soszynski derrotou Massenzio por decisão unânime (30–27, 30–26, 30–27).

Middleweight (peso-médio): Jesse Bongfeldt vs. Chris Weidman

Weidman derrotou Bongfeldt via submission (guilhotina) no 1º round, 4:54.

Lightweight (peso leve): Sam Stout vs. Yves Edwards

Stout derrotou Edwards via KO (soco) no 1º round, 3:52.

– CARD PRINCIPAL (MAIN CARD)

Lightweight (peso leve): Donald Cerrone vs. Vagner Rocha

Cerrone derrotou Rocha por decisão unânime (30–27, 30–27, 30–26).

Heavyweight (peso pesado): Jon Olav Einemo vs. Dave Herman

Herman derrotou Einemo via TKO (socos) no 2º round, 3:19.

Middleweight (peso médio): Demian Maia vs. Mark Muñoz

Muñoz derrotou Maia por decisão unânime (29–28, 29–28, 30–27).

Featherweight (peso pena): Kenny Florian vs. Diego Nunes

Florian derrotou Nunes por decisão unânime (29–28, 29–28, 30–27).

Heavyweight (peso pesado): Junior dos Santos vs. Shane Carwin

Dos Santos derrotou Carwin por decisão unânime (30–27, 30–27, 30–26).

João Pedro Alves da Silva

Análise do Samurai Fight Combat 5

Um grande evento de artes marciais aqueceu a fria noite de sábado (11) de Curitiba. Com boas lutas e grande público no ginásio do Círculo Militar, o Samurai Fight Combat 5 pode ser considerado um sucesso. A inovação de colocar ringue e octógono, para lutas de muay thai e MMA, respectivamente, foi interessante.

O evento teve em sua abertura uma apresentação com vários instrumentos de percussão. Um show oriental, remetendo às origens das artes marciais.

As primeiras lutas foram de muay thai, no ringue.

A primeira luta da noite foi entre a grande promessa, estreante como profissional, Maykol Yurk e o duro Mauricio Alves. Yurk conseguiu lutar bem e mostrou ser bastante técnico. No decorrer da luta, parece ter cansado e Alves equilibrou o duelo. Vitória de Mauricio Alves. E protesto de parte do público, que queria a vitória de Maykol Yurk.

Em luta bem movimentada, Guilherme Almeida enfrentou Everton “Veterinário”. Almeida levou certa vantagem por ser mais alto. Apesar disso, Everton mostrou raça e foi até o fim. Vitória de Guilherme Almeida.

Kimberly Novaes e Adriana Del Vigna fizeram a única luta feminina do evento. No início, Kimberly demorou a achar a distância certa, por Adriana ser mais alta e ter maior envergadura. Vantagem bem aproveitada por Del Vigna. Kimberly mostrou bastante agressividade durante toda a luta. Duelo equilibrado. Vitória de Kimberly Novaes.

A melhor luta da noite foi entre Jonathan “Maloqueiro” e Dedé Santos. No início da luta, Maloqueiro impôs seu ritmo, atacando e não dando chances para Dedé atacar. Conseguiu um knockdown através de bela joelhada. Parecia que a luta não passaria do 1º round. Talvez também fosse o pensamento de Maloqueiro, que começou a “brincar” na luta. Baixou a guarda, deixou Dedé golpeá-lo, diminuiu o ritmo. As coisas mudaram. O ginásio do Círculo Militar quase veio a baixo. O público apoiou Dedé, e este ganhou forças. Passou a ter o controle da luta, conseguindo atacar seu oponente com propriedade. Vitória do atleta da Killer Bees, Dedé Santos. Ao sair do ringue, Maloqueiro foi vaiado por parte do público.

Na derradeira luta de muay thai, Saulo Clay Cavalari enfrentou Anisio Leite. Um show e um muay thai de alto nível de Saulo. Conseguiu um knockdown que deixou Anisio Leite desestabilizado. Saulo manteve o ritmo e conseguiu a vitória por nocaute.

No MMA, que ocorreu no octógono, destaque para André “Toquinho”, Gustavo Wurlitzer, Ed Carlos “Monstro” e Alex “Coruja”.

Gilmar “Manaus” derrotou Irailson “Sinho” por pontos, em luta movimentada. Diego Marlon conseguiu quedar Irwing Machado com facilidade na luta inteira, e também venceu por pontos.

O experiente Toquinho venceu Ivonei Pedronick por finalização ainda no primeiro round.

Na luta internacional, o brasileiro Gustavo Wurlitzer enfrentou o italiano Luca Iovino. Assim como Toquinho, Wurlitzer venceu seu adversário no primeiro round por finalização, para a festa do público presente.

Ed Carlos “Monstro” lutou contra Rodrigo “Urso”. Monstro venceu Urso em pouco tempo, com socos, em um nocaute técnico (TKO). O derrotado Rodrigo Urso contestou a decisão do juiz em paralisar a luta naquele momento, atestando que tinha condições de prosseguir lutando.

Na última luta da noite, Alex “Coruja” não tomou conhecimento de seu adversário, Marcos Vinicius “Vinão”, e o derrotou no primeiro round com um TKO.

Veja as fotos do evento no site 1º Round: MMA e Muay Thai

RESULTADOS

MUAY THAI:

95 kg: Anisio Leite vs. Saulo Clay Cavalari

Saulo Clay Cavalari venceu Anisio Leite por nocaute no 1º round.

70 kg: Guilherme Almeida vs. Everton “Veterinário”

Guilherme Almeida venceu Everton Veterinário por pontos.

70 kg: Jonathan “Maloqueiro” vs. André “Dedé” Santos

Dedé Santos venceu Jonathan “Maloqueiro” por pontos.

55 kg: Kimberly Novaes vs. Adriana Del Vigna

Kimberly Novaes venceu Adriana Del Vigna por pontos.

63 kg: Marcelo Adur vs. Maiko Greeg

Marcelo Adur venceu Maiko Greeg por pontos.

60 kg: Maykol Yurk vs. Mauricio Alves

Mauricio Alves venceu Maykol Yurk por pontos.

MMA

110 kg: Alex “Coruja” vs. Marcos Vinicius “Vinão”

Alex “Coruja” Coruja venceu Marcos Vinicius “Vinão” via TKO no 1º round.

93 kg: Ed Carlos “Monstro” vs. Rodrigo Jesus “Urso”

Ed Carlos “Monstro” venceu Rodrigo Jesus “Urso” via TKO no 1º round.

73 kg: Gustavo Wurlitzer vs. Luca Iovino (Itália)

Gustavo Wurlitzer venceu Luca Iovino por finalização no 1º round.

75 kg: Gilmar “Manaus” Dantes vs. Irailson “Sinho” Gama

Gilmar “Manaus” venceu Irailson “Sinho” Gama por pontos

66 kg: José Carlos “Metal” vs. Felipe Alves

Felipe Alves venceu José Carlos “Metal” por pontos.

66 kg: Diego Marlon vs. Irwing Machado

Diego Marlon venceu Irwing Machado por decisão unânime.

63 kg: Ivonei Pedronick vs. André Luis “Toquinho”

André Luis “Toquinho” venceu Ivonei Pedronick via finalização no R1

João Pedro Alves da Silva

Prévia do UFC 131

O campeão da categoria heavyweight (peso pesado), Cain Velasquez, irá conhecer em breve seu próximo adversário. O desafiante ao cinturão sairá da luta principal do UFC 131, evento com vários atletas brasileiros, que vai acontecer no próximo sábado (11) na Rogers Arena, em Vancouver, Canadá.

Uma semana após a final do The Ultimate Fighter 13, estava previsto o confronto entre os dois treinadores do reality show. O brasileiro Junior “Cigano” dos Santos deveria enfrentar o americano Brock Lesnar. Deveria, porque Lesnar, lesionado, não poderá lutar. Em seu lugar lutará o também americano Shane Carwin. Ambos têm a “mão pesada”, um grande poder de nocaute. O ponto negativo de Carwin é seu “gás”, seu fôlego, cansando rapidamente. Fato a ser explorado pelo brasileiro.

Na categoria featherweight (peso pena), Kenny Florian, veterano no UFC, enfrenta o brasileiro Diego Nunes. A experiência de Ken-Flo pode pesar. Além de ser um lutador perigoso no solo, com um bom jiu jitsu. Por isso, Nunes deve manter a luta em pé, evitando as quedas do americano. Luta difícil para o brasileiro.

Dono de um jiu jitsu refinado, Demian Maia entrará no octógono para enfrentar o filipino-americano Mark Muñoz. Apesar de ter grande capacidade de derrubar seu adversário, sendo um bom wrestler, Muñoz deve manter a luta em pé. Caso o embate venha a se desenvolver no solo, Maia leva grande vantagem, podendo vencer por finalização.

No duelo de estreantes no UFC, pela categoria heavyweight (peso pesado), ficarão frente a frente o norueguês Jon Olav Einemo e o americano Dave Herman. Os dois tentarão mostrar serviço, dando à luta um clima interessante.

Na outra luta do card principal, categoria lightweight (peso leve), Vagner Rocha medirá forças com Donald Cerrone, o cowboy. Será a estréia do brasileiro no UFC. Cerrone é um lutador perigoso na luta em pé, por ser proveniente e ter um bom muay thai. Mesmo assim, ganhou grande parte de suas lutas no solo, com finalizações. Especialidade de Rocha, que tem como “arte mãe” o jiu jitsu.

Nome mais conhecido do card preliminar, Krzysztof Soszynski teve seu oponente mudado na semana da luta. Segunda vez, pois já havia sido mudado anteriormente. No princípio, Soszynski iria enfrentar Anthony Perosh. Machucado, Perosh foi trocado por Igor Pokrajac. Mais recentemente, Pokrjac também se lesionou, e foi substituído por Mike Massenzio. Por enquanto Masse